IBOVESPA +1,88% | 177.158 Pontos
CÂMBIO -0,93% | 5,07/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,9%, aos 177.159 pontos, acompanhando o movimento positivo das Bolsas globais e o cenário político no Brasil.
O pregão foi liderado por papéis domésticos e sensíveis a juros, como Cogna (COGN3, +5,5%) e Magazine Luiza (MGLU3, +5,5%). Na ponta negativa, Usiminas (USIM5, -9,3%) recuou, após a divulgação do balanço da companhia referente ao 2T26.
Para o pregão de sexta-feira, Irani irá divulgar seus resultados do 2T26.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em estabilidade nos EUA, favorecidos pela leitura dentro do esperado do PCE e pela desaceleração da atividade americana. As Treasuries fecharam com a T-note de 2 anos a 4,24% (0 bps), a T-note de 10 anos a 4,67% (0 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (0 bps). No Brasil, a curva DI encerrou em queda, com o DI jan/27 a 13,81% (-4 bps), o DI jan/29 a 14,08% (-17 bps) e o DI jan/31 a 14,36% (-16 bps), refletindo a melhora das expectativas para a inflação, a maior convicção de corte de 25 bps na Selic em agosto e o suporte adicional de um leilão de prefixados com risco abaixo da média recente. A curva NTN-B apresentou movimentos marginais, com a B29 a 8,32% (vs. 8,33%), a B35 a 8,28% (vs. 8,26%) e a B50 a 7,80% (vs. 7,78%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +1,2%), impulsionados pelos resultados das gigantes de tecnologia, que sustentam a recuperação dos mercados após a forte volatilidade observada ao longo da semana. Na Europa, o Stoxx 600 sobe cerca de 0,8%, com setor de materiais básicos liderando os ganhos (+1,3%) e ações de tecnologia dando continuidade ao movimento de recuperação (+1,2%).
Na Ásia, o desempenho foi amplamente positivo, com forte recuperação do setor de tecnologia, principalmente das ações de memória (SK Hynix: +30,0%; Samsung: +26,8%): o Kospi disparou quase 18%, registrando sua maior alta diária da história, o Nikkei 225 avançou mais de 3%, o CSI 300 subiu 1,2%.
A temporada de resultados segue ditando o humor dos mercados. Amazon salta cerca de 13% no pré-mercado após divulgar receitas acima das expectativas, impulsionadas pelo desempenho da divisão de computação em nuvem, reforçando a confiança dos investidores na continuidade dos investimentos em inteligência artificial. Em contrapartida, Apple recua mais de 7%, apesar de superar as estimativas de receita, pressionada pela desaceleração em China e da divisão de serviços. Após liderar a recuperação da véspera, Microsoft continua dando suporte ao setor de tecnologia, enquanto Meta recupera parte das perdas e avança aproximadamente 2% no pré-mercado. No cenário geopolítico, o conflito no Oriente Médio permanece no radar após o Irã anunciar ataques contra ativos militares americanos no Kuwait e no Bahrein, embora a melhora no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tenha reduzido preocupações imediatas com a oferta, mantendo o Brent próximo de US$ 87/barril.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira (30) em alta de 0,24%, aos 3.806,26 pontos, acompanhando a melhora das expectativas para a inflação e o aumento da confiança do mercado em um corte de 25 bps na Selic na reunião de agosto.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do índice, com destaque para os fundos de tijolo, que avançaram 0,30%, impulsionados sobretudo pelos ativos logísticos (+0,44%), fundos de shoppings (+0,32%) e lajes corporativas (+0,27%). Os fundos híbridos também apresentaram desempenho positivo (+0,21%), enquanto os fundos de recebíveis registraram alta mais moderada (+0,10%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,10%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BBIG11 (+2,2%), BTAL11 (+1,6%) e HSML11 (+1,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-2,6%), MCRE11 (-0,9%) e IRIM11 (-0,9%).
Economia
A inflação medida pelo PCE desacelerou nos Estados Unidos em junho, mas a retomada dos preços do petróleo após a intensificação dos conflitos no Oriente Médio sugere que o alívio pode ser temporário. Por sua vez, o choque geopolítico já causou efeitos na leitura do último dado de inflação na Zona do Euro, mostrando aceleração em julho. O Banco da Inglaterra e o Banco do Japão mantiveram os juros inalterados, no entanto os discursos das autoridades monetárias reforçaram a dependência das próximas leituras de dados econômicos para a condução da política monetária.
