Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa subindo 5,39% e o ISE 4,53%. O pregão de sexta-feira fechou de lado, com o IBOV e o ISE recuando 0,02%
• Do lado das empresas, (i) o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar os três próximos poços da campanha exploratória na Bacia da Foz do Amazonas – os poços batizados como Manga, Crotalus e PAD Morpho ajudarão a delimitar o tamanho da descoberta de petróleo anunciada em agosto no poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá; e (ii) representantes dos setores de energia eólica e armazenamento planejam buscar, na fase de regulamentação, limites à possibilidade de enquadramento do gás natural como fonte de baixa emissão para abastecer os data centers beneficiados pelo Redata – a preocupação é que a substituição da exigência de energia “limpa” pela expressão “de baixa emissão” na lei que concede benefícios fiscais à instalação de infraestrutura digital leve a uma redução da renovabilidade da matriz, ao permitir a contratação de energia fóssil por esses grandes consumidores.
• Na política, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) propõe que as companhias aéreas que deixarem de cumprir as metas de descarbonização previstas no Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) paguem uma multa de R$ 750 por tonelada de CO2 não reduzida – o texto se aplica a empresas que emitem 10 mil toneladas de CO2 ou mais por ano em voos domésticos e inclui as companhias aéreas Gol, Latam e Azul e empresas de carga e táxis aéreos.
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Brasil
Empresas
A explosão dos custos fixos elétricos
“Em reunião recente da diretoria da Aneel, seu diretor-geral se surpreendeu quando percebeu, a partir de uma apresentação, que a tarifa de certa distribuidora ultrapassara de R$ 1.000/MWh. Eu entendi a reação. A Aneel se tem desdobrado para aliviar a conta de luz, apesar dos poucos instrumentos que dispõe, como o uso de recursos que, ali na frente, seriam do próprio consumidor. Além disso, aplica com incômoda frequência o diferimento, na prática um empréstimo disfarçado. Despertado pelo espanto do regulador, olhei o ranking de tarifas. As informações são perturbadoras. Hoje, a tarifa média das residências é R$ 839/MWh. A maior delas é a da Enel RJ, R$ 1.061/MWh, e a menor pertence à Enel CE, R$ 702/MWh. As 12 distribuidoras que possuem tarifas acima da média também estão entre aquelas cuja qualidade do serviço, medida pela duração das interrupções, está bem abaixo da média. Paga-se mais pelo pior serviço. Por que o regulador está de mãos atadas? É incrível, mas 100% dos custos que compõem a tarifa não variam com a quantidade produzida ou utilizada. Se fizermos uma campanha para reduzir em 50% o consumo de eletricidade, ainda assim pagaremos os 100%. É que quando a distribuidora adquire energia de uma dada usina, se compromete a pagar, durante 20 ou 30 anos, pelo montante contratado, e não o consumido.”
Fonte: Valor Econômico; 08/09/2026
IA pode agregar US$ 600 bilhões por ano à economia do clima até 2028, revela BCG
“”A IA é mais do que uma ferramenta de eficiência”, destaca Paulo Mattosinho, diretor executivo e sócio do Boston Consulting Group (BCG). A frase resume a principal conclusão de um novo estudo da consultoria em parceria com a Temasek e divulgado em primeira mão pela EXAME: os setores de clima e sustentabilidade estão prestes a passar por uma transformação impulsionada por inteligência artificial que vai muito além de automatizar tarefas. Segundo o levantamento, a aplicação das capacidades atuais de IA nesses setores pode agregar cerca de US$ 600 bilhões por ano à economia global até 2028. Isso acontece porque a IA otimiza o mesmo recurso que interessa tanto ao negócio quanto ao meio ambiente, o que faz lucro e sustentabilidade andarem juntos, “em vez de competir”. Ao analisar mais de 40 áreas diferentes, os pesquisadores identificaram cinco subsetores que concentram sozinhos cerca de US$ 423 bilhões dessa oportunidade e representam praticamente 70% do total mapeado. O maior deles é a eficiência de equipamentos e sistemas industriais, avaliado em US$ 300 bilhões. Ao aplicar IA em processos contínuos, empresas industriais podem cortar cerca de 0,6 gigatonelada de emissões de escopo 1 e 2 por ano, além de reduzir riscos à segurança dos trabalhadores. Em seguida aparece a modelagem de risco climático, com US$ 75 bilhões em potencial. A tecnologia melhora a precisão de análises usadas pelo setor de seguros e também contribui para previsões meteorológicas e planejamento logístico mais confiáveis. Outros três subsetores completam a lista: redes, armazenamento e gestão de flexibilidade do sistema elétrico (US$ 32 bilhões), voltados à modernização de redes e à orquestração de usinas virtuais de energia; educação inclusiva (US$ 13 bilhões), em que a IA ajuda professores a economizar tempo de planejamento e adaptar o ensino a alunos de diferentes origens; e descoberta de materiais (US$ 3 bilhões), com plataformas que aceleram a passagem de testes de laboratório para produção como o caso de novos componentes para baterias.”
