IBOVESPA -0,51% | 175.710 Pontos
CÂMBIO -0,97% | 5,35/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (27) em queda de 0,5%, aos 175.710 pontos, após ensaiar uma recuperação do tombo de 13,9% da véspera, enquanto a cautela fiscal do mercado persistiu. O dólar caiu 1,0%, a R$ 5,35, e os juros futuros devolveram parte da disparada anterior.
Na ponta positiva, Tenda (TEND3, +10,2%) liderou as altas, seguida por Magazine Luiza (MGLU3, +8,5%) e Direcional (DIRR3, +5,4%), recuperando parte das perdas em uma sessão de alívio nos juros.
Na ponta negativa, Natura (NATU3, -6,9%) registrou a maior queda do dia, seguida por Totvs (TOTS3, -6,8%) e MRV (MRVE3, -5,7%). Os grandes bancos seguiram pressionados, com Bradesco (BBDC4, -1,4%) e Itaú Unibanco (ITUB4, -1,2%) contribuindo para a queda do índice.
Renda Fixa
Os juros apresentaram movimentos opostos nesta terça-feira. Nos Estados Unidos (EUA), a T-note de dois anos avançou para 4,73% (+2 bps), a T-note de 10 anos para 4,99% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos para 5,31% (+1 bp), enquanto os investidores permanecem aguardando a decisão de política monetária do Federal Reserve (banco central americano) desta quarta-feira (28). A expectativa predominante é de manutenção dos juros, mas a perspectiva de novos ajustes adiante segue dando sustentação aos rendimentos dos Treasuries. No Brasil, os juros futuros fecharam em forte queda, devolvendo parte da expressiva reprecificação observada após o resultado eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,64% (-8 bps), o DI jan/29 a 14,74% (-51 bps) e o DI jan/31 a 14,85% (-39 bps). O movimento foi favorecido pela entrada de compradores diante dos níveis mais elevados de taxa e pela atuação do Tesouro Nacional, que realizou um novo leilão de recompra de NTN-Bs, contribuindo para reduzir a volatilidade, enquanto o leilão regular de LFT foi cancelado. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,83% (vs. 8,00%), a B35 a 7,87% (vs. 7,80%) e a B50 a 7,47% (vs. 7,80%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,4%), em compasso de espera pela decisão do Fed e divulgação de novos balanços, após o rali dos semicondutores na véspera. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda de 0,2%, pressionado por resultados decepcionantes de Adyen, Logitech e Symrise, que recuam mais de 10%, enquanto energia e tecnologia sobem. Na Ásia, os mercados fecharam em alta, puxados pelos fabricantes de chips: o Kospi (Coreia) disparou 6,6%, voltando a superar os 6.000 pontos, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,1%, enquanto na China o CSI 300 avançou cerca de 0,9% e o Hang Seng (Hong Kong) ganhou 0,2%.
O mercado repercute o lucro operacional recorde da SK Hynix no 3º trimestre de 2026 (3T26), sustentado pela demanda por memórias para inteligência artificial; as ações subiram 10,9% em Seul. Em contrapartida, o Brent avança cerca de 0,5%, para próximo de US$ 115/barril, depois que os houthis afirmaram ter atingido a maior refinaria da Arábia Saudita. No Fed, o consenso é de manutenção dos juros, e a atenção se volta para a coletiva de Kevin Warsh, em busca de sinais sobre uma alta em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações de Microsoft e Alphabet hoje, além de Amazon ao longo da semana, e para a decisão do BCE na quinta-feira.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira com queda de 1,19%, aos 3.719,05 pontos, dando continuidade ao movimento de correção iniciado na sessão anterior e devolvendo os ganhos acumulados após o 1º turno.
A sessão foi marcada por desempenho negativo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 0,68%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 1,52%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de shoppings e os ativos logísticos caíram 1,59% e 1,37%, respectivamente, enquanto as lajes corporativas recuaram 1,10%. Já os fundos híbridos apresentaram queda de 1,59%, e a categoria multiestratégia/FOF registrou baixa de 1,83%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+5,8%), VINO11 (+2,8%) e GTWR11 (+2,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-5,9%), DEVA11 (-5,9%) e RBRL11 (-5,5%).
