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Mercado de trabalho no Brasil e nos EUA em foco

Pnad Contínua e Caged de agosto são alguns dos temas de maior destaque nesta terça-feira, 29/09/2026

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IBOVESPA -0,26% | 182.991 Pontos

CÂMBIO +0,27% | 5,21/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,3%, aos 182.991 pontos, na quarta baixa consecutiva. A alta do petróleo e das taxas das Treasuries, após Trump rejeitar a proposta iraniana sobre Ormuz, pressionou os mercados. No Brasil, o mercado seguiu acompanhando o cenário político, enquanto dólar e juros futuros avançaram, o que pesou sobre as ações cíclicas domésticas. 

Na ponta positiva, as petroleiras avançaram acompanhando a alta do petróleo, com PRIO (PRIO3, +3,8%), Brava Energia (BRAV3, +3,2%), Vibra (VBBR3, +2,3%) e Ultrapar (UGPA3, +2,1%). Petrobras (PETR4, +1,4%) foi o papel que mais contribuiu para o índice.

Na ponta negativa, Natura (NATU3, -5,8%) registrou a maior queda do índice, seguida por Azzas 2154 (AZZA3, -5,3%), em dia negativo para o varejo.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, a ausência de avanços nas negociações entre EUA e Irã, somada à expectativa de uma postura mais dura do Fed, pressionou as Treasuries. A T-note de 2 anos encerrou a 4,92% (+7 bps), a T-note de 10 anos a 5,23% (+7 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,55% (+6 bps), renovando seu maior nível desde 2004. No mercado doméstico, a curva ganhou inclinação ao longo do dia, com os prêmios mais longos reagindo tanto ao movimento das taxas americanas quanto ao aumento da cautela em relação ao cenário fiscal e eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,57% (+2 bps), o DI jan/29 a 13,89% (+6 bps) e o DI jan/31 a 14,05% (+22 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,55% (vs. 7,49%), a B35 a 7,65% (vs. 7,60%) e a B50 a 7,30% (vs. 7,31%).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), em meio à cautela com juros e petróleo elevados e à repercussão do vazamento do prospecto de IPO da Anthropic, que mira uma avaliação de até US$ 2 trilhões.

Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia, com os semicondutores à frente. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Nikkei 225 (Japão) caiu 0,0%, o Kospi (Coreia) recuou 0,3%, enquanto na China, o CSI 300 avançou 0,1% e o Hang Seng perdeu 0,5%, em meio à cautela com o petróleo e os yields elevados.

O mercado acompanha a pressão dos juros longos, com o yield do Treasury de 10 anos encerrando a segunda-feira em 5,24%, perto das máximas em quase duas décadas, e com as apostas em uma nova alta do Fed em outubro chegando a 72%, segundo o CME FedWatch. O petróleo também sustenta a aversão ao risco, com o Brent acima de US$ 97/barril, apesar da retomada das exportações sauditas pelo oleoduto Leste-Oeste e do reinício das conversas entre EUA e Irã, mediadas por terceiros. Entre as empresas, a OpenAI, segundo o Wall Street Journal, engavetou seu novo modelo após testes internos de segurança. Os investidores também direcionam o foco para os dados de vagas em aberto (JOLTS), além dos resultados de Micron, Nike e do relatório de emprego ao longo da semana.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou a segunda-feira em queda de 0,12%, aos 3.737,17 pontos.

O desempenho foi misto entre os segmentos acompanhados. Os fundos de shoppings lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,20%, seguidos pelas lajes corporativas (+0,12%). Na outra ponta, os fundos de recebíveis recuaram 0,22%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,57%. Os fundos híbridos apresentaram desempenho próximo da estabilidade (-0,03%), e os fundos de tijolo encerraram a sessão com leve baixa de 0,05%, refletindo o desempenho misto entre seus subsegmentos.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KORE11 (+1,9%), JSRE11 (+1,2%) e CYCR11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BTCI11 (-1,9%), PSEC11 (-1,6%) e BPML11 (-1,4%).

Economia

Os impasses geopolíticos persistem. Ontem, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta do Irã para um novo cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz. Por outro lado, de acordo com a CNN, Trump estaria disposto a conceder alívio de sanções e liberar fundos iranianos bloqueados em troca de “avanços concretos” sobre um acordo nuclear. Assim, o preço do petróleo, que subia 4% no início da manhã, encerrou a sessão com alta de aproximadamente 1,5%, a US$ 106 por barril (Brent).  

