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Bolsas hoje: dados de inflação nos EUA e de serviços no Brasil no radar

Índice de Preços ao Produtor (PPI) e novas medidas tributárias anunciadas para os combustíveis são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira, 10/09/2026

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IBOVESPA -0,93% | 185.629 Pontos

CÂMBIO +0,24% | 5,09/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,9%, aos 185.629 pontos, devolvendo parte dos ganhos da véspera. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o Brent a mais de US$ 100 por barril, enquanto as taxas das Treasuries nos EUA seguem em tendência de alta, pressionando sobretudo as ações domésticas e sensíveis a juros. O cenário político local também adicionou cautela ao pregão.

Na ponta positiva, Vibra (VBBR3, +1,2%), Ultrapar (UGPA3, +1,0%) e Brava Energia (BRAV3, +0,9%) avançaram acompanhando a alta do petróleo.

Na ponta negativa, Tenda (TEND3, -6,0%) liderou as perdas, enquanto bancos e outras ações domésticas também recuaram, com Itaú Unibanco (ITUB4, -2,0%), Bradesco (BBDC4, -2,4%) e BTG Pactual (BPAC11, -2,4%).

Renda Fixa

Os juros futuros interromperam a sequência recente de fechamento e encerraram a sessão de ontem em alta. Nos EUA, o avanço do petróleo reforçou preocupações inflacionárias e elevou a curva de juros, enquanto o aumento das recompras de títulos pelo Tesouro também permaneceu no radar dos investidores. A T-note de 2 anos fechou a 4,43% (+4bps), a de 10 anos a 4,84% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,29% (+4bps).

No Brasil, a curva abriu em toda a extensão, com maior intensidade nos vencimentos mais longos, refletindo tanto o movimento externo quanto ao aumento de preocupações com a trajetória fiscal. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (0bps), o DI jan/29 a 13,87% (+15bps) e o DI jan/31 a 14,10% (+19bps). A NTN-B fechou com a B29 a 7,72% (vs. 7,70%), a B35 a 7,71% (vs. 7,63%) e a B50 a 7,47% (vs. 7,42%).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em direções opostas (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), com os investidores à espera do índice de preços ao produtor de agosto e ainda pressionados pela alta dos juros longos. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda de 0,1%, com telecomunicações, bancos e utilities entre os setores de melhor desempenho, em sessão de espera pela decisão do Banco Central Europeu. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: na China, o Hang Seng recuou 1,3% e o CSI 300 perdeu 0,5%, enquanto o Kospi (Coreia) caiu 0,3% e o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,2%.

O mercado acompanha a escalada entre Estados Unidos e Irã, depois que Teerã afirmou ter atingido embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O Brent avança 0,6%, para próximo de US$ 102/barril, sustentando as ações de energia. Nesse ambiente, o BCE deve elevar sua taxa básica em 25 pontos-base, movimento integralmente precificado, depois de a inflação da zona do euro atingir 3,3% em agosto. Nos EUA, o consenso espera alta de 0,3% na leitura mensal do PPI, e aguarda o CPI de agosto na sexta-feira. Alem disso, os investidores também direcionam o foco para os resultados de Oracle e Adobe ao longo da semana.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,44%, aos 3.744,75 pontos, movimento pressionado pelo ambiente de maior aversão a risco nos mercados internacionais, que contribuiu para um tom mais cauteloso entre os investidores ao longo da sessão.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,64%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,56%) e pelas lajes corporativas (-0,56%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,36%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,49%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,41%) e shoppings (-0,40%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram JSRE11 (+1,2%), HSAF11 (+1,0%) e RZTR11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-5,0%), HCTR11 (-4,3%) e TGAR11 (-3,8%).

Economia

Os mercados acompanharão de perto hoje a inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI), como uma prévia da inflação ao consumidor (CPI) que será divulgada amanhã. Alguns membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizaram que esses dados serão fundamentais para a decisão sobre a política monetária na próxima semana.

Na Europa, espera-se amplamente que o Banco Central Europeu eleve as taxas de juros em sua política monetária hoje, a medida que seus membros acompanham atentamente o conflito prolongado no Oriente Médio. A expectativa é de um aumento de 0,25 pp na taxa de depósito, para 2,50%.