Fonte: Exame; 04/09/2026
Vale abandona plano de abrir capital da unidade de metais básicos, diz jornal
“A Vale arquivou os planos de realizar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sua unidade de metais básicos, a Vale Base Metals , em meio à pressão política devido à possibilidade de o Brasil perder o controle sobre ativos estratégicos de mineração, informou na quinta-feira o jornal canadense The Globe and Mail, citando fontes. O IPO está suspenso por tempo indeterminado, mas poderá ser retomado em uma data futura, segundo a reportagem. Em março, o presidente da Vale Base Metals, Shaun Usmar, disse à Bloomberg que a empresa estava trabalhando para preparar o negócio para uma possível abertura de capital até meados do ano.”
Fonte: Valor Econômico; 04/09/2026
Ibama libera Petrobras para perfuração de mais três poços na Bacia da Foz do Amazonas
“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar os três próximos poços da campanha exploratória na Bacia da Foz do Amazonas. A liberação foi concedida por meio de uma retificação na autorização para a primeira perfuração. Os poços batizados como Manga, Crotalus e PAD Morpho ajudarão a delimitar o tamanho da descoberta de petróleo anunciada em agosto no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), no bloco FZA-M-59, localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá. O navio-sonda usado nas próximas perfurações será a unidade Amaralina Star (NS-43), da Constellation. A sonda ainda vai passar por um processo de limpeza antes de ser deslocada para o Norte do país. O navio-sonda usado nas próximas perfurações será a unidade Amaralina Star (NS-43), da Constellation. A sonda ainda vai passar por um processo de limpeza antes de ser deslocada para o Norte do país.”
Fonte: Eixos; 04/09/2026
Empresa dos EUA conclui aquisição de mina de terras raras em Goiás antes de lei entrar em vigor
“A norte-americana USA Rare Earth concluiu na quinta (3/9) a aquisição do Grupo Serra Verde, dono da mina de terras raras, em Goiás, antes da entrada em vigor da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégico. A conclusão da operação ocorreu um dia depois de o Senado aprovar o PL 2780/2024, que cria regras para o setor e atribui ao governo federal a homologação de operações relevantes envolvendo projetos de minerais críticos. O texto ainda aguarda sanção presidencial. Avaliada em aproximadamente US$ 2,8 bilhões quando foi anunciada, em abril, a transação transfere para uma empresa dos Estados Unidos, a USA Rare Earth, o controle da única operação em escala fora da Ásia capaz de produzir os quatro elementos de terras raras usados na fabricação de ímãs permanentes. A companhia é privada e listada na Nasdaq, mas conta com participação direta do governo estadunidense. Além de se tornar acionista da empresa, o governo dos EUA participa diretamente do financiamento e da destinação da produção da Serra Verde.”
Fonte: Eixos; 04/09/2026
Política
Escassez de investimento de longo prazo atrapalha transição verde
“A crise climática demanda investimentos maciços na transição para a energia verde. O custo para o Brasil atingir a neutralidade das emissões líquidas dos gases de efeito estufa foi calculado em US$ 6 trilhões pela BloombergNEF. Durante a COP30, em 2025, a Febraban reconheceu que o setor bancário tem papel fundamental na migração para as fontes limpas e, além de contribuir para a mobilização do capital, precisa consolidar fontes permanentes de financiamento dos projetos necessários. Desafios como a escassez de capital paciente e baixa bancabilidade dos projetos, porém, estão travando os avanços. Para Priscila Specie, assessora da diretoria de infraestrutura, transição energética e mudança climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a transição irá pedir combinações dos diferentes tipos de “blended finance” (financiamento misto) existentes e engajamento efetivo dos atores na causa. Ela cita como exemplo o cofinanciamento de R$ 500 milhões do banco de fomento, no ano passado, para a instalação de uma refinaria de combustível renovável de aviação (SAF) a partir do óleo da macaúba na Bahia com recursos do Fundo Clima. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Banco Mundial voltado ao setor privado nos países emergentes, também fizeram aportes.”
