IBOVESPA -0,56% | 187.206 Pontos
CÂMBIO -0,45% | 5,09/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,0% em reais e de 1,3% em dólares, por conta da apreciação de 0,1% do real, aos 186.967 pontos.
Assaí foi o destaque positivo da semana (ASAI3, +8,6%), reagindo ao fechamento da curva de juros, principalmente na quinta-feira. Por outro lado, Azzas (AZZA3, -8,3%) caiu após notícias de que, apesar dos contatos com potenciais interessados nos ativos da Farm Rio, ainda não havia proposta vinculante ou operação aprovada. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas. Nos EUA, petróleo em alta, inflação (CPI e PPI) acima do esperado e preocupações fiscais reforçaram a expectativa de juros elevados por mais tempo. A T-note de 2 anos encerrou a 4,63% (+26 bps), a T-note de 10 anos a 4,97% (+19 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,36% (+12 bps).
No Brasil, a curva oscilou com o cenário eleitoral e o movimento das taxas externas, mas o IPCA de agosto abaixo do esperado sustentou os ativos locais. O DI jan/27 encerrou a 13,59% (+1 bp), o DI jan/29 a 13,84% (0 bps) e o DI jan/31 a 14,04% (-4 bps). As NTN-Bs recuaram, com a B29 a 7,50% (vs. 7,78%), B35 a 7,56% (vs. 7,74%) e B50 a 7,37% (vs. 7,45%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,8%), pressionados pela guinada do setor de inteligência artificial em torno de segurança, depois que a OpenAI adiou sua abertura de capital. Na Europa, o Stoxx 600 recua 1,1%, com o índice sendo pressionado pelos setores de tecnologia e industriais. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 3,3%, o Nikkei 225 (Japão) caiu 2,7%, enquanto na China o Hang Seng avançou 0,4% e o CSI 300 recuou 0,7%.
O mercado acompanha a disparada do petróleo depois que a Arábia Saudita fechou o oleoduto Leste-Oeste, com capacidade de 7 milhões de barris por dia, na sequência de ataques de drones lançados do Iraque, retirando a principal rota alternativa ao Estreito de Ormuz em meio à guerra com o Irã. O Brent sobe 2,7%, para próximo de US$ 108/barril. Em contrapartida, as ações de tecnologia recuam no pré-mercado, com Nvidia em queda de 3,0%, Intel de 6,1% e Marvell de 7,7%, depois que Sam Altman afirmou que a OpenAI não abrirá capital neste ano, adiando a operação para ao menos 2027, em meio ao alinhamento entre OpenAI, Anthropic e xAI em favor de desacelerar o desenvolvimento de modelos.
Os investidores também direcionam o foco para a reunião do Fed, nesta quarta-feira, precificando cerca de 86% de probabilidade de alta de 0,25 p.p, depois que o CPI de agosto avançou 0,4% no mês e manteve 3,4% em 12 meses, além das vendas no varejo de agosto, divulgadas na mesma manhã da decisão. Saiba os Top 5 temas globais.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (11) em alta de 0,04%, aos 3.748,63 pontos, e registrou queda de 0,56% no acumulado da semana passada, pressionado principalmente pelo desempenho dos FIIs de recebíveis.
Para a classe de fundos imobiliários, a deflação do IPCA de agosto pode afetar a distribuição de proventos de curto prazo de alguns fundos de recebíveis indexados ao índice, fator que pode ter contribuído para o desempenho semanal do segmento (-1,11%). Ainda assim, entendemos que esse impacto será limitado, uma vez que diversos fundos tendem a suavizar ou até mesmo neutralizar seus efeitos por meio da utilização de reservas acumuladas para complementar a distribuição de rendimentos. Além disso, o IPCA de setembro deverá reverter parte da deflação observada no dado mais recente, com nosso time Macro projetando alta de 0,59% para o indicador no mês. Essa expectativa reforça nossa visão de que os impactos sobre a distribuição de rendimentos de alguns FIIs de recebíveis nos próximos meses tendem a ser pontuais.
No âmbito setorial, o desempenho foi heterogêneo entre os segmentos. Entre os fundos de shopping centers, o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acendeu um sinal de alerta ao apontar queda real de 2% A/A nas vendas em agosto, o pior resultado para o mês desde 2020 (Link). O dado sugere uma dinâmica mais desafiadora para os lojistas e, consequentemente, para os fundos do segmento. Diante desse cenário, reiteramos nossa preferência por fundos expostos a shoppings consolidados, dominantes em suas regiões e voltados predominantemente ao público das classes A e B, características que tendem a conferir maior resiliência operacional no ambiente atual.
O desempenho dos demais segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos híbridos lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,81%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,21%) e pelos ativos logísticos (+0,21%). Os fundos de tijolo avançaram 0,16% no agregado, sustentados também pela alta das lajes corporativas (+0,16%).
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira (11), sobressaíram RBRP11 (+5,4%), MFII11 (+2,9%) e BRCR11 (+2,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-1,7%), TOPP11 (-1,7%) e KORE11 (-1,6%). Saiba mais.
Economia
Na agenda da semana, destaque para as decisões de juros do Fed, do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão, além dos dados de atividade de agosto na China. No Brasil, o Copom deve cortar a taxa Selic em 0,25 p.p., para 13,75%. O IBGE divulga as vendas no varejo de julho e o Banco Central publica o IBC-Br do mesmo mês, para o qual projetamos nova contração na margem. Confira o Economia em Destaque.
