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Selic em 13,75%, dados de emprego nos EUA e mais: o que move os mercados hoje

Manutenção da Selic em 13,75% e pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira, 5/11/2026

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IBOVESPA +1,2% | 167.525 Pontos

CÂMBIO -0,3% | 5,47/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 1,2%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas. Bancos e Vale (VALE3, +3,5%) sustentaram a recuperação, enquanto o dólar recuou 0,6%, a R$ 5,45. Após o fechamento, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano.

Na ponta positiva, Itaú Unibanco (ITUB4, +3,2%) se destacou após divulgar seus resultados do 3T26, com lucro recorrente de R$ 12,6 bilhões no 3T26, alta de 6,2% na comparação anual.

Na ponta negativa, Brava Energia (BRAV3, -9,2%) e PRIO (PRIO3, -8,7%) lideraram as quedas. Petrobras (PETR3, -7,6%; PETR4, -7,1%) também pesou, com o Brent recuando 8,7% diante da expectativa de uma resolução mais rápida do conflito com o Irã. 

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram em queda ontem. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram ao longo da curva, com a T-note de 2 anos em 4,58% (-4bps), a T-note de 10 anos em 4,89% (-7bps) e o T-bond de 30 anos em 5,28% (-5bps). O movimento refletiu a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, que reduziu as expectativas de novas expansões fiscais diante da perspectiva de maior impasse político no Congresso, além do forte recuo do petróleo. No Brasil, a curva de juros apresentou fechamento expressivo, acompanhando o alívio das taxas no exterior e a queda do petróleo. O DI jan/28 encerrou a 14,39% (-18bps), o DI jan/29 a 14,79% (-28bps) e o DI jan/31 a 14,99% (-38bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,76% (vs. 7,88%), a B35 a 7,93% (vs. 8,02%) e a B50 a 7,58% (vs. 7,62%).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: -0,5%), com os investidores expandindo olhares para além da tecnologia diante do temor de que o Congresso, agora sob controle democrata, endureça a regulação de data centers. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de cerca de 0,3%, impulsionado principalmente pelo setor de recursos básicos, enquanto tecnologia e defesa ficam para trás. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) recuou mais de 5,3%, em meio à liquidação de semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) caiu cerca de 2,8%, no quarto pregão seguido de baixa, enquanto na China, o CSI 300 avançou 0,3% e o Hang Seng (Hong Kong) disparou 3,7%.

O mercado acompanha a pressão sobre semicondutores ligados à inteligência artificial, depois que Arm e Qualcomm recuaram cerca de 3% no pós-mercado com guidance e receita abaixo do esperado, arrastando SK Hynix (-9,5%) e Samsung (-7,6%) em Seul. O Brent opera próximo de US$ 95/barril, depois de cair quase 9% na quarta-feira, com a expectativa de que a vitória democrata pressione o governo Trump a encerrar a guerra com o Irã. O Treasury de 10 anos recua para cerca de 4,88%, menor nível em quase dois meses, e o mercado precifica 81% de chance de alta de juros pelo Fed em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para os resultados de National Grid, além do relatório de emprego de outubro na sexta-feira, que o consenso espera criação de 65 mil vagas.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira com alta de 0,94%, aos 3.558,43 pontos, em linha com o alívio observado nas taxas de juros globais após a queda dos preços do petróleo, movimento que também favoreceu o desempenho dos ativos domésticos.

A sessão foi marcada por desempenho positivo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,73%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 1,31%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de shoppings subiram 1,75%, seguidos pelas lajes corporativas (+1,69%) e pelos ativos logísticos (+0,81%). Já os fundos híbridos avançaram 0,09%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 1,74%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSLG11 (+7,5%), WHGR11 (+6,2%) e GZIT11 (+6,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-6,2%), TGAR11 (-3,8%) e LIFE11 (-3,7%).

Economia

No cenário internacional, o preço do petróleo tipo Brent recuou 8,3%, para US$ 95 por barril, após a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, diante da percepção de menor risco de escalada militar no Oriente Médio. Nos EUA, o setor privado criou 86 mil empregos em outubro, acima das expectativas, enquanto o déficit comercial diminuiu para US$ 105,05 bilhões em setembro. No Japão, a ata do Banco Central reforçou a possibilidade de novas altas de juros, enquanto o PMI de serviços avançou para 51,7 pontos, indicando expansão moderada da atividade.

No Brasil, o Copom manteve a Selic em 13,75%, interrompendo o ciclo de cortes diante da deterioração das perspectivas inflacionárias, com projeções mais elevadas para 2027 e 2028. O Caged registrou criação líquida de 121,3 mil empregos formais em setembro, abaixo das expectativas, reforçando os sinais de desaceleração gradual do mercado de trabalho. Paralelamente, o governo anunciou a intenção de regulamentar o fim da escala 6×1, com previsão de redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Foi publicada, em edição extra do Diário Oficial, a Medida Provisória 1.399/2026 que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo (IS) para o ano-calendário de 2027.

Na agenda internacional, o destaque será a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE), além dos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos. No Brasil, serão divulgados a Produção Industrial de setembro, para a qual esperamos retração de 0,6% m/m e queda de 2,2% a/a, e o PMI brasileiro, indicadores importantes para avaliar a desaceleração da atividade doméstica.

