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Redata é aprovado no Senado e segue para sanção presidencial | Café com ESG, 02/09

Redata, marco fundamental para ⁠a instalação e ampliação de data ‌centers no Brasil em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,3% e 0,88%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) a Vivo anunciou nesta terça-feira uma revisão em sua estratégia climática, elevando suas metas de redução de emissões e detalhando um projeto inédito: utilizar os créditos de carbono gerados por uma nova floresta na Amazônia não para abater a própria pegada, mas para compensar as emissões de seus clientes – no âmbito das metas climáticas, a companhia aumentou seu compromisso de redução das emissões dos Escopos 1 e 2 para 95% (ante 90% anteriormente), enquanto manteve a meta de reduzir em 90% as emissões do Escopo 3 até 2035; e (ii) o Grupo Moura se aliou à chinesa CATL para produzir sistemas de armazenamento de energia em seu complexo fabril de Belo Jardim, Pernambuco, onde a empresa hoje fabrica baterias para veículos – a parceria entre a líder em baterias automotivas da América do Sul com a maior do mundo em sistemas de armazenamento acontece para atender a demanda que será gerada pelo inédito leilão para projetos de baterias elétricas agendado pelo Governo para dezembro.

• Na política, o Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) – segundo o senador Cid Gomes (PSB-CE), relator da proposta, o ‌Redata visa, desonerar a infraestrutura física necessária ‌para o processamento de dados, armazenamento em nuvem e o treinamento de modelos de inteligência artificial, por meio da ‌suspensão de tributos federais incidentes sobre a aquisição de ‌componentes eletrônicos e ‌outros produtos de tecnologia da informação e comunicação (TIC) destinados ao ativo imobilizado.

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Brasil

Mercado vê El Niño como risco e sobe preço da energia

“A iminência de ocorrência do El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas da superfície do Oceano Pacífico, já entrou na conta do mercado de energia elétrica brasileiro e, junto a outros componentes, têm alterado a dinâmica de preços, especialmente nos contratos futuros. A leitura da maior parte dos agentes do setor é que, embora as condições de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas estejam favoráveis justamente no período seco, a expectativa para o fenômeno, que normalmente afeta as chuvas na porção central do país, área que concentra reservatórios, unida a questões setoriais, tem modificado as curvas de preços usadas principalmente no ambiente livre de comercialização. O gerente da área de clientes da plataforma de negociação de energia N5X, Leandro Stamato, aponta que os ajustes nos preços são observados a partir de novembro deste ano. “Como estamos numa situação hidrológica boa e choveu muito no Sul, os preços na curva de curto prazo cederam, mas, sob o efeito do El Niño, a curva do preço no longo prazo subiu. Não é um comportamento comum”, afirmou.”

Fonte: Valor Econômico; 02/09/2026

Evento climático já impacta preços da energia

“A iminência de um El Niño de forte intensidade entrou nas contas do mercado de energia elétrica e tem colaborado para mudar a dinâmica de preços, especialmente para o fim deste ano e início de 2027. A leitura da maior parte do setor é que, embora o nível dos reservatórios das hidrelétricas esteja favorável, justamente durante o período seco, a expectativa é que o El Niño afete as chuvas no centro do país, que concentra reservatórios. “Como estamos numa situação hidrológica boa e choveu muito no Sul, os preços na curva do curto prazo cederam, mas sob o efeito do El Niño, a curva do preço no longo prazo subiu”, diz Leandro Stamato, gerente da plataforma de negociação de energia N5X. O movimento também é observado no Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia. A presidente da instituição, Camila Batich, pondera, porém, que é difícil separar o quanto do preço está atrelado ao risco climático e quanto vem de outras questões do setor, como a crise de confiança na área de comercialização.”

