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Fluxo estrangeiro permaneceu forte em fevereiro com a alta da Bolsa brasileira – Fluxo em foco

Dados preliminares para março apontam para uma tendência ligeiramente positiva apesar das tensões no Oriente Médio

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Os fluxos de capital estrangeiro continuaram apoiando as ações brasileiras em fevereiro, impulsionados pela rotação global de ativos dos EUA para mercados emergentes. Mais recentemente, porém, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio tem pressionado o apetite por risco global, levando a uma dinâmica de fluxos mais moderada — ainda que positiva — em março até o momento. Os investidores estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 15,4 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 8,4 bilhões no mercado de futuros durante fevereiro. Até agora em março, os fluxos permanecem levemente positivos (+R$ 3,8 bilhões somando à vista e futuros), apesar do cenário geopolítico e da recente correção nas ações brasileiras (Ibovespa -4,6% no mês). Em contraste, tanto os investidores institucionais quanto os investidores individuais registraram saídas líquidas de R$ 5,8 bilhões e R$ 1,4 bilhão, respectivamente, em fevereiro. Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo no geral, impulsionada por mais um mês forte dos fundos de renda fixa (+R$ 55,6 bilhões). Ao mesmo tempo, os fundos de ações continuaram enfrentando resgates (-R$ 4,7 bilhões), enquanto os fundos multimercado registraram saídas líquidas de R$ 7,9 bilhões, revertendo a recuperação observada em janeiro.

Os fluxos de capital estrangeiro permaneceram fortes em fevereiro e continuaram a sustentar o rali das ações brasileiras. Ao longo do último mês, investidores estrangeiros voltaram a ser compradores líquidos relevantes de ações brasileiras, registrando entradas líquidas de R$ 15,4 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 8,4 bilhões no mercado de futuros. Como discutido em nosso último Raio-XP, o rali histórico da bolsa brasileira seguiu sólido em fevereiro, com os fluxos estrangeiros continuando a atuar como um dos principais vetores, à medida que o Brasil se beneficia da rotação global para fora de ativos dos EUA. Mais recentemente, porém, a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio tem pressionado o apetite por risco global, levando a uma dinâmica de fluxos mais moderada, embora ainda positiva. Em março, até o momento, investidores estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 4,3 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 0,6 bilhão em futuros, resultando em entradas líquidas totais de R$ 3,8 bilhões. Em 2026 até o momento, investidores estrangeiros acumularam entradas líquidas de R$ 46,2 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 7,6 bilhões em futuros, resultando em R$ 38,6 bilhões de entradas líquidas totais.

Por outro lado, os investidores institucionais foram os principais vendedores líquidos de ações brasileiras, marcando o sexto mês consecutivo de saídas líquidas. Em fevereiro, investidores institucionais registraram saídas líquidas de R$ 12,8 bilhões no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 6,9 bilhões em futuros. Até agora em março, os fluxos têm apresentado uma tendência negativa, com saídas líquidas de R$ 4,5 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$ 0,7 bilhão em futuros.

Os investidores individuais também foram vendedores líquidos relevantes em fevereiro. Esse segmento registrou saídas líquidas de R$ 2,7 bilhões no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 1,4 bilhão em futuros, em linha com os resultados da nossa última pesquisa de sentimento com assessores, que indicou queda na intenção de aumentar a exposição em renda variável, apesar do rali recente. Em março, os fluxos têm sido positivos, com entradas líquidas de R$ 2,1 bilhões somando mercado à vista e futuros.

Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo, com entradas líquidas de R$ 43 bilhões em fevereiro. Fundos de renda fixa registraram mais um mês forte, atraindo R$ 55,6 bilhões em entradas líquidas. Fundos multimercado, por sua vez, tiveram saídas líquidas de R$ 7,9 bilhões, revertendo a forte recuperação observada em janeiro, enquanto os fundos de ações mantiveram a tendência negativa, com saídas líquidas de R$ 4,7 bilhões, impulsionadas principalmente por resgates em fundos ativos.

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