No Brasil, o mercado de trabalho permaneceu resiliente, com taxa de desemprego próxima das mínimas históricas e recuperação da renda real do trabalho. Ao mesmo tempo, a arrecadação federal voltou a surpreender positivamente, impulsionada pelo setor de petróleo, mas o aumento das despesas discricionárias e dos créditos extraordinários levou à ampliação do déficit primário do governo central, enquanto a inadimplência permaneceu em nível recorde no Sistema Financeiro Nacional.
Na agenda, o destaque internacional será a divulgação das expectativas de inflação da Universidade de Michigan nos Estados Unidos. Do lado doméstico, as atenções estarão voltadas para as divulgações da bandeira tarifária de energia elétrica de agosto e do resultado primário do setor público de junho.
Veja todos os detalhes
Economia
Mercado de trabalho resiliente e arrecadação forte sustentam atividade, enquanto inflação e petróleo seguem no radar global
- A inflação nos Estados Unidos perdeu força em junho, com o índice de preços de gastos com consumo (PCE) desacelerando para 3,7% em 12 meses, ante 4,1% em maio, enquanto o núcleo recuou para 3,3%. Na margem, o PCE registrou queda de 0,1%, a primeira desde abril de 2020, refletindo a redução temporária dos preços do petróleo durante o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. No entanto, a retomada das hostilidades voltou a pressionar os preços da energia, indicando que o alívio inflacionário pode ser transitório. O Federal Reserve manteve os juros inalterados entre 3,50% e 3,75%, enquanto três dirigentes defenderam uma alta de 25 pontos-base, reforçando a percepção de que o ciclo de aperto monetário ainda pode ser retomado caso as pressões inflacionárias persistam;
- Na Zona do Euro, o último dado de preços ao consumidor subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior, impulsionado principalmente pela alta do petróleo em meio às tensões geopolíticas com o Irã. O núcleo da inflação — que exclui itens voláteis como alimentos e energia — também acelerou, passando de 2,4% para 2,5%, com destaque para a alta de 3,3% no setor de serviços. Os dados reforçam o sinal já dado pelo Banco Central Europeu (BCE) de que um novo aumento de juros deve ocorrer em setembro, como parte do esforço para evitar que os preços elevados de energia se espalhem por salários e demais setores da economia. Apesar das preocupações, o PIB da região cresceu 0,4% no segundo trimestre — o dobro do esperado — afastando temores de recessão e dando mais margem para o possível aperto monetário.
- O Banco da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 3,75%, conforme esperado, mas a decisão foi mais contracionista do que o mercado previa, com três membros do Comitê de Política Monetária votando por uma elevação dos juros diante do agravamento das tensões no Oriente Médio e dos riscos associados ao choque energético. As projeções da autoridade monetária indicam que a inflação deve atingir 3,2% ainda este ano e permanecer acima da meta de 2% até o início de 2028, embora o comitê tenha mantido a estratégia de aguardar novos dados antes de promover novos ajustes;
- No Japão, o BoJ (banco central) manteve a taxa básica de juros em 1,0% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. Apesar da decisão, o presidente Kazuo Ueda sinalizou que a autoridade irá conduzir a política monetária conforme a evolução das condições econômicas, financeiras e de preços, ressaltando que o risco de a inflação superar a meta de 2% é relevante. O BoJ projeta inflação de 2,5% em 2026, desacelerando para 2,4% em 2027 e 2,0% em 2028, além de revisar o crescimento deste ano de 0,5% para 0,6%. O banco central japonês também acompanhará os impactos do conflito no Oriente Médio, do câmbio, do choque de demanda relacionada à inteligência artificial e da redução planejada de impostos sobre alimentos.
