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Inflação nos EUA e decisão de política monetária do BCE na agenda da semana

Tensões no Oriente Médio em destaque nesta segunda-feira, 08/06/2026

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IBOVESPA -0,77% | 169.019 Pontos

CÂMBIO +1,64% | 5,12/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 2,7% em reais e de 4,4% em dólares, por conta da depreciação de 2,6% do real, aos 169.019 pontos.

A Usiminas foi destaque positivo da semana (USIM5, +8,6%) devido medidas de antidumping contra o aço chinês e eventual espaço para aumento de preços no mercado doméstico, sustentando potencial revisão de earnings para cima.

Por outro lado, Braskem (BRKM5, -26,1%) acumulou forte queda devido a expectativas de piora nos spreads e notícias de recuperação extrajudicial. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio a um ambiente externo mais adverso, após um payroll acima do esperado nos Estados Unidos e pela escalada das tensões no Oriente Médio. As Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,16% (+17bps vs. semana anterior), a de 10 anos a 4,54% (+10bps) e o T-bond de 30 anos a 5,01% (+3bps). No Brasil, houve uma abertura mais relevante da curva, em meio à redução das apostas de flexibilização monetária e revisões na trajetória da Selic, com o mercado passando a precificar maior probabilidade de manutenção dos juros em junho. A curva de juros encerrou a semana com o DI jan/27 em 14,43% (+34 bps), o DI jan/29 em 14,81% (+95 bps) e o DI jan/31 em 14,71% (+82 bps). A curva de NTN-B acompanhou a abertura, com a B29 em 8,23% (vs. 8,11%), a B35 em 7,93% (vs. 7,83%) e a B50 em 7,53% (vs. 7,37%).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%), recuperando parte das perdas de sexta-feira, quando o Nasdaq registrou sua maior queda desde abril de 2025. Outros mercados globais iniciam a semana em queda (Stoxx 600: -0,3%) devido aumento ao das tensões no Oriente Médio após relatos de que o Irã teria lançado mísseis contra Israel, colocando em risco o frágil cessar-fogo na região. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -2,1%; HSI: -1,2%), refletindo a continuidade da realização observada no setor de tecnologia. Ao longo da semana, os investidores acompanharão a divulgação dos índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, além da estreia das ações da SpaceX na sexta-feira. Veja os top 5 temas globais.

IFIX

Os fundos imobiliários registraram mais uma semana de correção, com o IFIX recuando 0,75% no período. O ambiente macroeconômico doméstico segue desafiador, caracterizado por inflação corrente ainda elevada e pela continuidade da expansão fiscal e creditícia, em meio à proximidade do calendário eleitoral, dinâmica que tem se refletido em relevante abertura da curva de juros local.

Os fundos de recebíveis encerraram a semana praticamente estáveis (-0,03%), reforçando seu perfil mais defensivo. Em contrapartida, os fundos de tijolo recuaram 1,01%, refletindo maior sensibilidade às variações das taxas de juros futuras. O desempenho relativo superior dos fundos de papel está alinhado à nossa visão construtiva para o segmento, especialmente para aqueles indexados ao IPCA, que tendem a se beneficiar de distribuições mais robustas no curto prazo em um ambiente inflacionário ainda pressionado. Mantemos preferência por fundos com exposição a operações de baixo e moderado risco, diante de seu caráter mais defensivo em cenários de maior incerteza.

Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas voltaram a se destacar negativamente, com queda de 1,38% na semana. Ainda assim, o segmento de escritórios segue apresentando demanda consistente em São Paulo, com a continuidade do movimento de flight to quality observado nos últimos meses. O segmento logístico recuou 0,86% no período, em movimento predominantemente influenciado pelo cenário macroeconômico. Ainda assim, mantemos visão construtiva para seus fundamentos, sustentados por demanda resiliente e oferta controlada, embora o setor continue negociando com prêmio de risco historicamente mais comprimido.