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou piora adicional das expectativas de inflação, acompanhada por revisões baixistas para a atividade. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, enquanto a mediana para 2027 avançou sutilmente de 4,30% para 4,31%. Por sua vez, a estimativa de crescimento do PIB em 2026 cedeu de 1,88% para 1,86%, e a de 2027 recuou de 1,43% para 1,41%.  

Hoje, diversos indicadores econômicos serão divulgados no Brasil. A Pnad Contínua e o Caged de agosto devem mostrar sinais adicionais de desaceleração no mercado de trabalho. Os dados sobre o mercado de crédito no mês passado também serão acompanhados de perto, especialmente o comprometimento de renda das famílias com o serviço das dívidas e as taxas de inadimplência. O resultado primário do governo central em agosto e o IGP-M de setembro completam a agenda. No exterior, destaque para o relatório Jolts, que apresentará as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos em agosto, além do índice de confiança do consumidor americano (The Conference Board) e das sondagens empresariais PMI da China de setembro.

Veja todos os detalhes

Economia

Agenda doméstica traz dados de crédito, mercado de trabalho, contas fiscais e inflação

  • Os impasses geopolíticos persistem. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta do Irã para um novo cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz. Por outro lado, de acordo com a CNN, Trump estaria disposto a conceder alívio de sanções e liberar fundos iranianos bloqueados em troca de “avanços concretos” sobre um acordo nuclear. Com isso, o preço do petróleo, que subia 4% no início da manhã, encerrou a sessão com alta de aproximadamente 1,5%, a 106 dólares por barril (Brent). Ainda no cenário global, as taxas de juros dos títulos públicos dos Estados Unidos (Treasuries) continuam em alta, com o papel de 10 anos próximo a 5,25%. Ademais, o mercado precifica cerca de 70% de chances de nova elevação de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na reunião de política monetária de outubro;
  • A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu ontem uma resposta moderada de política monetária ao choque de energia, destacando que a autoridade monetária está atenta principalmente ao risco de propagação para preços e salários. A inflação da zona do euro subiu de 2,9% em julho para 3,2% em agosto, com o componente de energia saltando 14,3%, enquanto a medida de núcleo – exclui os itens mais voláteis – cedeu para 2,4%. Até o momento, o BCE não identifica efeitos relevantes de segunda ordem. Por exemplo, a remuneração por trabalhador desacelerou de 3,6% no 1T26 para 3,3% no 2T26. Após a alta de 0,25 p.p. nas taxas de juros neste mês, Lagarde defendeu um “caminho intermediário”, argumentando que o choque de energia é relevante demais para ser ignorado, mas ainda não exige resposta mais agressiva;
  • Estados Unidos e China concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões no comércio bilateral, abrangendo cerca de US$ 30 bilhões em produtos de cada lado, além de prorrogarem a trégua comercial por dois meses (até 10 de janeiro). A China reduzirá tarifas sobre produtos americanos como milho, trigo, carnes, laticínios, madeira, cosméticos e dispositivos médicos, enquanto os Estados Unidos concederão tratamento mais favorável a pequenos eletrodomésticos, utensílios domésticos, brinquedos e outros produtos chineses. Os países também criarão um grupo de trabalho sobre agricultura, e a China se comprometeu a importar 10 milhões de toneladas de carvão americano por ano em 2027 e 2028. No que diz respeito à Inteligência Artificial (IA), as partes concordaram em manter um canal para comunicação de incidentes e realizar novo diálogo até o fim de novembro;
  • No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou piora adicional das expectativas de inflação, acompanhada por revisões baixistas para a atividade econômica. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, com a leitura dos últimos cinco dias úteis chegando a 5,08%. Isso sinaliza que as revisões mais recentes ocorreram na direção altista após o IPCA-15 de setembro mais forte que o esperado. Para 2027, a projeção de inflação avançou sutilmente de 4,30% para 4,31%. Em contraste, a estimativa de crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,88% para 1,86%, e a de 2027 recuou de 1,43% para 1,41%. A projeção para a taxa Selic permaneceu em 13,50% no final deste ano, incorporando uma pausa nos cortes em dezembro. Nosso cenário prevê mais dois cortes de 0,25 p.p. em 2026, levando taxa básica de juros para 13,25%;
  • Os dados do balanço de pagamentos do Brasil de agosto, publicados ontem, mostraram déficit em conta corrente ligeiramente maior e a continuidade de fluxos massivos de Investimento Direto no País (IDP). O déficit em transações correntes alcançou US$ 5,1 bilhões no mês passado, acima da nossa projeção de US$ 4,4 bilhões e dos US$ 3,8 bilhões registrados um ano antes. Em 12 meses, o déficit chegou a US$ 63,0 bilhões (2,5% do PIB). A balança comercial continuou a desempenhar papel protagonista, com superávit de US$ 6,6 bilhões, enquanto os déficits de serviços e renda primária atingiram US$ 5,3 bilhões e US$ 7,0 bilhões, respectivamente. Na conta financeira, o IDP registrou entrada líquida de US$ 7,4 bilhões, acima da nossa projeção e do consenso de mercado, levando o acumulado em 12 meses a US$ 86,6 bilhões (3,4% do PIB). Projetamos déficit em conta corrente de US$ 66,5 bilhões (2,4% do PIB) e ingressos líquidos de IDP de US$ 88,0 bilhões (3,2% do PIB) em 2026;
  • Hoje, diversos indicadores econômicos serão divulgados no Brasil. A Pnad Contínua e o Caged devem mostrar sinais adicionais de desaceleração no mercado de trabalho. Prevemos estabilidade da taxa de desemprego em 5,3% no trimestre móvel até agosto; e geração líquida de 86 mil empregos formais no mês passado (estimativas sem ajuste sazonal). Os dados sobre o mercado de crédito em agosto também serão acompanhados de perto, devido especialmente ao aumento contínuo do comprometimento de renda das famílias com o serviço das dívidas e das taxas de inadimplência. O resultado primário do governo central em agosto (exp: -R$ 14,1 bilhões) e o IGP-M de setembro (exp: 1,46% m/m; 3,23% em 12 meses) completam a agenda nesta terça-feira. No exterior, destaque para o relatório Jolts, que apresentará as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos em agosto (exp: 7,24 milhões), além do índice de confiança do consumidor americano – The Conference Board – (exp: 90,0) e das sondagens empresariais PMI da China de setembro –tanto do Departamento Nacional de Estatísticas (NBS) quanto da empresa de tecnologia financeira RatingDog.     

