IBOVESPA +1,57% | 208.296 Pontos
CÂMBIO -0,58% | 5,01/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (20) em alta de 1,6%, aos 208.296 pontos, com 71 dos 76 papéis do índice fechando o dia no campo positivo. A atenção do mercado ao cenário político local e o alívio externo com o recuo do petróleo favoreceram a queda dos juros futuros e do dólar, que cedeu 0,6%, a R$ 5,02, impulsionando os papéis domésticos.
Na ponta positiva, Magazine Luiza (MGLU3, +14,8%) liderou as altas, beneficiada pela queda dos juros futuros e pela elevação de sua recomendação para compra por um banco de investimentos na véspera. Vamos (VAMO3, +8,3%), Natura (NATU3, +7,8%) e Hapvida (HAPV3, +7,6%) também se destacaram. Na ponta negativa, Embraer (EMBJ3, -1,7%) registrou a maior queda do índice, em uma sessão desfavorável aos exportadores, com o dólar em baixa.
Para o pregão desta quarta-feira (21), o mercado acompanhará o início da temporada de resultados do 3T26, com a divulgação dos números de WEG (WEGE3) e Bradsaúde (SAUD3).
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a terça-feira com direções mistas. Nos Estados Unidos (EUA), a T-note de dois anos encerrou a 4,78% (+1 bp), enquanto a T-note de 10 anos recuou para 5,11% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos caiu para 5,42% (-6 bps). O movimento refletiu pincipalmente a redução das apostas de novas altas de juros no curto prazo. No Brasil, a curva de juros registrou fechamento firme em queda ao longo de todos os vértices, sustentada pela melhora do ambiente externo, pelo recuo do petróleo e pelo aumento do otimismo dos investidores em relação ao cenário fiscal doméstico. O DI jan/28 encerrou a 12,80% (-5 bps), o DI jan/29 a 12,58% (-8 bps) e o DI jan/31 a 12,65% (-8 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 6,77% (vs. 6,88%), a B35 a 6,84% (vs. 6,94%) e a B50 a 6,78% (vs. 6,85%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,3%), puxados por ações ligadas à inteligência artificial após resultados fortes de Super Micro Computer e SpaceX. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve alta de 0,4%, impulsionado principalmente pelos setores imobiliário, de energia e de tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu mais de 3%, recuperando-se da mínima em seis meses com o rali dos semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,4%, enquanto na China o CSI 300 fechou em queda de 1,0% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,9%, pressionados pelo tombo da CATL após lucro trimestral mais fraco.
O mercado repercute a Super Micro, que subiu cerca de 12% no after-market após elevar o guidance, e a SpaceX, que avançou cerca de 8% após receita 161% maior no trimestre e a confirmação de que avalia uma possível fusão com a Tesla. O Brent sobe para perto de US$ 111/barril, diante de sinais desencontrados sobre as negociações entre EUA e Irã, mantendo o Treasury de 10 anos perto de 5,12% e a precificação de uma possível alta de juros pelo Federal Reserve (banco central americano) em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com Meta e Tesla divulgando números hoje após o fechamento e Procter & Gamble na quinta-feira, além dos pedidos de seguro-desemprego, que o consenso espera em cerca de 200 mil.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira com alta de 0,49%, aos 3.976,00 pontos, refletindo o otimismo do mercado em relação ao cenário eleitoral.
O desempenho dos principais segmentos foi positivo ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,18%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,60%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram os ganhos, com alta de 1,32%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,72%) e pelos fundos de shoppings (+0,16%). Já os fundos híbridos avançaram 0,67% e a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,83%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ITRI11 (+4,7%), MCRE11 (+3,6%) e HFOF11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-2,2%), HSLG11 (-1,0%) e PORD11 (-0,9%).
Economia
No cenário internacional, o petróleo do tipo Brent continuou sob pressão e superou US$ 110 o barril, apesar da retomada das exportações de diesel russo e a novos esforços de mediação entre Estados Unidos e Irã. Nos Estados Unidos, as construções de moradias iniciadas caíram 5,2% em setembro, contrariando as expectativas de crescimento e reforçando os sinais de fraqueza do setor imobiliário.
No Brasil, o Banco Central estuda medidas para disciplinar a concessão de crédito e conter o endividamento das famílias, que atingiu 49,9% da renda acumulada em 12 meses em julho, enquanto o número de consumidores inadimplentes alcançou 83,9 milhões.
Na agenda internacional, o destaque será a divulgação dos estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos pela EIA (Agência de Informação de Energia), relevante para avaliar as condições de oferta e demanda em meio à volatilidade dos preços e às tensões no Oriente Médio. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.