Entre os destaques positivos da semana, figuraram CACR11 (+3,8%), BPML11 (+2,3%) e KNIP11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-7,8%), TGAR11 (-7,2%) e VGRI11 (-6,0%).

Economia

Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. O preço do petróleo (tipo Brent) sobe cerca de 5%. Um oficial iraniano afirmou que um acordo de paz está “inviável neste estágio”. Nos Estados Unidos, o Nonfarm Payroll de maio registrou criação líquida de 172 mil vagas, bem acima da expectativa de 85 mil, reforçando a resiliência do mercado de trabalho.

Na agenda desta semana, destaque para os dados de inflação nos Estados Unidos e na China, a decisão de política monetária do Banco Central Europeu — com o mercado esperando alta de 0,25 p.p. — e, no Brasil, o IPCA de maio e a Pesquisa Mensal de Serviços de abril. Confira o Economia em Destaque.

Veja todos os detalhes

Economia

Conflito no Oriente Médio escala

  • Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. A sequência teve início com um ataque israelense a Beirute — onde Israel vem combatendo militantes do Hezbollah —, ao qual Teerã respondeu com mísseis em direção a Israel, provocando retaliação israelense. Nesta manhã, Israel reportou novas ondas de ataques iranianos e interceptou um míssil balístico lançado do Iêmen. Trump declarou que os ataques não comprometem os esforços de paz, mas um oficial iraniano envolvido nas negociações afirmou à imprensa que um acordo está “inviável neste estágio”. O preço do petróleo (tipo Brent) sobe cerca de 5%, para 98 dólares por barril;
  • Nos Estados Unidos, o relatório Nonfarm Payroll divulgado na sexta-feira mostrou criação de 172 mil vagas em maio, bem acima da expectativa de 85 mil. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%. Os dados reforçam a resiliência do mercado de trabalho americano e reduzem o espaço para corte de juros pelo Fed (banco central dos Estados Unidos) neste ano;
  • No Japão, o PIB do 1º trimestre de 2026 foi revisado para baixo: o crescimento passou de 2,1% para 1,8% em termos anualizados, segundo dados divulgados hoje. O principal fator da revisão foi o recuo de 0,7% no investimento corporativo — a estimativa inicial era de alta de 0,3%. O consumo privado, por sua vez, foi revisado para cima, de 0,27% para 0,35%. O resultado aponta para uma economia que segue em expansão, mas perde fôlego;
  • Na agenda internacional desta semana, os destaques ficam com a inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos e na China. Os dados devem continuar pressionados no curto prazo, refletindo o choque do petróleo e os maiores custos de itens relacionados à inteligência artificial. Além disso, o Banco Central Europeu anunciará sua decisão de política monetária; o mercado espera elevação de 0,25 p.p. nas taxas de juros. No Brasil, também teremos a divulgação da inflação ao consumidor. O IPCA de maio refletirá, além dos choques globais, o mercado de trabalho doméstico aquecido e os preços de alimentos mais altos. Enquanto isso, o recuo nos preços de combustíveis, com destaque para a queda do etanol, exercerá algum alívio na leitura mensal. No campo da atividade econômica, a Pesquisa Mensal de Serviços deve mostrar recuperação do setor terciário em abril após resultados fracos em março.

Empresas

Vivara (VIVA3): XP Monitor de Joias #11; leve recuo nos aumentos de preços da Vivara; foco no Dia dos Namorados

