IBOVESPA +0,06% | 167.927 Pontos
CÂMBIO +0,32% | 5,19/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (20) em alta de 0,06%, aos 167.927 pontos, praticamente estável em relação ao fechamento anterior. O resultado foi uma divergência marcada entre exportadores, que fecharam no positivo, e domésticos, que fecharam no negativo, limitando o índice a um ganho tímido.
Na ponta positiva, Marcopolo (POMO4, +6,46%) avançou depois de aprovar o pagamento de dividendos de R$ 0,13 por ação e um novo programa de recompra de até 49 milhões de ações preferenciais.
Por outro lado, Gerdau (GGBR4, -3,44%) recuou, reagindo ao anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos (EUA) e Canadá para reduzir tarifas sobre o aço canadense, o que acendeu o temor de maior concorrência de aço no mercado americano.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta-feira em alta. Nos EUA, a T-note de dois anos encerrou a 4,18% (+2bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+6bps). O mercado voltou a pressionar os rendimentos dos títulos americanos após avaliar que o programa de recompra de Treasuries anunciado pelo Tesouro dos EUA tem alcance limitado frente ao volume da dívida pública, que ultrapassou US$ 40 trilhões, enquanto declarações divergentes de dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, mantiveram as incertezas sobre a trajetória dos juros. No Brasil, o DI jan/27 encerrou a 13,73% (+1bp), o DI jan/29 a 14,28% (+8bps) e o DI jan/31 a 14,58% (+8bps). Apesar da ausência de gatilhos domésticos relevantes, as taxas locais foram pressionadas pela piora do cenário internacional e pela alta do petróleo, embora o mercado continue projetando espaço para um novo ajuste de 25 bps na Selic. A curva NTN-B recuou levemente, com a NTN-B 2029 a 8,00% (vs. 8,05%), a NTN-B 2035 a 7,96% (vs. 7,97%) e a NTN-B 2050 a 7,55% (vs. 7,54%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira (21), os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%), com os investidores à espera de mais detalhes do plano de guerra econômica de Donald Trump contra o Irã e ainda pouco convencidos de que a ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro basta para conter os juros longos. Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade, em alta de 0,2%, impulsionado principalmente pelos setores de mineração e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 0,9%, o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,8%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,6% e o Hang Seng ganhou 1,2%.
O mercado segue dominado pela pressão nos Treasuries. A escalada dos juros longos pressionou as ações ligadas a inteligência artificial, como Nvidia e SpaceX. No campo geopolítico, o Brent segue próximo de US$ 93/barril, sustentado pela ameaça de Trump de impor consequências econômicas a qualquer país que negocie com o Irã, o que coloca a China no centro das atenções; o secretário Scott Bessent detalha o plano de isolamento de Teerã na segunda-feira. Os investidores também direcionam o foco para os PMIs preliminares e resultados da Nvidia na próxima semana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,93%, aos 3.647,48 pontos.
A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-1,79%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-1,18%) e pelos fundos de recebíveis (-0,82%). Os fundos de tijolo recuaram 0,70%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,80%), lajes corporativas (-0,72%) e shoppings (-0,29%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+11,6%), VRTM11 (+1,6%) e TOPP11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-5,4%), TGAR11 (-5,1%) e MCRE11 (-4,8%).
Economia
Os Estados Unidos anunciaram que irão intensificar a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções previstas para serem detalhadas na próxima semana. A ausência de avanços diplomáticos e as incertezas no Estreito de Ormuz levaram o petróleo à quinta sessão consecutiva de alta.
Na Zona do Euro, o PMI Composto subiu para 52,1 em agosto, ante 52 em julho, o maior nível desde novembro. As pressões de preços continuaram arrefecendo, mas a inflação ainda em 2,9% mantém a expectativa de alta de 25 pontos-base nos juros pelo BCE em setembro.
No mercado de trabalho americano, os pedidos de auxílio-desemprego recuaram e permaneceram em níveis baixos, reforçando a leitura de estabilidade, apesar da moderação recente das contratações.