Fonte: Valor Econômico; 02/09/2026

Vivo eleva metas de descarbonização e planeja utilizar créditos de carbono de nova floresta para compensar emissões de clientes

“A Vivo anunciou nesta terça-feira (1/09) uma revisão em sua estratégia climática, elevando suas metas de redução de emissões e detalhando um projeto inédito: utilizar os créditos de carbono gerados por uma nova floresta na Amazônia não para abater a própria pegada, mas para compensar as emissões de seus clientes. Os anúncios foram feitos durante o Encontro Futuro Vivo, evento que tinha como objetivo debater caminhos para o desenvolvimento sustentável. As metas climáticas da operadora vêm ganhando força nos últimos anos. Em 2024, a empresa havia anunciado a antecipação de sua meta net zero de 2040 para 2035. O motivo? No ano anterior, a Vivo havia atingido com folga um objetivo originalmente previsto para 2030, reduzindo em 90% suas emissões de Escopo 1 (atividades diretas) e Escopo 2 (uso de energia) em relação a 2015. Agora, em 2026, a companhia eleva essa ambição, passando a meta de redução dos Escopos 1 e 2 para 95%. O percentual residual que não puder ser evitado continuará sendo neutralizado com investimentos em créditos de carbono de projetos de restauração florestal em diferentes biomas brasileiros. Para o Escopo 3 (cadeia de fornecedores e clientes), o objetivo segue sendo a redução de 90% até 2035. “Muitas empresas no mundo estão projetando (a redução) para 2040 ou 2050. Nós trouxemos a nossa para 2035″, afirma o CEO da Vivo, Christian Gebara.”

Fonte: Um Só Planeta; 01/09/2026

Moura se alia à China para o leilão de baterias – que pode ser maior do se pensa

“O Grupo Moura se aliou à chinesa CATL para produzir sistemas de armazenamento de energia em seu complexo fabril de Belo Jardim, Pernambuco, onde a empresa hoje fabrica baterias para veículos. A parceria entre a líder em baterias automotivas da América do Sul com a maior do mundo em sistemas de armazenamento acontece para atender a demanda que será gerada pelo inédito leilão para projetos de baterias elétricas agendado pelo Governo para dezembro. A licitação será realizada em duas etapas, com a primeira, em 2 de dezembro, voltada apenas para projetos com conteúdo local, e uma segunda em 4 de dezembro aberta a fornecedores internacionais. O número de cadastrados à disputa marcou um recorde absoluto no setor elétrico – são mais de 6 mil projetos totalizando 296 gigawatts em capacidade, o suficiente para armazenar por algumas horas toda a geração de energia do País, cuja matriz elétrica soma 220 GW em potência instalada. O Ministério de Minas e Energia sinalizou em ocasiões anteriores que pretende contratar cerca de 2 GW nesse primeiro certame, mas o mercado passou a especular volumes bem maiores nas últimas semanas. “À medida que se aproxima o leilão esse número tem subido,” Spartacus Pedrosa, o diretor de operações de lítio do Grupo Moura, disse ao Brazil Journal. “Estávamos ouvindo muito 2 GW como sendo um patamar conservador para a contratação, e agora já escutamos que 4 GW seria o mais conservador.” A Moura e a CATL vão usar capacidade ociosa da planta de Belo Jardim e estão discutindo o capex que será necessário para atender os vencedores no leilão.”

Fonte: Brazil Journal; 01/09/2026

Boa governança corporativa também depende de decisões de Estado

“O conselho de administração e a diretoria mais transparentes e diligentes do mundo não existem no vácuo. Toda empresa está inserida dentro de um — ou vários — ambientes institucionais. Clareza no modo de agir e segurança de que as regras existem e vão ser aplicadas são coisas que não dependem só da companhia. O Estado, com seu poder de legislar, decretar, julgar, executar é um dos protagonistas da governança corporativa, o tipo de ator que prejudica a peça inteira quando atua mal. Tendo isso em vista, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) lançou uma agenda de políticas públicas para o período do novo mandato da Presidência da República. O documento reúne sugestões para os candidatos em cinco eixos. O primeiro deles é fortalecer a integridade no setor privado e a efetividade das políticas de combate à corrupção e às fraudes financeiras. A agenda chama atenção para a infiltração do crime organizado em atividades econômicas formais, o que amplia os riscos para empresas de diferentes setores. O enfrentamento do problema exige tanto uma atuação coordenada dos órgãos públicos quanto o aprimoramento dos mecanismos internos de prevenção, detecção e resposta das companhias. Para os conselhos de administração, isso significa supervisionar de forma efetiva os programas de integridade e assegurar autonomia às áreas de “compliance” e auditoria. Os conselheiros devem conhecer fornecedores, clientes e parceiros da companhia. É preciso acabar com a ideia de controles que servem apenas para cumprir exigências formais: pilhas de documentos não dão conta sozinhas de identificar irregularidades incorporadas às relações comerciais.”

