IBOVESPA -0,43% | 179.693 Pontos
CÂMBIO +0,17% | 5,21/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,4%, aos 179.693 pontos, interrompendo uma sequência de dois dias de alta. O movimento refletiu um ambiente de maior aversão a risco nos mercados globais, em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio, que voltou a pressionar os preços do petróleo e o sentimento dos investidores.
Na ponta positiva, Eneva (ENEV3, +12,0%) foi impulsionada pelo leilão de reserva de capacidade (LRCAP), que apresentou preços acima do esperado e com menor desconto em relação ao teto regulatório. A companhia foi uma das vencedoras do leilão, que contratou cerca de 19 GW de capacidade. Por outro lado, Vale (VALE3, -2,3%) foi a principal contribuição negativa para o índice, acompanhando a queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional, em um contexto de demanda mais fraca e recuo dos preços do aço. Hapvida (HAPV3, -4,8%) também se destacou negativamente.
Nesta quinta-feira, além do acompanhamento do cenário externo, foco para os resultados do 4T25 de Unipar (UNIP6), Tupy (TUPY3), Cemig (CMIG4), Cyrela (CYRE3) e Positivo (POSI3).
Renda Fixa
Os juros futuros subiram nesta quarta feira (18). Nos EUA, as Treasuries avançaram após o Fed manter os juros em 3,50%-3,75% e diante de um discurso mais cauteloso de Powell, que destacou riscos inflacionários associados à alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. A T Note de 2 anos fechou a 3,78% (+11 bps), a de 10 anos a 4,26% (+6 bps) e o T Bond de 30 anos a 4,88% (+3 bps). No Brasil, apesar da atuação do Tesouro com recompra de prefixados, o movimento externo pressionou as taxas, com o DI jan/27 a 14,20% (+5 bps), o jan/29 a 13,76% (+11 bps) e o jan/31 a 13,90% (+10 bps).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1), após uma sessão negativa marcada por forte pressão inflacionária e queda dos mercados, com preço do Brent avançando para US$ 109/barril (+5,7%) e o WTI próximo de US$ 98. O cenário aumenta temores de stagflação, combinando inflação elevada com desaceleração do crescimento. No radar, investidores acompanham jobless claims e o Philadelphia Fed Index.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -2,1%), refletindo a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços de energia. O movimento ocorre após ataques a infraestruturas energéticas no Catar e no campo de gás South Pars, no Irã, elevando ainda mais os riscos para a oferta global. Investidores também monitoram decisões de política monetária de diversos bancos centrais europeus, com expectativa de manutenção das taxas.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -2,0%; CSI 300: -1,6%), acompanhando o movimento global de aversão a risco. No restante da Ásia, o Nikkei japonês caiu 3,4%, enquanto o Kospi recuou 2,7%, pressionados pela alta do petróleo e preocupações com inflação. O Banco do Japão manteve os juros em 0,75%, enquanto o fortalecimento do dólar levou o won sul-coreano a ultrapassar 1.500 por dólar em determinado momento, aumentando a atenção das autoridades cambiais.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,18%, diante das incertezas no cenário externo e de fatores domésticos. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,22%, pressionados principalmente pelos Fundos de Shoppings, que apresentaram um resultado negativo expressivo de -0,58%, além dos Fundos de Ativos Logísticos, que registraram queda de 0,13%. Os Fundos de Recebíveis se mantiveram praticamente estáveis (+0,01%).
Os demais segmentos apresentaram um resultado misto, com Fundos Híbridos e Multiestratégia registrando quedas de 0,60% e 0,08%, respectivamente, enquanto os Fundos de Fundos avançaram 0,07%.
Entre as maiores altas do pregão estiveram OUJP11 (+2,2%), RECR11 (+2,2%) e GZIT11 (+1,4%). No campo negativo, os principais destaques foram TGAR11 (-4,3%), HCTR11 (-2,1%) e PCIP11 (-1,7%).
Economia
Os preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos subiram acima da expectativa, avançando 0,7% em fevereiro ante o mês anterior e 3,4% ante o ano anterior. A alta foi puxada principalmente por serviços e alguns bens, mas ainda não foi afetada pelo choque dos preços de petróleo. Também nos Estados Unidos, o comitê de mercado aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75%, conforme esperado. Em meio à incerteza gerada pelo conflito no Irã, o Fed projetou inflação mais alta (de 2,4% para 2,7%), desemprego estável e apenas um corte de 25 pontos neste ano. Jerome Powell afirmou que os preços de energia mais altos devem elevar a inflação no curto prazo, mas a magnitude e duração dos efeitos são incertas.
