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Governo define 17 setores que entrarão no mercado regulado de carbono até 2031 | Café com ESG, 20/05

Mercado regulado de carbono avança no Brasil

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE caindo 1,52% e 1,79%, respectivamente.

• Na política brasileira, o Ministério da Fazenda apresentou ontem sua proposta sobre quais setores serão obrigados a reportar suas emissões de gases de efeito estufa no âmbito do mercado regulado de carbono, totalizando 17 setores que passarão a ser incluídos em três etapas entre 2027 e 2031 – na primeira, com início em 2027, estão papel e celulose; ferro e aço; cimento; alumínio primário; exploração e produção de petróleo e gás e refino e transporte aéreo.

• No lado das empresas, (i) o BNDES estuda ampliar o uso de instrumentos de equity e de project finance para viabilizar projetos ligados à cadeia de minerais críticos no Brasil, afirmou o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do banco, José Luís Gordon – o diretor afirmou ainda que o banco avalia modalidades de project finance para empreendimentos mais maduros do setor mineral, e que olha para parcerias com bancos privados e bancos de desenvolvimento estrangeiros; e (ii) a re.green, líder em restauração florestal em escala no Brasil, emitiu nesta semana o primeiro lote de créditos de carbono de restauração ecológica da Mata Atlântica feita exclusivamente com espécies nativas – o lote integra uma primeira safra de mais de 120 mil créditos de remoção de carbono que a empresa promete emitir nos próximos meses, somando projetos na Mata Atlântica e na Amazônia.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Mercado regulado de carbono terá 17 setores em fases até 2031

“O Ministério da Fazenda apresentou nesta terça-feira (19) a sua proposta de quais setores serão obrigados a relatar suas emissões de gases de efeito estufa no âmbito do mercado regulado de carbono. No total, são 17 setores, divididos em três etapas entre 2027 e 2031. Na primeira, com início em 2027, estão papel e celulose; ferro e aço; cimento; alumínio primário; exploração e produção de petróleo e gás e refino e transporte aéreo. A segunda etapa, prevista para começar em 2029, inclui mineração, alumínio reciclado, setor elétrico, vidro, alimentos e bebidas, química, cerâmica e resíduos. Na sequência, a terceira contempla os transportes rodoviário, aquaviário e ferroviário, a partir de 2031. A proposta é que, para cada setor incluído, haverá um período de preparação gradual. Cada etapa dura quatro anos: o primeiro ano dedicado à elaboração do plano de monitoramento; o segundo e o terceiro anos ao monitoramento das emissões; e o quarto ano à construção do Plano Nacional de Alocação. Segundo a Fazenda, nesse período inicial a obrigação será apenas de relato de emissões, sem imposição de custos, cobrança ou obrigação de redução. A proposta foi apresentada pela Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono ao Comitê Técnico Consultivo Participativo (CTCP), grupo que reúne representantes do governo, setor privado e sociedade civil para discutir a regulamentação do mercado de carbono brasileiro. O cronograma do governo prevê colocar a proposta em consulta pública em julho. A versão final desta regulamentação deve sair no segundo semestre deste ano. “A proposta foi construída a partir de critérios técnicos, diálogo com os setores e, particularmente, levando em consideração a realidade produtiva brasileira. O objetivo é garantir uma transição gradual, previsível e baseada em evidências”, disse Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, em nota.”

Fonte: Capital Reset; 19/05/2026

Brazil Iron quer produzir “ferro verde” com gás natural na Bahia

“A Brazil Iron quer transformar uma jazida de minério de ferro no centro-sul da Bahia em uma plataforma de produção de ferro descarbonizado voltada ao mercado internacional, apostando no gás natural como rota de redução de emissões. O plano é utilizar gás natural na primeira fase do projeto, apostando em uma redução inicial de mais de 70% das emissões em comparação às rotas tradicionais da siderurgia baseadas em carvão. O restante pode ser capturado ou compensado. O projeto, com o início das operações previsto para 2030 ou 2031, estima investimentos de US$ 5,7 bilhões e mira a produção de HBI (Hot Briquetted Iron), insumo intermediário entre minério de ferro e o aço, considerado estratégico para a nova era da siderurgia. Segundo Emerson Souza, vice-presidente de Relações Institucionais da companhia, que tem sede em Londres, a mineração representa apenas uma pequena parcela do empreendimento. “Hoje, é um projeto de produção de HBI”, afirma o executivo em entrevista à agência eixos. De acordo com ele, entre 10% e 20% do Capex está ligado à atividade mineral propriamente dita. “O resto é siderurgia, é logística”, explica.A empresa afirma já ter certificado 1,7 bilhão de toneladas de minério de ferro de alta pureza na Bahia, com potencial de ampliação das reservas, nos municípios dee Piatã, Abaíra e Jussiape. O diferencial do ativo, segundo Souza, está na qualidade do minério e na baixa presença de contaminantes e na maleabilidade, características consideradas essenciais para a produção de HBI. “Descobrimos que estávamos em cima de um material que não era só simplesmente uma oportunidade de exploração mineral, mas era uma oportunidade de transformação da cadeia siderúrgica global”, conta.”

