IBOVESPA +0,5% | 139.549 Pontos
CÂMBIO +0,44% | 5,46/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,5%, aos 139.549 pontos, dando continuidade à tendência positiva iniciada na sessão anterior, em um dia de agenda doméstica mais esvaziada. O noticiário político seguiu no radar dos investidores, após o governo acionar o STF na tentativa de reverter a decisão do Congresso que anulou o decreto de aumento do IOF.
O principal destaque positivo do dia foi Embraer (EMBR3, +4,4%), após a companhia anunciar um novo pedido da Scandinavian Airlines, avaliado em aproximadamente US$ 4 bilhões a preços de lista (veja mais detalhes aqui). Na ponta negativa, o setor de varejo foi destaque, com Azzas 2154, Assaí e Natura (AZZA3, -4,4%; ASAI3, -3,2%; NTCO3, -2,3%) realizando parte dos ganhos acumulados na véspera.
Nesta quarta-feira, são divulgados a produção industrial de maio no Brasil, o relatório ADP de junho nos EUA e o PMI de serviços Caixin na China, também referente ao mês de junho.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com movimentação mista ao longo da curva. Em um dia agitado nos Estados Unidos, o Senado aprovou o projeto chamado One Big Beautiful Bill, que, dentre outras mudanças, eleva o teto da dívida americana. O relatório de emprego Jolts apontou que havia 7,8 milhões de vagas em aberto no país em maio (vs. 7,3 milhões esperadas pelo mercado). Além disso, o presidente Trump afirmou que não pretende estender a pausa nas tarifas recíprocas, que se encerra no dia 09/07.
Na curva americana, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,78% (+6,2bps vs. pregão anterior), enquanto os de dez anos em 4,22% (+1,5bp). Na curva local, o DI jan/26 encerrou em 14,92% (- 1,3bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,11% (+1,5bp); DI jan/29 em 13,08% (+1,2bp); DI jan/31 em 13,16% (- 2,4bps).
Mercados globais
Os futuros de ações dos EUA avançam nesta quarta-feira (S&P 500 futures: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), após investidores iniciarem o segundo semestre reduzindo a exposição ao setor de tecnologia. Na véspera, o Nasdaq caiu 0,8% e o S&P 500 recuou 0,1%, com pressão sobre as ações de tecnologia e comunicações, enquanto os setores de saúde e materiais ganharam tração. No foco do mercado está o pacote fiscal do governo Trump. A perspectiva de mais volatilidade nos juros permanece até que o texto final seja aprovado.
As taxas das Treasuries sobem com o avanço do pacote fiscal: o título de 10 anos avança +3 bps, enquanto o de 2 anos sobe +1 bp.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: +0,4%), com ações de mineração e bancos entre os destaques (+1,2%). A britânica Spectris sobe 5% após aceitar proposta de aquisição da KKR.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: +0,7%; CSI 300: estável) após comentários de Powell. O presidente do Fed afirmou que o banco central já teria iniciado cortes de juros se não fosse pelas tarifas implementadas por Donald Trump, o que renovou as preocupações sobre a influência da política comercial na condução da política monetária.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou a terça-feira em queda de 0,26%, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas. Apesar disso, o índice mantém bom desempenho no ano, com valorização acumulada de 11,5%. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo tiveram desempenhos médios negativos na sessão, com quedas de 0,13% e 0,38%, respectivamente. As maiores altas foram de RBRL11 (5,7%), RBRF11 (3,7%) e PATL11 (3,6%), enquanto as maiores quedas ficaram com RCRB11 (-5,8%), JSRE11 (-4,6%) e TEPP11 (-3,5%).
Economia
Nos Estados Unidos, os dados sobre vagas de emprego do Jolts mostraram uma alta inesperada, bem acima das expectativas e da leitura do mês anterior. Embora surpreendente, a alta foi concentrada em poucos setores e não indica uma reversão da desaceleração do mercado de trabalho. Por sua vez, a atividade industrial continua a mostrar retração, mas um pouco menos do que o esperado, segundo leitura do PMI da manufatura de junho. Na seara fiscal, o Senado norte-americano aprovou o projeto de lei do pacote que reduz impostos e gastos com seguridade social, conhecida como “grande e bela lei”. O projeto segue para a Câmara para a votação final.
Na Zona do Euro, a taxa de desemprego mostrou leve alta em maio, mas permanece próxima do mínimo histórico. No Brasil, destaque para a contestação no Supremo Tribunal Federal da decisão do Congresso que derrubou a alta do IOF. A medida pode render R$ 12 bilhões neste ano e R$ 24 bilhões no ano que vem, deixando o governo mais próximo das metas fiscais.
Na agenda do dia, destaque para a divulgação do relatório ADP de emprego no setor privado em maio nos Estados Unidos e do PMI de serviços e composto em junho na China. No Brasil, teremos a leitura da produção industrial de maio, onde projetamos retração de 0,6% ante o mês anterior e alta de 3,3% na comparação interanual.