Veja todos os detalhes

Economia

Copom interrompe cortes e mantém Selic em 13,75%

  • No Brasil, o Copom manteve a taxa Selic em 13,75%, em linha com as expectativas, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em março, diante da deterioração das perspectivas inflacionárias desde a reunião anterior. O comunicado apresentou tom mais cauteloso, destacando que o cenário internacional se tornou mais adverso, em razão dos preços elevados do petróleo e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas. Internamente, o Comitê reconheceu moderação mais acentuada da atividade econômica e sinais de leve desaquecimento do mercado de trabalho, mas ressaltou que as medidas de inflação subjacente voltaram a acelerar e as expectativas se afastaram ainda mais da meta. A mediana do Focus para o IPCA de 2027 avançou de 4,30% para 4,76%, enquanto a projeção para 2029 subiu de 3,50% para 3,98%, reforçando as preocupações com a persistência inflacionária. As projeções do próprio Banco Central também foram revisadas: a estimativa para o IPCA de 2027 aumentou de 3,9% para 4,4%, enquanto a projeção para o segundo trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, passou de 3,1% para 3,5%, afastando-se da meta de 3,0%. Em nossa avaliação, a interrupção dos cortes é necessária para conter a deterioração das expectativas, mas a desaceleração econômica reduz a necessidade de um aperto monetário adicional neste momento. Por ora, mantemos nossa projeção de Selic em 13,75% até o final de 2027, reconhecendo a elevada incerteza doméstica e internacional. Para detalhes, acesse Copom mantém a taxa Selic em 13,75% diante da piora nas expectativas de inflação;
  • No mercado internacional de energia, o preço do petróleo tipo Brent recuou 8,3%, para US$ 95 por barril, diante da percepção de que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos poderá reduzir a probabilidade de uma nova escalada militar no Oriente Médio. O resultado eleitoral ampliou as expectativas de maior fiscalização do Congresso sobre a condução da guerra contra o Irã, com possíveis restrições aos gastos militares e maior pressão por uma solução diplomática a partir de janeiro, quando os novos parlamentares assumem seus mandatos. A redução do prêmio de risco geopolítico levou o Brent novamente para abaixo de 100 dólares por barril, embora persistam incertezas sobre a evolução do conflito e a segurança do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Caso sustentada, a queda expressiva do petróleo poderá aliviar as pressões inflacionárias globais, especialmente sobre combustíveis e custos de transporte, reduzindo parte dos riscos associados aos choques energéticos;
  • Nos Estados Unidos, o setor privado criou 86 mil empregos em outubro, acima das 70 mil vagas esperadas pelo mercado, segundo o relatório de empregos ADP. O resultado representa estabilidade em relação a setembro, cuja geração de empregos foi revisada de 90 mil para 86 mil postos, sugerindo um ritmo de contratações ainda moderado, mas sem deterioração adicional significativa. Os salários do setor privado avançaram 4,7% a/a em outubro, indicando persistência de pressões salariais apesar da criação relativamente contida de vagas. Em paralelo, o déficit comercial americano recuou para US$ 105,05 bilhões em setembro, ante US$ 105,74 bilhões em agosto, ficando abaixo da expectativa de US$ 107,8 bilhões. As exportações cresceram 1,9% m/m, para US$ 321,51 bilhões, enquanto as importações avançaram 1,2% m/m, para US$ 426,56 bilhões, contribuindo para a melhora marginal do saldo externo. A combinação dos indicadores sugere um mercado de trabalho ainda resiliente e desempenho relativamente mais favorável das exportações, embora o déficit comercial permaneça elevado;
  • No Japão, a ata da reunião de setembro do banco central (BoJ) revelou uma postura mais restritiva (hawkish) entre os dirigentes, com sinalizações de que o ritmo de aumento dos juros poderá ser acelerado caso as pressões inflacionárias se intensifiquem. Nessa reunião, o BoJ elevou sua taxa básica para 1,25%, maior patamar em 31 anos, antes de mantê-la inalterada em outubro. Os dirigentes demonstraram preocupação com a possibilidade de a inflação permanecer acima da meta de 2%, especialmente diante dos reajustes de alimentos e dos preços elevados do petróleo associados ao conflito no Oriente Médio. Em paralelo, o PMI de serviços japonês avançou de 51,3 para 51,7 pontos em outubro, registrando o quinto mês consecutivo de expansão – acima dos 50 pontos -, embora abaixo da leitura preliminar de 52,0 pontos. Os novos pedidos cresceram pelo 28º mês consecutivo, sustentados pela demanda doméstica, enquanto a demanda externa permaneceu fraca. As pressões de custos diminuíram pelo quarto mês consecutivo, atingindo o menor ritmo em oito meses, mas a confiança empresarial caiu ao menor nível desde março e a criação de empregos no setor foi a mais fraca dos últimos 14 meses. O PMI composto recuou de 52,3 para 52,1 pontos, menor patamar desde maio, refletindo a desaceleração industrial. A combinação de atividade ainda expansionista e pressões inflacionárias persistentes reforça a perspectiva de novas altas de juros pelo BoJ, embora os sinais de moderação da atividade e dos custos recomendem cautela;
  • De volta ao Brasil, no âmbito do mercado de trabalho, o Caged registrou criação líquida de 121,3 mil empregos formais em setembro, significativamente abaixo da nossa projeção de 160,2 mil e do consenso de 183,5 mil vagas, reforçando os sinais de desaceleração gradual do mercado de trabalho. Em nossas estimativas dessazonalizadas, o saldo líquido de empregos recuou de 73 mil em agosto para 37 mil em setembro, enquanto a média móvel de três meses diminuiu de 66 mil para 52 mil postos. Em 12 meses, a geração acumulada de empregos formais caiu de 880 mil para 787 mil vagas. A desaceleração foi disseminada entre os setores: serviços registraram criação líquida de 46 mil postos, abaixo da média de 55 mil observada entre junho e agosto, enquanto construção e comércio apresentaram saldos modestos, de 4 mil e 3 mil vagas. Indústria e agropecuária, por sua vez, registraram destruição líquida de 11 mil e 5 mil empregos, respectivamente. As admissões recuaram 2,8% m/m, para 2,191 milhões, enquanto os desligamentos diminuíram 1,3% m/m, para 2,154 milhões. Apesar do enfraquecimento das contratações, o salário real médio de admissão avançou 0,4% m/m e 1,9% a/a, indicando persistência de pressões salariais em determinados segmentos. Projetamos que a criação líquida de empregos formais diminua de aproximadamente 110 mil vagas mensais em 2025 para 65 mil em 2026, totalizando 800 mil postos em 2026 e 420 mil em 2027. O cenário aponta para desaceleração gradual, e não contração generalizada, do mercado de trabalho;
  • O governo federal pretende publicar na segunda-feira (9) o decreto de regulamentação do fim da escala de trabalho 6×1, com previsão de entrada em vigor em 15 de dezembro e redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a regulamentação deverá assegurar oito folgas mensais aos trabalhadores, preservando a possibilidade de negociação das escalas por meio de convenções coletivas. Setores como saúde, transporte, segurança e limpeza urbana poderão contar com regras específicas para jornadas de plantão. A mudança poderá produzir efeitos relevantes sobre custos trabalhistas, produtividade e decisões de contratação, especialmente em atividades intensivas em mão de obra. A redução da jornada sem diminuição proporcional dos salários tende a elevar o custo por hora trabalhada, exigindo reorganização de turnos, ganhos de produtividade ou contratações adicionais, dependendo das características de cada setor. O anúncio ocorre em um contexto de desaceleração gradual do emprego formal, custos salariais ainda elevados e escassez de trabalhadores em determinados segmentos. Embora a medida possa ampliar a demanda por mão de obra em algumas atividades, também poderá pressionar custos de produção e preços de serviços, dependendo da capacidade de adaptação das empresas. Os impactos efetivos dependerão das regras finais e das negociações coletivas;
  • O governo publicou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória 1.399/2026, que define as alíquotas do Imposto Seletivo (IS), conhecido como “Imposto do Pecado”, que começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Durante a fase inicial de implementação, até dezembro de 2027, as alíquotas do IS para veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais do IPI, ajustadas por fatores de conversão. A medida também prevê a redução a zero das alíquotas do IPI para esses produtos e a apresentação de uma PEC para prorrogar a incidência do IPI até que o novo imposto esteja plenamente em vigor, evitando a desoneração de itens como cigarros.
  • Na agenda internacional, o principal destaque será a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE), relevante para avaliar a condução da política monetária britânica diante das pressões inflacionárias e dos riscos de desaceleração econômica. Nos Estados Unidos, serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego, importantes para acompanhar as condições do mercado de trabalho americano. No Brasil, o destaque será a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de setembro, para a qual esperamos retração de 0,6% m/m e queda de 2,2% a/a, reforçando os sinais de enfraquecimento da atividade industrial em um ambiente de juros elevados e demanda doméstica mais fraca. Também será divulgado o PMI brasileiro, indicador antecedente que permitirá avaliar o ritmo recente da atividade econômica.

