IBOVESPA +1,30% | 179.722 Pontos
CÂMBIO -0,47% | 5,15/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,3%, aos 179.722 pontos, na décima sessão consecutiva de ganhos. O disparo do petróleo Brent, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã elevarem os riscos no Estreito de Ormuz, impulsionou as ações de petróleo e gás. No mercado local, o cenário político e o PIB mais fraco do segundo trimestre também repercutiram nas ações brasileiras.
Na ponta positiva, ações ligadas ao petróleo lideraram o movimento, acompanhando a alta do Brent: Brava Energia (BRAV3, +5,1%), Petrobras (PETR3, +4,1% e PETR4, +4,1%) e PetroReconcavo (RECV3, +4,0%) avançaram.
Já a Magazine Luiza (MGLU3, -4,0%) recuou, em movimento de realização após a forte alta do pregão anterior.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam com direções mistas ontem. Nos EUA, as Treasuries avançaram diante da escalada das tensões no Oriente Médio, da alta do petróleo para acima dos US$ 94 e de declarações mais duras de dirigentes do Fed, com a T-note de 2 anos a 4,40% (+6 bps), a T-note de 10 anos a 4,79% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,27% (+3 bps).
No Brasil, apesar do ambiente externo mais adverso, a curva doméstica apresentou fechamento relevante, com o DI jan/27 a 13,59% (-3 bps), o DI jan/29 a 14,11% (-7 bps) e o DI jan/31 a 14,39% (-9 bps), refletindo ruídos eleitorais e a avaliação de que o crescimento do PIB foi concentrado em setores menos ligados à demanda doméstica, sustentando a expectativa de novos cortes da taxa básica de juros. A NTN-B apresentou abertura no longo prazo, com a B29 a 7,95% (estável), a B35 a 7,95% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,55% (vs. 7,49%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,6%), marcando mais um pregão consecutivo de queda em Wall Street, com a nova escalada dos ataques americanos contra o Irã sustentando o petróleo e os juros longos em níveis elevados. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,4%, pressionado principalmente pelos setores de mídia e automóveis, enquanto as ações de energia acompanham a valorização do óleo. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em forte queda: o Kospi (Coreia) recuou 4,0% e o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,6%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,4% e o Hang Seng cedeu 0,1%.
O mercado acompanha a nova alta do petróleo, depois que o Comando Central americano confirmou mais uma rodada de ataques ao Irã, em resposta a tentativas da Guarda Revolucionária contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Brent avança 0,3%, para cerca de US$ 95/barril. A energia mais cara realimenta o temor inflacionário e pressiona os juros: o rendimento do Treasury de dez anos subiu para 4,81%, reforçando a aversão ao risco. Os investidores também direcionam o foco para os balanços de Broadcom, após o fechamento, além do payroll de sexta-feira, que o consenso espera criação de 58 mil vagas.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,56%, aos 3.741 pontos.
O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. As lajes corporativas registraram a maior queda do dia (-1,18%), seguidas pelos fundos híbridos (-1,16%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,55%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,59%). Já os fundos de tijolo recuaram 0,36%, pressionados principalmente pelos ativos logísticos (-0,38%), embora os fundos de shoppings tenham avançado 0,46%, limitando parte das perdas do segmento.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram GZIT11 (+4,4%), BRCR11 (+2,0%) e XPSF11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-5,4%), CACR11 (-5,2%) e PVBI11 (-3,9%).
Economia
A escalada entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar fortemente o mercado de energia. Na Rússia, Putin sinalizou alguma abertura a negociações sobre a guerra na Ucrânia, embora sem qualquer indicação concreta de cessar-fogo.
No Brasil, o PIB cresceu 0,5% t/t no 2T26 e 2,0% a/a, ligeiramente acima das expectativas, mas com composição fraca: consumo das famílias recuou, absorção doméstica ficou estagnada e o crescimento foi puxado principalmente por agropecuária e indústria extrativa. O BNDES ampliou o Brasil Soberano 3 para R$ 22,6 bilhões, enquanto o TRF restabeleceu a cobrança do imposto de 12% sobre exportações de petróleo e a produção doméstica da commodity atingiu novo recorde.