No Japão, o banco central (BoJ) manteve as taxas de juros em 2,0%, também em linha com o esperado. O comunicado apontou que a economia se recuperou moderadamente e destacou que a instabilidade global pode elevar a inflação.
No Brasil, o Copom cortou os juros em 25 pontos-base, conforme expectativa majoritária do mercado. Avaliamos que a comunicação pós-decisão foi mais branda (dovish) tanto por mostrar pouca mudança na projeção de petróleo – apesar do choque recente de preços – quanto pela descrição do cenário doméstico, que desconsiderou as recentes surpresas altistas de atividade e inflação. Nosso cenário é de cortes consecutivos de 50 pontos-base até 12,75%, mas o ciclo de afrouxamento pode ser menos intenso, dado que os riscos inflacionários aumentaram. Ainda no noticiário doméstico, o Ministério da Fazenda propôs que os estados isentem temporariamente o ICMS sobre importações de diesel até maio, com o governo federal compensando metade das perdas de arrecadação – cerca de R$ 3 bilhões.
Na agenda do dia, teremos as decisões de política monetária no Reino Unido, Zona do Euro e China. Em todos os casos, espera-se a manutenção das taxas de juros, movimento já amplamente antecipado que tende ser reforçado pela elevada incerteza global. Não há indicadores previstos para o Brasil.
Veja todos os detalhes
Economia
Bancos centrais do Reino Unido, China e Zona do Euro devem manter juros inalterados
- Os preços ao produtor nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em fevereiro, com o PPI de demanda final avançando 0,7% M/M (a maior alta em sete meses) e 3,4% A/A, puxado principalmente por custos mais altos de Serviços e por uma ampla gama de bens. O resultado ainda não foi afetado pela alta dos preços do petróleo, que subiram mais de 40% desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Após a divulgação, economistas revisaram para cima as estimativas de inflação do PCE de fevereiro para cerca de 0,4% M/M (incluindo o núcleo), refletindo a maior inércia da dinâmica de preços;
- O Federal Reserve manteve os juros inalterados na quarta-feira (3,50%–3,75%), conforme esperado pelo consenso. Em meio à incerteza incomumente elevada relacionada à guerra entre EUA e Israel contra o Irã e ao choque associado nos preços do petróleo, o Fed projetou inflação mais alta, desemprego estável e um único corte de 25 p.b. até o fim do ano. Jerome Powell afirmou que preços de energia mais altos devem elevar a inflação cheia no curto prazo, mas que a magnitude e a duração dos efeitos são incertas, observando que alguns dirigentes agora projetam menos flexibilização do que em dezembro e que um aumento de juros foi discutido, embora não seja o cenário-base da maioria. O Fed elevou a projeção de inflação do PCE para 2026 para 2,7% (de 2,4%), citando tanto o petróleo quanto uma inflação mais persistente associada a tarifas, mantendo a expectativa de inflação em 2,2% ao fim de 2027; também revisou ligeiramente para cima a projeção de crescimento de 2026 para 2,4% e manteve a taxa de desemprego projetada em 4,4%;
- O Banco Central do Japão (BoJ) manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano nesta quinta-feira, como esperado pelo mercado. Em comunicado, o BoJ afirmou que a economia japonesa se recuperou moderadamente, mesmo com algumas fraquezas. A instituição disse ainda que os mercados estão instáveis por conta do conflito no Oriente Médio, que trouxe um aumento dos preços do petróleo que, na avaliação do BoJ, pode acelerar a inflação subjacente. O BoJ declarou, contudo, que os juros devem subir se a economia e os preços seguirem conforme o esperado;
- O Copom iniciou o ciclo de afrouxamento ao reduzir a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,75%, decisão amplamente em linha com as expectativas do mercado. Em nossa avaliação, o comunicado pós-reunião foi mais brando (dovish), ao mostrar pouca mudança na projeção de inflação apesar do choque do petróleo, destacar riscos “tanto de alta quanto de baixa” e abrir espaço para ajustes no ritmo de calibração — sugerindo a possibilidade de novos cortes de 0,25 p.p. ou mais. A descrição do cenário doméstico permaneceu praticamente inalterada, mencionando moderação da atividade e arrefecimento da inflação, o que também interpretamos como dovish diante das surpresas recentes para cima em indicadores de alta frequência. Mantemos nosso cenário-base de cortes de 0,50 p.p. nas próximas reuniões até 12,75%, seguidos por uma pausa, mas reconhecemos que os riscos inflacionários aumentaram; assim, o ciclo de afrouxamento pode ser menos intenso, exigindo monitoramento atento dos preços do petróleo, do câmbio e, sobretudo, das expectativas de inflação;