Fonte: Valor Econômico; 01/09/2026

Petrobras anuncia reajuste de 13,9% para o preço do querosene de aviação

“A Petrobras informou que subiu o preço médio de venda de querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras em 13,9% a partir desta terça-feira (1º/9), equivalente a um acréscimo de R$ 0,68 por litro em relação ao preço do mês anterior. No acumulado de 2026, o aumento é de 53,3%, correspondente a R$ 1,94 por litro em comparação ao preço vigente em dezembro de 2025. “O reajuste reflete a elevação das cotações internacionais do querosene de aviação, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A precificação do QAV no Brasil segue fórmula paramétrica contratual que atua como amortecedor de curto prazo, resultando em ajustes mais moderados do que os observados nos mercados internacionais”, explicou a estatal em nota, informando que retomará em setembro o programa de parcelamento dos reajustes de preço do QAV. A iniciativa permitirá que as distribuidoras parcelem o aumento em três vezes mensais, reduzindo o impacto financeiro decorrente da volatilidade do mercado internacional. Para aderir ao programa, as distribuidoras devem assinar um termo específico, sem necessidade de garantias adicionais. A Petrobras também informou que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para o mês de setembro estão confirmados, garantindo o abastecimento nos polos de atendimento.”

Fonte: Eixos; 01/09/2026

Alagoas será laboratório para nova agenda de energia limpa na indústria

“Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Senai Alagoas e WRI Brasil assinaram nesta terça (1º/9) um Protocolo de Intenções com a Coalizão de Energia Limpa da América Latina (LACEC) de olho no desenvolvimento de soluções de mercado para a descarbonização industrial. O protocolo marca o início da atuação da LACEC no Brasil e prevê, entre as ações, estudos, mobilização de parceiros e diálogo público-privado para impulsionar o aproveitamento do potencial renovável pela indústria. A cooperação abrange fontes como energia renovável, bioenergia, biometano, biocombustíveis avançados e hidrogênio de baixo carbono. A assinatura ocorreu durante o evento “Diálogo sobre o futuro da energia limpa para a indústria do Brasil”, em Maceió (AL). A LACEC já iniciou movimentos semelhantes no México e na Colômbia. A escolha de Alagoas para a construção de uma agenda brasileira pela transição energética parte do diagnóstico de que o Nordeste concentra o maior potencial eólico e solar do país e um parque sucroenergético consolidado, com capacidade de escalar a bioenergia. Um estudo encomendado pelo Fórum Powershoring aponta que o Nordeste pode atrair cerca de US$ 60 bilhões em investimentos até 2035, incrementando o PIB em 3,6%, com US$ 10,5 bilhões, com cadeias produtivas energointensivas. “Alagoas é o ponto de partida, o Nordeste é a escala natural desse trabalho e a ambição é nacional. A LACEC chega ao Brasil para aproximar esses atores e enfrentar, de forma prática, as barreiras que ainda limitam o acesso da indústria a energia limpa e competitiva”, conta Mirela Sandrini, diretora executiva do WRI Brasil.”