Empresas

Itaú Unibanco (ITUB4): uma franquia de alta qualidade em um ambiente mais desafiador

  • Estamos atualizando nossas estimativas para o Itaú Unibanco (ITUB4) após os resultados do 3T26, a atualização do guidance e a revisão das premissas macroeconômicas, reduzindo nosso preço-alvo para o fim de 2027 para R$46/ação (de R$50/ação);
  • Continuamos considerando o Itaú uma franquia de alta qualidade, sustentada pelo crescimento consistente da carteira de crédito, pela qualidade de ativos resiliente e pela forte rentabilidade;
  • No entanto, diante de um cenário mais desafiador para a atividade do mercado de capitais e de uma postura mais cautelosa em relação ao ciclo de crédito, reduzimos nossas estimativas de receitas de tarifas e elevamos nossas projeções de custo de crédito, parcialmente compensadas por uma alíquota de imposto menor;
  • Como resultado, nossas estimativas de lucro líquido para 2026E e 2027E caem 1% e 3%, respectivamente;
  • A aproximadamente 8x P/L 2027E, continuamos considerando o valuation atrativo em relação à qualidade, à resiliência e à consistência do perfil de resultados do banco;
  • Com potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação ao nosso preço-alvo para o fim de 2027 e um dividend yield de cerca de 8%, continuamos enxergando uma relação risco-retorno atrativa e reiteramos nossa recomendação de compra e ITUB4 como nossa principal recomendação;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

C&A (CEAB3): resultados fracos no 3T; à espera de dias mais quentes na entrada do 4T 

