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A semana na Renda Fixa (26/12 a 29/12)

O que aconteceu nesta semana na renda fixa? Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.

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O que aconteceu nesta semana na renda fixa?
Na última semana no ano, as taxas de juros apresentaram queda diante de sinalizações de preocupação por parte do governo eleito com o cenário fiscal (o que pode ser entendido como uma potencial maior responsabilidade com as contas públicas do que o esperado). Neste cenário de alívio das incertezas acerca do rumo das contas públicas, também houve a não prorrogação da desoneração dos combustíveis.

Vale ressaltar que esta semana foi marcada pela baixa liquidez, o que reflete em superestimação de movimentos, tanto de baixa quanto de alta.

O que acompanhar na primeira semana de 2023?
No cenário internacional, o destaque será a ata do FOMC. No Brasil, o foco serão os primeiros dias do novo governo e definições de política econômica.

Para facilitar a navegação pelo conteúdo, utilize o índice à esquerda da página.

Cenário macroeconômico

No Estados Unidos, o deflator dos gastos do consumidor (PCE Deflator) – indicador de inflação favorito do banco central americano – caiu para 0,1%, de 0,4% em outubro. Em suma, ao nosso ver, os esforços do Fed para reduzir a inflação estão surtindo efeito, mas ainda é necessário mais, pois os salários continuam crescendo rapidamente e um mês de inflação mais reduzida significa pouco diante da alta volatilidade mensal do indicador.

No continente europeu, houve aumento nas tenções da região leste com a reação russa às tentativas do G7 de limitar os ganhos com as receitas do petróleo do país. O presidente Putin assinou um decreto proibindo as vendas sob contratos que cumprem o teto de preço de US$ 60 imposto pelos aliados ocidentais da Ucrânia.

Na China, a Comissão Nacional de Saúde disse que deixou de publicar os números diários da Covid, em meio ao rápido aumento de casos. Os últimos números indicam que cerca de 250 milhões de pessoas pegaram Covid nos primeiros 20 dias de dezembro. Além disso, autoridades chinesas anunciaram os requisitos de quarentena para viajantes que chegam ao país serão suspensos em 8 de janeiro, dando mais um passo ao fim da política de tolerância zero à Covid.

No Brasil, o governo federal desistiu de estender as isenções do imposto sobre combustíveis. Estimamos que o retorno das alíquotas anteriores teria um impacto de cerca de R$ 53 bilhões nas receitas do governo central e cerca de 0,51 ponto percentual na inflação no próximo ano.

Além disso, o governo central registrou déficit de R$ 14,7 bilhões e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) registrou criação líquida de 135,5 mil ocupações formais em novembro. Ainda no campo doméstico, na última quinta-feira do ano, foram anunciados os nomes restantes para compor os ministérios do governo eleito.

Leia o resumo completo de economia da semana

Juros e inflação

Na última semana no ano, as taxas de juros apresentaram queda diante de sinalizações de preocupação por parte do governo eleito com o cenário fiscal (o que pode ser entendido como uma potencial maior responsabilidade com as contas públicas do que o esperado).

As declarações foram emitidas pelo futuro Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que também afirmou que o novo regime fiscal deve se basear no controle dos gastos e que a futura ministra do Planejamento, Simone Tebet, também será envolvida nesse programa de revisão das despesas. 

Neste cenário de alívio das incertezas acerca do rumo das contas públicas, também houve a não prorrogação da desoneração dos combustíveis. Entretanto, no final do último pregão do ano, houve um movimento altista nas taxas de juros devido às declarações acerca da política de preço dos combustíveis realizadas pelo presidente eleito Lula, que indicou possibilidade de alterações da política no próximo ano.

Vale ressaltar que esta semana foi marcada pela baixa liquidez, o que reflete em superestimação de movimentos, tanto de baixa quanto de alta.

A curva de juros pode ser compreendida como as expectativas dos rendimentos médios de títulos públicos prefixados sem cupom (ou seja, sem pagamentos semestrais), de hoje até uma determinada data futura, a partir dos contratos futuros de juros (ou DI). Enquanto isso, a Taxa Selic Esperada é a rentabilidade da taxa básica de juros esperada no final de cada período. Entenda mais aqui.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Nesta semana, não houve leilões de títulos públicos. O funcionamento voltará à normalidade a partir de 2023.

Mercado Secundário

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F).

Ambos são calculados pela Anbima e podem sofrer variações devido à dinâmica de oferta e demanda de títulos no mercado, reflexo das movimentações no cenário econômico.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Ao longo dos últimos dias, as taxas de juros apresentaram queda diante, principalmente, do alívio das incertezas acerca do rumo das contas públicas no próximo ano – vide seção “Juros e Inflação” para mais detalhes. Com isso, todos os títulos públicos federais apresentaram valorização. Além disso, as taxas de títulos mais longos de inflação se afastaram do patamar de IPCA + 6,5% e os prefixados ficaram abaixo de 13%.

Acompanhe as taxas do títulos do Tesouro Direto disponíveis para compra e para resgate

Crédito Privado

Fluxo

Nesta seção, analisamos os dados da Anbima de negociações definitivas de crédito privado, realizando um filtro cujo spread (diferença) entre os preços máximo e mínimo negociados representam mais do que 0,01% do volume negociado no dia, com o intuito de descartar o que acreditamos serem as operações diretas dentro de instituições.

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 543 milhões (ante R$ 672 milhões na semana anterior), R$ 295 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 434 milhões), R$ 301 milhões em CRIs (vs. 241 milhões) e R$ 428 milhões em CRAs (vs. R$ 379 milhões).

Os papéis mais negociados por classe de ativos foram as debêntures da Americanas (LAMEA7), a debênture incentivada da Açucareia Quatá (QUAT13), CRI da Torre Sucupira e, por fim, CRA da Agrogalaxy.

Como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados desta quinta-feira não são considerados. Além disso, como no último dia do ano não há pregão, não haverá negociações referentes ao dia 30 de dezembro.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

O que esperar – Semana de 02/01 a 06/01

Agenda econômica

No cenário internacional, o destaque será a ata do FOMC, que deve dar sinalizações dos rumos da política monetária nos EUA, assim como dados de emprego. Na China, diversos dados serão divulgados, como o PIB do 4º trimestre, dados de atividade econômica e inflação de dezembro. Também serão divulgados índices de gerentes de compras referentes à janeiro de países desenvolvidos e a inflação ao consumidor e ao produtor na Zona do Euro.

No Brasil, o foco serão os primeiros dias do novo governo e definições de política econômica. Na seara de dados econômicos, o destaque será a produção industrial de novembro e a inflação medida pelo IGP-DI de dezembro.

Leilões do Tesouro Nacional

Os leilões retornarão em 2023.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Não há debêntures programadas para vencer na próxima semana

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