No Brasil, o governo anunciou novas medidas tributárias e de subvenção anunciadas para os combustíveis podem reduzir o IPCA em até 0,17 pp, segundo nossas estimativas. O impacto efetivo na inflação dependerá da ação final da Petrobrás sobre os preços do mercado doméstico.

Na agenda doméstica, os investidores continuarão acompanhando as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre investigações relacionadas ao Banco Master. No âmbito econômico, será divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho, para a qual projetamos um crescimento de 0,2% na comparação mensal e de 1,0% na comparação anual.

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Economia

Medidas tributárias sobre combustíveis podem reduzir o IPCA em até 17 bps

  • O preço do petróleo ultrapassou novamente a marca de US$ 100 por barril diante da intensificação dos confrontos no Oriente Médio. O Brent fechou em alta de 3,36%, a 101,21 dólares por barril, primeiro encerramento acima de US$ 100 em seis semanas, acumulando aproximadamente 25% de valorização desde o início de agosto. O barril está um pouco abaixo destes patamares esta manhã, por volta de 98 dólares o barril.  A escalada ganhou força após ataques americanos contra petroleiros iranianos e alvos próximos à Ilha de Kharg, importante centro das exportações de petróleo do Irã, além dos recentes ataques houthis à infraestrutura energética saudita. Uma autoridade iraniana afirmou que Teerã intensificará os contra-ataques caso os EUA continuem atingindo seu território e sua infraestrutura. Com o Estreito de Ormuz ainda restringindo os fluxos físicos, uma permanência do preço do petróleo acima de 100 dólares por barril aumenta os riscos de custos mais elevados de transporte e produção, inflação global mais persistente e juros elevados por mais tempo;
  • Nos Estados Unidos, o Tesouro elevou para US$ 6 bilhões sua operação planejada de recompra de Treasuries com vencimentos entre 10 e 20 anos, triplicando o volume habitual. Apesar da medida, o yield do Treasury de 10 anos avançou de 4,81% para 4,83% e o de 30 anos, de 5,26% para 5,29%, enquanto o rendimento de 2 anos permaneceu praticamente estável em 4,41%. Scott Bessent reiterou que as recompras não buscam determinar o nível de equilíbrio dos juros, mas melhorar a liquidez e moderar movimentos excessivos. A pressão sobre os yields longos permanece associada às preocupações fiscais, à incerteza macroeconômica e aos riscos inflacionários decorrentes do preço mais elevado do petróleo;
  • Os mercados acompanharão de perto hoje a inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI), como uma prévia da inflação ao consumidor (CPI) que será divulgada amanhã. Alguns membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizaram que esses dados serão fundamentais para a decisão sobre a política monetária na próxima semana.
  • Espera-se amplamente que o Banco Central Europeu eleve as taxas de juros em sua política monetária hoje, a medida que seus membros acompanham atentamente o conflito prolongado no Oriente Médio. A expectativa é de um aumento de 0,25 pp na taxa de depósito, para 2,50%.
  • A guerra comercial entre Estados Unidos e Canadá voltou a escalar. Washington anunciou a proibição, a partir de 29 de setembro, da importação de uma ampla gama de bebidas alcoólicas, motocicletas e laticínios canadenses, além de incluir novos produtos em uma lista sujeita à tarifa de 50%. A decisão ocorreu após entrarem em vigor tarifas retaliatórias canadenses sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos americanos, com alíquotas entre 15% e 50%. A ameaça americana de elevar de 25% para 50% as tarifas sobre automóveis canadenses em janeiro também permanece. A sequência de retaliações amplia os riscos para cadeias produtivas altamente integradas e para a própria estabilidade do USMCA, embora os canais de negociação entre os dois governos permaneçam abertos;
  • No Brasil, o governo anunciou novas medidas tributárias e de subvenção anunciadas para os combustíveis podem reduzir o IPCA em até 0,17 pp, segundo nossas estimativas. Na gasolina, com o fim da MP 1358/2026, a subvenção de R$ 0,44/L será substituída por uma redução de R$ 0,63/L em PIS/Pasep e Cofins, levando a alíquota de R$ 0,79/L para R$ 0,16/L até 9 de outubro. Considerando também o ajuste mecânico no preço da gasolina A nas refinarias, estimamos queda de cerca de 2,1% nos preços nas bombas, com impacto de aproximadamente -11 bps no IPCA, distribuído entre setembro e outubro. No etanol hidratado, a zeragem dos tributos federais, atualmente em R$ 0,19/L, deve provocar queda de cerca de 5% nos preços ao consumidor, com impacto estimado de -3 bps. Além disso, permanece em discussão uma subvenção adicional ao etanol. No diesel, a nova MP deverá criar subvenção adicional de R$ 1,00/L, que poderia reduzir os preços nas bombas em cerca de 12,6% e retirar outros 3 bps do IPCA, caso não haja reajuste da Petrobras. O efeito efetivo, porém, dependerá da política de preços da companhia, especialmente diante do elevado diferencial entre os preços domésticos e internacionais. Há também um risco fiscal associado às subvenções, inclusive porque parte do desembolso futuro relacionado ao etanol não possui trava explícita;
  • Na agenda doméstica, os investidores continuarão acompanhando as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre investigações relacionadas ao Banco Master. No âmbito econômico, será divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho, para a qual projetamos um crescimento de 0,2% na comparação mensal e de 1,0% na comparação anual.