Veja todos os detalhes
Economia
Governo brasileiro contesta decisão do Congresso de revogar aumento do imposto IOF
- Dados sobre vagas de emprego do Jolts (Job Openings and Labor Turnover Survey) mostraram um aumento significativo no número de vagas nos Estados Unidos. A leitura efetiva ficou em 7,769 milhões, muito acima da previsão de 7,320 milhões e da leitura do mês anterior, de 7,395 milhões. Economistas não deram muita importância ao aumento surpreendente nas vagas de emprego, observando que a maior parte ocorreu no setor de lazer e hotelaria. O indicador mais importante para o mercado de trabalho, a folha de pagamento não agrícola, será divulgado na próxima sexta-feira;
- A atividade industrial dos EUA contraiu em junho, embora a um ritmo mais lento do que o previsto, com as empresas do setor atentas ao impacto potencial das tarifas abrangentes impostas pelos EUA. O índice de gerentes de compras do setor industrial para o mês ficou em 49,0, subindo ligeiramente de 48,5 em maio e acima das expectativas de 48,8, segundo dados divulgados na terça-feira pelo Institute for Supply Management. Um número abaixo de 50 indica contração;
- Os republicanos do Senado dos EUA aprovaram na terça-feira, por uma margem estreita, o projeto de lei tributária e de gastos do presidente Donald Trump, avançando com um pacote que reduziria impostos, programas de seguridade social e aumentaria os gastos com as forças armadas e a imigração, acrescentando US$ 3,3 trilhões à dívida nacional. A legislação segue agora para a Câmara dos Deputados para possível aprovação final;
- A taxa de desemprego na zona do euro aumentou de 6,2% em abril para 6,3% em maio, de acordo com dados divulgados pela agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. Este pequeno aumento contrariou as expectativas dos economistas, uma vez que uma sondagem consensual previa que a taxa se manteria estável em 6,2%. Apesar do aumento, a taxa de desemprego na zona monetária de 20 países continua próxima dos níveis historicamente baixos. O valor de 6,2% registado em abril tinha igualado a taxa de desemprego mais baixa de sempre na zona euro;
- O governo brasileiro entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal na terça-feira contestando a decisão do Congresso de revogar o aumento de impostos sobre transações financeiras (IOF). O governo acredita que os legisladores excederam seus poderes constitucionais e criaram incerteza jurídica ao reverter o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aumentava o IOF, disse o advogado-geral Jorge Messias. O aumento do IOF poderia arrecadar até R$ 12 bilhões este ano e R$ 24 bilhões no próximo, reduzindo a necessidade de congelamento de gastos e ajudando o governo a atingir sua meta de resultado primário;
- Na agenda internacional desta quarta-feira, teremos a divulgação do relatório ADP sobre a criação de empregos no setor privado em maio nos Estados Unidos e o PMI de serviços e composto para junho na China. No Brasil, o destaque será a divulgação dos dados da produção industrial de maio, que devem mostrar uma queda de 0,6% em relação ao mês anterior e um aumento de 3,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Commodities
Mineração e Siderurgia: PMI chinês melhorou ligeiramente em jun’25; Preços do minério de ferro estáveis S/S
- Os principais temas da semana foram o PMI de Manufatura da China e a decisão do CADE sobre a participação da CSN na Usiminas.
- Notamos:
- (i) A atividade manufatureira da China mostrou uma ligeira melhora em Jun’25, com o PMI subindo para 49,7 vs. 49,5 em Mai’25, mas permaneceu em contração pelo terceiro mês em meio a pressões deflacionárias, emprego fraco e ventos contrários com as tarifas dos EUA.
- (ii) De acordo com a notícia, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) concedeu à CSN um prazo de 60 dias para apresentar um plano de alienação de suas ações na Usiminas.
- (iii) os preços de BC ficaram estáveis S/S, enquanto os preços do vergalhão diminuíram -1,4% S/S no Brasil, com paridade de aço plano em +23% e paridade de aço longo em -5% para o vergalhão da Turquia, embora os preços do vergalhão do Egito sugiram paridade em +7%.
- (iv) Os estoques portuários de minério de ferro da China diminuíram -1% S/S, e os estoques de aço longo e plano da China foram de -2% e +1% S/S, respectivamente.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Empresas
Randoncorp (RAPT4): Passos disciplinados rumo à desalavancagem
Feedback do Investor Day 2025
- A Randoncorp realizou hoje seu Investor Day, contando com a presença dos principais executivos de todas as divisões.
- Vemos com bons olhos a abordagem disciplinada da Randon para a gestão de capital, detalhando sua estratégia de desalavancagem ao longo do evento. Com iniciativas que incluem, mas não exclusivamente, otimização de capital de giro, redução de custos fixos (especialmente em OEM, com corte de SG&A da divisão em ~50% em uma estratégia de redimensionamento) e otimização do perfil da dívida, a Randon reiterou sua meta de relação dívida líquida/EBITDA ajustado < 2,0x.
