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A semana na Renda Fixa (20/12 a 23/12)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.

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Resumo: As taxas futuras de juros encerraram a semana praticamente estáveis, após sessões de baixa liquidez, porém de certa forma impactadas pela divulgação do IPCA-15, que desacelerou no mês, porém trouxe incômodo ao mercado devido à sua composição.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que balizam os papeis indexados à inflação no mercado de renda fixa, tiveram movimento semelhante, terminando a semana com taxas próximas à semana anterior.

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana em baixa, com exceção dos títulos pós-fixados e prefixados sem cupom, como reflexo principalmente da abertura na curva de juros

Para a próxima semana, a agenda traz a divulgação da taxa de desemprego referente ao trimestre móvel até outubro, do IGP-M de dezembro (conhecido como a “inflação do aluguel”) e do resultado das contas públicas de novembro.

Cenário macroeconômico

No cenário internacional, a variante Ômicron segue sendo destaque a medida que vai se tornando a cepa dominante do coronavírus. Se por um lado a nova variante tem piorado o quadro para a atividade econômica, a inflação pressionada torna maior a probabilidade de elevações de juros mais cedo que o previsto nos EUA.

No Brasil, a aprovação do orçamento de 2022 trouxe um alívio na frente fiscal e deu fim ao ano legislativo. Na seara de dados econômicos, o IPCA-15 aponta desaceleração no final do ano e a criação de empregos formais surpreende positivamente. Na próxima semana, destaque para as contas públicas de novembro e para a “inflação do aluguel” (IGP-M de dezembro).

Leia tudo o que aconteceu nesta semana em economia.

Juros e inflação

As taxas futuras de juros encerraram a semana praticamente estáveis, após sessões de baixa liquidez, porém de certa forma impactadas pela divulgação do IPCA-15, que desacelerou no mês, porém trouxe incômodo ao mercado devido à sua composição.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que balizam os papeis indexados à inflação no mercado de renda fixa, tiveram movimento semelhante, terminando a semana com taxas próximas à semana anterior.

É possível observar no segundo slide que o mercado passou a precificar Selic mais baixa em 2022. Espera-se Selic de 11,56% ao final de 2022, acima da expectativa da XP de 11%, 9,48% em 2023 e 9,93% em 2024. Já no caso da inflação, nossas estimativas estão alinhadas às do mercado, apontando para cerca de 5,20% em 2022. Para 2023, o mercado espera 5,38%.

A curva de juros pode ser compreendida como as expectativas dos rendimentos médios de títulos públicos prefixados sem cupom (ou seja, sem pagamentos semestrais), a partir dos contratos futuros de juros (ou DI). Entenda mais aqui.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Não houve leilões de títulos públicos nesta semana.

Mercado Secundário

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). Ambos são calculados pela Anbima.

Apesar de liquidez reduzida por conta do fim de ano, houve volume grande nas NTN-Bs, principalmente na parte curta com players operando inflação implícita, que segue em queda desde o começo do mês. Esse movimento vem, principalmente, com a queda do petróleo no exterior e receio com a ômicron, que afetam esse cenário de deflação.

No mercado de prefixados, estamos próximos ao vencimento de R$ 115,7 bilhões da LTN Jan/22 e do pagamento de aproximadamente R$ 21 bilhões em cupons das NTN-Fs. Assim, tem havido fluxo de rolagem de LTN para outros vencimentos de 2022, além de demanda por e NTN-F 2023 por conta do rebalanceamento do IRF-M que, em conjunto com a LTN 2024 serão os papeis mais demandados.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Tesouro Direto

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Quase todos os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana em baixa, com exceção dos títulos pós-fixados e prefixados sem cupom, como reflexo do leve movimento na curva de juros ao longo da semana, além questões técnicas relacionadas à rolagem de LTNs curtas (mencionadas acima)

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 987 milhões (ante R$ 882 milhões na semana anterior), R$ 474 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 510 milhões), R$ 250 milhões em CRAs (vs. R$ 140 milhões) e R$ 437 milhões em CRIs (vs. R$ 291 milhões).

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures CCR e Comgas, CRI Green Towers e CRA FS Bio.

Como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados desta quinta e sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado. Para trazer uma aproximação do resultado em cinco dias, os dados abrangem desde a quinta-feira da semana anterior até a quarta-feira da semana corrente.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Spreads de crédito

Os dados serão atualizados quinzenalmente, uma vez que, em geral, não há movimentação semanal significativa. O comentário abaixo refere-se ao fechamento da semana encerrada no dia 17/12/2021.

No gráfico abaixo, apresentamos a movimentação dos spreads de crédito consolidados de ativos com volume relevante de negociação no mercado, de forma a buscar refletir os níveis médios de spreads do mercado de crédito privado. As informações são apresentadas com base em dados da quinzena anterior, devido à data de disponibilização pela Cetip para a realização de nossa análise.

Vale notar que, dada a dinâmica do mercado secundário no Brasil, os movimentos de abertura ou fechamento de spreads não necessariamente refletem maior ou menor risco dos emissores, podendo apenas ser resultado de questões técnicas (como demanda reduzida ou elevada por papeis, por exemplo).

De maneira geral, é possível observar que os spreads médios das debêntures incentivadas apresentaram fechamento. Pode-se atribuir o movimento de fechamento à abertura das NTN-Bs no período. Ressaltamos que estes papeis são atrelados ao IPCA.

Por fim, as debêntures tradicionais em CDI+ com prazo inferior a três anos também apresentaram fechamento ao longo do período apresentado. Utilizamos este prazo para esses papeis por concentrar o maior volume de negociação, sendo, portanto, mais representativo do movimento geral no mercado.

O que esperar – Semana de 27/12 a 30/12

Agenda econômica

Destaque para dados de produção industrial na Alemanha, vendas e preços de moradias nos EUA, além de índices de gerentes de compras (PMI, sigla em inglês) na China.

No cenário doméstico, a agenda traz a divulgação da taxa de desemprego referente ao trimestre móvel até outubro, do IGP-M de dezembro (conhecido como a “inflação do aluguel”) e do resultado das contas públicas de novembro.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 22/12 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Os leilões de títulos do Tesouro Nacional retornarão no dia 4 de janeiro de 2022.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Relatórios publicados na semana de 20/12 a 23/12

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