Fonte: Valor Econômico; 08/09/2026
Eólicas e baterias reagem à abertura do Redata para o gás natural
“Representantes dos setores de energia eólica e armazenamento planejam buscar, na fase de regulamentação, limites à possibilidade de enquadramento do gás natural como fonte de baixa emissão para abastecer os data centers beneficiados pelo Redata. As duas indústrias consideram essas grandes cargas uma oportunidade estratégica para novos investimentos em geração renovável e baterias. A preocupação é que a substituição da exigência de energia “limpa” pela expressão “de baixa emissão” na lei que concede benefícios fiscais à instalação de infraestrutura digital leve a uma redução da renovabilidade da matriz, ao permitir a contratação de energia fóssil por esses grandes consumidores. O Senado aprovou na noite de terça (1/9) o PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), com quatro emendas apresentadas como ajustes de redação. Uma delas, proposta pelo senador Laércio Oliveira (PP/SE), substituiu fontes “limpas” por fontes “de baixa emissão” no texto aprovado pela Câmara em 25 de fevereiro. A palavra “renovável” segue no texto. A mudança provocou desconforto entre deputados. Durante a discussão no plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), foi informado pela Secretaria da Mesa da Câmara de que a emenda alteraria o mérito do projeto e, por isso, não poderia ser considerada apenas uma correção de redação.”
Fonte: Eixos; 04/09/2026
Anac propõe multa de R$ 750 por tonelada de CO2 não reduzida para aéreas
“A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) propõe que as companhias aéreas que deixarem de cumprir as metas de descarbonização previstas no Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) paguem uma multa de R$ 750 por tonelada de CO2 não reduzida. A penalidade está na proposta colocada em consulta pública pela agência nesta semana. A agência recebe contribuições até 1º de outubro na plataforma Brasil Participativo, do governo federal. O texto se aplica a empresas que emitem 10 mil toneladas de CO2 ou mais por ano em voos domésticos. Segundo a Análise de Impacto Regulatório (AIR), esse limite alcança 13 operadores de aviação: das companhias aéreas Gol, Latam e Azul a empresas de carga e táxis aéreos. A Anac ressalta que a estimativa dos 13 operadores é baseada nas operações de 2024 e não necessariamente representa o retrato atual do setor. O escopo das empresas abrangidas segue padrões internacionais, como o Corsia e o Sistema Europeu de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês). É o mesmo escopo previsto no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o mercado regulado de carbono do Brasil, que está em implementação e ao qual as aéreas também estarão submetidas.”
Fonte: Capital Reset; 04/09/2026
Internacional
Empresas
Marianne Heiss é nomeada para o conselho da Volkswagen um dia antes de voto sobre reestruturação
“A Volkswagen anunciou que Marianne Heiss foi nomeada para o conselho de administração da montadora com efeito imediato, assumindo uma cadeira vaga de representante dos acionistas. Heiss também foi eleita presidente do comitê de auditoria nesta quinta-feira (3). As nomeações ocorrem um dia antes da reunião em que o conselho deve votar um novo plano de reestruturação em larga escala.”
Fonte: Valor Econômico; 08/09/2026
A maior instalação de captura de carbono da Europa é inaugurada nos Países Baixos
“A maior instalação de captura de carbono da Europa foi inaugurada na segunda-feira nos Países Baixos, desenvolvida pela empresa norueguesa de fertilizantes Yara International. A unidade de captura e armazenamento de carbono (CCS) em Sluiskil, na província holandesa de Zeeland (sul do país), reduzirá as emissões de uma das maiores fábricas de fertilizantes da Europa e transportará o carbono capturado para a Noruega, informou a Yara. A partir de 2026, a unidade Yara Sluiskil capturará e liquefará até 800.000 toneladas métricas de CO2 por ano. O carbono será transportado e armazenado a 2,6 km abaixo do leito marinho, na plataforma continental norueguesa, pela operadora de transporte e armazenamento Northern Lights. Ao longo de 15 anos, a Yara espera remover cerca de 12 milhões de toneladas de CO2 da instalação. O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, afirmou que o projeto de Sluiskil oferece uma solução que é, ao mesmo tempo, cientificamente avançada e comercialmente viável.”
Fonte: Reuters; 07/09/2026
BYD projeta exportar mais de 2,5 milhões de veículos em 2027, dizem corretoras
“A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD espera que as remessas para o exterior ultrapassem 2,5 milhões de veículos em 2027, segundo informaram duas grandes corretoras na terça-feira, citando uma reunião com a administração da empresa. A BYD não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A meta de exportação é sustentada por ganhos contínuos de participação de mercado no exterior, pela expansão da frota de navios dedicados ao transporte de veículos e pelo aumento da capacidade de produção local, afirmou o Deutsche Bank em um relatório.