Na agenda, destaque para as divulgações do relatório ADP de emprego, dos estoques de petróleo da EIA e do Livro Bege do Fed (banco central) nos Estados Unidos. No Canadá, o banco central irá anunciar sua decisão de política monetária pela manhã. No Brasil, será divulgada a Produção Industrial (PIM) pelo IBGE, para a qual esperamos alta de 0,2% m/m e queda de 0,6% a/a.
Veja todos os detalhes
Economia
PIB surpreende positivamente, mas composição reforça desaceleração da atividade
- A escalada entre Estados Unidos e Irã voltou ao centro do noticiário global. O Comando Central americano iniciou uma nova rodada de ataques contra alvos iranianos, enquanto Donald Trump afirmou que a ofensiva poderá ser intensificada caso Teerã volte a retaliar. Paralelamente, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, sinalizou que os EUA devem anunciar novas sanções contra bancos iranianos e outras entidades ligadas à Guarda Revolucionária, inclusive com possibilidade de exclusão do sistema financeiro em dólar. O movimento elevou fortemente o prêmio de risco no mercado de energia: o Brent avançou 4,6%, para 94,65 dólares por barril, enquanto o WTI subiu 5,2%, para 90,22 dólares por barril. A pressão também vem do lado dos derivados, em meio a ataques contra refinarias russas e restrições adicionais à oferta;
- Na Rússia, Vladimir Putin afirmou estar aberto a negociações concretas para encerrar a guerra na Ucrânia, desde que haja um novo impulso diplomático capaz de avançar as tratativas. A sinalização, contudo, veio acompanhada de retórica dura, com Putin reiterando confiança na vitória militar russa e prometendo resposta a eventuais ações ucranianas contra o espaço aéreo do país. Assim, a abertura diplomática reduz marginalmente os riscos de escalada, mas ainda não representa avanço concreto em direção a um cessar-fogo;
- No Brasil, o PIB cresceu 0,5% t/t no 2T26 e 2,0% a/a, ligeiramente acima das expectativas de 0,4% e 1,9%. Apesar da surpresa positiva no número cheio, a composição foi fraca e reforçou uma leitura mais dovish para a política monetária. A agropecuária avançou 2,8% e a indústria extrativa 3,4%, enquanto serviços cresceram apenas 0,2% e a indústria total 0,1%. A principal surpresa negativa veio da demanda: a absorção doméstica ficou estagnada, frente à nossa expectativa de alta de 0,6%, e o consumo das famílias recuou 0,4%, apesar da renda real crescente e das medidas de estímulo. A variação de estoques adicionou 0,9 p.p. ao crescimento trimestral, enquanto o setor externo contribuiu negativamente. Nosso tracking para o 3T26 está próximo de zero e atribuímos viés de baixa às projeções de 2,0% para o PIB de 2026 e 1,0% para 2027. Para detalhes, acesse PIB do 2º trimestre mostra queda do consumo e reforça cenário de ressaca na atividade;
- O BNDES ampliou de R$ 5,0 bilhões para R$ 9,1 bilhões sua participação com recursos próprios no Brasil Soberano 3, elevando o orçamento total do programa para R$ 22,6 bilhões. Do total, R$ 8,8 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos, R$ 6,8 bilhões a empresas expostas aos países do Golfo Pérsico e R$ 7,0 bilhões a setores estratégicos, incluindo fertilizantes e minerais críticos. As linhas contemplam capital de giro, exportações, bens de capital, expansão produtiva, inovação e adaptação de processos, reforçando o uso de crédito direcionado para mitigar os efeitos dos choques externos;
- O TRF da 1ª Região derrubou a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo, após recurso apresentado pelo governo. A decisão restabelece a cobrança do tributo, cuja manutenção é defendida pela equipe econômica em meio à volatilidade internacional da commodity. No mesmo contexto, a produção brasileira de petróleo atingiu novo recorde de 4,5 milhões de barris por dia em julho, alta de 13,6% a/a e 0,5% m/m, reforçando o peso crescente do setor tanto para as exportações quanto para as receitas públicas;
- Na agenda internacional, o foco estará no relatório ADP de emprego dos Estados Unidos, importante para acompanhar a evolução do mercado de trabalho privado, e nos estoques semanais de petróleo divulgados pela EIA, especialmente relevantes diante da forte volatilidade recente da commodity. Será conhecido também o Livro Bege, que trará a mais recente avaliação do Fed (banco central) sobre a atividade econômica, os preços e as contratações em seus 12 distritos. O Banco do Canadá irá anunciar sua decisão sobre a taxa de juros, com o mercado amplamente esperando a manutenção da taxa básica inalterada em 2,25% ao ano. No Brasil, será divulgada a Produção Industrial (PIM) pelo IBGE, para a qual esperamos alta de 0,2% m/m e retração de 0,6% a/a, trazendo uma nova leitura sobre o ritmo da indústria no início do terceiro trimestre.