Fonte: Eixos; 01/09/2026

Senado aprova projeto do Redata, com incentivos para datacenters no Brasil

“O Senado aprovou nesta ​terça-feira, em votação ​simbólica, um projeto de lei que institui o Regime Especial ​de ⁠Tributação ​para Serviços de Datacenter (Redata), ⁠na intenção ​de incentivar a instalação e ampliação de data ‌centers no Brasil. “O ‌Redata ​visa, fundamentalmente, desonerar a infraestrutura física necessária ‌para o processamento de dados, armazenamento em nuvem e o treinamento e a inferência de modelos de inteligência artificial”, diz o ‌senador Cid Gomes (PSB-CE), relator da proposta, em seu parecer ​aprovado nesta terça-feira. “Por meio da ‌suspensão de tributos federais incidentes sobre a aquisição de ‌componentes eletrônicos e ‌outros produtos de tecnologia ⁠da informação e comunicação (TIC) destinados ao ativo imobilizado, o projeto busca reduzir o ​chamado ‘Custo Brasil’ ​para a instalação de data centers de escala industrial, consolidando o País como um hub tecnológico regional”, acrescenta o ⁠relator.”

Fonte: UOL; 01/09/2026

Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa por comissão do Senado

“Navios-tanque e embarcações de apoio marítimo projetados ou adaptados para usar biodiesel, etanol ou misturas desses combustíveis poderão contar com incentivo fiscal para estimular a renovação da frota. Um projeto nesse sentido foi aprovado nesta terça-feira, 1º, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal e poderá alcançar embarcações novas e aquelas que passem por adaptações. O benefício está previsto no Projeto de Lei (PL) 1.402/2026, do ex-senador Fernando Farias (MDB-AL), que recebeu relatório favorável do senador Fernando Dueire (PSD-PE). O texto altera a Lei 14.871, de 2024 para conceder a condição de “depreciação acelerada” a essas embarcações. A matéria agora segue para decisão terminativa na Comissão de Infraestrutura (CI). A condição de “depreciação acelerada” permite antecipar a contabilização da perda de valor de um bem e, com isso, reduzir a base de cálculo de tributos. Pela emenda apresentada pelo relator, no caso de embarcações novas, o benefício será calculado sobre o valor de aquisição. Para aquelas posteriormente adaptadas, será considerado o custo da adaptação, que deverá ser comprovado conforme regulamentação.”

Fonte: NovaCana; 01/09/2026

ANP abre caminho para primeiros Certificados de Garantia de Origem de Biometano

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu o caminho para que ocorram as primeiras emissões de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs). A agência publicou nesta terça-feira, 1º, duas resoluções, aprovadas na segunda-feira, 31, por sua diretoria, que regulamentam o processo de certificação, monitoramento e renovação do processo. Os CGOBs serão emitidos e vendidos por produtores de biometano e terão que ser comprados por produtores e importadores de gás natural para que comprovem o atendimento às suas metas anuais de redução de emissões de gases de efeito estufa via uso de biometano. Cada CGOB equivale a 100 metros cúbicos de biometano. A nota de eficiência padrão para o biometano corresponde a 1 tonelada de gás carbônico equivalente para cada 100 metros cúbicos de biometano. A emissão dos CGOBs serão feitos pelos Agentes Certificadores de Origem (ACOs). Até o momento, existem sete ACOs credenciados junto à ANP para realizar esse trabalho. Ainda segundo a agência, existem credenciados três escrituradores de CGOBs e duas entidades registradoras, e uma terceira em avaliação.”