No Brasil, o governo ampliou o programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos, elevando o teto de financiamento para R$ 200 mil e expandindo o número de veículos elegíveis.
Na China, as importações cresceram 22% nos primeiros sete meses do ano, refletindo os esforços de Pequim para ampliar a abertura comercial. Ainda na Ásia, a inflação subjacente ganhou força no Japão, reforçando as expectativas de alta de juros pelo BoJ (banco central) em setembro, enquanto os preços ao produtor recuaram na Coreia do Sul.
A agenda de hoje está vazia, nenhum indicador relevante a ser divulgado no Brasil ou no exterior.
Veja todos os detalhes
Economia
EUA intensificam pressão sobre o Irã e fim do conflito parece estar mais distante
- Os Estados Unidos anunciaram que irão ampliar significativamente as sanções econômicas contra o Irã, com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicando que os detalhes das novas medidas serão apresentados na segunda-feira. A estratégia busca intensificar a pressão econômica sobre Teerã, inclusive com possíveis consequências para países que auxiliem o Irã a contornar as restrições, enquanto reduz a necessidade de uma nova escalada militar de grande porte. A China ganha relevância nesse cenário por adquirir mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã. Paralelamente, o Tesouro americano prorrogou até 19 de setembro uma licença que autoriza determinadas transações relacionadas à potencial venda dos ativos estrangeiros da petrolífera russa Lukoil, sem retirar as sanções impostas à companhia;
- O petróleo encerrou o dia em alta pela quinta sessão consecutiva, diante da ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e da perspectiva de maior pressão econômica sobre Teerã. O WTI avançou 2,89%, para US$ 86,83 por barril, enquanto o Brent subiu 2,36%, para US$ 93,78 por barril. As tensões no Estreito de Ormuz continuam sustentando um prêmio de risco relevante sobre a commodity e limitando a retirada do risco inflacionário da precificação, apesar de Bessent ter indicado baixa probabilidade de retomada imediata de ataques americanos de grande escala;
- O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto da Zona do Euro subiu para 52,1 em agosto ante 52 em julho, superando a expectativa de 51,7, com novos pedidos no ritmo mais forte em 40 meses e exportações crescendo pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia. A manufatura saltou para 52,8, máxima em mais de quatro anos, enquanto os serviços se mantiveram estáveis em 51,7. O emprego cresceu pela primeira vez no ano, com a indústria retomando contratações após mais de três anos. Na Alemanha, a atividade se expandiu moderadamente, mas na França a contração foi maior que o esperado devido às ondas de calor. As pressões de preços arrefeceram: custo dos insumos no menor nível em seis meses e preços ao consumidor em mínima de cinco meses. Apesar do alívio, a inflação em 2,9% e o petróleo acima de US$ 90 por barril sustentam a expectativa de alta de 25 pontos-base nos juros pelo BCE em setembro, antes de uma pausa.
- Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 6 mil, para 206 mil, abaixo da expectativa de 210 mil e próximos da parte inferior do intervalo observado ao longo deste ano. Os pedidos continuados, por outro lado, avançaram para 1,799 milhão, sugerindo alguma dificuldade adicional de recolocação. Ainda assim, com a taxa de desemprego em 4,1% e as demissões permanecendo baixas, os dados seguem compatíveis com um mercado de trabalho relativamente estável. Combinado aos sinais recentes de moderação da inflação, o quadro reforça a possibilidade de o Fed manter os juros inalterados em setembro;
- No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Ministério da Fazenda ampliaram o programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos, elevando o teto de financiamento de R$ 150 mil para R$ 200 mil e ampliando o conjunto de veículos elegíveis. Segundo o governo, a mudança aumenta o alcance potencial do critério econômico de 63% para 88% do mercado brasileiro de veículos e passa a contemplar novas categorias de híbridos. Esses modelos apresentam redução média próxima de 24% no consumo energético em comparação com versões convencionais equivalentes;