  • Nesta edição, destacamos: 1) em ouro, a Vivara reverteu parte de seu recente aumento de preços, com queda de -4% m/m, enquanto a Monte Carlo (MC) retomou aumentos de preços;
  • 2) Vivara e MC estão oferecendo 20% de desconto para compras acima de R$5 mil e R$500, respectivamente, uma campanha feita pela MC no Dia das Mães, mas não pela Vivara;
  • 3) aumentos de preços limitados em Duo, mas relevantes em Lab Diamonds;
  • e 4) em prata, preços estáveis, enquanto ambas as marcas estão focando em ativações de Dia dos Namorados e Copa do Mundo;
  • No geral, o aumento de preços de +21% a/a da Vivara permanece alinhado às nossas premissas para sustentar uma margem bruta estável em 2026, embora o recuo deste mês represente um risco potencial, pois pode sinalizar elasticidade de preço maior do que o esperado;
  • No entanto, nosso monitor não captura ajustes em coleções, que acreditamos ser uma alavanca-chave de precificação;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Varejo XP: Um Dia dos Namorados aparentemente sólido à frente; Copa do Mundo não é um risco relevante, mas camisas do Brasil podem ganhar share of wallet de outros itens presenteáveis

  • Nesta edição do Carrinho XP, analisamos as expectativas em torno do Dia dos Namorados no Brasil;
  • Destacamos: i) CNDL/SPC Brasil estima crescimento de ~20% a/a, para R$26 bilhões, com 100 milhões de consumidores indo às compras;
  • ii) vestuário, calçados/acessórios e beleza se destacam como as categorias de melhor desempenho;
  • iii) o e-commerce deve continuar ganhando relevância, com a ABIACOM estimando R$10 bilhões em vendas online, alta de 11% a/a;
  • e iv) varejistas estão usando cada vez mais a data não apenas como um evento promocional, mas também como uma oportunidade de construção de marca, por meio de collabs, iniciativas de circularidade e storytelling com celebridades;
  • Além disso, não vemos a Copa do Mundo como um risco relevante, embora acreditemos que as camisas do Brasil possam ganhar share of wallet vs. outras alternativas presenteáveis, enquanto o evento pode criar um vento contrário para classes de menor renda, dadas as restrições orçamentárias;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Bens de Capital: Aceleração inesperada nas importações de módulos solares em Mai’26

  • Neste mês, destacamos uma aceleração inesperada nas importações de módulos solares (+113% M/M e +54% A/A), especialmente liderada pela melhora dos volumes (embora ainda abaixo dos níveis de 2023-24);
  • Em EEI, as exportações consolidadas da WEG desaceleraram em maio (-3% A/A e -7% A/A no acumulado de 2026, em USD), apesar de exportações consolidadas do Brasil mais fortes no mês;
  • Enquanto isso, as exportações brasileiras de GTD continuam se destacando (+91% A/A em Mai’26 e +34% A/A no acumulado do ano), apoiadas por demanda e preços fortes nos EUA, reforçando um pano de fundo construtivo para T&D;
  • Apesar de uma leitura mensal mais fraca no proxy da WEG e leitura direta limitada, dada a relevância de outros polos (notadamente o México);
  • Por fim, vemos 5 aeronaves exportadas pelo Brasil em Mai’26 (vs. 3 em Mai’25), com 7 jatos comerciais exportados até agora no 2T26, implicando concentração de entregas no fim do trimestre para atingir nossa estimativa XPe de 18;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose: Importações de aço plano em queda, embora em ritmo mais lento em Mai’26