  • A C&A reportou um 3T fraco, embora melhor do que esperávamos, com a margem bruta de vestuário novamente surpreendendo positivamente, com alta de 60 p.b. A/A, ante estabilidade na XPe; 
  • Combinada com receitas mais fortes do C&A Pay, essa melhora mais do que compensou as maiores despesas com vendas, levando o EBITDA ajustado a ficar 11% acima da nossa estimativa, embora tenha recuado 8% A/A devido a investimentos não recorrentes em marketing; 
  • Nesse contexto, embora a receita do 3T tenha sido fraca, conforme esperado, acreditamos que a atenção dos investidores deve permanecer nos estoques ainda elevados, com alta de 16 dias A/A, e na recuperação esperada para o 4T, com a empresa destacando uma inflexão no tráfego em meados de setembro e a reabertura de lojas reformadas e uma base de comparação mais fácil, com celulares saindo da base e um 4T25 fraco, como ventos favoráveis; 
  • Mantemos nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Pague Menos (PGMN3):resultados do 3T em linha; rentabilidade resiliente apesar do crescimento mais fraco 

  • A Pague Menos apresentou resultados do 3T amplamente em linha; 
  • A receita continuou desacelerando diante de bases de comparação mais difíceis e de um ambiente de consumo mais desafiador, enquanto a rentabilidade permaneceu resiliente, apoiada por melhores termos comerciais e G&A controlado; 
  • Embora a desaceleração fosse amplamente esperada, dada a normalização do crescimento de GLP-1, a perda de ritmo nas demais categorias pode gerar alguma preocupação entre os investidores, com HPC como exceção positiva; 
  • Em rentabilidade, melhores termos comerciais, eficiências tributárias e menores provisões de bônus ajudaram a compensar a pressão das despesas com vendas, mantendo a margem EBITDA estável A/A e em linha com nossas expectativas; 
  • O FCF também foi destaque, principalmente devido à monetização de créditos tributários, apesar de um ciclo de caixa mais fraco, que a empresa considera temporário; 
  • No geral, apesar da receita mais fraca, vemos de forma positiva a capacidade da empresa de preservar a rentabilidade e, portanto, mantemos nossa recomendação de Compra; 
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Smart Fit (SMFT3): resultados fortes no 3T; TotalPass faz o trabalho pesado 

  • Uma tese de crescimento que continua entregando; 
  • A Smart Fit apresentou resultados fortes no 3T, com destaque para a receita e a margem bruta, embora a rentabilidade das academias no Brasil continue pressionada; 
  • A receita líquida e o EBITDA ajustado ficaram 3% e 2% acima das nossas estimativas, respectivamente, sustentados pela maior contribuição do TotalPass e por resultados sólidos fora do Brasil, enquanto maiores outras despesas limitaram a expansão da margem EBITDA; 
  • Em expansão, a empresa atingiu 197 adições no acumulado do ano até outubro, incluindo 30 academias Evolve, com 159 academias em construção e mais de 140 contratos assinados para 2026/27, o que considera compatível com seu guidance de 330–350 para o ano; 
  • No geral, em uma temporada na qual esperamos que a maior parte da nossa cobertura apresente crescimento mais fraco e contração de margens, a Smart Fit se destaca tanto em receita quanto em rentabilidade, com expansão recorde e o TotalPass mais do que compensando a pressão nas academias brasileiras; 
  • Embora essa pressão deva manter vivas as preocupações dos investidores em relação aos ventos contrários competitivos, mantemos nossa recomendação de Compra, pois vemos a empresa como uma sólida tese de crescimento, com uma longa avenida de expansão na América Latina e o TotalPass como uma fonte crescente de lucros; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Mercado Livre (MELI34): resultados mistos no 3T; EBIT abaixo do esperado devido a maiores custos de frete e despesas de marketing 

  • O Mercado Libre reportou resultados mistos no 3T, com receita resiliente no Brasil e na Argentina, mas EBIT abaixo do esperado devido a maiores custos de frete e despesas de marketing; 
  • Diferentemente do trimestre anterior, a leitura sequencial sobre a rentabilidade foi menos construtiva: o EBIT ficou 7% abaixo da nossa estimativa, com margem EBIT de 6,3% (-40 p.b. T/T), interrompendo a estabilização observada no 2T; 
  • O resultado abaixo do esperado teve dois principais vetores: (i) pelo lado dos custos, os custos de frete aumentaram devido aos preços mais altos dos combustíveis e a uma expansão de aproximadamente 20% T/T da capacidade de fulfillment, que a administração considera voltada ao crescimento futuro e espera que ganhe escala a partir do 4T; 
  • (ii) pelo lado das despesas, as despesas de marketing aumentaram em razão de uma elevação deliberada dos investimentos em marketing de afiliados no Brasil; 
  • O crescimento mais fraco no México também limitou a alavancagem operacional; 
  • Ainda assim, os indicadores operacionais continuaram apontando na direção correta, com melhora em engajamento, custo por envio e usuários do ecossistema; 
  • No geral, permanecemos construtivos em relação à tese de longo prazo, embora o curto prazo pareça desafiador, e vemos risco de baixa para as estimativas de EBIT à medida que o ciclo de investimentos se prolonga; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Vibra Energia (VBBR3) | Resultados do 3T26: Pequena surpresa positiva, c.7% de FCFE yield recorrente

