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Estímulos econômicos em destaque no internacional e ruídos no cenário político no Brasil

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA -1,26% | 79.673 Pontos

CÂMBIO -1,41% | 5,54/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa caiu 1,3% ontem, aos 79.673 pontos, após uma sessão volátil e de surpresas no noticiário. A bolsa brasileira foi impactada primeiramente seguindo as bolsas americanas que perderam força com informações de que um remédio para combater o novo coronavírus falhou nos testes e em seguida o potencial pedido de demissão do ministro Sergio Moro também pesou no mercado interno.

Nesta manhã, mercados internacionais seguem movimentos de estímulos econômicos. Nos EUA, futuros do S&P 500 passaram a subir, 0,6%, após aprovação de novo pacote de US$ 484 bilhões destinado a pequenas empresas e hospitais. Na Europa, queda de 0,9%, dada a preocupação com atrasos na aprovação do pacote de estímulos da Zona do Euro de EUR 540 bilhões, por conflitos sobre como os recursos chegariam aos países com posição fiscal mais frágil. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda essa madrugada; China e Japão caíram 0,9%, e Hong Kong negativo 0,6%. Acesse aqui o relatório internacional completo.

No Brasil, de acordo com o Valor Econômico, durante uma videoconferência realizada ontem pelo Morgan Stanley, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou inúmeras vezes o risco fiscal como motivo de cautela na conduta da política monetária. Entretanto, de acordo com a matéria, Roberto Campos sinalizou que, como o cenário mudou muito desde a última reunião do Copom, ainda pode existir espaço para que novos cortes de juros sejam adotados.

Apesar de o evento ter sido fechado à imprensa e de não termos conseguido acompanhar a fala do presidente do BC diretamente, acreditamos que o noticiário reforçou o nosso entendimento de que o BC deve reduzir mais 0,50 pp na taxa Selic em sua próxima reunião (6 de maio) e que cortes adicionais dependerão em grande medida da evolução das condições financeiras e das expectativas de crescimento e inflação. O período de silêncio do BC se inicia na próxima quarta, dia 29.

Ainda no Brasil, deputados querem ampliar a compensação paga pelo governo aos trabalhadores que tiverem salário reduzido durante a crise. Uma das ideias em discussão é garantir que, somando a parcela paga pela empresa e a complementação do governo, o trabalhador que ganha até três salários mínimos continue recebendo seu salário integralmente. Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está estudando a possibilidade de liberar mais R$ 25,7 bilhões para seguir com o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, uma vez que, de acordo com o Ministério da Cidadania, os recursos disponibilizados até agora são insuficientes.

Na política, jornais destacam a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, pivô da crise deflagrada entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro – que teve o pedido de demissão, ainda não confirmada, noticiado na tarde de ontem. O ministro tenta evitar que a corporação passe a ser comandada por um indicado do presidente com quem não tem relação, e ainda não há desfecho para o caso. Segundo assessoria de imprensa, o ministro Sérgio Moro fará um pronunciamento às 11h no auditório do Ministério da Justiça.

Na agenda de indicadores do dia, os destaques serão o saldo em conta corrente do Brasil, divulgado às 9h30, e a confiança do consumidor americana, às 11h.

Por fim, publicamos relatório sobre os desafios da Ambev em tempos de coronavírus. Nele, comentamos (i) nossas expectativas para o resultado do 1T20, que será divulgado no dia 7 de maio; (ii) nossa análise das estratégias da empresa frente à crise do coronavírus, inclusive a realização de lives com artistas famosos para fortalecer suas marcas. Mantemos nossa recomendação Neutra para as ações da Ambev, com preço-alvo de R$ 15 por ação.

Tópicos do dia

Coronavírus

Tempos de guerra – revisando o target da Bolsa
Revisão setorial: Novas estimativas e Preços alvo
Varejo e o COVID-19 – Parte 2: Tendências no Brasil e no Mundo
IPCA de março esboça os primeiros efeitos do coronavírus sobre a economia brasileira
Medidas econômicas para combater o coronavirus no Brasil

Para ler mais conteúdos, clique aqui.

Agenda de resultados

Temporada de resultados 1° tri 2020: o que esperar?