Empresas

Saúde | Perspectivas: setor mantém momento positivo

  • Após um 2T26 forte para os prestadores de serviços de saúde, esperamos a manutenção de um momento sólido no 3T26, apesar das comparações mais desafiadoras (A/A), uma vez que o 3T25 marcou uma aceleração tanto do crescimento da receita quanto das margens em todo o setor;
  • Entre nossas principais escolhas para o 2S26, destacamos Rede D’Or, Fleury e Dasa.
  • Esperamos que a margem EBITDA hospitalar da Rede D’Or permaneça praticamente estável (A/A), enquanto o crescimento da receita do Fleury deve se destacar, atingindo aproximadamente 15% (A/A), com crescimento orgânico de 11%;
  • Já a Dasa deve sustentar a melhora das tendências operacionais e apresentar uma geração de caixa mais robusta no 2S26;
  • Entre as demais companhias, o Semavy, da Hypera, pode representar um potencial de alta para nossas estimativas atuais; o crescimento da Blau deve acelerar no 2S26;
  • A margem EBITDA da Mater Dei deve atingir aproximadamente 23%; e a Qualicorp permanece em uma situação mais desafiadora, com adições líquidas ainda negativas no 3T26, em cerca de 5 mil vidas.
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Agronegócio | Entre preços altos e muito altos​

  • Acreditamos que o mercado continua subestimando de forma relevante os riscos associados ao El Niño. Um evento climático mais severo reduziria a oferta do Brasil, um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, em um momento em que os estoques globais de grãos e oleaginosas têm pouca margem para absorver novos choques;
  • Na soja, uma menor disponibilidade brasileira redirecionaria a demanda para os EUA, em um contexto de estoques mais apertados e demanda crescente por biocombustíveis;
  • No milho, eventuais perdas de produção seriam amplificadas pela menor oferta exportável, pela resiliência da demanda global e pelas incertezas contínuas no Mar Negro;
  • Embora o posicionamento dos investidores e catalisadores de curto prazo possam gerar volatilidade, enxergamos uma assimetria bastante favorável em ambos os mercados, com nossas análises sustentando preços da soja entre USD 13,5-14,5/bu e do milho entre USD 5,5-6,7/bu, podendo ser ainda mais altos em um cenário climático mais adverso;
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Telecom: aumentando a pressão | Competição, convergência e alocação de capital no setor de telecom brasileiro – atualização dos modelos de Vivo e TIM

  • Atualizamos nossas estimativas para Vivo e TIM após o 2T26 e revisitamos o setor sob a ótica que mais importa agora: competição;
  • As ações de telecom passaram por três fases distintas em 2026: um halo trade no início do ano, sustentado por fluxos estrangeiros; um de-rating após o 1T26; e uma queda mais acentuada após o 2T26, à medida que os investidores passaram a temer que a maior intensidade competitiva pudesse pressionar o crescimento da MSR;
  • Nossa conclusão é que o ambiente está mudando, impulsionado por três forças estruturais: a ascensão da NuCel, a entrada das ISPs regionais no mercado móvel e a consolidação da convergência, enquanto as ofertas BTL e o reposicionamento do pré-pago parecem mais táticos;
  • O impacto, porém, não tem sido uniforme;
  • Os indicadores da Vivo permanecem resilientes, enquanto os da TIM enfraqueceram;
  • Portanto, concentramos nossa análise nas alavancas que cada empresa pode utilizar para sustentar o crescimento: diversificação de receitas, convergência e eficiência;
  • Também revisitamos a V.Tal como um ativo estratégico que pode transformar o posicionamento em banda larga e a alocação de capital em todo o setor;
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Marcopolo (POMO4): uma perspectiva ligeiramente mais construtiva em meio aos persistentes ventos contrários do mercado