Economia
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve manter hoje a taxa de juros no intervalo entre 3,75% e 4,00%. O mercado, no entanto, já atribui chance de uma nova alta em dezembro, diante da inflação pressionada e da atividade resiliente.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo enviará ao Congresso um Projeto de Lei Complementar para formalizar a busca pelo centro da meta de resultado primário e que a Medida Provisória com as alíquotas do Imposto Seletivo deve ser enviada ainda nesta semana. O governo também prorrogou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel, com custo estimado de R$ 10,5 bilhões. Já o Banco Central apontou, no Relatório de Estabilidade Financeira, que o sistema financeiro permanece resiliente, apesar do aumento dos riscos de crédito, e sinalizou novas medidas contra o superendividamento ainda este ano.
Na agenda internacional, o destaque é a decisão do Fed, às 15h (horário de Brasília), seguida da entrevista coletiva de Kevin Warsh. Também será divulgada a decisão de política monetária do Banco do Canadá. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.
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Economia
Fed deve manter juros hoje, mas mercado já precifica nova alta em dezembro
- Nos Estados Unidos, o Federal Reserve anuncia hoje sua decisão de política monetária. A expectativa é de manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 3,75% e 4,00%, após a alta de 0,25 p.p. em setembro. Os contratos futuros atribuem probabilidade de aproximadamente 90% à manutenção nesta reunião e de cerca de 75% a uma nova alta em dezembro. A inflação segue pressionada, com as pressões de preços se disseminando para além dos combustíveis, e a atividade permanece resiliente, sustentada pelo consumo e pelos investimentos associados à inteligência artificial. Por outro lado, a alta das taxas dos Treasuries de 10 anos, que voltaram a superar 5%, já representa aperto adicional das condições financeiras. Nesse contexto, dirigentes como John Williams, do Fed de Nova York, e Philip Jefferson, vice-presidente da instituição, sinalizaram preferência por aguardar novos dados antes de nova alta. A entrevista coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, será acompanhada de perto, embora ele historicamente evite oferecer sinalizações explícitas sobre os próximos passos da política monetária;
- Ainda nos Estados Unidos, o índice de confiança do consumidor do Conference Board subiu de 84,2 para 91,7 pontos em outubro, bem acima do consenso (81,0) e no maior nível desde junho. Segundo a instituição, a melhora acompanhou o recuo dos preços da gasolina no varejo. No mercado de trabalho, o setor privado criou, em média, 16,75 mil vagas por semana nas quatro semanas encerradas em 10 de outubro, segundo o relatório semanal da ADP, com desaceleração das contratações pela segunda semana consecutiva;
- O petróleo (tipo Brent) opera ao redor de US$ 115 por barril nesta manhã, em alta, após o Wall Street Journal reportar que os Estados Unidos orientaram países árabes do Golfo a se prepararem para uma possível campanha militar “curta e intensa” contra o Irã após as eleições legislativas americanas de 3 de novembro. De acordo com o jornal, Donald Trump ainda não tomou decisão final. Ontem, as cotações haviam recuado após relatos de discussões no Irã sobre condições para encerrar a guerra;
- No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ontem a jornalistas que o governo enviará ao Congresso um Projeto de Lei Complementar para formalizar a busca pelo centro da meta de resultado primário, em vez do limite inferior da banda de tolerância, segundo o Poder360. Em 2026, o centro da meta corresponde a superávit de 0,25% do PIB. Na prática, a mudança amplia o espaço para contingenciamento de despesas. O ministro também indicou que a Medida Provisória com as alíquotas do Imposto Seletivo deve ser enviada ainda nesta semana. O tributo foi criado pela reforma tributária sobre o consumo e incidirá sobre itens como veículos, cigarros, bebidas e extração mineral. A proposta mantém em 2027 a carga hoje cobrada via IPI, e o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 prevê arrecadação de R$ 41,9 bilhões com o tributo. Durigan acrescentou que outras medidas fiscais já estão prontas e dependem do aval do presidente Lula;
- O governo prorrogou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel rodoviário, com custo estimado de R$ 10,5 bilhões no período, segundo o Ministério do Planejamento. A subvenção foi criada em maio, em R$ 1,12 por litro, ampliada em R$ 1,00 em setembro e vem sendo renovada por períodos de 30 dias. O adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel importado segue em vigor, com prazo próprio. De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, os gastos entram no cálculo da meta de resultado primário e são cobertos por receitas extraordinárias do petróleo, como imposto de exportação, royalties e participações, que a Fazenda estima em R$ 67,5 bilhões em 2026;
- O Banco Central avaliou, no Relatório de Estabilidade Financeira do 1º semestre, que o sistema financeiro permanece resiliente e adequadamente capitalizado, apesar da maior materialização do risco de crédito, que elevou as provisões e pressionou a rentabilidade das instituições. O relatório apontou 20,3 milhões de endividados de risco em junho, ou 17% dos devedores do sistema, alta de 75% em relação a 2021. O avanço se concentra em modalidades sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinalizou novas medidas ainda em 2026 para conter ofertas agressivas de crédito a consumidores endividados. Elas se somarão às regras aprovadas na semana passada, que incluem restrições à oferta ativa de crédito a clientes vulneráveis e novas exigências para o crédito associado ao Pix;
- Na agenda internacional, o destaque é a decisão do Fed, às 15h (horário de Brasília), seguida da entrevista coletiva de Kevin Warsh. O Banco do Canadá também anuncia sua decisão de política monetária: a maioria dos economistas consultados pela Reuters espera alta de 0,25 p.p., para 2,50%, o que seria a primeira elevação desde 2022. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos.