  • Nesta quarta-feira (4), após o fechamento do mercado, a Vibra Energia divulgou seus resultados do 3T26. O EBITDA recorrente de R$3,84 bilhões ficou ligeiramente acima da nossa estimativa (+2,5% vs. XPe) e amplamente em linha com o consenso (+1%). O EBITDA recuou -11% t/t, refletindo margens menores na distribuição de R$381/m³ no 3T26 (vs. R$456/m³ no 2T26), embora ainda em níveis muito fortes;
  • O lucro líquido de R$2,46 bilhões ficou +17% acima da nossa estimativa. Olhando à frente, esperamos que o momento favorável dos resultados enfraqueça gradualmente. No momento da publicação deste relatório, os preços domésticos do diesel negociam com prêmio significativo em relação ao PPI ajustado pelos subsídios;
  • Em nossa visão, essa dinâmica pode reduzir a vantagem competitiva das grandes distribuidoras ao incentivar um maior fluxo de produtos importados e pressionar os preços nas bombas. Ainda assim, os preços ao consumidor permaneceram relativamente estáveis em outubro, sustentando resultados fortes para as grandes distribuidoras em pelo menos um dos três meses do 4T26;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

AXIA Energia (AXIA3) | Revisão do 3T26: O risco de resultados ficou para trás

  • A AXIA Energia apresentou resultados positivos no 3T26, com EBITDA ajustado ex-provisões de R$6,4 bilhões (7% acima da XPe) e praticamente em linha com o consenso;
  • A surpresa positiva é explicada principalmente por uma margem de contribuição acima do esperado no segmento de transmissão e por uma dinâmica saudável de custos, parcialmente compensadas por margens de contribuição mais fracas no segmento de geração;
  • Vale lembrar que as estimativas para este trimestre sofreram revisões baixistas significativas devido aos níveis surpreendentes de chuvas observados ao longo do período, e ainda não vemos uma mudança nessas tendências;
  • No entanto, após uma significativa underperformance e com um trimestre que pode ser visto como um evento de redução de riscos quanto a uma eventual frustração nos resultados, podemos estar próximos de um ponto de inflexão, sustentado pelo valor atrativo da AXIA e por dividend yields favoráveis;
  • Esperamos uma reação ligeiramente positiva do mercado no pregão de amanhã;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Market Dispatch – Outubro de 2026

  • Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, além das atualizações habituais sobre os mapas climáticos para os próximos meses, também estamos atualizando nossas estimativas para AXIA, AURE, CPLE e EGIE;
  • Nossas atualizações incluem: i) novos dados macroeconômicos (taxas reais de longo prazo de 6,5%); ii) revisão da curva de preços de energia; iii) reformulação do modelo de AURE; e iv) postergação dos preços-alvo de CPLE, AURE e EGIE para o final de 2027, combinada com novos Ke’s (mais elevados) para as quatro empresas, de 11% a 13% em termos reais;
  • Out/26 foi mais um mês negativo para os preços de energia de curto prazo (queda mensal de 31% para out/26 e de 24% para nov/26);
  • O mês foi marcado por uma pressão baixista adicional na ponta curta da curva;
  • Ao mesmo tempo, as preocupações com um cenário mais adverso de El Niño diminuíram marginalmente, embora a incerteza permaneça elevada a partir de dezembro;
  • Outubro também trouxe à tona duas discussões mais estruturais: a revisão da metodologia referente ao uso de Itaipu pelo Paraguai e a possível implementação de uma nova estrutura para reincorporar o curtailment à geração eólica e solar nos modelos de formação de preços. Consulte o relatório para mais detalhes sobre ambos os temas;
  • Por fim, realizamos novamente nossa análise de “mark-to-model”, que agora aponta para mudanças limitadas em nossas estimativas e nos retornos implícitos das geradoras que cobrimos;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Lavvi (LAVV3): resultados amplamente em linha

  • A Lavvi reportou resultados ligeiramente positivos no 3T26, uma vez que o desempenho operacional sólido e acima das nossas estimativas foi parcialmente compensado por uma taxa de performance no resultado de equivalência patrimonial;
  • A receita líquida atingiu R$532 milhões (+28% A/A; +7% T/T), 3% acima do XPe e em linha com o consenso;
  • A margem bruta ajustada alcançou 38,2% (+60bps A/A; +59bps T/T), 81bps acima do XPe, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$143 milhões (+15% A/A; +5% T/T), 2% acima do XPe, beneficiado por menores despesas comerciais;
  • O lucro líquido atingiu R$91 milhões (-13% A/A; +10% T/T), 2% abaixo do XPe e 7% abaixo do consenso;
  • A margem do backlog aumentou para 39,1% (+30bps T/T), enquanto a alavancagem subiu para 32,3% dívida líquida/patrimônio líquido, apesar da geração de caixa de R$14 milhões, ou R$91 milhões excluindo aquisições de terrenos;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

PRIO (PRIO3) | Resultados do 3T26: Resultados acima das estimativas e FCFE yield anualizado acima de 30%

