Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira, véspera de feriado, em queda, com o IBOV e o ISE caindo 2,22% e 1,94%, respectivamente.
• Na política, o governo federal publicou nesta quarta-feira (3/6) as aguardadas diretrizes para a contratação de baterias voltadas ao reforço de potência do sistema elétrico, com regras que favorecem tecnologias produzidas no Brasil – em linhas gerais, o MME dividiu a disputa em dois leilões de reserva de capacidade, ambos previstos para dezembro: o primeiro, em 2 de dezembro de 2026, será exclusivo para projetos com conteúdo nacional; o segundo, em 4 de dezembro, será aberto a todos os projetos de armazenamento.
• No lado das empresas, (i) a Natura manterá a adesão voluntária aos padrões internacionais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, mesmo após a CVM recuar da exigência obrigatória desse modelo – em setembro do ano passado, a companhia informou, em comunicado ao mercado, que publicará em 2026 seu primeiro relatório nesse formato, referente ao exercício de 2025, seguindo os padrões do IFRS; e (ii) o Ibama pediu à PetrobrasCotação de Petrobras cronograma atualizado das atividades de perfuração do poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas (AP), região localizada na Margem Equatorial – inicialmente, a atividade exploratória estava prevista para ser concluída em fevereiro deste ano, mas o vazamento de fluido de perfuração ocorrido em janeiro fez com que os trabalhos fossem suspensos e retomados em fevereiro.
Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!
Brasil
Empresas
Natura manterá padrões de sustentabilidade, mesmo após CVM recuar sobre divulgação obrigatória
“A Natura manterá a adesão voluntária aos padrões internacionais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, mesmo após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) voltar atrás quanto à obrigatoriedade desse modelo. Em nota enviada ao Valor, a companhia afirma entender que traduzir riscos climáticos em impactos financeiros “é essencial para a construção de um futuro no qual a sustentabilidade e a resiliência sejam indissociáveis da análise financeira, seguindo sempre critérios internacionais padronizados, auditáveis e comparáveis”. “Avançar nesta agenda é fundamental também para a liderança do Brasil em soluções climáticas, em linha com o posicionamento do país na COP30, influenciando diversos atores e reafirmando o papel indispensável do setor privado nessa jornada coletiva”, acrescenta a Natura. Em setembro do ano passado, a empresa afirmou, em comunicado ao mercado, que divulgará em 2026 o primeiro relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, relativo ao exercício de 2025, nos moldes definidos pelo Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade (ISSB), da Fundação IFRS.”
Fonte: Valor Econômico; 04/06/2026
Subsidiária da Cemig compra 11 usinas fotovoltaicas por R$ 155 milhões
“A Cemig SIM, subsidiária integral da companhia de energia, concluiu nesta quarta-feira (3) a aquisição da totalidade do capital social de três sociedades de propósito específico, que reúnem 11 usinas fotovoltaicas de geração distribuída, por R$ 155 milhões. A informação foi divulgada pela Cemig em um comunicado ao mercado; a parte vendedora não foi identificada. Segundo a companhia, as usinas apresentam uma potência instalada 26 megawatts-pico e podem suprir a demanda de um município de até 20 mil habitantes. Os ativos estão localizados na região norte de Minas Gerais. “A aquisição está em linha com o planejamento estratégico da Cemig, que preconiza otimizar o portfólio de ativos com 100% de participação e aumentar a eficiência operacional, através de captura de sinergias comerciais, administrativas e operacionais”, afirma a companhia.”