- As importações chinesas cresceram 22% A/A nos primeiros sete meses de 2026, com expansão das compras provenientes de mais de 150 parceiros comerciais. Segundo o governo, o desempenho reflete as medidas adotadas para estimular as importações e ampliar a abertura do mercado doméstico. Entre maio e junho, as compras provenientes da África cresceram 23,5% A/A, enquanto Pequim vem ampliando iniciativas para facilitar a entrada de produtos estrangeiros. O movimento reforça a estratégia chinesa de aprofundar relações com novos parceiros comerciais em um ambiente global marcado por maiores barreiras ao comércio;
- Na Ásia, os indicadores de inflação apresentaram sinais divergentes. No Japão, o núcleo do CPI acelerou de 1,6% para 1,8% A/A em julho, enquanto a medida que exclui alimentos frescos e energia avançou para 1,9% e a inflação de serviços ganhou força. Apesar de o núcleo permanecer abaixo da meta de 2%, a expectativa é de que o BoJ eleve os juros de 1,00% para 1,25% em setembro, diante dos riscos associados ao iene mais fraco, aos custos de importação e ao petróleo. Na Coreia do Sul, em contraste, os preços ao produtor recuaram 0,4% m/m, primeira queda em 11 meses, enquanto a inflação ao produtor desacelerou de 8,5% para 7,7% A/A, principalmente em razão da redução dos preços de energia;
- A agenda de hoje está vazia, nenhum indicador relevante a ser divulgado no Brasil ou no exterior.
Empresas
Randoncorp & Frasle Mobility: ventos favoráveis de curto prazo sustentam a receita da Randoncorp em julho de 2026
- O que há de novo? Hoje, Randoncorp e Frasle Mobility divulgaram suas receitas mensais de Jul’26, de R$1,23 bilhão (+2% A/A) e R$483 milhões (-6% A/A), respectivamente;
- Excluindo Frasle, as receitas da Randoncorp atingiram R$747 milhões (+9% A/A), apontando para um desempenho mais construtivo em suas operações core, provavelmente devido ao suporte de programas governamentais como o Move Brasil 2.0;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Colegiado da CVM pauta recurso da Latache em Oncoclínicas (Pipeline Valor);
- ANEEL deve votar pedido de perícia sobre caducidade da Enel SP na terça (Agência Infra);
- BRB enfrenta impasse com balanços para resgate de R$ 6,6 bilhões do FGC (Bloomberg Línea);
- Fitch Remove Observação Negativa e Afirma Ratings ‘BB-’/‘A+(bra)’ da Cosan; Perspectiva Negativa (Fitch Ratings).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
- IFIX cai mais de 5% em poucos meses; o que está por trás da pressão sobre os FIIs? (InfoMoney);
- O prédio deixou de ser só um prédio, diz especialista do setor (Buildings);
- Mercado Livre fecha contrato milionário com fundo da XP e ajuda FII a reduzir vacância (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Nissan e Stellantis estudam entrar no mercado brasileiro de veículos elétricos | Café com ESG, 21/08
- O pregão de quinta-feira fechou em território misto, com o IBOV avançando 0,06% e o ISE recuando 0,3%.
- Do lado das empresas, (i) a Stellantis estuda um investimento adicional no mercado brasileiro para produzir um carro elétrico de baixo custo, provavelmente da marca Fiat, para concorrer com BYD Dolphin Mini e Geely EX2 – no Fastlane, o plano de quinquenal apresentado a investidores globais da marca, a Stellantis apontou o desenvolvimento de motorizações híbridas leve (MHEV) e plena (HEV) para o Brasil; e (ii) a Nissan vai entrar no segmento de carros elétricos no Brasil, com o país fazendo parte do seu plano de expansão, que terá seis lançamentos na América Latina nos próximos 12 meses – segundo Iván Espinosa, presidente e CEO global da companhia, o principal objetivo é competir com montadoras como BYD, GAC, Geely e GWM em um mercado brasileiro crescente.
- Na política, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) planeja colocar em consulta pública as regras para a operação do combustível sustentável de aviação (SAF) na primeira semana de setembro – em contexto, a agência é quem vai definir a forma como as companhias devem comprovar a compra do SAF, o método de cálculo para a redução de carbono e as multas para quem descumprir as metas.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!