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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa avança diante de atualizações no cenário político

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 1,0% em reais e de 1,3% em dólares, por conta da apreciação de 0,1% do real, aos 186.967 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq: -0,6%; Dow Jones: -1,6%), em um movimento marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio, pela forte alta do petróleo e pelo avanço dos juros longos. O PPI de agosto acelerou acima do esperado, enquanto o CPI veio em linha com as projeções no índice cheio, mas com núcleo mais pressionado, reforçando as apostas de alta de 25 bps nos juros pelo Federal Reserve na reunião de setembro (86% de probabilidade segundo o CME FedWach). Nesse contexto, os rendimentos das Treasuries avançaram, com o título de dez anos se aproximando de 5,0%, pressionando principalmente ações de tecnologia. Na Europa, o Banco Central Europeu elevou suas principais taxas em 25 bps, citando os riscos inflacionários associados ao conflito no Oriente Médio. Já o Brent acumulou alta de 8,7% na semana, para cerca de US$ 104/barril, apesar da realização observada na sexta-feira. No micro, a Oracle apresentou resultados acima das estimativas e uma perspectiva favorável para a receita, embora a projeção de lucro tenha limitado a reação das ações.
  • Enquanto isso, as ações brasileiras encerraram a semana em alta, na contramão dos mercados globais, em um período encurtado pelo feriado de 7 de setembro. Um dos principais vetores foi a reprecificação do trade eleitoral após novas pesquisas, favorecendo sobretudo bancos e ações mais ligadas ao ciclo doméstico. Parte do movimento, porém, foi devolvido na quinta-feira, em meio à alta dos juros americanos e ao aumento da aversão a risco, mas o índice retomou força na quinta-feira, com a recuperação do setor financeiro e o avanço das petroleiras em meio ao aumento dos preços do petróleo. Na sexta-feira, o Ibovespa recuou, pressionado pela queda do petróleo e do minério de ferro, além de novos ruídos políticos, apesar da deflação do IPCA de agosto ter vindo mais intensa do que o esperado. Assim, após uma semana de alta volatilidade na curva de juros, a ponta longa (jan/36) encerrou fechando 5 bps, contando com recuo de 21 bps na terça-feira e abertura de 19 bps no dia seguinte. O fluxo estrangeiro somou entrada líquida de R$ 850 milhões no período (dados até quarta-feira), acumulando agora entrada líquida de R$ 24,5 bilhões desde o início de ano e saída de aproximadamente R$ 44 bilhões desde 15 de abril, quando o índice iniciou sua correção. No câmbio, o dólar recuou 0,1% frente ao real, para R$ 5,12.
  • Assaí foi o destaque positivo da semana (ASAI3, +8,6%), reagindo ao fechamento da curva de juros, principalmente na quinta-feira. Por outro lado, Azzas (AZZA3, -8,3%) foi o destaque negativo após notícias de que, apesar dos contatos com potenciais interessados nos ativos da Farm Rio, ainda não havia proposta vinculante ou operação aprovada.

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