Fonte: NovaCana; 01/09/2026

Com R$ 20 bi em jogo, Aneel começa a discutir regras para leilão de baterias

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza nesta terça-feira, 1º de setembro, uma audiência pública para discutir as regras dos primeiros leilões destinados à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias de grande porte no Brasil. A disputa está marcada para dezembro e chega à etapa regulatória com interesse recorde do mercado, mas também com indefinições sobre custos e sobre quanto dos projetos cadastrados poderá efetivamente ser absorvido pelo sistema elétrico. O cadastramento realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu 6.091 projetos, que somam 296,8 GW de potência. O volume, porém, não significa que toda essa capacidade esteja pronta para ser construída. “O apetite já apareceu”, afirma Camila Ramos, CEO da CELA (Clean Energy Latin America), companhia do setor energético, em entrevista à EXAME. Segundo ela, o cadastramento é declaratório e mede o interesse dos agentes, mas não representa um pipeline, carteira de projetos com perspectiva de execução, já consolidado. Uma das próximas etapas deve ajudar a reduzir essa distância. A Nota Técnica de Capacidade de Escoamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), prevista para 28 de setembro, deverá indicar quanto o sistema elétrico consegue efetivamente absorver. A questão ganha peso porque 71% dos projetos cadastrados estão concentrados no Nordeste, região com forte incidência de sol e vento. Depois dessa definição, a previsão é que os editais sejam publicados em 29 de outubro e que a habilitação técnica pela EPE ocorra em 17 de novembro. Os dois leilões estão programados para 2 e 4 de dezembro. A projeção apresentada pela CELA é de que os investimentos diretos em BESS, sigla em inglês para sistemas de armazenamento de energia em baterias, possam ficar entre R$ 8 bilhões e R$ 20 bilhões, considerando uma contratação entre 2 GW e 5 GW. A estimativa não inclui eventuais investimentos em fábricas.”

Fonte: Exame; 01/09/2026

Internacional

Apple inicia seu próximo ato de equilíbrio com a chegada do novo CEO

“John Ternus assumiu o cargo de CEO da Apple na terça-feira, sucedendo Tim Cook, líder da empresa nos últimos 15 anos. A transição, aguardada há muito tempo, será — segundo o próprio Cook — “perfeitamente tranquila”. No entanto, essa mudança de comando ainda pode enfrentar alguns percalços. Ternus terá de conduzir a Apple em meio a uma rotatividade incomum na liderança. Precisará conter a fuga de talentos para empresas como a OpenAI e, ao mesmo tempo, diferenciar-se de Cook, que permanecerá na Apple como presidente do conselho. Acima de tudo, Ternus terá de realizar um ato de equilíbrio: demonstrar a previsibilidade financeira e a disciplina que marcaram a era Cook, provando simultaneamente que a Apple ainda é capaz de criar novos produtos que despertem a imaginação dos consumidores. Ternus terá de fazer isso enquanto guia a Apple através do que pode ser considerado a maior transformação tecnológica de uma geração. Espera-se que, em seu evento anual de hardware neste mês, a Apple apresente um iPhone dobrável — a mudança mais significativa em 19 anos para seu produto mais importante. A empresa também está fazendo uma nova tentativa de integrar a inteligência artificial em seus produtos.”

Fonte: NY Times; 01/09/2026

Desastres custarão ao mundo US$ 450 bilhões por ano devido às mudanças climáticas e ao desenvolvimento.

“Espera-se que as catástrofes naturais custem ao mundo US$ 450 bilhões em um ano típico, segundo uma nova previsão, sendo que menos da metade dessas perdas é coberta por seguros. Até 62% das perdas globais decorrentes de desastres naturais não possuem cobertura de seguro, de acordo com uma nova pesquisa da Verisk — empresa especializada em modelagem de riscos. Isso deixa residências, empresas e governos diante de cerca de US$ 279 bilhões em prejuízos não segurados em um ano médio, valor que é muito maior nos anos de desastres mais severos. Esse custo crescente reflete o impacto cada vez maior das mudanças climáticas e da expansão urbana — que expõe mais propriedades a riscos —, bem como a alta nos custos de construção residencial, que, nos EUA, superou a inflação. O setor de seguros também enfrenta perdas crescentes relacionadas a riscos de catástrofe, embora cubra uma parcela cada vez menor do total de danos estimados. O ano passado foi o sexto consecutivo em que as perdas globais cobertas por seguros ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões. Embora nenhum furacão tenha atingido a costa dos EUA continentais, as seguradoras pagaram indenizações recordes devido a incêndios florestais na Califórnia e a tempestades severas, eventos que têm se tornado cada vez mais onerosos.”

