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Posicionamento dos Fundos de Ações – Setembro de 2026

Fornecemos uma estimativa atualizada do posicionamento dos fundos de ações a vários setores e fatores. Também mostramos uma carteira de ações que busca replicar a exposição dos fundos aos fatores.

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Atualizamos nossa estimativa do posicionamento dos fundos de ações, analisando regressões em janela móvel que comparam o desempenho dos fundos a vários setores e fatores.

Nosso universo inclui fundos com exposição líquida significativa a ações, calculada como a diferença entre o valor das posições compradas e vendidas em relação ao total de patrimônio líquido. Para esta análise, selecionamos fundos com exposição líquida variando de 50% a 150%, com base nos dados mais recentes disponíveis. No mês passado, isso correspondeu a 1.017 fundos com um total de patrimônio líquido de R$ 304,6 bilhões.

Os principais destaques do relatório incluem:

Destaques dos setores: No último mês, os movimentos de posicionamento foram maiores do que em julho, com as reduções concentradas em poucos setores e os aumentos distribuídos de forma mais ampla. Bancos (+202 bps; -2,6 p.p. subalocado) registrou o maior aumento, seguindo na redução de uma subalocação de longa data, seguido por TMT (+188 bps; +5,5 p.p. sobrealocado) e Elétricas (+174 bps; +0,5 p.p. sobrealocado), este último retornando ao território de sobrealocação. Por outro lado, Propriedades Comerciais (-413 bps; +4,5 p.p. sobrealocado) apresentou a maior redução, desmontando parcialmente uma posição que esteve entre as mais concentradas por vários meses, seguido por Inst. Financeiras (-286 bps; -12,8 p.p. subalocado), que estendeu sua redução para território líquido vendido, e Saúde (-166 bps; +2,0 p.p. sobrealocado).

Os setores com sobrealocação mais concentrada (crowded) são Papel & Celulose, TMT e Propriedades Comerciais. Os setores mais subalocados (underbought) são Inst. Financeiras, Mineração & Siderurgia e Alimentos & Bebidas.

Destaque dos Fatores. Nas últimas quatro semanas, a rotação de Qualidade para Valor foi retomada após a pausa de julho. Valor (+541 bps) registrou o movimento mais forte, reacelerando após a estabilização do mês anterior, enquanto Qualidade (-452 bps) apresentou a maior redução, estendendo sua queda pelo quarto mês consecutivo. Momentum (-196 bps) voltou a cair, revertendo a recuperação incipiente observada no mês passado, e Tamanho (-147 bps) também recuou, enquanto Baixo Risco (+74 bps) permaneceu relativamente estável. A exposição ao mercado subiu 179 bps. O Índice de Risco Ativo retomou a trajetória de queda (z-score de 5 anos de -0,5 para -0,7), afastando-se do nível neutro alcançado em junho e indicando que os fundos voltaram a assumir menos risco ativo em relação ao benchmark.

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