A semana na Renda Fixa (24/05 a 28/05)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: A arrecadação do Governo Federal em abril mais forte do que o esperado e a surpresa para o IPCA-15 de maio, que veio abaixo da expectativa, foram responsáveis pela queda nas taxas futuras de juros nos vencimentos intermediários e longos. Como resultado, a curva apresentou perda de inclinação na semana (flattening).

A maior parte dos títulos do Tesouro Direto apresentou valorização na semana. O tom positivo também foi observado nos spreads das debêntures, que apresentaram fechamento nas curvas dos papeis classificados com ratings “AAA”, “AA” e “A”.

Para a próxima semana, destaque para a divulgação da taxa de desemprego referente a maio nos EUA. No Brasil, a divulgação do PIB do primeiro trimestre deverá ficar em primeiro plano.

Cenário macroeconômico

Elaborado pelo time de Economia da XP

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros e inflação

A arrecadação do Governo Federal em abril mais forte que o esperado e a surpresa baixista para o IPCA-15 de maio foram responsáveis pela queda nas taxas futuras de juros nos vencimentos intermediários e longos. Como resultado, a curva apresentou perda relevante de inclinação na semana (flattening).

Com isso, títulos de prazos mais longos prefixados ou híbridos (que possuem parcela prefixada em sua composição de remuneração), devem apresentar valorização.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, apresentaram leve oscilação na semana, movimento observado sem direção única.

O mercado espera Selic ao fim do período de 6,53% em 2021, 8,32% em 2022, 8,91% em 2023 e 9,27% em 2024. Para a inflação, a expectativa é de 6,13% em 2021, 4,94% em 2022, 5,05% em 2023 e 4,76% em 2024.

Fonte: Bloomberg, XP Investimentos.

Leilões do Tesouro Nacional

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 25/05 – NTN-B

No leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) realizado na última terça-feira (25), o Tesouro Nacional ofertou os vencimentos em agosto de 2024, 2030, e maio de 2040. O total ofertado somou 5,35 milhões de papeis, ante 4,8 milhões no leilão da semana anterior.

Apesar desse aumento, o leilão foi consideravelmente menor que o último em termos de risco, já que quase todo o montante foi destinado para o lote mais curto, que totalizou 5 milhões.

Os vencimentos para 2024 e 2028 foram integralmente colocados no mercado, enquanto 27% dos títulos para 2040 foram vendidos. O volume financeiro total somou R$ 20,8 bilhões.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Leilão do dia 27/05 – LTN, NTN-F e LFT

No leilão da última quinta-feira (27), a oferta de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) foram superiores à semana anterior, enquanto que o volume de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) foi menor.

A grande oferta de ativos prefixados surpreendeu de certa forma, uma vez que ocorreu um dia após a revisão do PAF pelo Tesouro Nacional, em que foi indicada a intenção de reduzir a participação de títulos pré na composição da dívida pública. No entanto, o TN tem até o final do ano para adequar-se ao plano revisado e a maior oferta pode ser explicada por uma possível leitura de maior apetite dos dealers por papeis prefixados no dia do leilão.

As ofertas foram colocadas em sua integralidade no mercado. O volume financeiro de LTNs somou R$ 16,4 bilhões e o de NTN-Fs, R$ 1,8 bilhão. Para LFTs, o giro financeiro totalizou R$ 10,3 bilhões. O risco para o mercado do leilão (DV01) foi 74,9% maior que o do último.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Ressalta-se que as LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Tesouro Direto

A maior parte dos títulos do Tesouro Direto apresentou valorização na semana, com exceção do Tesouro IPCA+ 2026, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2030 e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures foi de R$ 933 milhões (vs. R$ 1,2 bilhão na semana anterior), R$ 100 milhões em CRAs (vs. R$ 122 milhões) e R$ 236 milhões em CRIs (vs. R$ 265 milhões). Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures participativas da Vale, CRI Rede D’Or e CRA JBS.

Vale lembrar que, como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados da sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP Investimentos.

Spreads de crédito

O tom positivo na semana também foi observado nos spreads das debêntures, que apresentaram fechamento nas curvas dos papeis classificados com ratings “AAA”, “AA” e “A”.

Assim como nos dados de fluxo, os números da sexta-feira para os spreads de crédito também não são considerados e podem alterar o apresentado.

As curvas são extraídas a partir de debêntures precificadas diariamente pela ANBIMA (DI Percentual, DI+spread e IPCA+spread) e refletem estruturas de spread zero-cupom sobre a curva soberana para diferentes níveis de risco.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP Investimentos.

Ações de rating

*Em revisão para elevação.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP Investimentos.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 24/05 a 28/05

Agenda econômica

No cenário internacional, o destaque da semana ficará para a divulgação da taxa de desemprego referente a maio nos EUA, especialmente após a última surpresa negativa do indicador. A semana contará também com a divulgação de PMIs referentes a maio na China, EUA e Zona do Euro, além de indicadores de inflação e varejo na Zona do Euro, e pronunciamentos de dirigentes do FED. Devemos acompanhar também a continuidade das discussões do pacote de infraestrutura no Congresso dos EUA.

No Brasil, o principal destaque será a divulgação do PIB do primeiro trimestre. Diante de fortes indicadores de atividade no início do ano, o resultado deve refletir esta resiliência da atividade – apesar da piora da pandemia e da interrupção de medidas de estímulos governamentais. Teremos também a divulgação da produção industrial de abril e vendas de veículos (Fenabrave) referente a maio.

Em política, discussões devem seguir sobre as reformas no Congresso, CPI da pandemia e possível extensão do auxílio emergencial.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 28/05 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP Investimentos.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Sem vencimentos agendados para o período.

Relatórios publicados na semana de 24/05 a 28/05

Renda Fixa

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