Fonte: Valor Econômico; 03/06/2026
Empresários e 328 associações pedem que CVM retome obrigatoriedade de reporte sustentável
“Mais um grupo, formado por entidades empresariais, da sociedade civil, investidores e instituições financeiras, engrossou nesta quarta-feira (3) o coro contra a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de revogar a obrigatoriedade da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, na semana passada. Instituto Clima e Sociedade (iCS), Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Denise Hills, conselheira da Rede Anbima de Sustentabilidade, Sandra Ornelas, diretora-gerente para a América Latina do Bank of America (BofA), e Roberto Luiz Leme Klabin, conselheiro da Klabin e fundador da Fundação SOS Mata Atlântica, estão entre os 328 signatários de uma carta em defesa da retomada da obrigatoriedade do reporte para companhias abertas. Para eles, a mudança é um “retrocesso em relação a uma medida que significou um dos avanços mais relevantes da agenda de transparência corporativa construída pelo Brasil nos últimos anos”. O objetivo, afirmam, é sensibilizar a diretoria da CVM para que reconsidere a decisão. O grupo também pedirá uma audiência à CVM para discutir a revogação.“Trata-se de um posicionamento técnico e estratégico em favor de um mercado de capitais mais preparado para os desafios e oportunidades do nosso tempo. O Brasil foi pioneiro na adoção dos padrões ISSB e deve manter esse protagonismo”, afirmou Maria Netto, diretora-executiva do iCS, em comunicado oficial.”
Fonte: Valor Econômico; 03/06/2026
Plano Clima e plano de segurança energética têm que andar de mãos dadas, diz Chambriard
“A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira, 3, que é extremamente importante falar de transição energética, mas que a segurança energética é o pilar do desejo de todas as nações, junto com a segurança alimentar e a defesa territorial. “Precisamos evoluir um pouco mais nessa discussão de como é que a segurança energética e o futuro da segurança energética do país conversam com todos esses esforços em função de uma melhor situação climática”, disse durante palestra no XIV Fórum de Lisboa. “O Plano Clima e o plano segurança energética têm que andar de mãos dadas. Se essa carroça for posta na frente dos bois, ela não vai andar”, completou.Se dirigindo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, Magda Chambriard afirmou que essa questão se reflete no Judiciário. “É importantíssimo que o Judiciário esteja a par e com as melhores informações sobre todas essas questões para que possa fazer a mediação mais justa de todos esses conflitos e garantir o progresso e o desenvolvimento do nosso país”, afirmou.”
Fonte: NovaCana; 03/06/2026
Carne brasileira com selo ‘desmatamento zero’ chega à China
“A China, maior mercado internacional para a carne bovina brasileira, vai começar a aceitar uma nova certificação que atesta que os produtos não estão associados a desmatamento. O programa, chamado Beef on Track (BoT), foi desenvolvido pelo Imaflora, organização brasileira sem fins lucrativos especializada em certificação florestal e agrícola. Nove importadores e a TMA, uma associação empresarial de Tianjin, cidade portuária no norte do país que concentra parcela significativa das importações de proteína animal brasileira, farão parte de um programa piloto a partir de dezembro. O projeto se inspirou no chamado “boi China”: no início desta década 2020, a exigência do mercado chinês por rastreabilidade e abate dos animais antes de 30 meses impulsionou mudanças que reduziram as emissões do setor em cerca de 5,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2022. A aposta do Imaflora é que um selo que ateste o desmatamento zero – e possivelmente um prêmio pelos produtos – possa ter efeito semelhante, desta vez alcançando não só a Amazônia, mas outros biomas que almejam o mercado chinês, destino de 47% das exportações brasileiras de carne bovina, segundo dados da Abiec, associação dos exportadores do setor.”
Fonte: Capital Reset; 03/06/2026
Sem Aegea, Equatorial é a sócia de referência finalista da Copasa
“A Equatorial, que já é sócia estratégica da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), alcançou também a posição de investidora de referência finalista na oferta de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A empresa ofereceu R$ 49,03 por ação da estatal mineira, acima do preço mínimo de R$ 47,23 estipulado, e foi a única proponente nesta etapa da privatização, após a desistência do consórcio de investidores da Aegea (Itaúsa, GIC e Equipav), um movimento que surpreendeu o mercado. A Equatorial manifestou o desejo pela totalidade das ações de alocação prioritária, correspondentes a 30% do capital da Copasa, e pela quantidade máxima de 48 milhões dos demais papéis reservados à oferta a investidores institucionais, o que equivale a uma fatia adicional de 12,6%. Com isso, o pedido de investimento da companhia totaliza R$ 7,95 bilhões. Na quarta-feira (3), o Valor antecipou que a Equatorial deveria ser vencedora nessa etapa do processo, depois de o consórcio de investidores da Aegea ter ficado fora da segunda rodada de propostas. A holding Itaúsa confirmou, em comunicado, ter decidido, junto aos demais investidores, não apresentar um nova proposta após a definição do preço mínimo por ação da Copasa.”
