IBOVESPA -0,09% | 166.784 Pontos
CÂMBIO -0,36% | 5,20/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (17) em leve queda de 0,09%, aos 166.784 pontos, no décimo pregão consecutivo de perdas, marcando a sequência negativa mais longa desde agosto de 2023 para o índice.
Na ponta positiva, PRIO (PRIO3, +5,03%) e Ultrapar (UGPA3, +4,80%) acompanharam a valorização do petróleo do tipo Brent, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Magazine Luiza (MGLU3, +8,2%) liderou os ganhos do índice, beneficiada pelo pedido de recuperação judicial do concorrente Grupo Casas Bahia (BHIA3).
Na ponta negativa, o setor bancário liderou as perdas, com Itaú Unibanco (ITUB4, -1,6%), Banco do Brasil (BBAS3, -2,3%) e Bradesco (BBDC4, -1,9%) entre os papéis que mais pesaram no índice.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam com direções mistas. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries avançaram acompanhando a escalada do Brent acima de US$ 90 por barril e as preocupações com potenciais pressões inflacionárias, com a T-note de 2 anos a 4,18% (+1 bp), a T-note de 10 anos a 4,72% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,31% (+5 bps), renovando a máxima desde 2007. No Brasil, a divulgação de um IBC-Br de junho mais fraco que o esperado reforçou a percepção de desaceleração da atividade e favoreceu o fechamento da curva, ainda que o avanço do petróleo tenha limitado um movimento mais intenso de queda das taxas. Assim, o DI jan/27 encerrou a 13,76% (-1 bp), o DI jan/29 a 14,31% (-2 bps) e o DI jan/31 a 14,57% (-2 bps). A curva NTN-B também recuou com a B29 a 8,11% (vs. 8,17%), a B35 a 8,06% (vs. 8,10%) e a B50 a 7,62% (vs. 7,66%).
Mercados globais
Nesta terça-feira (18), os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -1,3%), pressionados pela disparada dos juros longos globais e por uma nova alta do petróleo, combinação que reacende preocupações inflacionárias e atinge com mais força as ações de tecnologia. Na Europa, o Stoxx 600 recua 0,6%, com o setor de energia na contramão, em alta acompanhando o Brent. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Nikkei 225 (Japão) recuou 2,8%, liderando as perdas regionais com os papéis de tecnologia, e o Kospi (Coreia) caiu 1,6%, enquanto na China o CSI 300 cedeu 0,3% e o Hang Seng ficou praticamente estável.
O mercado acompanha a venda generalizada nos mercados de dívida soberana, com os custos de captação de longo prazo de Estados Unidos, Japão e Alemanha nas máximas de vários anos. O rendimento do Treasury de 30 anos atingiu o maior nível desde 2007 e o juro do título japonês de 10 anos subiu para cerca de 2,94%, máxima em três décadas, sustentado por apostas de alta de juros pelo Banco do Japão em setembro e por preocupações fiscais. No petróleo, o Brent avança para próximo de US$ 91/barril depois que um alto funcionário iraniano afirmou que Teerã adotará uma postura plenamente ofensiva, já que as negociações para encerrar em definitivo a guerra com os Estados Unidos travaram e Washington descartou prorrogar o cessar-fogo temporário. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com Home Depot e Baidu antes da abertura hoje, Target e Lowe’s na quarta-feira e Walmart na quinta-feira, além da ata do Federal Reserve.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,86%, aos 3.654,70 pontos.
A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de tijolo recuaram 0,90%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-1,11%), lajes corporativas (-0,83%) e shoppings (-0,73%). Os fundos de recebíveis também registraram desempenho negativo (-0,83%), enquanto os fundos híbridos caíram 0,84%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs encerrou a sessão em baixa de 0,64%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KIVO11 (+2,0%), ICRI11 (+1,8%) e WHGR11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BBIG11 (-4,7%), HSLG11 (-4,4%) e HSAF11 (-3,6%).