- O mercado de trabalho brasileiro permaneceu aquecido em junho. A taxa de desemprego recuou para 5,4%, em linha com as expectativas, enquanto o emprego avançou pelo oitavo mês consecutivo e a renda real do trabalho voltou a crescer após dois meses de queda. A massa de renda real aumentou 0,9% na margem, reforçando o cenário de mercado de trabalho ainda apertado e sustentando a perspectiva de crescimento da atividade no curto prazo, apesar da expectativa de desaceleração gradual da economia ao longo de 2027;
- A arrecadação federal voltou a surpreender positivamente em junho, impulsionada principalmente pelos preços elevados do petróleo. A receita somou R$ 264,4 bilhões, alta real de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior e o melhor resultado da série histórica para junho, refletindo o forte desempenho do IRPJ/CSLL, da tributação sobre exportações de petróleo bruto e das receitas ligadas ao setor de óleo e gás. Apesar do desempenho das receitas, o governo central registrou déficit primário de R$ 48,2 bilhões, superior ao observado em junho de 2025, em razão do aumento dos gastos discricionários e dos créditos extraordinários destinados ao subsídio ao diesel. A expectativa é de desaceleração gradual da arrecadação nos próximos meses com a moderação dos preços do petróleo e da atividade econômica, embora a execução mais contida das despesas discricionárias possa reduzir parte da pressão sobre o resultado fiscal;
- A inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional permaneceu em 4,7% em junho, repetindo o maior nível da série histórica iniciada em 2011. Enquanto a inadimplência de pessoas jurídicas ficou em 3,2% e a de pessoas físicas em 5,6%, o governo prorrogou o programa Desenrola Brasil 2.0 até o fim de agosto na tentativa de ampliar a renegociação de dívidas. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias recuou marginalmente para 49,8%, mas o comprometimento da renda voltou a crescer, atingindo 28,5%;
- Na agenda, o principal destaque internacional será a divulgação das expectativas de inflação da Universidade de Michigan, indicador importante para acompanhar a percepção dos consumidores sobre a trajetória dos preços e seus potenciais impactos sobre a política monetária do Federal Reserve. No Brasil, será divulgado o resultado primário do setor público de junho, dado relevante para avaliar a evolução das contas fiscais e o cumprimento das metas de resultado primário, além do anúncio da bandeira tarifária de energia elétrica de agosto, cuja expectativa é de manutenção na bandeira amarela.
Empresas
Usiminas (USIM5): Ventos contrários de custos sugerem resultados pressionados à frente; resultados do 2T26
- Os resultados da Usiminas vieram em linha no 2T26, com EBITDA ajustado de R$761 milhões (+2% vs. XPe), apoiado por uma melhora de desempenho da divisão de aço, embora também beneficiado por ~R$70 milhões em itens não recorrentes;
- Dito isso, vemos a perspectiva para o 3T26E como mais fraca do que o esperado, particularmente para a divisão de aço, uma vez que o management indicou EBITDA recorrente de aço amplamente estável (ou seja, excluindo os R$70 milhões de efeitos extraordinários);
- Implicando uma queda sequencial dos níveis de lucratividade do principal negócio da Usiminas, apesar de indicações de volumes e preços melhores, à medida que as pressões de custos continuam aumentando no curto prazo;
- A companhia também revisou seu guidance de capex para baixo, para R$1,2-1,4 bilhão (vs. R$1,4-1,6 bilhão anteriormente), o que vemos como mais consistente com as sinalizações recentes do management e mais próximo do nível de ~R$1,4 bilhão que acreditamos que os investidores já utilizavam como cenário-base;
- Por fim, com uma perspectiva mais desafiadora para a demanda doméstica de aço à frente, o foco dos investidores deve continuar voltado ao potencial impacto das medidas de proteção comercial, embora os produtos já cobertos por direitos antidumping continuem apresentando mercados mais equilibrados;
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Propriedades de Renda: Um mergulho profundo na reforma tributária e seus potenciais impactos
- Estamos atualizando nossos modelos com: (i) os últimos resultados reportados; (ii) nossas principais premissas operacionais (operação, alocação de capital e dividendos); (iii) os impactos da reforma do IVA; (iv) maior custo de capital; e (v) as estimativas recentes de Selic;
- As primeiras páginas detalham a reforma do IVA, seguidas pela nossa tese e expectativas por companhia;