  • A Marcopolo realizou seu Investor Day 2026, com os executivos detalhando a estratégia e as prioridades da companhia;
  • Embora uma visibilidade mais clara sobre as melhorias de lucratividade permaneça limitada no curto prazo, notamos um tom ligeiramente mais construtivo (particularmente considerando as fracas expectativas dos investidores após os últimos resultados);
  • Com a gestão reforçando que a margem EBITDA de ~14% reportada no 2T26 não é o nível que está buscando e destacando iniciativas contínuas de competitividade e redução de custos em suas operações para compensar as condições mais fracas do mercado;
  • Em relação aos volumes, embora o ambiente doméstico permaneça desafiador, o Move Brasil deve sustentar algum grau de recuperação dos volumes de margens elevadas no 3T26E (compensando parcialmente os menores volumes apoiados por programas governamentais);
  • Seguido pelas entregas iniciais do Caminho da Escola no 4T26E, com uma contribuição mais significativa esperada em 2027E;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Marcopolo, uma vez que acreditamos que o desempenho inferior da POMO4 (-22% no acumulado do ano vs. +15% para o IBOV) mais do que reflete o que vemos como uma revisão razoável dos lucros para baixo;
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Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Correios buscam novo empréstimo de R$ 7 bi dividido em duas etapas (Valor Econômico);
  • Fim de isenção de imposto em títulos volta ao radar (Valor Econômico);
  • Vale pode emitir ‘Panda Bonds’ na China ainda em 2026 (InvestNews);
  • Recompra de Treasuries decepciona e taxas disparam nos EUA (Valor Econômico).
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Estratégia

XP Short Scout: monitor de short selling no Brasil – 09/09/2026           

  • O short interest mediano no Ibovespa caiu 70 bps, para 6,5%. As posições em aberto recuaram para R$ 121,0 bilhões (-10,5%).
  • Braskem (BRKM5) viu sua taxa de aluguel subir para 28,0%, um aumento de 13,7 p.p. em relação a 21 de agosto. Ainda assim, o short interest caiu 4,7 p.p., para 15,7% do free float, enquanto o days to cover ficou em 4,5 dias de ADTV, uma queda de 46,1% frente a duas semanas atrás.
  • Motiva (MOTV3) apresentou taxa de aluguel de 8,1%, alta de 8,1 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 6,7 p.p., para 11,1% do free float, e o days to cover avançou 80,6%, para 9,8 dias de ADTV.
  • Também destacamos a alta da taxa de aluguel da CSN (CSNA3) para 10,1%, um avanço de 9,1 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 5,5 dias de ADTV (-12,8%), enquanto o short interest atualmente representa 12,6% do free float (-0,5 p.p.).
  • Outros nomes para acompanhar: BRSR6, ECOR3, EZTC3, MOVI3, PRNR3, VULC3
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Fluxo em foco: saídas de estrangeiros atingem o maior nível desde março de 2020             