Economia
No exterior, o acordo temporário entre Estados Unidos e Irã venceu ontem, e Trump afirmou que não pretende estendê-lo, alegando que Teerã ainda não aceitou os termos de Washington. Fighting também voltou a ocorrer no Líbano, evidenciando a fragilidade da trégua.
No Brasil, o Boletim Focus manteve a projeção do IPCA de 2026 em 5,02%, a Selic em 13,75% e o PIB em 1,98%, mas elevou a inflação de 2027 e reduziu o crescimento esperado para o próximo ano. O IBC-Br de junho recuou 0,6% m/m, confirmando forte desaceleração da atividade no 2º trimestre (0,2% t/t, ante 1,3% t/t no 1T26), com perda de dinamismo disseminada entre os setores.
Na agenda de hoje, destaque para produção industrial, utilização da capacidade e dados de construção de julho nos Estados Unidos, além da taxa de desemprego de julho no Reino Unido.
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Economia
Vencimento do acordo entre EUA e Irã reacende tensões no Oriente Médio
- No cenário internacional, o acordo temporário entre Estados Unidos e Irã venceu ontem, e o presidente Donald Trump afirmou que não pretende estendê-lo, alegando que Teerã segue sem aceitar os termos considerados necessários por Washington para encerrar o conflito. O memorando, assinado em junho em Versalhes, previa uma janela de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano, sanções e a reabertura do Estreito de Ormuz. Paralelamente, houve reação de combates no Líbano, evidenciando a fragilidade da trégua. Diante do impasse, o petróleo (Brent) fechou a sessão acima de US$ 90 por barril, e os títulos do Tesouro americano também recuaram, com a taxa de 30 anos atingindo o maior patamar desde 2007, refletindo temores de pressão inflacionária adicional. As bolsas americanas fecharam em queda;
- No Brasil, o Boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central manteve a projeção para o IPCA de 2026 em 5,02%, 0,52 p.p. acima do teto da meta, interrompendo uma sequência de seis semanas de queda. A projeção para a Selic no fim de 2026 também ficou estável, em 13,75%, assim como a estimativa de crescimento do PIB, em 1,98%. Para 2027, a mediana do IPCA subiu de 4,22% para 4,24%, enquanto a expectativa de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%, quarta queda semanal consecutiva;
- O IGP-10 caiu 0,51% em agosto, após recuo de 1,13% em julho, contrariando a expectativa de alta de 0,09%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 2,00%. A principal contribuição veio do IPA-10, que recuou 0,69%, com forte queda em derivados de petróleo e biocombustíveis, enquanto o IPC-10 caiu 0,47%, beneficiado pela redução de 8% na energia elétrica residencial após a aplicação do Bônus de Itaipu. Já o INCC-10 avançou 0,65%. A leitura reforça a desaceleração recente dos índices gerais de preços, embora parte relevante do movimento decorra de choques específicos de energia;
- Ainda no Brasil, o IBC-Br (proxy mensal do PIB) recuou 0,6% em junho na comparação com maio, aproximadamente em linha com as expectativas. No trimestre, o indicador avançou apenas 0,2% t/t no 2T26, forte desaceleração ante a alta de 1,3% t/t no 1T26. A abertura setorial mostrou perda de dinamismo disseminada: Serviços recuaram 0,5% na margem (-0,1% t/t no trimestre), um ponto de inflexão relevante para o setor que responde pela maior parte do índice; a Indústria avançou pelo segundo trimestre consecutivo (0,5% t/t), mas o ganho ficou concentrado na produção extrativa, com perda de força na transformação; Impostos perderam ímpeto (0,1% t/t); e a Agropecuária foi o único componente a subir no mês, estendendo sua sequência de ganhos trimestrais (0,3% t/t). Projetamos crescimento do PIB em 2,0% para 2026 e 1,0% para 2027;
- Na agenda internacional de hoje, destaque para a divulgação nos Estados Unidos da produção industrial e da utilização da capacidade instalada de julho, dos números de construção (housing starts e building permits) também de julho, e dos índices de preços de importação e exportação do mesmo mês. No Reino Unido, será divulgada a taxa de desemprego de julho.