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Economia
Diesel russo retorna aos mercados internacionais
- No mercado global de energia, as exportações de diesel russo começaram a retornar aos mercados internacionais após a suspensão temporária das sanções americanas e o fim do veto russo às exportações, enquanto os embargos da União Europeia e do Reino Unido permanecem em vigor. Apesar da perspectiva de maior oferta, o mercado permanece pressionado, com o prêmio dos futuros europeus de diesel sobre o Brent próximo de US$ 80 por barril, ainda muito acima dos níveis de um ano atrás. Em paralelo, os esforços de mediação entre Estados Unidos e Irã ganharam novo impulso após encontro do presidente iraniano com o chefe do Exército do Paquistão, mas os ataques houthis contra alvos energéticos sauditas e embarcações no Golfo mantêm elevados os riscos de interrupções. Nesse contexto, o petróleo do tipo Brent continua pressionado e ultrapassou o valor de US$ 110 o barril, refletindo o contraste entre perspectivas de alívio da oferta e persistência do prêmio de risco geopolítico;
- Nos Estados Unidos, as construções de moradias recuaram 5,2% M/M em setembro, atingindo uma taxa anualizada de 1,221 milhão de unidades, contrariando a expectativa de crescimento de 2,7%. As permissões para novas construções também diminuíram 0,2% M/M, para aproximadamente 1,4 milhão de unidades anualizadas, ante consenso de alta de 0,4%. A queda simultânea dos indicadores sugere enfraquecimento da atividade corrente de construção e das perspectivas de novos projetos residenciais. O resultado é compatível com os efeitos restritivos dos juros elevados sobre o financiamento habitacional e os investimentos imobiliários, reforçando os sinais de perda de dinamismo do setor;
- No Brasil, o Banco Central estuda novas medidas para conter o endividamento das famílias e disciplinar a concessão de crédito sem garantia, especialmente cartões de crédito e empréstimos pessoais. Entre as alternativas em discussão estão limites de crédito proporcionais à renda, maiores exigências de avaliação dos tomadores e ampliação da transparência das operações. O endividamento das famílias atingiu 49,9% da renda acumulada em 12 meses em julho, enquanto o número de consumidores inadimplentes alcançou o recorde de 83,9 milhões, segundo o Serasa. O eventual endurecimento das regras pode contribuir para reduzir riscos de superendividamento, mas também moderar a expansão do crédito e do consumo;
- Na agenda internacional, o destaque será a divulgação dos estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos pela EIA, relevante para avaliar as condições de oferta e demanda em meio à volatilidade dos preços e às tensões no Oriente Médio. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.
Empresas
Mineração e siderurgia: pipeline de cobre da Vale ganha relevância; preços do minério de ferro permanecem em níveis fracos
- Ontem, publicamos um relatório temático sobre a Vale Base Metals, destacando que o caminho da Vale rumo a uma produção de cobre de ~700ktpa até 2035E parece factível do ponto de vista de recursos, deslocando o principal debate para execução, licenciamento e conversão de recursos;
- Isso ocorre em um momento em que interrupções de oferta continuam afetando o mercado de cobre, com BHP e Anglo reportando uma produção mais fraca no trimestre;
- Em minério de ferro, os preços subiram +1% S/S, sustentados por estoques portuários estáveis e pela perspectiva de cortes de oferta entre produtores de maior custo;
- Embora os estoques elevados e o ramp up de Simandou tenham mantido os preços próximos de ~US$90/t – curiosamente, os fretes C3 recuaram significativamente nos últimos dias;
- Em siderurgia, os preços do HRC nos EUA atingiram uma máxima de quatro anos em meio às restrições de oferta decorrentes das tarifas, enquanto os preços do aço no Brasil permaneceram estáveis S/S, com a paridade de importação do aço plano em +19% e a do aço longo em -10%;
- Por fim, os preços do ouro recuaram -1% S/S, uma vez que um dólar mais forte e yields mais elevados dos títulos do Tesouro dos EUA pesaram sobre o sentimento;
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Propriedades de renda: atualizando a cobertura, com Iguatemi como nossa principal escolha
- Estamos atualizando nossos modelos com: (i) os últimos resultados reportados; (ii) nossas principais premissas operacionais, incluindo operação, alocação de capital e dividendos; e (iii) a rolagem dos nossos preços-alvo para 2027;
- Reiteramos nossas recomendações de Compra para IGTI11, MULT3, ALOS3 e JHSF3 e nossa recomendação Neutra para LOGG3;
- Vemos Iguatemi, Multiplan e Allos negociando a 10,9x, 12,3x e 10,3x P/FFO 2027, respectivamente, enquanto vemos a JHSF negociando a 15,2x P/L 2027 e a LOG a 35,0x P/FFO 2027;