Internacional

  1. Política Internacional: EUA aprova pacote de estímulo de USD 484 bilhões

    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Ambev (ABEV3): os desafios da empresa em tempos de coronavírus
  2. BRF (BRFS3): empresa encerra ação judicial nos EUA mediante pagamento de US$ 40 milhões

Fundos de Investimentos

  1. Revisando Estimativas de Fundos Imobiliários Híbridos


Veja todos os detalhes

Internacional

Política Internacional: EUA aprova pacote de estímulo de USD 484 bilhões

  • Remdesvir, remédio considerado promissor contra Covid-19, falhou primeiro teste clínico na China. A droga não reduziu a presença do vírus no sangue dos infectados, segundo documentos publicados acidentalmente pela OMS na quinta-feira;
  • Nos EUA, o Câmara aprovou pacote de estímulo de USD 484 bilhões. O projeto já foi aprovado pelo Senado e deve ser sancionado pelo presidente Donald Trump nessa sexta-feira.   Na União Europeia, continuam as negociações sobre o melhor jeito de distribuir pacote de EUR 1 trilhão.

Empresas

Ambev (ABEV3): os desafios da empresa em tempos de coronavírus

  • Publicamos ontem de noite um relatório sobre os desafios da Ambev em tempos de coronavírus. Nele, comentamos (i) nossas expectativas para o resultado do 1T20, que será divulgado no dia 7 de maio; (ii) nossa análise das estratégias da empresa frente à crise do coronavírus, inclusive a realização de lives com artistas famosos para fortalecer suas marcas;
  • Esperamos um resultado fraco no 1T20 devido (i) aos impactos do coronavírus a partir da segunda quinzena de março; (ii) à pressão de custos, já antecipada pela empresa no final de 2019; (iii) ao ambiente de competição acirrada, principalmente por parte da Heineken. Tais fatores devem se traduzir, nas nossas estimativas, em um EBITDA de R$ 4 bilhões no 1T20, com uma margem de 33,8%, representando uma queda de 22% em relação ao EBITDA do 1T19, e uma perda de 670 pontos-base de margem;
  • Adicionalmente, analisamos as iniciativas da Ambev para fortalecer a posição de suas marcas no mercado, inclusive a promoção de lives com artistas famosos com patrocínio das marcas Brahma, Skol e Bohemia. No último dia 4 de abril, a dupla sertaneja Jorge e Mateus bateu recorde mundial de live musical mais vista no YouTube, com um público de 2,7 milhões de pessoas, sendo que o show foi promovido pela marca Brahma, que agora está lançando sua versão duplo malte;
  • Em suma, mantemos nossa recomendação Neutra para as ações da Ambev, com preço-alvo de R$ 15 por ação. Vemos com bons olhos as iniciativas de fortalecimento de marca por parte da empresa, mas (i) o segmento de cerveja deve ter um forte impacto negativo pela crise do coronavírus; (ii) o cenário competitivo continua acirrado; (iii) e os custos ainda bastante pressionados no curto prazo.

BRF (BRFS3): empresa encerra ação judicial nos EUA mediante pagamento de US$ 40 milhões

  • A BRF informou, via Comunicado ao Mercado, que celebrou acordo visando encerramento de ação judicial nos EUA, proposta por alguns compradores de suas American Depositary Receipts (ADR) entre 2013 e 2015. A BRF comprometeu-se a pagar US$ 40 milhões para encerrar todas as demandas pendentes. O acordo está sujeito à homologação pelo Tribunal Distrital dos EUA, em Nova York, e não implica reconhecimento de responsabilidade ou de prática de atos irregulares pela BRF;
  • Ainda não há detalhe de como será feito o pagamento, que equivale a cerca de 4,5% do EBITDA de 2019, ou 1,2% do valor de mercado da empresa, considerando preço de fechamento de ontem. Apesar da BRF não ter problemas de liquidez atualmente, em um cenário de volatilidade e incerteza, vemos a notícia como negativa.

Fundos de Investimentos

Revisando Estimativas de Fundos Imobiliários Híbridos

  • Fundos Imobiliários híbridos são aqueles que possuem investimento em mais de uma classe de ativos imobiliários. Dado essa estratégia, esses fundos tendem a possuir menor nível de risco devido ao seu alto grau de diversificação tanto em ativos como de inquilinos;
  • Estamos iniciando cobertura de dois fundos imobiliários híbridos com compra para o fundo CSHG Renda Urbana (HGRU11) e neutro para o fundo Kinea Renda Imobiliária (KNRI11). Para mais detalhes confira as teses de investimento.
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