Commodities
Papel e celulose: Klabin vê estabilização dos preços de fibra curta após a recente queda – Feedback do executivo de Celulose da Klabin
- Na semana passada, realizamos um evento com Alexandre Nicolini, executivo global de celulose da Klabin, que destacou sinais de que os preços da celulose de fibra curta estão se aproximando de um piso (visão compartilhada pela Hawkins Wright durante nossa recente reunião);
- Sustentados pela melhora das carteiras de pedidos na Europa e na China, estoques equilibrados de celulose e baixos estoques dos consumidores finais chineses, enquanto os fundamentos de fluff permanecem construtivos;
- Em outra frente, os recentes anúncios de aumentos de preços de papelão ondulado nos EUA estão enfrentando resistência crescente;
- Com a AICC se opondo aos últimos aumentos diante da fraca demanda por caixas de papelão ondulado, enquanto os aumentos anteriores ainda não foram integralmente absorvidos pelo mercado;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os envios brasileiros de caixas de papelão ondulado totalizaram ~380kt em Jul’26 (alta de +7% M/M e estáveis A/A), segundo a Empapel;
- E (ii) os preços líquidos de BHKP e NBSK na China estão atualmente em US$563/t e US$613/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$568/t para Set’26 (estáveis S/S);
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Braskem Idesa entra com pedido de Chapter 11 nos EUA para reestruturar dívida (Bloomberg Línea);
- Casas Bahia contrata ex-Jive Mauá para comandar nova reestruturação (Pipeline Valor);
- Ecopetrol conclui aquisição do controle da Brava Energia e passa a deter 51% da companhia (Valor Econômico);
- Geradores questionam pontos que afetam acordo do curtailment (CanalEnergia).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Calendário de Dividendos dos Fundos Imobiliários (Research XP);
- Em julho, B3 registra 47 mil novos investidores em FIIs (ClubeFII News);
- B3 amplia mercado a termo e inclui 99 novos fundos imobiliários (Suno Notícias);
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ESG
Construção de data centers nos EUA pode emitir 101,5 milhões de toneladas de CO₂ por ano | Café com ESG, 18/08
- O pregão de segunda-feira fechou em leve queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,09% e 0,32%, respectivamente.
- No Brasil, (i) a GWM concluiu recentemente a conversão de caminhões pesados de uma empresa de mineração para rodar usando eletricidade gerada a partir do hidrogênio – segundo Davi Lopes, gerente da divisão de hidrogênio da montadora chinesa, é mais barato montar uma estrutura de abastecimento de hidrogênio e converter sua frota diesel do que comprar modelos elétricos zero-quilômetro; e (ii) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibilizou, nesta segunda-feira, as versões atualizadas da RenovaCalc, ferramenta do programa RenovaBio para cálculo da intensidade de carbono dos biocombustíveis e da documentação técnica associada – as atualizações contemplam a incorporação de novas bases de dados, a revisão de fatores de emissão de gases de efeito estufa (GEE), a atualização de parâmetros energéticos e o aperfeiçoamento de procedimentos metodológicos.
- No internacional, a onda de construção de data centers pelas gigantes de tecnologia pode criar uma nova fonte de emissões de carbono, dado que a crescente demanda por eletricidade está impulsionando a criação de usinas movidas a combustíveis fósseis – uma análise do Financial Times sobre 60 dos maiores data centers planejados ou em construção nos EUA revelou que, juntos, eles poderão gerar 101,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano quando estiverem totalmente operacionais, volume equivalente a cerca de 7% das emissões do setor elétrico americano em 2025.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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