Commodities

Papel e Celulose: recuperação dos preços da celulose na China está avançando, mas enfrenta alguns ventos contrários

  • Na semana passada, publicamos nosso update do setor de Papel e Celulose, reiterando nossas recomendações de Compra para Suzano e Klabin, que vemos como alternativas defensivas em meio à crescente incerteza macroeconômica e valuations atrativos;
  • Esperamos que a disponibilidade spot limitada e as pressões de custos no curto prazo sustentem os preços da celulose no início do 4T26E, com a Suzano oferecendo maior exposição a esse momentum, embora permaneçamos estruturalmente cautelosos devido à fraca lucratividade na ponta e às próximas adições de capacidade;
  • Enquanto isso, os dados da SCI99 mostraram que a recuperação dos preços da celulose na China está avançando, mas em ritmo limitado, com os preços spot da fibra curta subindo ligeiramente, mas os estoques permanecendo amplamente estáveis e as condições na ponta enfraquecendo;
  • Os menores preços da madeira doméstica e o aumento da oferta de cavacos também podem reduzir ainda mais o suporte de custos para os produtores integrados;
  • Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os estoques de celulose nos portos europeus aumentaram +20% M/M em Ago’26 (-12% A/A), totalizando 1.443kt, segundo a Europulp;
  • E (ii) os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$578/t e US$643/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$585/t para Out’26 (estáveis S/S);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

AmBev (ABEV3) | Prévia do resultado do 3T26: fim dos easy comps à frente

  • Esperamos mais um trimestre sólido para a AmBev, embora os benefícios de clima favorável e easy comps devam perder força a partir do 4T, tornando a execução cada vez mais relevante;
  • Em Cerveja Brasil, projetamos volumes +4,0% A/A, sustentados por um bom desempenho da indústria em jul/ago, enquanto setembro mais fraco deve limitar uma recuperação mais intensa;
  • No lucro líquido, esperamos uma comparação difícil devido à ausência dos ganhos não recorrentes observados no 3T25;
  • Além do operacional, acreditamos que o mercado estará atento a potenciais anúncios de alocação de capital, especialmente um novo programa de recompra de ações;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Dasa (DASA3) | Dasa e Rede Américas: crescimento e geração de caixa em foco

