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Semana começa com incertezas geopolíticas no mundo e expectativas para Reforma Tributária no Brasil

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA 2,32% | 102.888 Pontos

CÂMBIO -1,02% | 5,39/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Após uma semana volátil, entre expectativas de uma vacina para o COVID-19 e incertezas quanto aos impactos da pandemia, o Ibovespa acelerou os ganhos e encerrou a sexta-feira com alta de 2%, aos 102.888 pontos.

Nesta manhã, mercados internacionais abrem a semana sem direção definida enquanto os cheques de ajuda emergencial se aproximam do fim nos EUA (-0,3%) e republicanos ensaiam apresentar novo pacote de USD 1 trilhão no Senado. Já na Europa, (+0,1%) investidores aguardam avanços sobre proposta de estímulos de US$ 2tri. Na Ásia, o fechamento foi mais positivo.

Em economia, o Banco Central da China decidiu manter inalteradas suas taxas de juros de referência pelo terceiro mês consecutivo. A taxa de empréstimos de um ano permaneceu em 3,85% enquanto a taxa para empréstimos de cinco ou mais anos ficou em 4,65. Já no lado geopolítico, o Reino Unido anunciou que deve revogar seu tratado de extradição com Hong Kong, seguindo a linha adotada por aliados, enquanto o governo japonês estuda oferecer USD 536 milhões em subsídios a empresas que deixem a China.  

No Brasil, a semana começa com expectativas da entrega da primeira fase da reforma tributária pelo governo ao Congresso. A ideia é que neste momento seja contemplada apenas a unificação de tributos federais — deixando pontos mais polêmicos, como um novo imposto sobre transações, para o futuro.

Haverá também discussão entre governo e Congresso em relação à PEC que amplia a participação da União no fundo de desenvolvimento do ensino básico, o Fundeb. A Câmara previa votar a ampliação gradual a partir do ano que vem, mas o governo apresentou nova proposta em que direciona parte dos recursos para seu novo programa de transferência de renda e prevê a ampliação dos recursos para a educação apenas a partir de 2022.

Finalmente, na agenda econômica desta semana, a divulgação dos PMIs das principais economias globais será o principal destaque. No Brasil, as principais divulgações serão o IPCA-15 referente a julho, para o qual projetamos expansão de 0,5%, a confiança do consumidor calculada pela FGV, e o resultado de arrecadação da Receita Federal referente a junho.

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Brasil

  1. Mercado eleva projeção de PIB para 2020

Internacional

  1. Política Internacional: Negociações por pacotes de estímulo nos EUA e UE em destaque

    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. CCR (CCRO3): Aquisição da participação remanescente na Rodonorte; Neutro
  2. Setor elétrico: Relator da Medida Provisória 950 apresenta seu parecer, com alterações negativas para distribuidoras


Veja todos os detalhes

Brasil

Mercado eleva projeção de PIB para 2020

  • A projeção de inflação (IPCA) permaneceu em 1,72% para 2020 e em 3,00% para 2021;
  • Com as surpresas positivas vindas de alguns indicadores de atividade econômica de curto prazo, a projeção de PIB para 2020 passou de -6,10% para -5,95%. Para 2021, permaneceu em 3,50%;
  • A projeção da taxa de câmbio permaneceu em 5,20 para 2020 em 5,00 para 2021. E a projeção de Selic permaneceu em 2,00% ao final de 2020 e 3,00% ao final de 2021. Clique aqui para acessar a análise completa.

Internacional

Política Internacional: Negociações por pacotes de estímulo nos EUA e UE em destaque

  • Após dias de embate, países membros da União Europeia fizeram avanços nas negociações sobre a distribuição do plano de recuperação de EUR 750 bilhões. Nos EUA, republicanos devem apresentar pacote de USD 1 trilhão no Senado;
  • No lado das tensões com a China, o Reino Unido anunciou que deve revogar seu tratado de extradição com Hong Kong, seguindo a linha adotada por aliados. Também, o governo japonês deve oferecer ao menos USD 536 milhões em subsídios a empresas que deixem a China.  

Empresas

CCR (CCRO3): Aquisição da participação remanescente na Rodonorte; Neutro

  • A CCR anunciou na sexta-feira passada que celebrou acordos estabelecendo a aquisição das participações societárias detidas pela Cesbe Participações S.A. e pela Porto de Cima Concessões S.A. na Rodonorte, correspondendo a 7,34% e 5,45%, respectivamente;
  • O acordo está sujeito a certas condições precedentes e como resultado a CCR se tornaria proprietária de 100% do capital social da Rodonorte, que representou ~ 10% do EBITDA consolidado da companhia. Nenhum valor foi divulgado. Não esperamos reação material dada a representatividade relativamente baixa da concessão, e mantemos recomendação Neutra para as ações.

Setor elétrico: Relator da Medida Provisória 950 apresenta seu parecer, com alterações negativas para distribuidoras

  • Na última sexta-feira, o Deputado Leo Moraes (Podemos- RO), relator da Medida Provisória 950 – que dispõe sobre medidas de apoio ao setor elétrico em meio à crise desencadeada pela pandemia da COVID-19 – apresentou seu parecer sobre a matéria. Segundo apurou nosso time de monitoramento de temas microeconômicos no universo político (XP Monitor Setorial), a expectativa é que a MP seja pautada nessa semana na Câmara dos Deputados, com a possibilidade de que alterações sejam realizadas ainda no plenário;
  • Entre as principais mudanças propostas pelo relator, destacamos: (1) a prorrogação da vedação aos cortes de fornecimento de energia a consumidores residenciais e que exercem atividades essenciais enquanto perdurar o estado de calamidade pública; (2) a suspensão de aumentos tarifários decorrentes de reajustes e revisões até 31 de dezembro de 2020, podendo ser utilizados os recursos da Conta-COVID para compensar a postergação de receitas; (3) utilização dos recursos da Conta-COVID para que distribuidoras negociem com clientes atendidos em alta tensão o diferimento de pagamentos relativos à demanda contratada de energia elétrica, e; (4) a prorrogação da isenção de cobrança de contas de usuários da tarifa social de 30 de junho de 2020 para 31 de agosto de 2020;
  • Ao todo, o parecer gera impactos negativos para o setor de distribuição de energia, para o qual temos visão negativa desde o início da crise do coronavírus. Em primeiro lugar, a extensão da vedação à realização de cortes deverá causar impactos negativos sobre métricas de inadimplência, uma vez que o corte de fornecimento é a medida que mais disciplina o pagamento das contas em dia – além do fato de que a medida será estendida por um prazo ainda incerto, pois não se sabe quando terminará o “estado de calamidade pública”. Em segundo lugar, a suspensão dos reajustes até o final do ano também causa impactos negativos, uma vez que a a Conta-COVID foi dimensionada para cobrir o diferimento de reajustes até 30 de junho de 2020. Finalmente , a extensão da isenção de tarifa social por apenas dois meses prejudica companhias expostas a tal segmento de consumidores, uma vez que o subsídio do governo era uma forma da arrecadação total apresentar um alto índice de inadimplência. Neste último caso, destaca-se como negativamente impactada a Equatorial Energia, que possuí 25,1% de seus consumidores enquadrado neste programa do governo (além disso, destacamos empresas não cobertas como Energisa e Neoenergia nesta frente);
  • Ainda que caibam alterações na MP em sua tramitação no plenário, acreditamos que o setor de distribuição de energia deve reagir negativamente às propostas apresentadas. Mantemos nossa visão negativa para o segmento enquanto perdurar o estado de calamidade pública e os impactos da pandemia sobre a economia e indicadores de emprego e renda.
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