- Vemos a divisão OEM atualmente no ponto mais baixo de seu ciclo, enfrentando pressões de volume e preços, com a previsão de mercado da Randon para este ano implicando em um 2S25E ainda desafiador.
- Em termos de diretrizes estratégicas (e alocação de capital), vemos com bons olhos o foco da Randon em aumentar as receitas de aftermarket e externas, conferindo resiliência ao seu modelo de negócios.
- Por fim, vemos a empresa bem posicionada para capturar sinergias de aquisições recentes, especialmente relacionadas a sourcing.
- Reiteramos nossa recomendação de compra para RAPT4.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Treasury yields rise as investors weigh Trump’s ‘big beautiful bill’ (CNBC);
- STF valida busca e apreensão de bens sem decisão judicial em caso de inadimplência (Valor Econômico);
- Exclusivo: Tanure contrata firma de infraestrutura que atuou no caso Samarco para assessorá-lo na compra da Braskem (Valor Econômico);
- Ratings ‘BB’ e ‘brAAA’ da Natura Cosméticos reafirmados após incorporação da controladora; perspectiva estável; ratings da controladora retirados (S&P Global);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Carteiras de Alocação PJ: Jul/2025
- Atualizamos as perspectivas por classe de ativo, bem como apresentamos as carteiras de alocação para pessoa jurídica para o mês de julho/2025;
- Em julho, realizamos uma redução de 2,5 pontos percentuais em renda fixa atrelada à inflação, com um aumento equivalente na alocação em renda fixa prefixada nas três políticas de investimento;
- O ajuste visa promover um reequilíbrio marginal entre os dois indexadores, buscando uma melhor relação entre risco e retorno esperado no longo prazo;
- Acesse aqui o conteúdo completo.
Carteiras XP: Top Ações, Dividendos e Small Caps – Julho 2025
- Na Carteira Top Ações XP, reduzimos um papel de Óleo, Gás e Petroquímicos, um papel de Bancos e outro papel de Mineração & Siderurgia. Enquanto isso, adicionamos um papel de Bancos e um papel de Varejo. Por fim, aumentamos o peso em dois outros papéis do setor de Varejo (clique aqui para conferir);
- Na Carteira Top Small Caps XP, aumentamos o peso de um papel de Construção Civil e reduzimos o peso de outro papel do mesmo setor (clique aqui para conferir);
- Por fim, na Carteira Top Dividendos XP, reduzimos um papel de Óleo, Gás e Petroquímicos, um papel de Bancos e outro papel de Mineração & Siderurgia. Por outro lado, adicionamos um papel de Bancos e aumentamos um papel de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia (clique aqui para conferir).
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Receio de que o shopping não tem mais função ficou para trás, diz Rodrigo Abbud, do Patria;
- RBRL11 lidera altas após anunciar venda ao XPLG11; IFIX abre o mês em queda;
- FG/A convoca assembleia para autorizar recompra de cotas de Fiagro;
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para julho de 2025
- Com o objetivo de ajudar os investidores no processo de alocação de recursos, lançamos em set/21 nossa carteira ESG, combinando 10 nomes que gostamos sob uma perspectiva fundamentalista e que possuem altos padrões ESG;
- Para julho, não estamos fazendo nenhuma alteração na nossa Carteira ESG XP, mantendo as mesmas 10 ações;
- Em termos de performance, no mês de junho, o IBOV e o ISE subiram 1,3% e 1,8% em reais, respectivamente, em comparação com 2,8% da carteira XP ESG Brasil, superando seu benchmark (ISE) em 100 pontos base;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
BYD apresenta os primeiros carros elétricos produzidos em fábrica no Brasil | Café com ESG, 02/07
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,5% e 0,2%, respectivamente;
- Do lado das empresas, (i) a BYD apresentou ontem os seus primeiros carros produzidos no Brasil, na fábrica em Camaçari (BA) – com investimento de R$ 5,5 bilhões, o complexo da BYD ocupa uma área de 4,6 milhões de metros quadrados e é considerado o maior da América do Sul dedicado a veículos elétricos, podendo produzir 600 mill carros por ano até 2030; e (ii) a CFO da Natura, Silvia Vilas Boas, informou ontem após Investor Day que a companhia tem planos para que toda a sua dívida seja atrelada a metas de sustentabilidade – hoje, a dívida da empresa gira em torno de R$ 6,8 bilhões e, segundo a executiva, 60% já tem componentes socioambientais
- Na política, o governo adiou, para o dia 21 de julho, o prazo para envio de propostas no segundo leilão da vertical de “blended finance” do programa Eco Invest – além disso, também foi incluído o bioma Amazônia, que até então estava fora do certame;
- Clique aqui para acessar o relatório e começar o dia bem informado com as principais notícias ao redor do Brasil e do mundo quando o tema é ESG.

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