  • Realizamos um encontro com membros da alta administração da Dasa e da Rede Américas, incluindo Rafael Bossolani, CFO da Dasa, e Viviane Valente, CFO da Rede Américas;
  • No caso da Dasa, as discussões se concentraram na geração de caixa, na expansão de margens por meio da otimização das despesas gerais e administrativas (SG&A) e no crescimento da receita e expansão dos PSCs;
  • Para a Rede Américas, os principais temas incluíram a adição planejada de aproximadamente 1 mil leitos ao longo dos próximos três anos e a redução do prazo médio de recebimento como principal vetor de melhora da geração de caixa;
  • De forma geral, acreditamos que a Dasa permanece bem posicionada para entregar novas melhorias nos resultados e uma geração de caixa mais consistente;
  • Esperamos que a geração de caixa acelere no 2S26, encerrando 2026 em aproximadamente R$ 200 milhões;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório.

Resultados da Shein no 1S26: América Latina sustenta o crescimento; avanço para segmentos de maior valor pode reduzir a diferença de preços para os players locais 

  • Hoje, a Shein divulgou seus primeiros resultados como companhia listada, referentes ao 1S26; 
  • A América Latina se destacou como o motor de crescimento da empresa, impulsionando as vendas do Resto do Mundo (+22% A/A no 2T26), enquanto os EUA e a Europa recuaram; 
  • Para os players locais, a leitura é mista; 
  • Pelo lado negativo, a Shein optou por absorver os maiores custos de frete, em vez de elevar os preços, e acreditamos que sua confortável posição de caixa oferece bastante poder de fogo para continuar investindo no negócio; 
  • Por outro lado, a prioridade declarada pela administração para os próximos anos é migrar para marcas com preços mais elevados; 
  • Interpretamos isso como positivo para os varejistas brasileiros, pois poderia reduzir a diferença de preços em relação à Shein; 
  • Em nossa visão, embora vejamos a Shein como uma concorrente importante, especialmente em um contexto de poder de compra pressionado, acreditamos que os players locais estão bem posicionados em termos de produto e preço, enquanto seu modelo asset-light/de custos variáveis deixa as margens expostas a choques logísticos; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Capital Goods

Bens de Capital: demanda resiliente por veículos leves, sem uma inflexão clara ainda para veículos pesados no mercado doméstico

  • Os veículos leves continuam sendo o destaque positivo no mercado doméstico, com os emplacamentos aumentando +23% A/A, sustentados por incentivos, promoções das OEMs e forte concorrência;
  • Contudo, entendemos que as vendas mais fortes não estão se traduzindo integralmente em atividade ao longo da cadeia de suprimentos local;
  • Com as importações de veículos aumentando ~30% em Jan-Ago’26 e os modelos CKD/SKD respondendo por dois terços do aumento da produção doméstica no acumulado do ano;
  • Além disso, a produção de ônibus de agosto reforçou a visão mais cautelosa por trás do nosso recente downgrade de POMO4 para Neutra;
  • Enquanto a produção de carrocerias de ônibus da indústria aumentou +2% A/A em Ago’26, a produção da Marcopolo recuou -13% e a produção de chassis de ônibus caiu -29%;
  • Com a produção do 3T26 ainda abaixo dos níveis do ano passado, vemos poucas evidências da aceleração sazonal anteriormente esperada para o 2S26E, mantendo os lucros de curto prazo sob pressão;
  • Enquanto isso, os emplacamentos de caminhões e implementos rodoviários melhoraram +9% e +16% A/A em Ago’26, respectivamente, embora ambos tenham recuado sequencialmente (após um Jul’26 atípico);
  • Fenabrave defende que o Move Brasil ajudou a reduzir a queda nas vendas de caminhões e a conter a fraqueza entre os veículos pesados;
  • Embora a melhora dos números A/A possa ser encorajadora, particularmente para implementos rodoviários, a contínua dependência do programa e os elevados custos de financiamento nos deixam cautelosos em considerar isso uma recuperação sustentada;
  • No exterior, os pedidos de caminhões Classe 8 nos EUA aumentaram +42% A/A, com a ACT destacando as restrições do mercado pelo lado da oferta, os fretes mais altos e a maior visibilidade em relação à EPA 2027 como ventos favoráveis para a demanda à frente, juntamente com uma sazonalidade melhor;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Farmácias reagem e Abrafarma questiona Anvisa sobre avanço do Mercado Livre no setor (Valor Econômico);
  • MBRF prepara emissão de títulos para refinanciar dívidas, segundo fontes (Bloomberg Línea);
  • Ambipar obtém aval nos EUA para concentrar recuperação judicial no Brasil (InvestNews);
  • Moody’s Local Brasil atribui rating AA-.br à Áster; perspectiva estável (Moody’s Local).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