  • Resumo: Nesta quarta-feira (4), após o fechamento do mercado, a PRIO divulgou resultados fortes no 3T26. O EBITDA ajustado de US$1,07 bilhão ficou acima da nossa estimativa (+11% vs. XPe). O EBITDA aumentou sequencialmente (+22% t/t), refletindo principalmente maiores offtakes durante o trimestre (+12% t/t);
  • O lucro líquido de US$517 milhões ficou em linha com nossa estimativa (-1% vs. XPe), uma vez que impostos mais altos (impulsionados pelos efeitos cambiais sobre impostos diferidos) compensaram o EBITDA acima do esperado;
  • No geral, esperamos uma reação ligeiramente positiva das ações. Olhando além do trimestre, os investidores devem permanecer atentos ao ritmo de desalavancagem da PRIO e, mais importante, ao potencial anúncio da aguardada política de remuneração aos acionistas, especialmente porque o atual ambiente de preços elevados do petróleo acelerou a geração de caixa livre;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Tenda (TEND3): lucro líquido impactado pela compressão da margem bruta

  • A Tenda reportou resultados fracos no 3T26, abaixo das nossas expectativas e do consenso, principalmente devido à compressão da margem bruta;
  • A receita líquida atingiu R$1,25 bilhão (+10% A/A; -3% T/T), amplamente em linha com o XPe e o consenso, mas a margem bruta ajustada recuou para 32,5% (-4,8 p.p. T/T; -3,3 p.p. vs. XPe), levando o EBITDA a R$175 milhões (19% abaixo do XPe; 22% abaixo do consenso) e o lucro líquido ex-swap a R$106,5 milhões (+4% A/A; -34% T/T; 25% abaixo do XPe; 29% abaixo do consenso);
  • Do lado positivo, a geração operacional de caixa atingiu R$82 milhões e a alavancagem corporativa ficou em 0,1%;
  • O guidance foi mantido, mas agora implica um 4T26 melhor;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

TOTVS (TOTS3): resultados em linha, com tendências recorrentes sólidas

  • A TOTVS apresentou mais um trimestre amplamente em linha no 3T26, com receitas líquidas de R$ 1.978 milhões (+13,2% a/a; +3,0% t/t; +0,4% vs. XPe) e EBITDA ajustado de R$ 501 milhões (+16,9% a/a; +2,9% t/t 0,9% vs. XPe), implicando margem de 25,3%;
  • O lucro líquido ajustado atingiu R$ 237 milhões (-8,8% a/a; -1,4% t/t), 1,6% acima da nossa estimativa;
  • Os principais destaques positivos foram a resiliência contínua das receitas recorrentes, a estabilização da retenção de clientes e a aceleração da adoção relacionada à IA;
  • As adições líquidas de ARR atingiram R$ 209 milhões, essencialmente em linha com a nossa projeção, enquanto os habilitadores de IA representaram 37% das adições orgânicas de ARR;
  • Por outro lado, as margens ficaram ligeiramente abaixo das expectativas, refletindo os investimentos em andamento e maiores provisões para perdas de crédito, enquanto o fluxo de caixa livre recuou 25% a/a, impactado principalmente por pagamentos antecipados relacionados à nuvem;
  • O trimestre reforça a resiliência do negócio principal da TOTVS, embora sem uma surpresa positiva relevante nos resultados;
  • Os fundamentos permanecem sólidos, sustentando nossa recomendação de Compra;
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Iochpe-Maxion (MYPK3): trimestre operacional robusto, ofuscado por efeitos não recorrentes; revisão do 3T26

  • A Iochpe-Maxion reportou resultados robustos, mas ofuscados por efeitos não recorrentes no 3T26, com EBITDA ajustado de R$481 milhões (+8% vs. XPe, +23% A/A e +15% T/T);
  • O forte momentum na América do Norte e na Índia mais do que compensou a demanda mais fraca por veículos comerciais no Brasil, reforçando os benefícios de sua presença geográfica diversificada, em nossa visão;
  • A receita líquida cresceu +16% A/A, apesar dos ventos contrários de FX, para R$4,4 bilhões, enquanto a margem EBITDA ajustada atingiu 10,9%, em linha com a XPe e alta de +0,6p.p. A/A, sustentada pela maior diluição dos custos fixos;
  • O resultado líquido foi prejudicado por efeitos não recorrentes, relacionados principalmente à provisão antitruste na Alemanha;
  • Embora possa ter pesado sobre os lucros, acreditamos que o reconhecimento ajuda a eliminar uma incerteza de longa data para as ações, reduzindo a incerteza à frente;
  • No geral, continuamos vendo uma relação risco-retorno atrativa, sustentada por um valuation descontado, carry atrativo e perfil dolarizado, embora a ausência de um catalisador cíclico claro possa limitar uma reprecificação mais significativa no curto prazo;
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Bens de Capital: um mercado em duas velocidades enfrenta um cenário doméstico mais desafiador