A administração da BYD projetou que as remessas para o exterior atingirão entre 1,9 milhão e 2 milhões de veículos em 2026 — quase o dobro do volume do ano passado —, informou o Deutsche Bank. Os executivos indicaram que restrições logísticas limitaram as vendas externas neste ano e que os volumes de exportação poderiam ter sido maiores caso não houvesse esses entraves. A previsão é que a fábrica da BYD na Hungria inicie a montagem de veículos em novembro ou dezembro. A administração também está avaliando outros locais para produção no exterior, segundo o Deutsche Bank. A produção local ajudaria a BYD a evitar a tarifa de cerca de 27% da União Europeia sobre veículos elétricos a bateria e a tarifa de importação de 34% do Brasil, gerando uma economia superior a 40.000 yuans (US$ 5.961) por veículo — valor que, na visão da administração, compensaria os custos iniciais de implementação da produção, apontou o Citi. A BYD também planeja construir 90.000 estações de carregamento ultrarrápido até 2028, sendo 20.000 até o final de 2026, seguidas por mais 30.000 em 2027 e 40.000 em 2028, informou o Deutsche Bank.
A empresa tem como meta alcançar uma participação de 25% no mercado interno de automóveis da China. Sua participação de mercado subiu para 18% em julho, ante 8% no início deste ano.”
Fonte: Reuters; 07/09/2026
Política
“Combater simultaneamente a poluição do ar e as mudanças climáticas impulsionaria o PIB global em 2,8% até 2035, segundo um relatório da ONU, num momento em que a maior parte do mundo continua exposta a um ar que permanece abaixo dos padrões globais de qualidade. Esse dado contrasta com os mais de 2% do PIB gastos em subsídios para combustíveis fósseis em 2022 — que causam danos quando queimados — e com os cerca de 9% destinados à saúde em 2023. O argumento econômico apresentado no relatório, segundo a copresidente Shuxiao Wang, da Universidade Tsinghua (China), baseou-se em medidas que não são novas, mas sim “comprovadas e disponíveis mundialmente”. As mudanças climáticas e a poluição do ar compartilham muitas das mesmas causas, incluindo a queima de combustíveis fósseis, bem como certas práticas agrícolas e processos industriais. O relatório demonstrou que, considerando apenas os benefícios de mercado, a ação geraria valor econômico anualmente, afirmaram os autores. Cada ano de atraso acarretava custos irrecuperáveis. “Por muito tempo, tratamos a ação climática como um custo a ser gerenciado e a poluição do ar como uma consequência lamentável do desenvolvimento”, disse Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Embora as soluções existam, falta ao mundo uma “liderança decisiva por parte de governos, instituições financeiras e empresas para implementá-las com a velocidade e a coordenação que esta crise exige”, afirmou Andersen.”
Fonte: Financial Times; 07/09/2026
Espanha insta a UE a criar fundo de adaptação climática e definir metas vinculativas
“A Espanha instou a União Europeia a criar um fundo específico para adaptação climática e a estabelecer metas de adaptação vinculativas, à medida que aumentam os custos decorrentes da aceleração das mudanças climáticas — fenômeno que, neste verão, provocou calor recorde e incêndios florestais em toda a UE. Madri estima que os países da União Europeia acumularam € 822 bilhões (US$ 955 bilhões) em prejuízos causados pelas mudanças climáticas e por eventos meteorológicos extremos desde 1980; cerca de um quarto desse total ocorreu entre 2021 e 2024, período abrangido pelos dados mais recentes. A Espanha também figura entre os países mais afetados pela elevação das temperaturas no verão, pelos incêndios florestais e pelas secas. A UE comprometeu-se a alcançar a neutralidade climática até 2050 e a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 55% em relação aos níveis de 1990 até 2030. Sua Estratégia de Adaptação de 2021 está sendo atualizada e ampliada pelo braço executivo do bloco, a Comissão Europeia, para se transformar em uma Estrutura Integrada de Resiliência Climática a ser apresentada aos Estados-membros. Em uma carta enviada ao Comissário Europeu para o Clima, Wopke Hoekstra — documento ao qual a Reuters teve acesso na sexta-feira —, a ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen, afirmou que a Espanha considera que políticas reativas já não são suficientes para proteger a segurança, a prosperidade e a competitividade. O país defendeu a criação de um Fundo Europeu de Adaptação Climática e sugeriu a arrecadação de recursos por meio de taxas, incluindo uma cobrança sobre os lucros das empresas de petróleo e gás. Também sugeriu que fossem considerados instrumentos de dívida conjunta da UE.”
Fonte: Reuters; 04/09/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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