IBOVESPA -0,33% | 190.745 Pontos
CÂMBIO +1,10% | 5,00/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 2,8% em reais e 3,1% em dólares, aos 190.745 pontos.
O destaque positivo da semana foi Hapvida (HAPV3, +15,2%), estendendo a recente alta do papel, que agora acumula valorização de 39,5% em abril. Ao longo da semana, a companhia anunciou que seus acionistas controladores aumentaram sua participação no negócio.
Na ponta negativa, nomes cíclicos como C&A (CEAB3, -13,0%) e Yduqs (YDUQ3, -10,3%) estiveram entre os principais destaques de queda, refletindo a abertura da curva de juros.
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Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio à persistência das tensões entre Estados Unidos e Irã, com novos episódios no Estreito de Ormuz e petróleo oscilando ao redor de US$ 100 o barril, o que elevou prêmios de risco e as expectativas de inflação, ainda que na sexta-feira a alta tenha sido moderada pela perspectiva de novas negociações e pela correção em baixa do petróleo. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,78% (+8 bps vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,30% (+6 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,91% (+3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,10% (+19 bps), o DI jan/29 em 13,47% (+31 bps) e o DI jan/31 em 13,50% (+19 bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), pressionados pela estagnação nas negociações entre EUA e Irã e pela nova escalada no Estreito de Ormuz. O principal driver volta a ser o petróleo, que sobe refletindo o aumento do risco de disrupção no fluxo global após apreensões de navios pela Guarda Revolucionária iraniana. No radar, a semana também concentra eventos relevantes, incluindo decisão do Fed e resultados de Big Techs.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), sustentadas pelo setor de energia (+0,9%) diante da alta do petróleo. O movimento é misto entre setores, com varejo (+0,7%) compensando perdas em alimentos e bebidas (-0,5%). No macro, o foco está nos bancos centrais, com decisões do Fed, European Central Bank e Bank of England ao longo da semana, em um ambiente de pressão inflacionária vinda da energia.
Na China, os mercados fecharam em leve queda (HSI: -0,2%; CSI 300: 0,0%), enquanto o restante da Ásia apresentou desempenho mais construtivo. O Nikkei (+1,4%) e o Kospi (+2,2%) atingiram novas máximas históricas, mostrando resiliência mesmo diante do ruído geopolítico. O pano de fundo combina fundamentos domésticos sólidos, com lucros industriais na China crescendo 15,8%, e riscos externos elevados.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a última semana em alta de 0,11%, após sinalizações de uma possível retomada das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Com isso, o índice acumula valorização de 1,68% em abril, mesmo em um mês marcado por elevada volatilidade, em um ambiente ainda fortemente influenciado pelas repercussões do conflito no Oriente Médio sobre os mercados financeiros globais. Nesse contexto, o segmento de fundos de recebíveis foi o principal destaque positivo da semana, com alta média de 0,6%, enquanto os fundos de tijolo registraram recuo médio de 0,1%, influenciados sobretudo pelo desempenho negativo das lajes corporativas. Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram VGIP11 (+1,9%), BROF11 (+1,2%) e CCME11 (+1,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por JSCR11 (-3,1%), VGRI11 (-1,9%) e VIUR11 (-1,4%).
Economia
O Irã submeteu aos Estados Unidos uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito, com as negociações nucleares postergadas para uma etapa posterior. A Casa Branca confirmou ter recebido a proposta, mas não indicou se está disposta a avançar.
Na agenda internacional desta semana, destaque para as decisões de juros nos EUA, Zona do Euro, Reino Unido e Japão, além do PIB e do deflator PCE de março nos EUA. No Brasil, o Copom decide sobre a taxa Selic, com expectativa quase unânime de corte de 0,25 p.p., para 14,50% ao ano. Por fim, conheceremos o IPCA-15 de abril, a Pnad Contínua e o Caged de março.