Fonte: Valor Econômico; 05/06/2026
Política
MME marca dois primeiros leilões de bateria para dezembro
“O Ministério de Minas e Energia (MME) dividiu o primeiro leilão para contratar baterias em dois leilões de reserva de capacidade previstos para dezembro, sendo um deles exclusivo para projetos com conteúdo nacional. O primeiro leilão está previsto para 2 de dezembro e será destinado a sistemas de armazenamento em bateria (Bess) que tenham o mínimo de conteúdo local estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O segundo certame, no dia 4 de dezembro, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento.A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (3/6). Os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. Os vencedores do primeiro certame terão prioridade no atendimento da demanda, ainda não definida. Haverá, ainda, uma bonificação de localização para projetos em regiões definidas pelo MME, de modo a reduzir os impactos dos cortes de geração (curtailment). Os empreendimentos contratados terão compromisso de entrega de potência máxima de quatro horas por ciclo completo, com até dois ciclos completos diários, limitados a 366 ciclos completos anuais.O Operador Nacional do Sistema (ONS) poderá ainda despachar o recurso por mais de quatro horas por ciclo completo, com limite máximo de doze horas e potência em valores proporcionalmente inferiores. A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Entre os requisitos técnicos das baterias estão a disponibilidade mínima de 30 MW, eficiência total mínima de 85% e tempo máximo de recarga completa de seis horas.”
Fonte: Eixos; 03/06/2026
Chegou a hora de estocar vento no Brasil
“O governo federal publicou nesta quarta (3/6) as aguardadas diretrizes para a contratação de baterias para garantir potência ao sistema elétrico, com regras para beneficiar tecnologias feitas no Brasil. Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) divide a concorrência em dois leilões de reserva de capacidade previstos para dezembro, sendo o primeiro deles exclusivo para projetos com conteúdo nacional, no dia 2 de dezembro de 2026. O segundo certame, no dia 4 de dezembro, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento. A introdução das baterias no sistema elétrico é defendida pela indústria renovável como parte da solução para o crescimento da utilização de fontes intermitentes, como solar e eólica, na medida em que garante potência independente das condições de sol ou vento. Os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. Está prevista uma bonificação de localização para projetos em regiões definidas pelo MME, de modo a reduzir os impactos dos cortes de geração (curtailment). Os empreendimentos contratados terão compromisso de entrega de potência máxima de quatro horas por ciclo completo, com até dois ciclos completos diários, limitados a 366 ciclos completos anuais.”
Fonte: Eixos; 03/06/2026
Ibama pede à Petrobras cronograma atualizado de perfuração na Foz do Amazonas
“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pediu à PetrobrasCotação de Petrobras cronograma atualizado das atividades de perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas (AP). A região está localizada na Margem Equatorial, nova fronteira exploratória de petróleo no país. Em documento ao qual o Valor teve acesso, a estatal pediu a inclusão de uma nova sonda de perfuração, a UMP NS-43 Amaralina Star, na licença ambiental que autorizou a perfuração. Segundo o documento, a PetrobrasCotação de Petrobras alegou a necessidade de “garantir maior flexibilidade operacional na Margem Equatorial”. A PetrobrasCotação de Petrobras havia afirmado que a nova sonda Amaralina Star tem a mesma capacidade técnica e operacional da sonda UMP ODN II NS-42. Inicialmente, o processo autorizou o uso da sonda ODN II. Um parecer do Ibama constatou que a sonda NS-43 é similar à NS-42, estando apta a atuar na perfuração do poço. Inicialmente, a atividade exploratória estava prevista para ser concluída em fevereiro deste ano, mas o vazamento de fluido de perfuração ocorrido em janeiro fez com que os trabalhos fossem suspensos e retomados em fevereiro. “Em resumo, diante das alterações ocorridas no cronograma original, faz-se necessário a apresentação de novo cronograma atualizado, o qual […] informe de forma consolidada as datas de início, interrupção, reinício e previsão de término das atividades de perfuração no Bloco FZA-M-59”, disse o Ibama no ofício.”
