A semana na Renda Fixa (12/07 a 16/07)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: Apesar do viés de alta nas primeiras sessões, houve redução moderada na inclinação da curva de juros futuros na semana: enquanto as taxas mais curtas apresentaram relativa estabilidade, as longas retraíram. A volatilidade segue direcionada pelas incertezas no ambiente internacional quanto à inflação nos Estados Unidos e atuação do Fed, além das preocupações com a variante delta da covid-19.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B) encerraram a semana sem direção única. Pela segunda semana consecutiva, os títulos do Tesouro Direto registraram desvalorização, com exceção do Tesouro Selic (ativo de menor risco e menos sensível às oscilações de mercado) e o Tesouro IPCA+ de vencimento mais curto. Já as curvas das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” apresentaram abertura de spreads nas durations mais curtas, e fechamento nas durations mais longas.

Do lado internacional, o destaque da semana seguinte serão os dados de atividade econômica nos EUA e na Zona do Euro, com destaque para a divulgação de PMIs (Índices de Gerentes de Compras) referentes a julho. No cenário doméstico, esperamos ver desdobramentos adicionais das discussões sobre a reforma tributária, além do acompanhamento do quadro de saúde do Presidente Bolsonaro. Na seara de indicadores, haverá divulgação de dados de inflação, com o IPCA-15 e a prévia do IGP-M referentes a julho, além dos dados de arrecadação tributária federal em junho.

Cenário macroeconômico

Elaborado pelo time de Economia da XP

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros

Apesar do viés de alta nas primeiras sessões, houve redução moderada na inclinação da curva de juros futuros na semana: enquanto as taxas mais curtas apresentaram relativa estabilidade, as longas retraíram. A volatilidade segue direcionada pelas incertezas no ambiente internacional quanto à inflação nos Estados Unidos e atuação do Fed, além das preocupações com a variante delta da covid-19.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, encerraram a semana sem direção única.

O mercado espera Selic ao fim do período de 7,36% em 2021, 8,43% em 2022, 9,00% em 2023 e 9,10% em 2024. Para a inflação, a expectativa é de 6,91% em 2021, 4,54% em 2022, 4,66% em 2023 e 5,15% em 2024.

Fonte: Bloomberg, XP.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 13/07 – NTN-B

No leilão da última terça-feira, o Tesouro ofertou 1,8 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), valor superior à oferta de 1,1 milhão da semana anterior. Destaca-se a oferta de 1 milhão de papéis com vencimento em 2030, montante considerado bastante significativo.

O mercado absorveu a totalidade das ofertas. O leilão movimentou R$ 6,4 bilhões, ante R$ 4,3 bilhões na semana anterior.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Leilão do dia 15/07 – LTN, NTN-F e LFT

No leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT) realizado na última quinta-feira (01), o TN reduziu a oferta de LTNs ante o leilão da quinta-feira passada de 11,5 milhões para 11 milhões, ao passo que aumentou os lotes de LFTs, de 750 mil para 1 milhão, e NTN-Fs, de 1 milhão para 1,3 milhão.

As ofertas de LTNs e NTN-Fs tiveram demanda integral. O giro financeiro somou R$ 19 bilhões, ante R$ 21 bilhões da última semana. Como o volume e valor financeiro foram semelhantes, não houve pressão considerável na curva.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

As LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Mercado Secundário

Destaca-se a concentração do fluxo das NTN-Bs nos vencimentos mais curtos na semana, explicado pelo rebalanceamento do Índice IMA-B e operações de inflação implícita. Na parte intermediária, o fluxo foi em parte conduzido pelas emissões de crédito privado no intervalo.

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). Ambos são calculados pela Anbima.

Fonte: Economatica. Elaboração: XP.

Tesouro Direto

Pela segunda semana consecutiva, os títulos do Tesouro Direto registraram desvalorização, com exceção do Tesouro Selic (ativo de menor risco e menos sensível às oscilações de mercado) e o Tesouro IPCA+ de vencimento mais curto.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 1 bilhão (vs. R$ 594 milhões na semana anterior), R$ 279 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 261 milhões), R$ 119 milhões em CRAs (vs. R$ 117 milhões na semana anterior) e R$ 162 milhões em CRIs (vs. R$ 345 milhões).

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures Claro, debêntures Equatorial, CRI Rede D’Or e CRA BTG Pactual Commodities.

Vale lembrar que, como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados da quinta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Spreads de crédito

As curvas das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” apresentaram abertura de spreads nas durations mais curtas, e fechamento nas durations mais longas.

Assim como nos dados de fluxo, os números da sexta-feira para os spreads de crédito também não são considerados e podem alterar o apresentado.

As curvas são extraídas a partir de debêntures precificadas diariamente pela ANBIMA (DI Percentual, DI+spread e IPCA+spread) e refletem estruturas de spread zero-cupom sobre a curva soberana para diferentes níveis de risco.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 19/07 a 23/07

Agenda econômica

Do lado internacional, o destaque da semana serão os dados de atividade econômica nos EUA e na Zona do Euro, com destaque para a divulgação de PMIs (Índices de Gerentes de Compras) referentes a julho.   

No cenário doméstico, esperamos ver desdobramentos adicionais das discussões sobre a reforma tributária, além do acompanhamento do quadro de saúde do Presidente Bolsonaro. Na seara de indicadores, haverá divulgação de dados de inflação, com o IPCA-15 e a prévia do IGP-M referentes a  julho, além dos dados de arrecadação tributária federal em junho.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 16/07 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Relatórios publicados na semana de 12/07 a 16/07

Renda Fixa

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