  • O mercado de veículos no Brasil continua apresentando dinâmicas divergentes entre os segmentos;
  • As projeções iniciais para 2027E mostram expectativas de demanda estável por veículos leves (Bright e Mobility Global projetando crescimento de +0% a +3%), com o debate se deslocando do crescimento da demanda para a redistribuição de participação de mercado e a industrialização, à medida que as OEMs chinesas continuam ganhando relevância no mercado brasileiro;
  • Essa pressão levou a ANFAVEA a propor salvaguardas e cotas para veículos chineses, mas as medidas continuam em discussão e excluiriam kits CKD/SKD utilizados por OEMs estabelecidas localmente;
  • Para veículos pesados, conforme discutido pela AutoData, a perspectiva para 2027E continua sendo amplamente uma questão de crédito, com as condições de financiamento e os programas apoiados pelo governo continuando como os principais vetores da demanda;
  • Embora a Fenatran da próxima semana deva oferecer uma leitura importante sobre as tendências da demanda, o cenário macroeconômico permanece desafiador, em nossa visão;
  • Analisando os dados recentes da indústria, os emplacamentos de caminhões e implementos rodoviários ainda aumentaram +3% e +15% A/A em Set’26, respectivamente, embora a Fenabrave atribua parte dos avanços ao suporte temporário do programa Move Brasil 2;
  • No exterior, o cenário permanece relativamente mais favorável, com as vendas de veículos leves nos EUA e na Europa aumentando +4% e +10% A/A, respectivamente;
  • Embora os pedidos de caminhões Classe 8 em Out’26 (15,6 mil unidades, -36% A/A) acendam um sinal de alerta, a demanda por reposição e os fundamentos dos fretes permanecem favoráveis, segundo a FTR;
  • Por enquanto, continuamos mantendo uma visão relativamente mais favorável sobre nomes com menor exposição ao mercado brasileiro, particularmente Tupy e Iochpe-Maxion entre as empresas de Autopeças;
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Embraer (EMBJ3): notícias recentes reforçam a tese de crescimento de longo prazo

  • As notícias recentes reforçam nossa visão de que a trajetória de crescimento da Embraer permanece em linha até o fim da década;
  • Desde a entrada da Grécia no programa KC-390 e a expansão contínua da rede de suporte da aeronave na Europa até um potencial pedido de grande escala da IndiGo e novos avanços na Eve;
  • Vemos um backlog crescente como um elemento comum entre as divisões, uma expansão da presença global e opcionalidades adicionais que não estão integralmente refletidas em nossas estimativas;
  • Em conjunto, esses desenvolvimentos fortalecem nossa convicção em uma trajetória visível de crescimento de longo prazo à frente;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra para EMBJ3;
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XP Pesquisa Temática | Saúde e Varejo: fácil de engolir; Anvisa aprova Wegovy oral

  • Hoje, a Anvisa aprovou o Wegovy oral, da Novo Nordisk, marcando a primeira aprovação regulatória de um tratamento oral com GLP-1 para obesidade no Brasil;
  • Embora essa formulação ofereça uma alternativa mais conveniente e uma cadeia de distribuição menos complexa do que a das canetas injetáveis, acreditamos que o preço será o principal fator determinante para sua adoção no Brasil;
  • Com base nas referências de preços dos Estados Unidos e do Reino Unido, onde o Wegovy oral já está disponível, o comprimido é comercializado, respectivamente, com desconto de 14% e prêmio de 12% em relação à dose de manutenção do Wegovy injetável;
  • Nos Estados Unidos, a formulação oral já representava 47% do total de prescrições de Wegovy no 3T26;
  • Para o Brasil, estimamos um preço de lançamento entre R$ 856 e R$ 1.954 por mês, sugerindo pressão competitiva direta limitada sobre o Semavy, da Hypera, diante da significativa diferença de preço esperada em relação aos produtos de semaglutida pós-patente mais acessíveis;
  • Embora não seja nosso cenário-base, o principal risco negativo seria uma estratégia de preços mais agressiva, especialmente caso a Novo Nordisk precifique o produto abaixo do Poviztra, atualmente em R$ 490 por mês;
  • Para o varejo farmacêutico, incluindo Raia Drogasil, Pague Menos e Panvel, avaliamos o lançamento de forma positiva, dependendo da dinâmica de preços e margens;
  • O produto também pode alcançar consumidores que evitam tratamentos injetáveis, adicionando novos clientes recorrentes à categoria;
  • Antes da comercialização, o Wegovy oral ainda precisa obter a aprovação de preço da CMED e divulgar sua precificação final no varejo, com lançamento provavelmente no final do 1S27.
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Telecom: data expert | Monitor Anatel

  • A Anatel divulgou a base de assinantes referente a setembro/26;
  • Segmento móvel (ex-M2M): O pós-pago continuou impulsionando o crescimento móvel em setembro, com adição de 860 mil acessos e representando aproximadamente 58% da base móvel total. O pré-pago recuou 485 mil, resultando em adições líquidas totais de 376 mil e elevando a base móvel para 221 milhões de acessos. Entre as incumbentes, a Claro permaneceu como o principal destaque positivo, adicionando 311 mil acessos, seguida pela Vivo, com +231 mil, enquanto a TIM perdeu 253 mil;
  • A Vivo adicionou 286 mil acessos pós-pagos e perdeu 55 mil linhas pré-pagas. Nos últimos 12 meses, as adições líquidas alcançaram 1,7 milhão, com +3,2 milhões no pós-pago parcialmente compensados por uma queda de 1,5 milhão no pré-pago;
  • A Claro adicionou 404 mil acessos pós-pagos e perdeu 93 mil linhas pré-pagas. Nos últimos 12 meses, as adições líquidas alcançaram 3,3 milhões, o melhor desempenho entre as incumbentes, sustentado pelo crescimento contínuo do pós-pago e por novos ganhos de participação de mercado;
  • A TIM adicionou 84 mil acessos pós-pagos, mas perdeu 337 mil linhas pré-pagas, resultando em uma queda líquida de 253 mil. Nos últimos 12 meses, a companhia perdeu 1,7 milhão de acessos, reforçando seu desempenho inferior em relação aos pares;
  • A NuCel atingiu 1,3 milhão de acessos em setembro, adicionando cerca de 102 mil linhas na comparação mensal e mantendo uma dinâmica sólida;
  • Banda larga fixa: A Vivo continuou liderando as adições líquidas totais de banda larga entre as incumbentes, com +63 mil acessos em setembro. Em FTTH, a Claro adicionou 121 mil acessos, seguida pela Vivo, com 69 mil. Entre os provedores independentes, Brasil TecPar e Algar foram os principais destaques positivos, enquanto Alloha, Vero, Alares e Mhnet registraram perdas líquidas;
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Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Fitch Eleva Ratings da Unidas para ‘BB’/‘AA+(bra)’; Perspectiva Estável (Fitch Ratings);
  • Aeris Energy recorre a recuperação extrajudicial de R$ 1,5 bi (Valor Econômico);
  • BC mantém Selic em 13,75% e interrompe ciclo de corte de juros após cinco reuniões (Valor Econômico);
  • Após avanço em cimentos, CSN reavalia venda em infraestrutura (Pipeline Valor).
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Estratégia