Fonte: Eixos; 19/05/2026

Pela primeira vez, Re.green emite créditos de carbono com restauração nativa da Mata Atlântica

“A re.green, líder em restauração florestal em escala no Brasil e vencedora do prêmio Earthshot 2025, emitiu nesta semana o primeiro lote de créditos de carbono de restauração ecológica da Mata Atlântica feita exclusivamente com espécies nativas. Além de promover a captura de carbono da atmosfera, a restauração do bioma com espécies nativas contribui para melhorar a disponibilidade hídrica, favorecer o habitat natural da fauna e permitir o ressurgimento natural de espécies não cultivadas, lembra a empresa. O processo também fortalece cadeias produtivas de sementes e mudas e cria novas oportunidades econômicas para as comunidades locais. As 36.877 unidades certificadas neste primeiro lote foram geradas pela restauração de mais de 1.600 hectares de Mata Atlântica no Sul da Bahia, nos municípios de Eunápolis e Potiraguá, entre 2022 e 2025, com espécies nativas como jequitibá-rosa, ipê, pau-brasil e jatobá. Segundo a empresa, até agora, quase 900 pessoas foram beneficiadas por iniciativas de geração de renda, capacitação e inclusão produtiva. O lote integra uma primeira safra de mais de 120 mil créditos de remoção de carbono que a empresa promete emitir nos próximos meses, somando projetos na Mata Atlântica e na Amazônia. A re.green atua, hoje, em mais de 37 mil hectares nos dois biomas, com mais de 20 mil hectares com mudas plantadas, e já atraiu parcerias com empresas como Microsoft, Nestlé, Agro Penido e Vivo.”

Fonte: Um Só Planeta; 19/05/2026

BNDES prevê ampliar uso de instrumentos para destravar projetos em minerais críticos

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estuda ampliar o uso de instrumentos de equity (participação societária) e de project finance para viabilizar projetos ligados à cadeia de minerais críticos no Brasil, afirmou o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do banco, José Luís Gordon. Segundo ele, parte dos R$ 50 bilhões em projetos mapeados em uma chamada pública lançada pelo banco em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está sendo analisada sob a ótica de participação acionária e de estruturas conjuntas de financiamento com bancos privados e instituições internacionais. “Uma boa parte dos R$ 50 bilhões a gente está olhando para equity”, disse Gordon durante o debate “Energia e soberania: a posição do Brasil”, realizado pelo Valor e por O Globo, com patrocínio da Vale. “O BNDES voltou a retomar a BNDESPar, fazendo alguns investimentos. Algumas das empresas são junior companies, então estamos discutindo essa agenda de equity como uma forma de ajudar”, completou. O diretor afirmou ainda que o banco avalia modalidades de project finance para empreendimentos mais maduros do setor mineral, e que olha para parcerias com bancos privados e bancos de desenvolvimento estrangeiros. Segundo ele, há interesse crescente de investidores internacionais nos projetos brasileiros ligados à transição energética.”

Fonte: Valor Econômico; 19/05/2026

Internacional

Empresas apostam em pesquisas no subsolo para encontrar hidrogênio mais limpo e mais barato

“Nos arredores da cidade de Thetford Mines, em Quebec, no Canadá, região que um dia abasteceu o mundo com amianto, trabalhadores estão perfurando o subsolo em busca de uma fonte de energia limpa incomum e potencialmente vasta. Uma startup chamada Vema Hydrogen perfurou dois poços de teste na rocha matriz, cada um com 300 metros de profundidade, e está começando a injetar água tratada nas rochas ricas em ferro abaixo. O objetivo é desencadear um tipo especial de reação química que poderia eventualmente produzir grandes quantidades de hidrogênio —combustível limpo que um dia pode desempenhar papel vital no combate às mudanças climáticas..”O potencial é enorme”, disse Pierre Levin, CEO da Vema, enquanto observava uma equipe de perfuração trabalhando em um dia de primavera ensolarado e extremamente frio. “Você pode encontrar rochas como essas em todo o mundo, o suficiente para produzir bilhões de toneladas de hidrogênio.” O sonho do hidrogênio limpo tem fascinado especialistas em energia por décadas. Quando queimado, o hidrogênio emite apenas vapor de água. Ele poderia teoricamente ser usado no lugar de combustíveis fósseis em navios, aviões, siderúrgicas ou plantas químicas, indústrias onde é difícil encontrar alternativas viáveis para petróleo, gás e carvão e reduzir as emissões que aquecem o planeta. O problema sempre foi produzir esse hidrogênio. A maior parte do hidrogênio que o mundo usa hoje —principalmente para fertilizantes e refino— é produzida usando gás natural em um processo que gera muitas emissões. Nos últimos anos, os Estados Unidos e outros países investiram bilhões de dólares tentando produzir hidrogênio verde com energia eólica e solar, mas isso tem se mostrado difícil e caro.”