Empresas
Mineração e Siderurgia: uma semana negativa para o ouro e os preços do aço no Brasil
- Foi uma semana negativa para o ouro e os preços do aço no Brasil;
- O ouro esteve sob pressão recentemente, com os preços mais altos do Brent (+11% S/S) adicionando preocupações inflacionárias aos bancos centrais e resultando em yields mais altos (naturalmente negativos para o ouro);
- Além disso, um ambiente siderúrgico doméstico persistentemente fraco resultou em preços mais baixos, com HRC/CRC recuando -1,8%/-2,0% S/S, produtos galvanizados -0,5% e vergalhão -0,7%;
- No âmbito da indústria, apesar do cenário doméstico mais fraco para o aço, a ArcelorMittal anunciou um investimento de R$4-5 bilhões em Tubarão, que deve adicionar ~560ktpa de capacidade de bobinas laminadas a frio e aço revestido, ao mesmo tempo em que adiciona preocupações estruturais de oferta à indústria siderúrgica brasileira (particularmente para a Usiminas e, em menor grau, para a CSN, dada a sobreposição de produtos das companhias);
- Também observamos que os preços do minério de ferro subiram +2% S/S, com a paridade de importação do aço plano em +16% (-6p.p. S/S) e a paridade do aço longo em -8% (-3p.p. S/S), enquanto as importações de aço do Egito (isentas de tarifas) sugerem uma paridade de +3%;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Banco do Brasil (BBAS3): uma tese de recuperação ainda sob pressão
- Estamos atualizando nossas estimativas após os resultados trimestrais recentes e os novos dados macro, incorporando nosso preço-alvo para o final de 2027 de R$21 por ação.
- Nossa tese se baseia em:
- (i) uma perspectiva gradualmente mais favorável para o segmento agro, sustentada pela MP 1.376 e por um ambiente mais construtivo para os produtores, o que deve impulsionar a melhora da qualidade dos ativos e a redução do custo de risco nos próximos trimestres;
- (ii) uma deterioração relevante da carteira de pessoa física, especialmente em cartões de crédito e produtos consignados, que deve compensar parcialmente a recuperação do agro e resultar em uma normalização mais gradual dos lucros;
- (iii) espaço limitado para aumento do payout, uma vez que os índices de capital ainda apertados e o menor patrimônio tangível devem manter a administração focada em preservar flexibilidade de capital; e
- (iv) uma tese de valuation menos atrativa, com a ação negociando acima de seu múltiplo histórico de P/L (cerca de 5x para 2027), mesmo sob um cenário estressado.
- Nesse contexto, permanecemos cautelosos diante do ambiente macroeconômico desafiador, dos riscos de execução relacionados à MP 1.376, da qualidade dos ativos ainda pressionada e da limitada flexibilidade de capital.
