A semana na Renda Fixa (21/06 a 25/06)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: As taxas de juros futuras encerraram a semana em relativa estabilidade, após oscilações ao longo dos dias. Em comparação com última sexta-feira, houve queda nas taxas dos vencimentos mais longos, o que resultou em desinclinação da curva. Como principais drivers do período, elencam-se a o tom mais hawkish da ata do Copom e do Relatório de Inflação, contração de mais de 2% do dólar ante o real, e divulgação do IPCA-15 em linha com o consenso de mercado.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, também oscilaram na semana, sem direção única. Enquanto isso, todos os títulos ofertados no Tesouro Direto apresentaram valorização, observada com mais intensidade nos títulos prefixados e indexados à inflação. As curvas das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” apresentaram fechamento de spreads pela quinta semana consecutiva.

Para a próxima semana, destaque no cenário doméstico para os dados de mercado de trabalho com a PNAD referente a abril e o Caged de maio, além de dados fiscais com a divulgação do resultado primário do governo geral, do Tesouro Nacional de maio, e de inflação com o IGP-M de junho. No cenário internacional, ênfase para o resultado de desemprego referente a junho nos EUA, além de dados de inflação e desemprego na Zona do Euro, e PMIs de junho na China.

Cenário macroeconômico

Elaborado pelo time de Economia da XP

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros

As taxas de juros futuras encerraram a semana em relativa estabilidade, após oscilações ao longo dos dias. Em comparação com última sexta-feira, houve queda nas taxas dos vencimentos mais longos, o que resultou em desinclinação da curva. Como principais drivers do período, elencam-se a o tom mais hawkish da ata do Copom e do Relatório de Inflação, contração de mais de 2% do dólar ante o real, e divulgação do IPCA-15 em linha com o consenso de mercado.

Já as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, oscilaram na semana, sem direção única.

O mercado espera Selic ao fim do período de 7,46% em 2021, 8,35% em 2022, 8,58% em 2023 e 9,26% em 2024. Para a inflação, a expectativa é de 6,62% em 2021, 4,44% em 2022, 4,66% em 2023 e 4,76% em 2024.

Fonte: Bloomberg, XP.

Leilões do Tesouro Nacional

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 22/06 – NTN-B

Na última terça-feira (22), o Tesouro ofertou 150 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), valor significativamente inferior ao 2,3 milhões de papéis ofertados na semana passada. Atribui-se a redução ao stress do mercado nas sessões anteriores, que levou à elevação nas taxas. Com isto, o Tesouro optou por reduzir a oferta.

A oferta foi integralmente colocada no mercado, com giro financeiro de R$ 618 milhões, ante R$ 9,7 bilhões na semana anterior.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Leilão do dia 24/06 – LTN, NTN-F e LFT

No leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT) realizado na última quinta-feira (24), o TN reduziu a oferta de LTNs ante o leilão da quinta-feira passada de 15 milhões para 11,5 milhões, e NTN-Fs, de 1,5 milhão para 1,15 milhão. As LFTs ofertadas avançaram de 750 mil para 1,25 milhão, na mesma base de comparação.

O Tesouro vendeu 10,3 milhões de LTNs, 1,1 milhão de NTN-Fs e a oferta integral de 1,25 milhão de LFTs. A maior parte da demanda de LFTs se concentrou no vencimento mais longo (março/27), mas, diferente da última semana, também houve vendas do vencimento mais curto (setembro/22). Ambos os ativos deixarão de ser emitidos a partir da próxima semana.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

As LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Tesouro Direto

Todos os títulos do Tesouro Direto apresentaram valorização na semana, observada com mais intensidade nos títulos prefixados e indexados à inflação.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em CRAs foi de R$ 108 milhões (vs. R$ 104 milhões na semana anterior) e R$ 169 milhões em CRIs (vs. R$ 239 milhões).

A partir desta edição do relatório, dividiremos o fluxo de debêntures entre não incentivadas, que totalizou volume médio semanal de R$ 534 milhões, e incentivadas (Lei 12.431/11), com média de R$ 374 milhões.

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures Light, debêntures ISA CTEEP, CRI Rede D’Or (segunda semana consecutiva) e CRA JBS (sétima semana consecutiva).

Vale lembrar que, como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados da sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Spreads de crédito

As curvas das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” apresentaram fechamento de spreads pela quinta semana consecutiva.

Assim como nos dados de fluxo, os números da sexta-feira para os spreads de crédito também não são considerados e podem alterar o apresentado.

As curvas são extraídas a partir de debêntures precificadas diariamente pela ANBIMA (DI Percentual, DI+spread e IPCA+spread) e refletem estruturas de spread zero-cupom sobre a curva soberana para diferentes níveis de risco.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Ações de rating

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 28/06 a 02/07

Agenda econômica

No cenário internacional, o destaque da semana fica para o resultado de desemprego referente a junho nos EUA, além de dados de inflação e desemprego na Zona do Euro, e PMIs de junho na China. Além disso, discussões sobre o pacote de infraestrutura nos EUA devem seguir no radar do mercado, após anúncio de acordo entre democratas e republicanos essa semana.

No Brasil, a semana contará com dados de mercado de trabalho com a PNAD (formais e informais) referente a abril e o Caged de maio (trabalhadores formais), além de resultados fiscais com a divulgação do primário do governo geral e do resultado do Tesouro Nacional de maio, e de inflação com o IGP-M de junho. O cenário político econômico também deve ganhar parte dos holofotes, com discussões sobre a reforma tributária e evoluções da CPI da Pandemia.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 25/06 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

A partir do leilão da próxima quinta-feira (01), o Tesouro Nacional seguirá a programação para os leilões do primeiro trimestre, com alterações pontuais em vencimentos e frequências de ofertas de ativos.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Relatórios publicados na semana de 21/06 a 25/06

Renda Fixa

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