Veja todos os detalhes
Economia
Irã envia proposta para reabrir o Estreito de Ormuz; Copom e Fed decidem juros nesta semana
- As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã encerraram o fim de semana sem avanços concretos. Trump cancelou a viagem de seus negociadores ao Paquistão, e o chanceler iraniano Abbas Araghchi, que viajou a Islamabade, reuniu-se apenas com autoridades paquistanesas e omanesas — sem encontrar representantes americanos. Em resposta ao impasse, o Irã submeteu, via mediadores paquistaneses, uma nova proposta de encerramento do conflito, segundo o Axios. O plano prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim da guerra em troca da suspensão do bloqueio naval americano, com as negociações sobre o programa nuclear postergadas para uma fase posterior. Hoje, Trump deve se reunir com sua equipe de segurança nacional na Sala de Situação da Casa Branca para discutir os próximos passos. O preço do petróleo (tipo Brent) encerrou a semana passada em torno de US$ 105 por barril, com alta de cerca de 16% no período;
- Na agenda internacional desta semana, o destaque fica para as decisões de política monetária nos Estados Unidos, na Zona do Euro, no Reino Unido e no Japão – o mercado projeta manutenção das taxas de juros em todos esses bancos centrais. Ainda nos Estados Unidos, serão divulgados o PIB do 1º trimestre de 2026 e o índice de preços PCE de março, o principal indicador de inflação do país. Na Zona do Euro, conheceremos o índice de preços ao consumidor (CPI) e o PIB do 1º trimestre. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá sobre a taxa Selic, para a qual se espera, quase unanimemente, uma redução de 0,25 p.p., para 14,50%. Pelo lado da inflação, o IPCA-15 de abril será divulgado e deverá mostrar forte elevação nos preços de combustíveis e alimentos. Em relação ao mercado de trabalho, serão publicados a Pnad Contínua e o Caged de março. Por fim, o Banco Central divulgará as estatísticas fiscais e de crédito referentes ao último mês.
Empresas
Óleo e Gás | Alívio na gasolina – Implicações de uma isenção tributária
- Desde o início do conflito entre EUA e Irã, mitigar os impactos do aumento abrupto dos preços do petróleo sobre a população em geral tornou‑se uma preocupação central para governos ao redor do mundo. Até o momento, o Brasil é um dos países com menor repasse dos preços internacionais para os preços domésticos na bomba (como discutimos no relatório O quebra-cabeça dos preços dos combustíveis);
- Nesta quinta‑feira (23), uma nova medida foi anunciada. O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei complementar que permite a redução temporária de tributos federais sobre combustíveis. Caso aprovado, o governo poderia então propor (via decreto presidencial) uma redução parcial de PIS/Cofins e Cide sobre a gasolina C por um período de dois meses (a carga tributária total soma R$ 0,68/l);
- Mantidas as demais condições constantes, a medida implicaria uma redução nos preços na bomba. Em nossa visão, a iniciativa pode ter uma leitura positiva para a Petrobras. Ela pode abrir espaço para que a companhia eleve os preços na refinaria, o que se traduziria em (i) uma redução parcial do desconto em relação à paridade de importação e (ii) um aumento de até +US$ 3 bi no fluxo de caixa anualizado (+2,3 p.p. de retorno), assumindo um corte integral dos tributos;
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Tech | LWSA e Bemobi lideram, enquanto a Positivo ainda enfrenta desafios
- Neste relatório, apresentamos nossas estimativas para os resultados do 1T26 de LWSA, BMOB e POSI;
- Para a LWSA, esperamos um trimestre sólido, com tendências operacionais saudáveis em Commerce, expansão de margens e continuidade na melhora da qualidade dos resultados;
- Para a Bemobi, projetamos mais um trimestre sólido, sustentado pelo forte desempenho em Payments e SaaS, resultando em EBITDA ajustado de R$ 70 milhões (+24% A/A) e lucro líquido ajustado de R$ 35 milhões (+11% A/A);