- Com o valuation oferecendo pouco espaço para uma reprecificação positiva no curto prazo, mantemos nossa recomendação Neutra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Magalu faz parceria com o Mercado Livre para vender seus produtos (Brazil Journal);
- STJ discutirá foro para recuperação da Ambipar (Valor Econômico);
- Mercado vê El Niño como risco e sobe preço da energia (Valor Econômico);
- Ratings da Brava Energia elevados para ‘brAA’ por menor alavancagem; perspectiva alterada para positiva (S&P National).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Carteiras XP: Top Ações, Dividendos e Small Caps – Setembro 2026
- Na carteira Top Ações XP, adicionamos novas posições nos setores de Construção Civil e Elétrico, além de ampliarmos a exposição ao setor de Saúde. Por outro lado, retiramos posições nos setores de Varejo e Saneamento, e reduzimos a exposição ao setor Financeiro (clique aqui para conferir);
- Na carteira Top Dividendos XP, ampliamos a exposição aos setores de Óleo & Gás e Propriedades Comerciais. Por outro lado, reduzimos a exposição ao setor Financeiro (clique aqui para conferir);
- Na Carteira Top Small Caps XP, adicionamos um papel de Construção Civil, reduzindo outro do mesmo setor para abrir espaço, e aumentamos o peso de um papel de Agro. Por outro lado, reduzimos a exposição a um papel de Varejo (clique aqui para conferir).
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Por que as lajes corporativas perderam espaço no IFIX? (B³ Bora Investir);
- Carteira de FIIs da XP reforça XPLG11 e HGBS11 em setembro (EuQueroInvestir);
- IFIX cai 0,56% e fecha aos 3.741 pontos; ARRI11 desaba 9,45% (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Carteira Recomendada XP FIIs – Fundamentalista – Setembro/26
- Atualizamos a carteira Fundamentalista para o mês de setembro de 2026;
- Em agosto, a carteira registrou queda de 0,79%, enquanto o IFIX apresentou desempenho de -1,46% no período. Além disso, entregou um dividend yield mensal de 1,03%, equivalente a 12,4% em termos anualizados;
- Com isso, a carteira acumula valorização de 9,3% nos últimos 12 meses, o que corresponde a 112% do desempenho do IFIX e 65% do CDI no período;
- Clique aqui para mais informações.
ESG
Redata é aprovado no Senado e segue para sanção presidencial | Café com ESG, 02/09
- O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,3% e 0,88%, respectivamente;
- Do lado das empresas, (i) a Vivo anunciou nesta terça-feira uma revisão em sua estratégia climática, elevando suas metas de redução de emissões e detalhando um projeto inédito: utilizar os créditos de carbono gerados por uma nova floresta na Amazônia não para abater a própria pegada, mas para compensar as emissões de seus clientes – no âmbito das metas climáticas, a companhia aumentou seu compromisso de redução das emissões dos Escopos 1 e 2 para 95% (ante 90% anteriormente), enquanto manteve a meta de reduzir em 90% as emissões do Escopo 3 até 2035; e (ii) o Grupo Moura se aliou à chinesa CATL para produzir sistemas de armazenamento de energia em seu complexo fabril de Belo Jardim, Pernambuco, onde a empresa hoje fabrica baterias para veículos – a parceria entre a líder em baterias automotivas da América do Sul com a maior do mundo em sistemas de armazenamento acontece para atender a demanda que será gerada pelo inédito leilão para projetos de baterias elétricas agendado pelo Governo para dezembro;
- Na política, o Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) – segundo o senador Cid Gomes (PSB-CE), relator da proposta, o Redata visa, desonerar a infraestrutura física necessária para o processamento de dados, armazenamento em nuvem e o treinamento de modelos de inteligência artificial, por meio da suspensão de tributos federais incidentes sobre a aquisição de componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologia da informação e comunicação (TIC) destinados ao ativo imobilizado;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Carteira ESG XP: Uma alteração no nosso portfólio para setembro de 2026
- Com o objetivo de ajudar os investidores no processo de alocação de recursos, lançamos em set/21 nossa carteira ESG, combinando 10 nomes que gostamos sob uma perspectiva fundamentalista e que possuem altos padrões ESG;
- Para setembro, estamos fazendo uma alteração: removendo um nome mais exposto ao ambiente macro desafiador e à maior concorrência pressionando o segmento de atuação da companhia; e adicionando uma empresa de alta qualidade e perfil mais defensivo que combina resiliência da demanda e está bem posicionada na agenda ESG;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!