Fonte: Valor Econômico; 03/06/2026
Internacional
Empresas
Mitsubishi e Nissan lançarão serviços de venda de energia de veículos elétricos para a rede
“Mitsubishi e a Nissan planejam lançar, já em 2030, serviços que permitirão aos proprietários de veículos elétricos vender o excedente de energia das baterias dos carros para a rede elétrica. No ano passado, a Mitsubishi se uniu a diversos parceiros para um projeto de demonstração de veículo para rede (V2G) que durou até março. Cerca de uma dúzia de veículos elétricos localizados em Tóquio e arredores participaram do teste de campo. Os participantes puderam controlar remotamente o carregamento e a descarga de energia de seus veículos por meio de um sistema dedicado. Os valores recebidos pela venda do excedente de energia estavam vinculados aos preços do mercado de eletricidade. Os preços da energia flutuam significativamente no mercado, dependendo do horário, de acordo com a Bolsa de Energia Elétrica do Japão (JEPX). Em um dia de maio, o preço mais alto foi de 30 ienes (19 centavos de dólar) por quilowatt-hora às 18h30, enquanto o mais baixo foi de 0,7 iene por kWh ao meio-dia. O Mitsubishi eK X EV, um minicarro kei, tem capacidade para armazenar 20 kWh de energia. Na tarifa máxima, isso poderia equivaler a um ganho diário de 600 ienes, ou mais de 10.000 ienes por mês. Se as transações V2G se tornarem comuns, isso poderá reduzir o custo de propriedade de um veículo elétrico.”
Fonte: Valor Econômico; 04/06/2026
Startup nuclear Helion atinge valuation de US$ 15,5 bilhões em nova rodada
“A Helion, empresa de energia por fusão nuclear, informou nesta quinta-feira que levantou US$ 465 milhões em sua rodada mais recente de captação, liderada pela Thrive Capital, avaliando a companhia, sediada em Washington, em US$ 15,5 bilhões após o investimento. A rodada praticamente triplica o valuation da Helion em relação à sua última captação Série F, realizada em janeiro de 2025, quando a empresa levantou US$ 425 milhões a uma avaliação de US$ 5,4 bilhões. O financiamento reforça a crescente demanda por eletricidade para abastecer grandes data centers dedicados a operações de inteligência artificial. Com isso, o total de recursos captados pela empresa chega a US$ 1,5 bilhão. Segundo a Helion, os recursos da nova rodada serão usados para acelerar a implantação comercial da tecnologia, expandir a capacidade de manufatura e apoiar o fornecimento de eletricidade limpa aos clientes. A companhia, apoiada pelos cofundadores da OpenAI Sam Altman e Greg Brockman, está entre dezenas de empresas públicas e privadas que tentam resolver o principal desafio da fusão nuclear: gerar mais eletricidade a partir da reação do que a quantidade necessária para iniciá-la e contê-la. Entre os investidores da rodada Série G estão Alta Park Capital, Anti Fund, BoxGroup, Lux Capital, Peak XV Partners e Bill Ford, chairman executivo da Ford Motor.”