- Para a Positivo, esperamos resultados mais fracos no 1T26, com o crescimento em Corporate sendo compensado por tendências mais suaves em Public Institutions, Consumer e pelo resultado financeiro;
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Banco do Brasil (BBAS3) | Aguardando maior convicção
- Ontem, participamos do BB Day em São Paulo, evento que reuniu os principais executivos do banco;
- No curto prazo, a qualidade dos ativos no agro ainda reflete um legado de safras passadas, que responde por cerca de 80% do total, com um comportamento de pagamento mais fraco em operações originadas antes do aperto nos padrões de garantias, apesar da melhora clara na originação, com o crédito com garantia chegando a cerca de 70% e alienação fiduciária acima de 60%;
- Na nossa visão, embora a normalização da adimplência, um perfil de vencimentos mais equilibrado, as renegociações da MP 1.314 e um ambiente potencialmente menos favorável para RJ sejam fatores construtivos, esses avanços seguem sendo compensados por riscos macro e setoriais persistentes, pressão sobre margens diante da alta dos preços de fertilizantes em meio à incerteza geopolítica, câmbio depreciado em termos de atratividade para o produtor, menor volume de garantias remanescentes e o risco de nova deterioração em RJ à medida que os vencimentos se aproximam;
- No geral, vemos uma relação risco-retorno assimétrica para o lado negativo e acreditamos que ainda é cedo para adotar uma visão mais construtiva sobre a tese, o que nos mantém cautelosos com a perspectiva para o agro e sustenta nossa recomendação Neutra;
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TOTVS (TOTS3) | Mais um trimestre sólido
- Para o 1T26, esperamos que a TOTVS entregue mais um trimestre sólido;
- Em base consolidada (GAAP), projetamos receita líquida de R$ 1612 milhões, alta de 16,7% A/A, sustentada por Gestão (R$ 1440 milhões, +16,8% A/A) e RD Station (R$ 172 milhões, +15,7% A/A);
- Esperamos EBITDA ajustado consolidado de R$ 439 milhões (+20,1% A/A), com margem de 27,3% (+78 bps A/A), além de lucro líquido GAAP de R$ 238 milhões, avanço de 22,4% A/A;
- Em Techfin, esperamos um trimestre mais fraco, refletindo a sazonalidade do 1T26 e uma postura mais cautelosa na originação de crédito, embora a rentabilidade deva permanecer preservada;
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ISPs | Unifique e Desktop devem apresentar resultados sólidos
- Neste relatório, apresentamos nossas estimativas para os resultados do 1T26 de Unifique (FIQE3), Desktop (DESK3) e Brisanet (BRST3);
- A FIQE deve reportar mais um trimestre sólido, impulsionado principalmente pela incorporação de aquisições recentes e pelo aumento da penetração do móvel;
- Também esperamos que a DESK entregue uma melhora operacional, com os ganhos de eficiência como principal destaque;
- Para a BRST, projetamos resultados mistos: estimamos crescimento de 15,3% da receita, sustentado pela continuidade do ramp‑up da operação móvel, enquanto a compressão de margem EBITDA e o resultado financeiro líquido devem pressionar a última linha;
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Usiminas (USIM5): Resultados fortes em aço, com desempenho estável esperado para o 2T26E
- A Usiminas entregou resultados fortes no 1T26, com EBITDA Ajustado de R$653 milhões (vs. XPe de R$533 milhões), sustentado por uma performance sólida na divisão de Aço.
- Em Aço, o EBITDA atingiu R$544 milhões (+43% vs. XPe), com margens expandindo para 10,4% (vs. 6,8% XPe), à medida que preços realizados mais altos (+5% T/T, +1% vs. XPe) mais do que compensaram menores embarques (1,0 Mt, -7% vs. XPe).
- Reduções sequenciais de custos também deram suporte aos resultados, com o COGS por tonelada caindo 2% T/T (-3% vs. XPe), refletindo principalmente ganhos de eficiência.