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Randoncorp e Frasle Mobility: Frasle revisa guidance de receita para baixo
- O que há de novo? Hoje, Randoncorp e Frasle Mobility divulgaram receitas mensais de Sep’26 de R$1,13 bilhão (+3% A/A; -4% M/M) e R$441 milhões (+2% A/A; -4% M/M), respectivamente;
- Excluindo a Frasle, as receitas da Randoncorp atingiram R$692 milhões (+4% A/A; -5% M/M);
- No 3T26, a Randoncorp reportou receitas de R$3,5 bilhões (em linha com XPe), enquanto a Frasle atingiu R$1,4 bilhão (-5% vs. XPe);
- A Frasle também revisou seu guidance de receita para 2026E para baixo, para R$5,2-5,5 bilhões, ante R$5,6-6,2 bilhões anteriormente;
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WEG (WEGE3): indicações sólidas de demanda nos resultados da ABB, apesar das preocupações relacionadas à IA
- O que há de novo? Nesta manhã, a ABB divulgou seus resultados do 3T26, com a ação atualmente em queda de -5,5% (veja aqui);
- O lucro líquido de US$1,2 bilhão ficou -17% abaixo do consenso compilado pela ABB (US$1,4 bilhão), principalmente devido a efeitos não operacionais (ex.: reavaliação de hedge cambial ligada à Rotork e impostos relacionados a desinvestimentos);
- Operacionalmente, os resultados ficaram em linha com as expectativas, com EBITA operacional de US$2,0 bilhões (+1% vs. consenso) e margem de 20,8% (vs. consenso de 20,5%; +1,6p.p. A/A);
- Junto aos resultados, a ABB anunciou uma JV com o negócio de distribuição de energia de baixa tensão da Mitsubishi Electric (que fabrica disjuntores, contatores de motores e painéis de baixa tensão, com sobreposição direta de produtos com a WEG), visando à liderança de mercado no Japão e na Ásia-Pacífico;
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Estratégia
XP Short Scout: monitor de short selling no Brasil – 20/10/2026
- O short interest mediano no Ibovespa caiu 31 bps, para 6,8%. As posições em aberto recuaram para R$ 118,1 bilhões (-4,6%).
- YDUQS (YDUQ3) viu sua taxa de aluguel subir para 36,4%, um aumento de 36,0 p.p. em relação a 18 de setembro. O short interest também avançou 1,4 p.p., para 10,0% do free float, enquanto o days to cover ficou em 4,1 dias de ADTV, uma alta de 3,7% frente a duas semanas atrás.
- Já a Ecorodovias (ECOR3) apresentou taxa de aluguel de 12,8%, alta de 12,7 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 3,0 p.p., para 15,0% do free float. O days to cover recuou 18,5%, para 4,9 dias de ADTV.
- Também destacamos a alta da taxa de aluguel do Pão de Açucar (PCAR3) para 9,1%, um avanço de 9,0 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 9,3 dias de ADTV (+49,9%), enquanto o short interest atualmente representa 7,2% do free float (+0,6 p.p.).
- Outros nomes para acompanhar: AZZA3, BBDC4, LIGT3, MBRF3, MOVI3, MULT3, RENT3, VIVA3.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX avança 0,49% e fecha pregão desta terça-feira em 3.976 pontos (Suno Notícias);
- FIIs de shopping: o que ainda pode sustentar o setor em 2026 (B³ Bora Investir);
- Para além de São Paulo: qual a nova rota da logística nacional? (Revista Buildings);
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ESG
Ministério da Fazenda abre consulta pública sobre a segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira | Café com ESG, 21/10
- O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,43% e 2,59%, respectivamente.
- No Brasil, (i) segundo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o país pode se tornar o segundo mercado mais competitivo para energia solar firme no mundo, ficando atrás apenas da China – o estudo aponta que o país pode alcançar um dos menores custos globais para a geração solar, atingindo cerca de US$ 41 por megawatt-hora (MWh) em 2035, considerando a combinação de geração fotovoltaica e sistemas de armazenamento em baterias (BESS); e (ii) o Ministério da Fazenda abriu uma consulta pública sobre a segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), com critérios para alinhar o financiamento verde a iniciativas que protegem ecossistemas e incentivam a economia circular – a primeira edição tinha critérios de mitigação, adaptação e redução das desigualdades socioeconômicas; esta acrescenta, além de biodiversidade e economia circular, o uso sustentável do solo e a redução das desigualdades regionais.
- No internacional, legisladores da União Europeia concordaram em flexibilizar as metas propostas para o teto de emissões de gases de efeito estufa de automóveis no bloco até 2035 – a nova proposta estabelece uma meta de redução de 87,5% para automóveis (vs. 90% anteriormente), com uma margem adicional de 7,5%, que pode ser suprida pela produção utilizando aço de baixo carbono fabricado na União Europeia.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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