Pesquisa com assessores XP: apetite por risco volta ao maior nível desde março                

  • Nesta edição da nossa pesquisa com assessores afiliados à XP, observamos uma forte recuperação do apetite por risco e do sentimento em relação à Bolsa, em meio à alta das ações brasileiras em setembro. Os principais destaques são:
    • A parcela de respondentes que planeja aumentar a alocação em ações saltou para 29% (+19 p.p. M/M), a maior desde março de 2026, enquanto 11% (-6 p.p. M/M) pretendem reduzi-la;
    • O sentimento dos assessores em relação às ações subiu para 6,8, ante 5,7 em agosto (em uma escala de 0 a 10), a maior melhora mensal desde meados de 2023;
    • Aprojeção média para o Ibovespa no fim de 2026 subiu para 188 mil pontos, ante 172 mil anteriormente;
    • Riscos fiscais no Brasil (78%) e Instabilidade política/eleições (71%) seguem como as principais preocupações para as ações brasileiras;
    • 75% reportaram que a eleição de outubro já influencia o posicionamento, ante 63% em agosto.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX cai 0,12% e fecha pregão aos 3.737,17 pontos (Suno Notícias);
    • FIIs de shopping: o que ainda pode sustentar o setor em 2026 (Clube FII News);
    • São Paulo caminha para escassez de grandes escritórios? (Revista Buildings);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

De olho em data centers, WEG anuncia investimento para aumentar produção de geradores | Café com ESG, 29/09

  • O pregão de segunda-feira fechou em território levemente negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,26% e 0,95%, respectivamente.
  • Do lado das empresas, a WEG anunciou um investimento de cerca de R$840 milhões para ampliar a produção de geradores na América do Norte, em um movimento que busca atender à maior demanda por energia dos Estados Unidos, impulsionada pela expansão de data centers – até 2030, a empresa espera ampliar a capacidade global de fabricação de 10 para cerca de 50 geradores por dia nas plantas do México, EUA, Brasil e China.
  • Na política, (i) o governo prepara uma calculadora para medir as emissões de carbono de obras públicas e criar selos verdes para aço e cimento de menor impacto ambiental, fazendo com que licitações considerem também os gases de efeito estufa gerados pelos insumos – o cronograma prevê um protótipo da calculadora em funcionamento até março de 2027 e a conclusão das novas regras para compras públicas no primeiro semestre do próximo ano; e (ii) o Departamento de Transportes dos EUA estima que os custos tecnológicos das montadoras cairão US$ 60,6 bilhões até 2031, em decorrência da aprovação de regras de eficiência de combustível veicular mais brandas – com a nova regra, as montadoras não precisarão, por exemplo, adicionar equipamentos caros de controle de emissões para reduzir o consumo de combustível.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Previc define novas regras ESG: um novo capítulo para os fundos de pensão

  • Na semana passada, a XP realizou um evento com Ricardo Pena, Superintendente da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), e executivos de fundos de pensão para discutir o novo arcabouço regulatório ESG da instituição;
  • Embora a iniciativa represente um avanço relevante na formalização da integração de fatores ESG na governança e nos processos de investimento dos fundos, sua implementação prática tem levantado questionamentos por parte do mercado, especialmente em relação a metodologias, governança, responsabilidades e supervisão;
  • Abaixo, destacamos os principais pontos discutidos no encontro;
  • Clique aqui para ler o conteúdo completo.

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  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
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