- Assim, reiteramos nossa recomendação de compra em IGTI11, MULT3 e ALOS3, e nossa recomendação neutra em LOGG3, vendo os nomes negociando a 7,5x, 8,5x, 8,0x e 11,1x P/FFO 2027;
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Mercado Livre (MELI34): Radar do E-commerce #2; Os investimentos do MELI parecem estar dando resultado
- Nesta edição do nosso Radar do E-commerce XP, analisamos o painel do 2T26 da Retailfy (cerca de 2,5 mil sellers, cerca de 1 bilhão de GMV mensal) como um termômetro da dinâmica dos marketplaces brasileiros;
- Nossa principal conclusão é que os investimentos do MELI parecem estar dando resultado: os volumes orgânicos dispararam após a iniciativa de frete grátis de 19 e a adição de sellers permaneceu robusta, com o MELI superando a Shopee no 2T tanto a/a quanto t/t, uma reversão em relação ao 1T26;
- A Shopee continua sendo uma concorrente acirrada, mas perdeu força, com os rebates levando a uma queda t/t no take rate mesmo após os aumentos de comissão;
- O TikTok Shop apresentou o crescimento orgânico t/t mais rápido, embora partindo de uma base pequena e com o take rate mais alto e crescente do painel, incluindo comissões de afiliados;
- Como há limitações relacionadas ao tamanho da amostra, tratamos o painel como direcional, e não como uma indicação direta dos números reportados;
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Transmissoras: Uma postura ofensiva vinda de um setor defensivo
- Atualizando Nossas Estimativas para ALUP (Compra), ISAE (Neutro) e TAEE (Neutro)
- Estamos atualizando nossas estimativas para ALUP, ISAE e TAEE para refletir mudanças no cenário macro, desenvolvimentos regulatórios recentes e eventos específicos das companhias;
- Nossa tese de investimento central permanece inalterada desde que relançamos a cobertura em out/25: o segmento de transmissão continua a oferecer um dos modelos de negócio mais defensivos, sustentado por fluxo de caixa previsível e dividend yields resilientes;
- À medida que a matriz elétrica brasileira se torna progressivamente mais dependente de geração renovável intermitente, a necessidade de expansão da transmissão e maior interconexão entre subsistemas deve criar novas oportunidades de reinvestimento;
- Em nossa visão, as companhias capazes de realocar capital em projetos atrativos, ao mesmo tempo em que estendem a duration de seus fluxos de caixa, devem performar acima dos pares;
- A ALUP segue como nossa preferência entre as transmissoras, enquanto ISAE e TAEE permanecem com rating Neutro;
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Petroleiras Independentes | Prévia do 2T26: Brent mais alto, resultados mistos
- Neste relatório, apresentamos nossas estimativas para os próximos resultados de PRIO, Brava Energia e PetroReconcavo. Os preços do petróleo avançaram de forma expressiva durante o 2T26 após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, com o Brent ultrapassando US$ 100/bbl;
- Apesar da correção observada no fim do trimestre, o Brent apresentou média de US$ 97/bbl, alta de +24% t/t em relação à média de US$ 78/bbl no 1T26. Apesar desse importante fator favorável para resultados, os números também refletirão fatores específicos de cada companhia;
- Esperamos resultados estáveis para a PRIO (EBITDA de US$ 874 milhões, +3% t/t), impactados pelo imposto sobre as exportações de petróleo; um aumento sequencial para a RECV em meio a melhores preços realizados (EBITDA de R$ 405 milhões, +31% t/t); enquanto o FCFE da Brava deve permanecer fraco devido aos hedges e ao elevado capex (EBITDA de R$ 1,7 bi, +7% t/t);
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Kepler Weber (KEPL3): Navegando pela baixa do ciclo
- Estamos atualizando nossas estimativas para a Kepler Weber e rebaixando a recomendação da ação para Neutra (preço-alvo de R$7,00/ação), pois vemos um downcycle agrícola mais prolongado à frente, impulsionado por uma rentabilidade pressionada no campo e um ambiente de financiamento ainda restritivo;
- Estamos revisando nossas estimativas de resultados para refletir uma demanda final mais fraca, que, em nossa visão, afeta tanto volumes quanto preços dos produtos de pós-colheita, juntamente com uma recuperação mais lenta de margens em meio a menor alavancagem operacional e potenciais ventos contrários, como pressão sobre preços de matérias-primas e maior competição;
- Nesse contexto, nossas estimativas de lucro líquido para 2026-27E ficaram 44% e 37% abaixo das projeções anteriores, respectivamente;
- Embora a estratégia de diversificação da companhia continue oferecendo alguma resiliência aos resultados, acreditamos que uma recuperação cíclica relevante dos investimentos agrícolas ainda está distante;