Fonte: Reuters; 04/06/2026
Gigantes solares da China avançam sobre baterias com enfraquecimento das vendas de painéis
“Os principais fabricantes chineses de painéis solares estão ampliando as exportações de baterias, de margens mais altas, para sustentar a receita à medida que o crescimento das vendas fotovoltaicas desacelera. A aposta é que a demanda global por armazenamento de energia renovável continue crescendo, à medida que países buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O setor foi pressionado pela fraqueza das instalações domésticas, pela desaceleração das exportações e por preços em mínimas recordes, com executivos esperando queda da demanda global em 2026. Isso levou empresas como JinkoSolar, JA Solar, LONGi Green Energy e Trina Solar a acelerar a expansão para armazenamento em baterias, disseram executivos das companhias à Reuters. A JinkoSolar pretende quase triplicar sua capacidade de fabricação de baterias, de 5 gigawatts-hora (GWh) para 13 a 14 GWh até o fim deste ano, à medida que desenvolvedores buscam lidar com a intermitência das renováveis, afirmou um representante da empresa durante a SNEC, evento do setor solar que reuniu mais de meio milhão de pessoas. “Estamos vendo boa vontade por parte da diretoria da empresa, no sentido de que estamos fazendo investimentos massivos”, disse à Reuters Titus Koech, responsável técnico regional para sistemas de armazenamento de energia. Segundo o think tank de energia Ember, países com alta penetração de renováveis — incluindo Japão, Vietnã e Índia, além de Alemanha, Holanda, Estados Unidos e Austrália — estiveram entre os maiores importadores de baterias da China em 2025.”
Fonte: Reuters; 04/06/2026
“A chinesa CATL, maior fabricante de baterias do mundo, espera que o armazenamento de energia responda por metade de suas vendas globais até 2030, ante 25% atualmente, disse um executivo da companhia à Reuters nesta quinta-feira. Segundo Kevin Tang, diretor de sistemas de armazenamento de energia da CATL para a Europa, a participação do segmento já saltou de apenas 2% das vendas de baterias há cinco anos. Fundada em 2011, a CATL se especializou inicialmente na produção de baterias de íon-lítio para veículos elétricos, que hoje ainda representam cerca de três quartos das vendas da empresa. No entanto, a necessidade crescente de complementar a geração intermitente de fontes renováveis está impulsionando a demanda por baterias para armazenamento, afirmou Tang. “À medida que temos mais energia renovável, precisamos de mais armazenamento de energia”, disse ele, à margem da International Photovoltaic Power Generation and Smart Energy Conference & Exhibition, em Xangai, a maior conferência solar do mundo. Na Europa, terceiro maior mercado de armazenamento de energia da CATL, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, os clientes estão investindo tanto em projetos combinando renováveis com armazenamento quanto em armazenamento conectado à rede, a depender dos pontos de congestionamento nas redes elétricas locais, acrescentou o executivo. A CATL possui fábricas na Alemanha e na Hungria, e já iniciou a construção de uma nova planta na Espanha, em uma joint venture com a montadora Stellantis.”
Fonte: Reuters; 04/06/2026
Política
ONU pede que mundo se prepare para risco de calor extremo causado pelo El Niño
“A agência meteorológica das Nações Unidas previu nesta terça-feira, 2, um El Niño moderado ou possivelmente forte, que pode elevar as temperaturas globais e aumentar o risco de condições climáticas extremas nos próximos meses. O El Niño é um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico central e oriental, que normalmente dura entre nove e 12 meses, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A entidade disse que as águas quentes do oceano estão impulsionando o desenvolvimento do El Niño e previu temperaturas acima da média na maior parte do mundo de junho a agosto. A OMM afirmou ainda que é provável que o El Niño continue até novembro. Ela também disse que não se sabe ao certo qual será a intensidade do El Niño, pois os modelos diferem em sua gravidade, mas as autoridades alertaram sobre a necessidade de se preparar. “Precisamos nos preparar para um evento El Niño potencialmente forte – que exacerbará a seca e as chuvas fortes e aumentará o risco de ondas de calor, tanto na terra quanto no oceano”, disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo. O padrão climático é conhecido por perturbar os climas regionais, podendo trazer temperaturas mais altas em todo o mundo e, ao mesmo tempo, aumentar as chuvas no sul da América do Sul e nos Estados Unidos, em partes do Chifre da África e na Ásia Central. O El Niño também pode causar secas na Austrália, América Central, Indonésia e partes do sul da Ásia, além de estimular a formação de furacões no Pacífico central e oriental, informou a OMM.”