Empresas
Distribuição de combustíveis | Prévia do 3T26: a música continua tocando – Elevamos preços-alvo
- Neste relatório, introduzimos novos preços-alvo para o final de 2027 para a Vibra Energia (R$44/VBBR3, versus nosso preço-alvo para o final de 2026 de R$39/ação) e para a Ultrapar (R$41/UGPA3, versus nosso preço-alvo para o final de 2026 de R$34/ação). Mantemos nossa recomendação de Compra para a Vibra, sustentada por yields atrativos de FCFE (13% em 2027);
- Continuamos preferindo a Vibra à Ultrapar, para a qual mantemos recomendação Neutra, dado o yield de FCFE ligeiramente menor da Ultrapar (11% em 2027). Também apresentamos nossa prévia para os resultados do 3T26. Projetamos margens EBITDA de R$371/m³ para a Vibra (vs. R$456/m³ no 2T26) e de R$392/m³ para a Ipiranga (vs. R$451/m³ no 2T26).
- Ainda assim, esses níveis representariam resultados fortes para ambas as companhias, embora abaixo dos níveis recordes observados no trimestre anterior. Em nossa visão, o desconto significativo entre os preços domésticos na refinaria e a paridade de importação continua favorecendo os fornecedores estruturais do mercado, ou seja, as grandes distribuidoras de combustíveis, ao mesmo tempo em que reduz o apetite dos agentes oportunistas;
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Movida (MOVI3): locação segue impulsionando resultados; volumes de seminovos ainda fracos
- A Movida reportou resultados positivos, com lucro líquido de R$152 milhões (+117% A/A), acima do topo do guidance (R$130-150 milhões), conforme já antecipado pelos números preliminares;
- Destacamos:
- O forte EBITDA de RAC (+25% A/A), sustentado por volumes robustos (+22% A/A*), maior utilização (77,7%; +5,9 p.p. A/A) e margens recordes;
- O sólido EBITDA de Fleet Rental (+5% T/T), apoiado por uma margem recorde de 79,3% (+1,4 p.p. T/T);
- Os volumes ainda fracos de Seminovos (-18% A/A), apesar de uma leve recuperação sequencial, mantendo em evidência as preocupações com o envelhecimento da frota;
- A estabilidade da depreciação por veículo, em contraste com nossa expectativa;
- A redução da alavancagem para 2,56x Dívida Líquida/EBITDA (vs. 2,66x no 2T26);
- Adicionalmente, destacamos que a companhia não forneceu guidance para o 4T26, diferentemente do que ocorreu nos últimos trimestres;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
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Hypera (HYPE3) | Revisão do 3T26
- Os resultados do 3T26 ficaram, de forma geral, em linha com as expectativas;
- O crescimento do sell-out desacelerou para 6,6%, refletindo uma sazonalidade mais fraca da temporada de gripe, uma vez que aproximadamente um terço do portfólio da Hypera está exposto a medicamentos para resfriados, gripe e alívio da dor;
- A receita líquida cresceu 9,4%, em linha com nossas estimativas e com o consenso, enquanto a margem EBITDA atingiu 32,1%, uma queda de 190 pontos-base (A/A), refletindo a maior participação de GLP-1 no mix e o aumento dos investimentos comerciais, com despesas de marketing crescendo 13% (A/A) e despesas com vendas avançando 15% (A/A);
- A geração de caixa totalizou R$ 293 milhões no trimestre, atingindo R$ 555 milhões no acumulado do ano, equivalente a um FCF yield de 4%;
- De forma geral, os resultados refletem uma moderação já esperada no crescimento do sell-out, e esperamos uma reaceleração a partir de agora, apoiada pelo avanço das vendas do Semavy (GLP-1), especialmente no 4T26;
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Mineração e siderurgia: perspectiva sólida da Gerdau nos EUA é corroborada pelos peers e compensa tendências mais fracas no Brasil
- Hoje, publicamos nossa análise pós-eleição para Mineração e Siderurgia e Papel e Celulose, destacando Suzano, Aura, Vale e Gerdau como relativamente mais bem posicionadas em meio a taxas de juros mais altas, um BRL mais fraco e uma taxa livre de risco mais elevada;