- Em Mineração, o EBITDA totalizou R$111 milhões (-25% vs. XPe), com volumes vendidos de 1,9 Mt (-3% vs. XPe) e aumento de custos limitando a rentabilidade.
- Olhando à frente, o management indicou EBITDA consolidado estável T/T no 2T26E, uma vez que custos mais altos em Aço devem ser compensados por melhores preços, enquanto maiores volumes em Mineração devem vir acompanhados de custos mais altos de frete marítimo.
- Por fim, o foco dos investidores deve agora se voltar para a sustentabilidade das margens de Aço e o potencial de upside no 2S26E, à medida que as medidas de defesa comercial gradualmente melhoram a dinâmica do mercado doméstico.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen promete recursos em nova proposta a credores (Valor Econômico);
- Mak Capital tem maioria para indicar presidente do conselho da Oncoclínicas, segundo fontes (Valor Econômico);
- Fachin restabelece lei do DF que permite venda de imóveis para capitalização do BRB (Valor Econômico);
- Fitch Rebaixa Ratings da Enel Brasil e de suas Subsidiárias para ‘AA+(bra)’; Perspectiva Negativa (Fitch Ratings).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Kinea Securities (KNSC11) | Mandato de crédito flexível, com histórico consistente de performance
- Reiteramos nossa recomendação de COMPRA, fundamentada nos seguintes fatores:
- Gestão qualificada e mandato de crédito imobiliário flexível;
- Carteira de crédito diversificada, com perfil de risco moderado;
- Operações originadas e estruturadas internamente, conferindo maior controle e robustez das garantias;
- Potencial de valorização patrimonial em um cenário de queda das taxas das NTN-Bs de referência;
- Carrego ainda interessante, com rentabilidade implícita líquida de taxas de IPCA + 7,94% a.a. na parcela indexada à inflação e CDI + 0,52% a.a. na parcela pós-fixada, além de dividend yield estimado em 12,9%.
- Reiteramos nossa recomendação de COMPRA, fundamentada nos seguintes fatores:
Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
- FIIs na Semana | IFIX encerra semana em alta e BTLG11 em emissão (Research XP);
- Kinea Securities (KNSC11) | Mandato de crédito flexível, com histórico consistente de performance (Research XP);
- Fundos imobiliários estão mais alavancados? (ClubeFII);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Mistura do etanol na gasolina a 32% (E32) será avaliada pelo CNPE em maio, diz MME | Café com ESG, 27/04
- O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa e o ISE caindo 2,8% e 3,5%, respectivamente. O pregão de sexta-feira também fechou em queda, com o IBOV recuando 0,33% e o ISE 0,23%;
- No Brasil, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, o E32, será avaliado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para o início de maio – se aprovada, a medida será “temporária” e em “caráter emergencial”, mas com prazo de até um ano;
- No internacional, (i) a X-Energy, desenvolvedora de reatores nucleares, estreou na Nasdaq com alta de 30,9%, atingindo avaliação de US$11,9 bilhões – o forte desempenho do IPO reflete a crescente demanda por soluções energéticas capazes de sustentar o boom de IA, em um contexto em que big techs e operadores de data centers migram para a energia nuclear para garantir fornecimento 24/7 de eletricidade de baixo carbono; e (ii) a Meta, dona do Facebook, firmou um acordo com a startup Overview Energy para garantir fornecimento de energia a partir da infraestrutura de energia solar espacial para abastecer seus data centers – em contexto, a Overview Energy está desenvolvendo um sistema capaz de captar energia solar no espaço e transmiti-la para instalações em solo, permitindo geração de energia 24 horas por dia;
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Indústria pressiona por regras no leilão de baterias do Brasil; USA Rare Earth compra Serra Verde | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) Indústria busca clareza nas regras no primeiro leilão de baterias do Brasil; e (ii) USA Rare Earth adquire mineradora de terras raras Serra Verde por US$2,8 bi.
- Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

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