Fonte: NovaCana; 03/06/2026
Japão planeja reconstruir usinas nucleares antigas para reforçar a oferta de energia, diz NHK
“O Japão planeja reconstruir entre dois e cinco reatores nucleares antigos até a década de 2040 e entre 11 e 14 até a década de 2050, em uma tentativa de garantir oferta estável de energia, informou a emissora pública NHK, citando uma minuta de política pública que deve ser apresentada na sexta-feira. A proposta, que será detalhada pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria em uma reunião sobre política nuclear, reflete uma mudança em direção a uma maior dependência da energia atômica para ajudar a atender ao aumento da demanda por eletricidade e reduzir as importações caras de combustíveis. O Japão desligou seus 54 reatores nucleares em operação após o desastre nuclear de Fukushima, em 2011, devido ao temor da população em relação aos padrões de segurança do setor. Das 33 unidades que ainda permanecem operáveis, 15 já foram religadas. No ano passado, Tóquio revisou sua política energética básica para maximizar o uso da energia nuclear. No entanto, muitos reatores estão se aproximando ou já ultrapassaram sua vida útil operacional de 60 anos, o que levanta preocupações sobre uma futura queda da capacidade nuclear, mesmo que as reativações de usinas paradas continuem. Ao estabelecer metas concretas de substituição, o governo pretende dar mais previsibilidade às concessionárias, segundo a NHK. As medidas também ocorrem em um momento em que a demanda por eletricidade deve crescer fortemente, impulsionada por data centers voltados à inteligência artificial. Pelo plano energético atual, o Japão pretende elevar a participação da energia nuclear em sua matriz elétrica para cerca de 20% no ano fiscal de 2040, ante 9,4% no ano fiscal de 2024.”
Fonte: Reuters; 04/06/2026
Rússia e Uzbequistão iniciam construção de usina nuclear
“A Rússia e o Uzbequistão iniciaram nesta quinta-feira a construção de uma usina nuclear no Uzbequistão, a primeira desse tipo na Ásia Central pós-soviética, informou o Kremlin, em meio à necessidade de atender à crescente demanda regional por energia. O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente uzbeque, Shavkat Mirziyoyev, acompanharam o início das obras por videoconferência a partir de São Petersburgo, onde tiveram conversas paralelas ao principal fórum econômico anual promovido por Putin, informou o Kremlin no fim da quinta-feira. O projeto está localizado na região centro-leste de Jizzakh, no Uzbequistão, que faz fronteira tanto com o Tadjiquistão quanto com o Cazaquistão. O desenho da usina combina dois tipos de reatores nucleares: duas unidades de grande porte, com capacidade para produzir cerca de 1.000 megawatts cada, e dois pequenos reatores modulares, com geração de cerca de 55 megawatts cada. Segundo Putin, a usina, que deve atender a cerca de 15% da demanda de energia do Uzbequistão, está sendo construída pela estatal nuclear russa Rosatom com tecnologia russa, incluindo pequenos reatores modulares, e com apoio de um empréstimo russo. “O fato de Rússia e Uzbequistão estarem implementando um projeto de ponta, verdadeiramente emblemático e de alta tecnologia, é um exemplo claro da amizade e da aliança entre nossos dois países e demonstra o desenvolvimento bem-sucedido e dinâmico da parceria estratégica russo-uzbeque”, disse Putin a Mirziyoyev.”
Fonte: Reuters; 04/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