Fonte: Folha de S. Paulo; 19/05/2026

Exportadores de gás dos EUA pedem adiamento de regra de metano da UE para 2028

“Exportadores de gás dos Estados Unidos estão pedindo à Europa que adie para 2028 a aplicação de uma nova lei sobre emissões de metano, disse nesta terça-feira um alto executivo da associação nacional de fornecedores, alertando que o risco regulatório já está travando a assinatura de contratos de longo prazo com clientes europeus. “Os exportadores dos EUA estão pedindo esclarecimentos pontuais sobre a nova lei do metano e mais tempo”, afirmou à Reuters Charlie Riedl, vice-presidente sênior da Natural Gas Supply Association (NGSA), à margem da conferência Flame sobre gás e GNL em Amsterdã. Segundo ele, os exportadores norte‑americanos defendem um adiamento da aplicação da lei europeia às importações para, no mínimo, janeiro de 2028. A lei de metano da União Europeia determina que, a partir de janeiro de 2027, o gás importado deve cumprir regras de monitoramento e verificação equivalentes às da UE ou atender a um padrão voluntário do setor conhecido como “Oil and Gas Methane Partnership 2.0 nível 5”. “Sei que várias empresas representadas pela associação instruíram suas equipes comerciais a não assinarem contratos de longo prazo (…) por causa da incerteza”, disse Riedl. Os Estados Unidos se tornaram o maior fornecedor de gás natural liquefeito (GNL) da Europa, ajudando a compensar a forte queda no envio de gás russo por gasodutos após a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022.”

Fonte: Reuters; 19/05/2026

Arrecadação com precificação de carbono atinge recorde de US$ 107 bilhões em 2025

“Os países arrecadaram US$ 107 bilhões no ano passado cobrando das empresas pelas suas emissões de dióxido de carbono, alta de 2% em relação a 2024, informou o Banco Mundial em relatório divulgado nesta quarta‑feira. Cada vez mais países estão fazendo com que os poluidores paguem, seja por meio de um imposto, seja por um sistema de comércio de emissões (ETS), ou esquema de “cap‑and‑trade”, para ajudar a cumprir suas metas climáticas. Quase 30% das emissões globais de gases de efeito estufa já estão cobertas por um preço direto de carbono em 87 políticas implementadas, segundo o relatório State and Trends of Carbon Pricing 2026 do Banco Mundial. Novos sistemas de comércio de emissões e impostos sobre carbono foram implementados na Índia, Japão, Mauritânia, Sérvia e Vietnã. Se as políticas em desenvolvimento em países como Brasil e Turquia forem implementadas, quase um terço das emissões globais de GEE poderá ficar coberto por um ETS ou por um imposto de carbono. O preço médio do carbono dobrou entre 2016 e 2026, passando de US$ 10/tCO2e para quase US$ 21 por tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente, impulsionado pela alta dos preços nos sistemas de comércio de emissões, diz o relatório.”

Fonte: Reuters; 20/05/2026

De olho no domínio chinês, G7 promete fortalecer cadeia de minerais críticos

“Ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais do G7 concordaram em adotar medidas para fortalecer as cadeias de suprimentos de minerais críticos, em meio a preocupações com a dependência excessiva da China, mostra comunicado conjunto divulgado nesta terça (19/7). Eles também reafirmaram os esforços para analisar os riscos representados pela inteligência artificial e incluíram a observação de que eventos climáticos podem gerar riscos financeiros substanciais, especialmente em economias com espaço fiscal limitado. Representantes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia, se reuniram em Paris esta semana para discutir as consequências econômicas da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O grupo defende a reabertura do Estreito de Ormuz e apoia a Ucrânia, mas algumas divergências entre os Estados Unidos e os demais países em questões-chave relacionadas ao Irã e à Rússia permaneceram evidentes durante os debates. Em meio a este cenário geopolítico conturbado, a garantia de cadeias de suprimentos diversificadas e confiáveis aparece no documento como uma preocupação do grupo de potências industriais. “Ressaltamos que os minerais críticos são essenciais para as necessidades energéticas futuras, a transformação digital e a segurança econômica em geral, e que cadeias de suprimentos resilientes, duráveis, transparentes e diversificadas são fundamentais para reduzir as vulnerabilidades e aumentar a resiliência econômica geral”, diz o comunicado.”

Fonte: Eixos; 19/05/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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