Veja todos os detalhes
Economia
Petróleo começa a semana em alta
- O preço do petróleo (tipo Brent) sobe cerca de 3% nesta manhã e ultrapassa 108 dólares por barril, após um fim de semana de escalada no Golfo. Uma embarcação comercial iraniana foi atingida ontem perto da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz. Paralelamente, a Arábia Saudita anunciou o fechamento temporário do oleoduto Leste-Oeste após ataques de drones — a rota é a principal alternativa para escoar petróleo saudita pelo Mar Vermelho sem passar por Ormuz. No campo diplomático, Omã adiou a reunião prevista para hoje entre Irã e países do Golfo sobre a reabertura do estreito. Os preços mais altos do petróleo tendem a pressionar a inflação ao redor do mundo nos próximos meses;
- Nos Estados Unidos, Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, publicou no fim de semana um ensaio defendendo que as empresas de inteligência artificial desacelerem deliberadamente o ritmo de avanço de seus modelos mais avançados, citando riscos de uso indevido. A proposta recebeu apoio público de Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk (xAI);
- Na agenda internacional desta semana, o destaque será a decisão de juros do FOMC, comitê de política monetária dos Estados Unidos. Os bancos centrais da Inglaterra e do Japão também anunciarão suas decisões de política monetária. Na China, o destaque está para a publicação das estatísticas de atividade econômica de agosto. No Brasil, as atenções estarão voltadas ao Copom, que deverá promover mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, levando-a a 13,75%. Além disso, o IBGE divulgará os dados de vendas no varejo de julho, que devem seguir tendência de moderação. Por fim, será publicado o IBC-Br de julho – indicador mensal de atividade econômica do Banco Central – para o qual projetamos nova contração na comparação mensal.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Justiça nega compensação integral por curtailment pedida por associações (Agência Infra);
- A Sabesp tem que entregar a meta de universalização. E percebeu que isso não depende só de investir mais (InvestNews);
- “É uma LCA”. O diagnóstico do mercado sobre as CPRs da SLC Agrícola (The Agribiz);
- BNDES prepara linha para financiar projetos de armazenamento (CanalEnergia).
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Estratégia
BDRs no Ibovespa: mudança na metodologia do índice
- Em 8 de setembro, a B3 anunciou que atualizará a metodologia do Ibovespa para incluir BDRs de empresas brasileiras no universo elegível do índice, com a mudança prevista para entrar em vigor no primeiro semestre de 2027.
- Embora a atualização completa da metodologia ainda não tenha sido publicada, a B3 indicou que os critérios de elegibilidade atuais provavelmente serão mantidos para os BDRs, com um limite de 10% para o peso combinado desses ativos no índice.
- Diante disso, estimamos quais BDRs seriam incluídos no índice caso as mudanças fossem implementadas hoje, e caso a mesma metodologia de inclusão e ponderação fosse aplicada aos BDRs, utilizando dados de 10 de setembro.
- Se as mudanças fossem aplicadas hoje, esperaríamos a inclusão de Nubank (ROXO34), JBS (JBSS32), XP Inc. (XPBR31) e Inter (INBR32).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Fundo imobiliário volta a ter atraso no aluguel; veja as mais lidas (FIIs);
- TRXF11 firma acordo para venda de imóvel por R$ 77 milhões (ClubeFII News);
- FII do Patria vende participação em prédio na Vila Olímpia por R$ 167,5 milhões (InfoMoney);
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- ETF Brief: Ouro supera a bolsa enquanto captações europeias e saídas nos EUA reforçam ETFs como instrumento de rotação diante da inflação e da IA
- Ouro deixa índices da B3 para trás; veja quem mais se destacou e por quê: (Valor Investe)
- August sees strong inflows for European ETFs: LSEG Lipper (ETF Express)
- US equity funds record nine-month high outflows; oil stokes inflation fears (Reuters)
- ETFs ganham espaço no Brasil e têm “aposta gigantesca”, diz CEO da XP Asset (InfoMoney)
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ESG
Hidrogênio verde volta ao radar com choques no petróleo | Café com ESG, 14/09
- O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa subindo 1,11% e o ISE 0,61%. O pregão de sexta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,56% e 0,91%, respectivamente.
- No Brasil, depois de anos de negociações, o leilão do gás natural da União proveniente dos contratos de partilha no pré-sal está, enfim, em vias de se concretizar, com expectativa de sair do papel em outubro – nesse primeiro leilão, a expectativa é de oferta de 1 milhão de m³/dia.
- No internacional, (i) os efeitos do choque no mercado de petróleo levaram governos e empresas a revisitar o hidrogênio verde como alternativa aos combustíveis fósseis, apesar de seu custo ainda mais elevado – segundo François Jackow, presidente-executivo da Air Liquide, países importadores de energia gastaram mais de US$ 100 bilhões além do previsto com combustíveis em meio ao choque de preços; e (ii) a Tesla planeja levar o caminhão elétrico Semi para a Europa, ampliando as vendas do modelo para além da América do Norte, enquanto busca se estabelecer no mercado de veículos pesados, onde concorrentes já vendem modelos elétricos – a montadora liderada por Elon Musk divulgará as especificações europeias e os detalhes do lançamento na feira IAA Transportation, em Hanover, na Alemanha, na próxima semana.
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