  • A SECEX divulgou os dados de Mai’26, com destaque para: (i) importações de aço plano recuando M/M e A/A, reforçando a tendência de normalização após o pico de Fev’26 e refletindo novamente menores fluxos de produtos planos revestidos e não revestidos em meio às medidas antidumping, uma dinâmica positiva para Usiminas e CSN;
  • (ii) importações de aço longo aumentando M/M, impulsionadas por maiores volumes de trilhos e acessórios ferroviários, enquanto as exportações permaneceram estáveis;
  • Com (iii) o foco do mercado ainda voltado às decisões pendentes de antidumping para HRC e fio-máquina;
  • (iv) Exportações de celulose de fibra curta recuaram A/A, puxadas por envios mais fracos de Três Lagoas, Lençóis Paulista e Ribas do Rio Pardo. As exportações de DWP foram menores M/M, e os volumes de Ortigueira, da Klabin, se recuperaram dos níveis de Abr’26;
  • (v) Por fim, exportações de minério de ferro recuaram M/M (-19% M/M, -19% A/A) em Mai’26, com envios mais fracos em Itaguaí, Ponta da Madeira e Tubarão;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
      • Patria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) | Estratégia de alocação híbrida e perfil de risco moderado (Research XP);
      • TRXF11 lucra R$ 53 mi, conclui compra de imóvel locado ao Sírio-Libanês e mantém dividendos (FIIs);
      • Curitiba vê avanço de A e A+ enquanto segue concentrada no eixo central (SiiLA);
      • Clique aqui para acessar o relatório.
    • Patria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) | Estratégia de alocação híbrida e perfil de risco moderado
      • Reiteramos nossa recomendação de COMPRA, fundamentada nos seguintes pilares:
        • o Gestão experiente e qualificada;
        • o Carteira de crédito com risco moderado, respaldada por garantias sólidas;
        • o Preço de negociação ainda atrativo, com VM/VP de 0,97x; e
        • o Carrego convidativo, com rentabilidade implícita líquida de taxas de IPCA + 8,7% ao ano e dividend yield estimado em 12% em nosso cenário-base para os próximos 12 meses, com potencial de elevação.
      • Como ponto de atenção, destacamos a relativa concentração entre os principais devedores.
      • Clique aqui para mais informações.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • ETF Brief: Concentração em chips de IA distorce ETFs asiáticos e VOO cruza US\$ 1 tri | XP atualiza carteiras de junho
      • Carteiras recomendadas de ETFs — Junho/2026: o time Multiestratégia atualizou as carteiras Brasil ETFs e Global ETFs — as mudanças de junho ajustam a relação risco-retorno em um mês de rotação global. (XP Research)
      • How a few AI chip giants warped Asia’s stock-picking game (Reuters)
      • Vanguard’s VOO hits $1 trillion of assets in ETF industry first (Bloomberg)
      • Negociação de ETFs não dependerá mais de autorização da CVM, diz B3 (Valor Investe)
      • Fluxos da semana: SMAL11 lidera as saídas no Brasil (-US\$ 38 mi), enquanto BOVA11 puxa as captações (+US\$ 27 mi). Resumo completo no ETF Brief.
      • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Brasil define as regras para o 1º leilão de baterias do país, esperado para dezembro | Brunch com ESG

  • Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
  • Nesta semana, destacamos: Brasil publica regras do primeiro leilão de baterias, com dois certames em dezembro;
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

Setor aéreo global segue fora da rota para zerar emissões, diz IATA | Café com ESG, 08/06

  • O mercado encerrou a semana passada em queda, com o Ibovespa recuando 2,7% e o ISE, 1,3%. O pregão de sexta-feira também fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,77% e 0,62%, respectivamente;
  • No Brasil, a Irani divulgou na semana passada seu primeiro relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima, em linha com as normas IFRS S1 e S2 – um dia após a publicação, porém, a CVM tornou facultativa a adoção do novo padrão; ainda assim, segundo a companhia, o relatório continuará sendo publicado;
  • No internacional, (i) o diretor-geral da IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo), Willie Walsh, afirmou neste domingo que o setor aéreo global está “fora da trajetória ideal” para zerar as emissões de carbono até 2050 – a declaração foi feita durante a Assembleia Geral Anual da entidade (Iata AGM), realizada neste fim de semana no Rio de Janeiro; e (ii) segundo estudo divulgado hoje pela Mission Possible Partnership, os projetos industriais de baixo carbono que garantiram financiamento nos últimos seis meses mais que dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 19 iniciativas e US$ 43 bilhões – o dado reforça o protagonismo da China nessa agenda: o país responde por 170 projetos anunciados, enquanto os países do “sunbelt”, entre eles Índia e Brasil, somam 318;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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