- O Ministério da Fazenda propôs que os estados isentem temporariamente o ICMS sobre importações de diesel até maio, com o governo federal compensando metade das perdas de arrecadação, estimadas em cerca de R$ 3,0 bilhões por mês. A proposta, apresentada a secretários estaduais de Fazenda e com nova discussão prevista para 27 de março, ocorre em meio à alta do petróleo e dos combustíveis durante o conflito entre EUA e Israel contra o Irã, após os cortes federais de PIS/Cofins sobre o diesel e o anúncio de uma subvenção para importações do combustível para mitigar o reajuste de preços pela Petrobras, em um contexto em que o diesel é insumo central na logística rodoviária do país e cerca de 25% do consumo doméstico é importado;
- Entre os destaques da agenda desta quinta-feira estão as decisões de política monetária no Reino Unido, na Zona do Euro e na China. Em todos os casos, espera-se manutenção das taxas de juros (3,75% no Reino Unido, 2,0% na Zona do Euro e 3,5% na China), movimento já amplamente antecipado e que tende a ser reforçado pela elevada incerteza decorrente do choque nos preços de petróleo. Não há indicadores econômicos esperados no Brasil.
Empresas
Vivara (VIVA3): 4T misto; forte esforço promocional leva a EBITDA abaixo do esperado, mas novas diretrizes estratégicas foram compartilhadas
- A Vivara entregou resultados mistos no 4T, com uma receita sólida, mas EBITDA abaixo do esperado em função de uma margem bruta pressionada por uma atividade promocional mais intensa.
- Em nossa visão, as principais preocupações dos investidores com a tese de investimento de VIVA giram em torno da pressão na margem bruta em meio ao aumento de custos e da dinâmica de FCL advinda da otimização de estoques.
- Embora a margem bruta tenha sido um ponto negativo do trimestre, a gestão compartilhou que acelerou o repasse de preços na Vivara no 1T (o que notamos em nosso último tracker aqui), enquanto a otimização de estoques pode oferecer mais espaço para lidar com o aumento de custos de forma mais gradual.
- Sobre a dinâmica de FCL, embora não tenha sido um destaque, a companhia entregou estoques menores (produtos acabados -15% t/t) e deve continuar trabalhando para reduzir a cobertura.
- Além disso, Thiago fez sua primeira aparição oficial no vídeo de comentários de resultados (link), compartilhando, junto com Elias, diretrizes estratégicas claras sobre expansão de lojas, otimização de estoques e gestão de custos.
- Mantemos nossa recomendação de Compra, pois continuamos vendo a Vivara sustentando seu forte momentum comercial, enquanto iniciativas internas devem ajudar a mitigar as pressões de custos.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Grupo Mateus (GMAT3): 4T fraco; SSS negativo no varejo alimentar e EBITDA abaixo do esperado
- O Grupo Mateus reportou resultados fracos e difíceis de comparar no 4T, com a receita vindo abaixo das nossas estimativas diante de uma dinâmica de vendas nas mesmas lojas (SSS) mais fraca do que o esperado em todos os formatos, enquanto as margens também foram mais fracas por desalavancagem operacional e investimentos em novos formatos.
- A falta de visibilidade sobre a Novo Standalone prejudica as comparações a/a. Além disso, ao olhar os comentários do auditor, destacamos que foi adicionada uma nota sobre fornecedores, mencionando uma divergência entre o saldo contábil e os controles de acordos comerciais, que estão atualmente em análise, mas não se espera que a distorção máxima seja relevante.
- Isso, somado a resultados fracos, deve contribuir para uma visão mais cautelosa em relação ao nome, especialmente porque as pressões de volume vindas do crédito ao consumidor apertado, da deflação de alimentos e de um ambiente macro desafiador deve persistir até 2026.