- Diante desse cenário, o valuation atual nos parece justo para um cenário de fundo de ciclo (P/L de 11,7x e 9,3x para 2026-27E), mas sem oferecer upside suficiente para compensar os riscos de curto prazo para os resultados;
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Vale (VALE3): Resultados marginalmente melhores; guidance de custos revisado para cima, conforme esperado; Revisão do 2T26
- A Vale entregou resultados do 2T26 marginalmente acima do esperado, com EBITDA Ajustado Proforma de US$4,1 bilhões (~3–4% acima das nossas estimativas e do consenso);
- Impulsionado principalmente por um desempenho de cash cost C1 melhor do que o esperado na divisão de Minério de Ferro (US$24,1/t, -4% vs. XPe);
- Dito isso, a Vale revisou para cima seu guidance de 2026, elevando o cash cost C1 para US$22,5–23,5/t e os custos all-in para US$58–62/t;
- O que vemos como amplamente antecipado pelo mercado, refletindo a apreciação do BRL e os preços spot mais elevados do Brent, com o mercado já utilizando >US$23/t como premissa-base para o C1, em nossa visão;
- Outros destaques positivos incluem um piso levemente mais alto para o guidance de produção de cobre (360–380 kt) e níquel (185–200 kt);
- O anúncio de US$1,7 bilhão em dividendos (~R$2,03/ação, dividend yield anualizado de 5,3%) e um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações (~2,3% das ações em circulação);
- No geral, mantemos nossa recomendação Neutra para Vale;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.o.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Cenário adverso leva Tesouro a encurtar emissões de prefixados (Valor Econômico);
- Justiça homologa recuperação extrajudicial da Raízen e viabiliza reestruturação de R$ 61,4 bi (Valor Econômico);
- Papéis da Braskem precificam recuperação judicial (Pipeline Valor);
- Fitch Eleva Rating Nacional de Longo Prazo do Agibank Para ‘AA(bra)’; Perspectiva Estável (Fitch Ratings).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- BLMG11 e AIEC11 avançam; IFIX volta a superar 3.800 pontos e sobe 0,24% (Suno Notícias);
- FII PMLL11 conclui venda do Shopping Park Sul em operação de R$ 160,8 milhões (InfoMoney);
- Goodman inicia primeiro condomínio logístico em Guarulhos com 115 mil m² de ABL (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETF Brief: B3 supera marca de 200 ETFs e patrimônio da indústria quase dobra em um ano, enquanto Coreia do Sul lida com estouro de bolha de IA em ETFs alavancados e volatilidade recorde no Kospi
- B3 supera a marca de 200 ETFs, patrimônio da indústria quase dobra em um ano (Estadão eInvestidor)
- Como um único produto da Bradesco Asset atraiu um terço dos R$ 2,7 bi captados por ETFs de renda fixa (Estadão eInvestidor)
- AI-Fueled Corgi Chases BlackRock’s ETF Crown With $500 Billion Fund Push (Bloomberg)
- SK Hynix Shares Surge in Seoul on US Peer Rally, Chey Purchase (Bloomberg)
- South Korea Stock Boom: Why Kospi Is World’s Most Volatile Benchmark Stock Index (Bloomberg)
- ETFs alavancados estouram bolha de ações de IA na Coreia do Sul (NeoFeed)
- Global Markets: Flows (graphic) (Reuters)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Posco International, empresa sul coreana, avança em terras raras no Brasi | Café com ESG, 31/07
- O pregão de quinta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,88% e 2,06%, respectivamente.
- No Brasil, (i) a mineradora australiana Meteoric Resources anunciou uma parceria para fornecer parte da produção do seu projeto de terras raras em Minas Gerais à empresa sul-coreana Posco International – o acordo prevê que a Posco poderá adquirir até 30% do volume extraído da mina por um período de até sete anos, além de apoiar a estruturação do financiamento do projeto no país; e (ii) de olho em governança, a Vale elegeu, nesta quinta-feira, Reinaldo Castanheira como novo vice-presidente do Conselho de Administração – a decisão surge após a renúncia de Marcelo Gasparino, então vice-presidente do conselho, que passa a valer a partir de 1° de agosto.
- No internacional, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que vai ampliar o uso do fator climático em sua estrutura de garantias (collateral framework), estendendo a medida a determinados empréstimos concedidos a empresas não financeiras – em comunicado, o BCE afirmou que a ampliação foi concebida para fortalecer ainda mais a estrutura de gestão de riscos do Eurosistema ao abordar as incertezas financeiras relacionadas à transição verde.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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