- Por outro lado, CSN, Usiminas e Irani parecem mais expostas à atividade doméstica mais fraca, aos custos de financiamento e a uma potencial reprecificação dos valuations;
- Ontem à noite, a Gerdau também reportou resultados sólidos no 3T26, com a companhia apontando para margens estáveis na América do Norte no 4T26E (e sazonalmente mais fracas no mercado doméstico) e ganhos contínuos de eficiência ainda a serem capturados no Brasil no médio prazo;
- Olhando para 2027E, a Call de Resultados da Nucor também reforçou uma perspectiva construtiva para a demanda em data centers, infraestrutura e aços longos;
- Além disso, os preços do ouro recuaram -1% S/S, uma vez que um dólar mais forte e yields elevados dos títulos do Tesouro dos EUA pesaram sobre o ouro;
- Também observamos que (i) os preços do minério de ferro recuaram -2% S/S, com os estoques nos portos chineses permanecendo amplamente estáveis;
- E (ii) os preços do HRC e do vergalhão permaneceram estáveis S/S no Brasil, com a paridade de importação do aço plano em +12% (-7p.p. S/S) e a do aço longo em -9% (+1p.p. S/S);
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Propriedades de renda: o que esperar da temporada de resultados do 3T26
- Esperamos um trimestre resiliente para as propriedades de renda brasileiras, sustentado pela atividade sólida dos shoppings e por fundamentos operacionais estáveis;
- A MULT3 deve ser o destaque, com receita líquida de R$828 milhões (+37% A/A) e FFO de R$334 milhões (+40% A/A), impulsionados pelo reconhecimento da venda do Shopping Barigui;
- A ALOS3 deve manter uma rentabilidade saudável, apesar das receitas de serviços mais fracas, enquanto a IGTI11 deve apresentar crescimento de 14% A/A no FFO ajustado;
- Além disso, a JHSF3 deve reportar mais um trimestre sólido, explicado pela força de seu portfólio de renda recorrente, enquanto as receitas da LOGG3 devem ser pressionadas pela estratégia de reciclagem de ativos da companhia;
- No geral, a dispersão deve refletir principalmente o mix de receitas, efeitos não recorrentes e bases de comparação;
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Financials: ciclo de crédito segue desafiador
- Hoje (27), o Banco Central divulgou seu mais recente Relatório de Estabilidade Financeira, reforçando a resiliência do sistema bancário brasileiro, sustentada por níveis confortáveis de capital, liquidez e provisões;
- Ainda assim, o relatório traça um cenário desafiador para o ciclo de crédito, com o crescimento das concessões desacelerando tanto no varejo quanto no segmento corporativo, enquanto a qualidade dos ativos continua se deteriorando;
- O aumento do endividamento das famílias, os elevados níveis de comprometimento de renda com o serviço da dívida e a pressão persistente sobre o crédito para PMEs permanecem como pontos de atenção;
- Embora o novo arcabouço de baixa de créditos introduzido em 2025 explique parcialmente a elevação dos níveis reportados de inadimplência, as tendências subjacentes do crédito também apontam para uma deterioração adicional, levando os bancos a apertarem os critérios de concessão e constituírem provisões adicionais;
- O relatório também chama atenção para a rápida expansão do crédito consignado ao setor privado, que está ampliando o acesso ao crédito, mas também trazendo tomadores de maior risco para o sistema;
- No campo regulatório, o BC segue avaliando medidas macroprudenciais adicionais para enfrentar a crescente alavancagem das famílias;
- De modo geral, os riscos sistêmicos permanecem contidos, mas o relatório oferece poucos sinais de uma melhora de curto prazo na qualidade do crédito, sugerindo que as pressões sobre provisões podem persistir nos próximos trimestres;
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Mineração e siderurgia | Papel e celulose: o que resta após as eleições no Brasil?