  • Em agosto, os investidores estrangeiros registraram a maior saída líquida mensal desde março de 2020, com R$ 22,2 bi de saídas líquidas totais (-R$ 18,1 bi no mercado à vista e -R$ 4,1 bi em futuros), em um mês de desempenho inferior da bolsa brasileira em meio à retomada global da tese de inteligência artificial e a uma temporada de resultados do 2T26 decepcionante no Brasil;
  • Dito isso, o fluxo virou para o positivo em setembro até o momento: no acumulado do mês, os investidores estrangeiros registraram entradas líquidas totais de R$ 10,8 bi. Como destacamos no feedback dos nossos roadshows nos Estados Unidos e no Chile, o Brasil está voltando ao radar dos investidores estrangeiros, à medida que o trade eleitoral ganha tração, o cenário de inflação e juros melhora e os valuations e técnicos do mercado seguem atrativos;
  • Por fim, a indústria de fundos registrou entradas líquidas de R$ 33,9 bi, puxadas principalmente pelos R$ 47,2 bi de captação dos fundos de renda fixa. Já os fundos multimercados e os fundos de ações mantiveram a tendência negativa, com resgates líquidos de R$ 8,7 bi e R$ 0,5 bi, respectivamente;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX cai 0,44% e fecha quarta-feira aos 3.744,75 pontos (FIIs);
    • Mercado Livre x Shopee: mais de 1,1 milhão de m² de novas locações na corrida por galpões no 2T (Revista Buildings);
    • Por que Fortaleza está despontando como um novo polo de data centers (Metro Quadrado);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • PCIP11: Proposta de consolidação
    • O PCIP11 aprovou sua 9ª emissão de cotas, de até R$ 4,0 bilhões, com o objetivo de incorporar os fundos RBRR11, VCJR11 e RPRI11 em uma única estrutura;
    • Caso a AGE seja aprovada, a consolidação elevará o patrimônio líquido do fundo para aproximadamente R$ 4,5 bilhões, posicionando o veículo entre os maiores fundos de recebíveis da indústria;
    • O portfólio consolidado contará com 239 operações de crédito, taxa média de aquisição de IPCA + 10,2% ao ano e LTV médio de 50%, ampliando a diversificação da carteira;
    • Entre os benefícios esperados, destacam-se a redução da concentração por ativo, o aumento da liquidez das cotas e a diminuição da exposição a operações classificadas em watchlist;
    • Avaliamos a operação de forma positiva para o PCIP11 e para o RBRR11;
    • Clique aqui para entender mais sobre a nossa visão.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • CDB mantém liderança entre investimentos mais buscados, mas ativos de risco despontam na lista (Valor Investe)
    • Wall Street’s Leveraged ETF Push Gets New Twist With Hourly Bets (Bloomberg)
    • ETFs Industry in Europe Reports Record Assets of US$3.97 Trillion (ETFGI)
    • US ETF Investors Favour Shorter-Tenor Bonds as Interest Rate Risks Rise. (Reuters)
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Delegação do Ministério da Fazenda viaja para a China para discutir mercado de carbono | Café com ESG, 10/09

  • No Brasil, o Ministério da Fazenda se prepara para uma agenda internacional em Wuhan, na China, para dar prosseguimento à Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono e às discussões bilaterais entre os governos brasileiro e chinês sobre o tema – um dos principais objetivos da viagem é aprovar o plano de trabalho que vai orientar a coalizão nos próximos seis anos.
  • No internacional, (i) o consumo de energia nos EUA deve atingir níveis recordes em 2026 e 2027, impulsionado pela alta demanda de data centers voltados à inteligência artificial e pela eletrificação, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia dos EUA (EIA) divulgados ontem – em termos absolutos, a EIA projetou que a demanda por energia crescerá de um recorde de 4.195 bilhões de quilowatts-hora (kWh) em 2025 para 4.270 bilhões de kWh em 2026 e 4.349 bilhões de kWh em 2027; e (ii) a estatal finlandesa de energia Fortum assinou um contrato com o Google para fornecer energia para abastecer os data centers da big tech americana a partir de 2028 – o acordo viabilizará a extensão da vida útil da usina nuclear de Loviisa, complexo responsável atualmente por gerar 10% de toda a eletricidade consumida na Finlândia.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Por dentro dos Conselhos: uma análise da sua composição nas empresas brasileiras 

  • A governança corporativa sempre foi um pilar central da análise de investimentos, e sua importância segue crescendo.
  • Em um contexto marcado por casos de crise na governança de empresas, maior escrutínio sobre a efetividade dos conselhos e um ambiente de negócios cada vez mais complexo, o foco dos investidores vem deixando de ser apenas a existência de estruturas formais de governança para se concentrar na forma como elas funcionam na prática.
  • Nesse cenário, a qualidade dos conselhos ganha destaque.
  • Embora sua avaliação permaneça inerentemente complexa, métricas relacionadas à sua composição podem oferecer sinais relevantes sobre fortalezas e potenciais vulnerabilidades de tais estruturas.
  • Isso posto, este relatório visa auxiliar os investidores na avaliação da qualidade dos conselhos das empresas sob a cobertura da XP, por meio de uma análise baseada em dados sobre as características dos mesmos.
  • Clique aqui para o relatório completo

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  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
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