- Nesse sentido, a companhia comentou que iniciou iniciativas de produtividade em dezembro, que se intensificaram em março.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Composição por Flexibilidade: O LRCap não decepcionou
Eneva surge como a grande vencedora, mas Copel e Orizon também se destacam
- Após muita expectativa, o LRCap finalmente foi realizado;
- Com cerca de 19 GW de demanda contratada, o leilão atendeu às expectativas e entregou oportunidades relevantes de alocação (e redução de risco) para diversas companhias da nossa cobertura;
- Para ENEV, a alta de 15% nas ações no pregão de hoje resume bem o resultado (uma combinação de de-risking e criação de valor em VPL);
- Vale destacar também a performance da Copel, que conseguiu contratar Foz do Areia (já incluída no nosso cenário base) e Segredo (VPL de R$ 1,6/ação);
- Além da Orizon (ORVR), que também recontratou toda a capacidade que assumíamos em nosso cenário base;
- A Axia também contratou cerca de 200 MW de capacidade hídrica em 2031;
- Por fim, a Petrobras recontratou aproximadamente 2,2 GW de capacidade térmica, assegurando um fluxo de receitas adicionais de R$ 4,3 bilhões ao longo de 10 anos;
- Ainda precisamos analisar em mais detalhes os resultados de ENEV, já que existem cerca de 1,1 GW em novos projetos que não estavam mapeados por nós (nem pelo mercado), para os quais precisamos de mais informações antes de calcular com precisão o potencial de criação de valor;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Embraer (EMBJ3): Riscos no radar, oportunidade à vista
- Após uma queda de aproximadamente ~27% em relação aos picos recentes, estamos elevando nossa recomendação para Compra (de Neutra) e introduzindo um preço‑alvo para o final de 2026 de R$92,00/ação (US$70,00/ADR);
- Embora o conflito em curso entre EUA e Irã tenha aumentado os riscos para empresas do setor Aeroespacial, especialmente diante da forte alta nos preços do querosene de aviação, entendemos que o recente de‑rating de valuation de Embraer foi excessivo;
- Abrindo um ponto de entrada atrativo para as ações. Nesse contexto: (i) os múltiplos P/L de 2026‑27E de ~20‑16x já não parecem tão exigentes, considerando o perfil de crescimento mais de‑risked da companhia, sustentado por melhorias relevantes na carteira de pedido ao longo dos últimos anos;
- (ii) múltiplas opcionalidades permanecem como riscos de upside; e (iii) o aumento do desconto frente a pares globais reforça a atratividade relativa de Embraer dentro do setor;
- Por fim, por mais que esperemos que o momentum de curto prazo siga mais contido (enquanto o conflito no Oriente Médio persistir e os preços de querosene de aviação permanecerem elevados), a evidência histórica sugere que choques dessa natureza tendem a se normalizar ao longo do tempo.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Quem paga a conta? Custos de carbono no horizonte
- O entusiasmo em torno do mercado regulado de carbono no Brasil arrefeceu em relação ao otimismo inicial que se seguiu à Lei nº 15.042, de nov/24;
- A implementação tem avançado de forma lenta, com pontos-chave que ainda não foram definidos e o calendário eleitoral adiciona incerteza. Ainda assim, um grupo de trabalho segue mandatado a implementar o mercado até 2030;
- Nesse contexto – em que o interesse permanece, mas a convicção é mais tímida – a principal dúvida dos investidores é: quais empresas tendem a ser mais afetadas quando o mercado estiver em vigor?
- Neste relatório, mapeamos as maiores emissoras de carbono do IBOV, buscando ajudar os investidores a antecipar sua potencial exposição a futuros custos e oportunidades;
- Clique aqui para ler o conteúdo completo.
Minerva (BEEF3) | Surpresa negativa nos resultados por fraqueza no Brasil
- Minerva entregou resultados abaixo das nossas estimativas, o que provavelmente levará a revisões negativas de lucro, especialmente devido a margens mais fracas do que o esperado e queima de caixa acima do previsto no trimestre, embora observemos efeitos de capital de giro;
- Dito isso, e considerando o agravamento do cenário, principalmente por (i) preços mais altos do gado; (ii) ambiente de consumo doméstico mais fraco do que o esperado; e (iii) incerteza quanto ao cenário de exportações (particularmente considerando a Guerra no Irã e as salvaguardas da China), esperamos um desempenho negativo no pregão de amanhã;
- Confira o relatório aqui.
MBRF (MBRF3) | Análise dos resultados do 4T25: Resultados moderados; Cenário volátil
- A MBRF reportou um 4T25 pouco inspirador, com uma surpresa positiva em receitas (BRL 43.9bn: +6% A/A e +8% vs. XPe), EBITDA ajustado em linha (BRL 3.4bn) e leve decepção em margens (7.8% vs. XPe de 8.3%);
- A NewCo ainda está passando por mudanças em sua estrutura, com demissões significativas e simplificação da estrutura corporativa ainda por impactar margens brutas e SG&A;
- A capacidade adicional da Marfrig SA é bem-vinda, somada à melhora de perspectiva na National Beef. Com riscos compensatórios de ambos os lados, e tendo alavancagem e ciclo de frango como nossas principais preocupações, mantemos recomendação Neutra;
- Confira o relatório aqui.
Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose: Suporte ao sentimento dos investidores em celulose e ouro
- Nos últimos dias, conduzimos uma pesquisa com investidores para mapear sentimento/posicionamento em relação às nossas coberturas de Mineração e Siderurgia e Papel e Celulose;
- De forma geral, observamos: (+) melhora de momentum para celulose/ouro, reforçada por conversas recentes e pelos resultados da pesquisa;
- Posicionando ambas as commodities e Suzano/Aura como as calls mais bullish; (+/-) consenso bearish em Gerdau, com preocupações sobre o mercado doméstico ofuscando a performance mais forte na América do Norte, apesar de o papel negociar a níveis de valuation que consideramos atrativos;
- (=) Ceticismo em relação à Vale, com investidores (e nós) vendo upside limitado em valuation, apesar do melhor momentum em metais básicos; e (-) sentimento negativo como consenso para minério de ferro e siderúrgicas;
- No geral, (=) concordamos com a exposição atual dos investidores e com os resultados da pesquisa (embora relativamente mais bullish em Gerdau vs. consenso);
- Sustentando nossas preferências inalteradas, com Suzano e Gerdau como top picks, e recomendação de Compra reiterada para Aura, Klabin e Irani.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Desktop (DESK3): EBITDA acima do esperado e melhora na geração de caixa, mas despesas financeiras ainda limitam a entrega de lucro
- A Desktop divulgou resultados melhores no 4T25, com superação em relação às nossas estimativas.
- Os principais destaques foram um lucro líquido levemente superior e a expansão de margens (T/T), refletindo uma melhora no desempenho operacional e reforçando a consistência na execução.
- A receita líquida alcançou R$ 316 milhões (+8,0% A/A; +1,7% T/T), enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 182 milhões (+21,4% A/A; 9,6% acima do XPe), já incluindo o reconhecimento de um crédito tributário pontual de R$ 5,3 milhões.
- O lucro líquido ajustado foi de R$ 42 milhões, R$ 3 milhões acima do XPe, impulsionado principalmente pelo resultado positivo no EBITDA.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Tecnologia: E se Benjamin Graham analisasse as ações de tecnologia no Brasil?
- Benjamin Graham, mentor de Warren Buffett e considerado o Pai do Value Investing, ficou famoso por comparar ações em suas obras e aulas mais influentes.
- Seu arcabouço analítico era fundamentado em alguns princípios centrais: capacidade de geração de resultados e consistência de crescimento, rentabilidade, estrutura de capital conservadora e um preço que incorporasse uma margem de segurança.
- No contexto atual, em nossa visão, as ações de tecnologia no Brasil estão sendo negociadas a um desconto relevante em relação aos seus múltiplos históricos, com o crescimento também sendo precificado de forma mais conservadora.
- Esse cenário cria um ambiente no qual uma abordagem orientada a valor se torna não apenas relevante, mas particularmente poderosa.
- Neste relatório, realizamos um exercício que Graham costumava aplicar em suas aulas: uma comparação “às cegas” de métricas financeiras e de valuation das empresas sob nossa cobertura em Tecnologia (BMOB, INTB, LWSA, POSI e TOTS).