Factor Pulse: Baixo Risco lidera outubro e amplia liderança no ano; apenas Valor recua                

  • Neste relatório, apresentamos o desempenho recente dos fatores para o mercado brasileiro e atualizamos nossas cestas com base em nosso framework proprietário de fatores. Principais destaques:
    • Baixo Risco foi o fator de melhor desempenho em outubro (+8,6%), à medida que as ações de alto risco caíram 25,6%, e permanece como o fator de melhor desempenho no ano (+45,5%), à frente de Qualidade (+26,7%);
    • Momentum (+5,7%) e Revisões do Sell-side (+5,1%) também avançaram, com o Ibovespa em queda de 9,9%. A forte venda nos últimos cinco pregões do mês reverteu o rali dos nomes de beta elevado;
    • Valor (-4,7%) foi o único fator negativo em outubro, depois de acumular alta de 15,8% até 23 de outubro; Tema especial: decompomos cada fator em suas pontas comprada e vendida e medimos o desempenho de cada uma em relação ao Ibovespa;
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Pesquisa com assessores XP: Apetite por risco se deteriora fortemente                

  • Nesta edição da nossa pesquisa com assessores afiliados à XP, observamos uma forte piora do apetite por risco e do sentimento em relação à Bolsa. Os principais destaques são:
    • A parcela de respondentes que planeja reduzir a alocação em ações saltou para 24% (+13 p.p. M/M), o maior nível desde janeiro de 2025;
    • Osentimento dos assessores em relação às ações caiu para 5,1, ante 6,8 em setembro (em uma escala de 0 a 10), a maior queda mensal da nossa série histórica;
    • Aprojeção média para o Ibovespa no fim de 2026 caiu para 175 mil pontos, ante 188 mil;
    • Apreocupação com riscos fiscais, juros altos, inflação e dólar atingiu recorde;
    • 51% veem as ações mais atrativas após a queda recente, mas temem novas quedas;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX sobe 0,94% e fecha aos 3.558,43 pontos nesta quarta (FIIs);
    • MXRF11 lucra R$ 56 milhões e dividendos rendem 13,9% ao ano (FIIs);
    • BTLG11 negocia venda e pode lucrar até R$ 19,5 milhões; veja (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Carteira Recomendada XP FIIs – Carteira Viva de Renda com FIIs – Novembro/26
    • Atualizamos a carteira Viva de Renda com FIIs para o mês de novembro de 2026;
    • Em outubro a carteira registrou queda de 3,9%, ficando abaixo do IFIX, que recuou 2,9% no período. Além disso, entregou um dividend yield mensal de 1,11%, equivalente a 13,3% em termos anualizados;
    • Com isso, a carteira acumula valorização de 2,2 nos últimos 12 meses, correspondente a 146,7% do IFIX;
    • Clique aqui para mais informações.

ESG

Emplacamento de elétricos leves atinge 14,5% do total de novos veículos no ano | Café com ESG, 05/11

  • O pregão de quarta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,21% e 3,13%, respectivamente.
  • Do lado das empresas, (i) segundo Silvia Wada, diretora de Finanças, RI e Desenvolvimento de Negócios da ISA Energia, as regras do leilão de reserva de capacidade (LRCap) de baterias previsto para dezembro atrapalham a participação de transmissoras, devido à possibilidade de que as empresas sejam obrigadas a repassar parte das receitas obtidas para a modicidade tarifária – em contexto, o entendimento da Procuradoria Federal junto à Aneel estabelece que as transmissoras podem participar do leilão de baterias, desde que repassem parte dos ganhos com o novo negócio; e (ii) a Viridis fechou ontem um acordo de fornecimento de terras raras (“off-take”) de seu projeto em Minas Gerais para a fábrica da química belga Solvay em La Rochelle, na França – o arranjo tem duração de sete anos, com início dos embarques previstos para 2028.
  • Segundo dados da Anfavea, o emplacamento de veículos elétricos leves que admitem carregamento na rede (elétricos e híbridos plug-in) atingiu 14,5% do total de veículos leves emplacados entre janeiro e setembro de 2026 no Brasil – nos nove primeiros meses do ano foram emplacados 166,5 mil veículos elétricos, que são movidos apenas a bateria, e mais 137,2 mil veículos híbridos plug-in, que podem ser carregados na rede elétrica.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
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