Fonte: Financial Times; 01/09/2026

China emite diretrizes para as operações de montadoras no exterior

“Na terça-feira, reguladores chineses emitiram novas diretrizes para as operações internacionais de montadoras, exigindo que as empresas cumpram as leis que regem investimentos no exterior e atividades comerciais internacionais, ao mesmo tempo em que reforçam a conformidade com normas antitruste, anticorrupção e de responsabilidade social. As diretrizes surgem na esteira de uma rápida expansão global das montadoras chinesas — lideradas pela BYD —, uma vez que a concorrência cada vez mais acirrada no mercado interno impulsiona os fabricantes a buscar crescimento no exterior. As normas determinam que as montadoras baseiem suas políticas de preços em custos e condições de mercado, evitem utilizar preços para obter vantagens competitivas desleais e se abstenham de alterações frequentes ou drásticas de preços que possam prejudicar os consumidores ou a imagem da marca. As empresas também devem fornecer informações de marketing verídicas, evitar publicidade enganosa e proteger a reputação das marcas automotivas chinesas no exterior. Além disso, as diretrizes incentivam as empresas a reforçar a conformidade antitruste, prevenir a concorrência predatória, garantir que os produtos exportados atendam às necessidades dos mercados locais, cumprir as leis trabalhistas locais e aprimorar a gestão de riscos relacionados a condições políticas, econômicas e de segurança nos países onde operam.”

Fonte: Reuters; 01/09/2026

Geração de energia solar ultrapassa carvão em capacidade instalada na China pela 1ª vez

“Os parques solares ultrapassaram as usinas a carvão em julho, tornando-se a principal fonte da matriz da China em capacidade instalada, informou a mídia estatal nesta terça-feira (1), embora a energia solar ainda esteja bem atrás do carvão em termos de geração de energia. A China tinha 1.288 GW (gigawatts) de capacidade solar no final de julho, contra 1.285 GW de carvão, de acordo com dados da administração de energia e da mídia estatal. Mas a contribuição solar para a geração de energia é menor, já que ela não pode gerar energia quando não há sol. A energia eólica e a solar representaram 24,6% da matriz energética no primeiro semestre do ano, enquanto o carvão ficou com 49,7%, informou anteriormente a administração de energia — a primeira vez que a participação do carvão caiu abaixo de 50%. A capacidade de energia renovável já havia ultrapassado a capacidade do carvão. Em março do ano passado, a capacidade instalada de energia eólica e solar da China superou a frota de usinas a carvão pela primeira vez.”

Fonte: Folha de São Paulo; 01/09/2026

EUA devem realocar metas nos mandatos de biocombustíveis de 2026 e 2027, diz RFA

“Os produtores de biocombustíveis dos Estados Unidos esperam que a Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) realoque os volumes de mistura obrigatória de biocombustíveis que foram isentados de 2025 para os mandatos de 2026 e 2027. “Ainda que nós continuemos a acreditar que a maioria das isenções para pequenas refinarias emitidas hoje sejam completamente injustificadas, nós de alguma forma estamos animados que a EPA está tomando medidas para minimizar o dano por meio de realocação”, afirmou o presidente da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês), Geoff Cooper, em nota. “A proposta de plano apresentada hoje pela EPA cria um caminho para garantir nenhuma perda líquida na demanda por combustíveis renováveis, e é crucialmente importante que a agência se mova rapidamente para implementar fielmente essa abordagem”, afirmou. No comunicado, Cooper recordou que as refinarias estão registrando margens de lucro recorde dado o aperto de oferta de gasolina e os preços elevados nas bombas. “O governo deveria focar os esforços em aumentar – e não diminuir – a produção doméstica e o uso de biocombustíveis mais baratos, como o etanol”, disse. Segundo a RFA, o etanol é vendido hoje, já incluindo o custo com RINs, a US$ 2 o galão nos Estados Unidos, enquanto o galão da gasolina é vendido a US$ 3,08. Os postos americanos não vendem etanol de forma isolada, mas com diferentes teores de mistura à gasolina.”

Fonte: NovaCana; 01/09/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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