- O objetivo foi isolar os fundamentos do viés narrativo para responder a uma pergunta mais essencial: quais empresas realmente se destacam do ponto de vista fundamental? Os preços de mercado refletem isso? Nossa análise identificou três grupos de ações: (i) empresas de alta qualidade negociadas a um prêmio justificado; (ii) empresas que combinam crescimento de dois dígitos e elevada rentabilidade a preços razoáveis; e (iii) empresas que se aproximam da abordagem clássica de Graham, com múltiplos baixos em relação à sua capacidade de geração de resultados.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Copom reduz Selic em 0,25 ponto, para 14,75%, em decisão unânime (Valor Econômico);
- Fed mantém juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela segunda vez consecutiva (Valor Econômico);
- Negociação entre Porto e Oncoclínicas prevê transferência de até R$ 2,5 bi em dívidas para nova empresa (Valor Econômico);
- Ratings da CSN e CSN Mineração removidos do CreditWatch negativo e rebaixados para ‘brA-’ por alavancagem elevada; perspectiva negativa (S&P Global).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Fluxo estrangeiro permaneceu forte em fevereiro com a alta da Bolsa brasileira – Fluxo em foco
- Os fluxos de capital estrangeiro continuaram apoiando as ações brasileiras em fevereiro, impulsionados pela rotação global de ativos dos EUA para mercados emergentes;
- Mais recentemente, porém, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio tem pressionado o apetite por risco global, levando a uma dinâmica de fluxos mais moderada — ainda que positiva — em março até o momento;
- Os investidores estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 15,4 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 8,4 bilhões no mercado de futuros durante fevereiro. Até agora em março, os fluxos permanecem levemente positivos (+R$ 3,8 bilhões somando à vista e futuros), apesar do cenário geopolítico e da recente correção nas ações brasileiras (Ibovespa -4,6% no mês);
- Em contraste, tanto os investidores institucionais quanto os investidores individuais registraram saídas líquidas de R$ 5,8 bilhões e R$ 1,4 bilhão, respectivamente, em fevereiro;
- Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo no geral, impulsionada por mais um mês forte dos fundos de renda fixa (+R$ 55,6 bilhões). Ao mesmo tempo, os fundos de ações continuaram enfrentando resgates (-R$ 4,7 bilhões), enquanto os fundos multimercado registraram saídas líquidas de R$ 7,9 bilhões, revertendo a recuperação observada em janeiro;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX cai 0,18% com volatilidade contida e papéis mistos (Suno);
- Novo CEO da XP Asset aposta em modelo de parcerias para atrair talentos e crescer em alternativos (Valor Econômico);
- Valora pode chegar a R$ 1 bilhão em captações para Fiagros (TheAgriBiz);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Capital gringo não abandonou a bolsa. Então por que o Ibovespa perdeu fôlego?: Mesmo com R$ 4 bilhões de entrada líquida de estrangeiros em março, o Ibovespa perdeu ritmo porque o fluxo ficou mais fraco e seletivo, concentrado em petróleo, enquanto a liquidez caiu e a incerteza sobre juros — especialmente após o Fed sinalizar apenas um corte em 2026 — levou investidores a reduzir exposição a risco. (Valor Investe);
- JPMorgan’s First Taiwan ETF in Over a Decade Faces Crowded Market: JPMorgan is returning to Taiwan’s ETF arena after more than 10 years with a new equity fund, but the launch comes into an increasingly crowded market dominated by large local issuers and intense fee competition, raising questions about whether the firm can meaningfully differentiate its product and capture investor flows. (Bloomberg);
- Market Holds Up as Money Rotates Out of Tech: Despite oil at multi‑year highs and pressure on big tech names such as Microsoft and Amazon, the U.S. equity market has remained resilient, as investors rotate out of technology and consumer discretionary ETFs (like XLK and XLY) and into energy, utilities, materials, industrials, staples and real estate, with XLE up over 30% YTD—offsetting weakness in tech and preventing a deeper market decline. (etf.com);
- Bitcoin cai com realização e dado de inflação dos EUA após 8 dias seguidos de alta: Após oito pregões de valorização, o bitcoin recua cerca de 1,8% em um movimento técnico de realização que ganhou força após o PPI dos EUA subir 0,7% — mais que o dobro do esperado — elevando as preocupações sobre juros mais altos por mais tempo e pressionando o apetite por risco no dia da decisão do Fomc. (Valor Econômico).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Huawei e Powersafe fecham contrato para baterias de armazenamento de energia no Brasil | Café com ESG, 19/03
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,43% e 0,48%, respectivamente;
- No lado das empresas, a Huawei, empresa de tecnologia, e a Powersafe, companhia de soluções de armazenamento de energia, assinaram um contrato para a comercialização de sistemas de baterias (em inglês, BESS) no mercado brasileiro – o objetivo do acordo é ampliar o portfólio de soluções energéticas inteligentes no país a partir de baterias;
- Na política, (i) o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, afirmou que o leilão de reserva de capacidade desta quarta-feira (18) vai dar segurança energética ao país ao longo da próxima década – em entrevista coletiva, ele afirmou ainda que este “talvez seja o último leilão de térmicas de fontes não renováveis ou não limpas”, dada a transição energética em andamento no país; e (ii) o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, assinou um memorando de entendimento entre seu Estado e o governo dos EUA para estabelecer uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras – o acordo afirma buscar cooperação mútua para pesquisa e capacitação;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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