- As ações brasileiras recuaram acentuadamente na sessão de negociação pós-eleição de hoje, com o IBOV recuando -14%, refletindo uma postura mais cautelosa em relação à perspectiva macroeconômica doméstica;
- Vemos três implicações principais para nossa cobertura:
- (i) o “Efeito de De-Rating”, à medida que yields de longo prazo mais altos adicionam pressão aos valuations das ações (particularmente aquelas com maior equity duration e expostas ao ambiente macroeconômico doméstico do Brasil);
- (ii) o “Fator Cambial”, uma vez que um BRL mais fraco favorece companhias com maior exposição ao USD;
- E (iii) o “Efeito Financeiro”, uma vez que uma trajetória de Selic mais alta por mais tempo pesa sobre as perspectivas de lucros dos nomes alavancados;
- Diante desse cenário, construímos um scorecard quantitativo para avaliar como esses fatores se traduzem em impactos sobre lucros/FCF em nossa cobertura de Mineração e Siderurgia e Papel e Celulose;
- Nossa análise sugere que Suzano, Gerdau, Aura e Vale parecem mais bem posicionadas para servir como hedge contra uma deterioração da perspectiva doméstica, com nomes expostos ao mercado doméstico, como CSN, Usiminas e Irani, apresentando desempenho inferior em um cenário de estresse para o Brasil;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Mubadala e FS avaliam compra de dívida da Raízen (Bloomberg);
- Governo estuda aplicar IOF sobre LCI, LCA e outros títulos isentos (O Globo);
- Tesouro socorre mercado de juros com recompra de R$ 31 bi (Valor Econômico);
- Braskem confirma prorrogação de negociação com credores até 30 de outubro (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 1,19% e fecha em 3.719 pontos; TRBL11 cai 5,94% (Suno Notícias);
- ALLOS e Kinea reduzem teto de captação para novo fundo em quase R$ 1 bi; negócio envolve sete shoppings (SiiLA);
- Escassez de grandes áreas e preços da Faria Lima colocam Vila Olímpia no radar das empresas (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) | Carteira defensiva e proteção contra inflação
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o MCCI11, com base nos seguintes pilares:
- Equipe de gestão qualificada;
- Carteira de crédito de baixo risco, 100% adimplente e com garantias robustas, incluindo imóveis performados e bem localizados;
- Reciclagem contínua de ativos a taxas de aquisição mais elevadas, resultando em aumento da rentabilidade do portfólio;
- Carrego atrativo, com rentabilidade implícita de IPCA + 10,7% a.a. e dividend yield estimado em 13,1% em nosso cenário-base para os próximos 12 meses;
- Clique aqui para mais informações.
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o MCCI11, com base nos seguintes pilares:
ESG
Aneel aprova editais dos leilões de baterias previstos para dezembro | Café com ESG, 28/10
- O pregão de terça-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,51% e o ISE avançando 0,36%.
- No Brasil, (i) a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou os editais dos dois leilões de reserva de capacidade destinados à contratação de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias, com disputas previstas para dezembro – em parte do edital destaca-se que a contratação remunerará a disponibilidade de potência das baterias para atender aos comandos do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), e os empreendimentos receberão uma receita fixa anual paga em 12 parcelas mensais, sujeita a reduções conforme o desempenho operacional; e (ii) o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella, avalia que embora a indústria de data centers esteja vindo de forma relevante para o Brasil, a demanda esperada está avançando em velocidade menor do que o projetado – para ele, isso ocorre por conta de dois principais gargalos: carga tributária, que deverá ser endereçada com a regulamentação do Redata, e a velocidade de expansão da rede de transmissão, que não acompanha a necessidade de mais rapidez na implantação característica dos data centers.
- No internacional, o chefe da Irena (Agência Internacional de Energia Renovável), Francesco la Camera, afirmou que o mundo acrescentará menos capacidade de energia limpa em 2026 pela primeira vez em cinco anos, devido à insuficiência das redes de transmissão e às barreiras comerciais – por outro lado, as instalações de energia limpa, incluindo a hidrelétrica, aumentaram em um recorde de 15,5%, para 5.149 GW em 2025, o equivalente à metade da capacidade de geração de energia elétrica do mundo.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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