A semana na Renda Fixa (15/11 a 19/11)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: As taxas futuras de juros encerraram a semana em leve alta, com maior intensidade nos vencimentos de médio e curto prazos, refletindo as preocupações com a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado, em especial modificações que levem o texto de volta à Câmara, além do potencial reajuste de salários de servidores públicos.

Já as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, fecharam em leve baixa no miolo da curva e alta nos vencimentos mais longos.

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana em baixa, com exceção do Tesouro Selic.

Para semana que vem, destaque para o IPCA-15 de novembro, relatório mensal da dívida pública e Caged. No cenário internacional, as atenções estarão voltadas para a ata da última reunião do comitê de política monetária do Fed (FOMC) e para o deflator PCE nos Estados Unidos.

Cenário macroeconômico

No cenário internacional, destaque para melhora no cenário de atividade econômica dos EUA, além de, na Europa, imposição de lockdown devido ao novo surto de Covid e inflação ao produtor mais acelerada.

No Brasil, contração na atividade econômica em setembro, piora nas projeções oficiais da Secretaria de Política Econômica para a economia brasileira e dificuldades na tramitação da PEC dos Precatórios no Senado.

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros

As taxas futuras de juros encerraram a semana em leve alta, com maior intensidade nos vencimentos de médio e curto prazos, refletindo as preocupações com a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado, em especial modificações que levem o texto de volta à Câmara, além do potencial reajuste de salários de servidores públicos.

Já as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, fecharam em leve baixa no miolo da curva e alta nos vencimentos mais longos.

O mercado espera Selic de 9,60% ao fim de 2021 (ante 9,61% na última sexta-feira), 12,78% em 2022 (vs. 12,70%), 11,76% em 2023 (vs. 11,43%) e 11,73% (vs. 11,36%) em 2024. Quanto à inflação, é esperado 10,23% em 2021 (contra 10,27% na última semana), 5,56% em 2022 (vs. 5,50%), 6,37% em 2023 (vs. 6,15%) e 6,52% em 2024 (vs. 6,18%).

Fonte: Bloomberg, XP.

A curva de juros pode ser compreendida como as expectativas dos rendimentos médios de títulos públicos prefixados sem cupom (ou seja, sem pagamentos semestrais), a partir dos contratos futuros de juros (ou DI). Entenda mais aqui.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 16/11 – NTN-B

No leilão realizado na última terça-feira (16), o Tesouro Nacional (TN) ofertou 1,8 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs), acima dos 600 mil ofertados na semana passada e dos 150 mil ofertados na semana anterior.

A instituição vendeu a integralidade dos lotes ofertados, com giro financeiro de R$ 7,09 bilhões, ante R$ 1,9 bilhão da semana anterior.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Leilão do dia 18/11 – LTN, NTN-F e LFT

Já no leilão da quinta-feira (18), o TN ofertou 6 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), ante 3,5 milhões na última semana, 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), vs. 2 milhões no leilão anterior, e 1,5 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), estável frente ao último leilão.

O Tesouro vendeu 5,75 milhões de LTNs ante oferta de 6 milhões, e as ofertas totais de NTN-Fs e LFTs. O volume financeiro somou R$ 22,7 bilhões, pouco acima dos R$ 21,2 bilhões da última semana.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

As LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Mercado Secundário

Nas NTN-Bs, o mercado segue com o fluxo de inflação implícita, com maior concentração nos ativos com vencimentos entre 2022 e 2026. Também se destaca as posições de hedge de emissão de crédito privado no miolo da curva.

No mercado de LTNs, houve maior demanda nos vencimentos em abril de 2022 e janeiro de 2024 e venda grande de investidores locais no ativo com vencimento em outubro 2022.

As NTN-Fs apresentaram fluxo mais vendedor, com pouca demanda nos papéis. Depois do leilão da semana passada, com maior volume ofertado, observamos tendência de abertura de prêmios.

Nas LFTs, o fluxo permanece mais alongador do miolo da curva para parte longa.

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). Ambos são calculados pela Anbima.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Tesouro Direto

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana em baixa, com exceção do Tesouro Selic.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 824 milhões (ante R$ 1,2 bilhão na semana anterior), R$ 476 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 399 milhões), R$ 136 milhões em CRAs (vs. R$ 123 milhões) e R$ 210 milhões em CRIs (vs. R$ 286 milhões).

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures Itaúsa e Colombo Agroindústria, CRI Vinci Logística e CRA BRF.

Como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados desta sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado. Para trazer uma aproximação do resultado em cinco dias, os dados abrangem desde a sexta-feira da semana anterior até a quinta-feira da semana corrente.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 22/11 a 26/11

Agenda econômica

Para semana que vem, destaque para o IPCA-15 de novembro, relatório mensal da dívida pública e Caged. No cenário internacional, as atenções estarão voltadas para a ata da última reunião do comitê de política monetária do Fed (FOMC) e para o deflator PCE nos Estados Unidos.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 19/11 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Sem vencimentos agendados para a semana.

Relatórios publicados na semana de 15/11 a 19/11

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