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Serviços no Brasil e inflação nos EUA no radar

Nesta quarta-feira, 12/08/2026, o destaque hoje no Brasil será a pesquisa mensal de serviços (PMS)

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IBOVESPA -2,50% | 167.874 Pontos

CÂMBIO +0,63% | 5,12/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 2,5%, aos 167.875 pontos, no menor nível de fechamento desde janeiro. O movimento refletiu principalmente o IPCA de julho, que veio acima do esperado, e a repercussão de novas pesquisas eleitorais. Além disso, as ações brasileiras seguem pressionadas pela saída de capital estrangeiro da Bolsa.

Na ponta positiva, Natura (NATU3, +1,5%) avançou após divulgar resultados do 2T26 acima das expectativas do mercado. Na ponta negativa, BTG Pactual (BPAC11, -6,9%) foi a maior contribuição negativa do pregão, apesar de ter apresentado lucro recorde e acima das expectativas do mercado no 2T26.

Para o pregão de quarta-feira, Sabesp, Banco do Brasil, Eneva, Equatorial Energia, Rede D’Or, Ultrapar, Suzano, Rumo, Cogna, SLC Agrícola, Hapvida, Azzas 2154, MRV, Braskem e Minerva irão divulgar seus resultados do 2T26.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a terça-feira com sinais mistos. Nos EUA, as Treasuries fecharam em baixa, com a T-note de 2 anos a 4,23% (-1 bp), a T-note de 10 anos a 4,69% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,24% (-1 bp), à medida que os investidores voltaram sua atenção para os dados de inflação e reduziram parcialmente os prêmios associados às tensões no Oriente Médio.

No Brasil, os DIs apresentaram abertura ao longo da curva, com o DI jan/27 encerrando a 13,76% (+1 bp), o DI jan/29 a 14,18% (+8 bps) e o DI jan/31 a 14,41% (+3 bps), incorporando maior prêmio de risco diante da persistência de preocupações com o fiscal, da pressão adicional exercida pela valorização do dólar, com uma saída de fluxo estrangeiro após o JPMorgan rebaixar a recomendação para o Brasil, além da alta do petróleo. Já a NTN-B encerrou com a B29 a 8,15% (vs. 8,14%), a B35 a 8,11% (vs. 8,05%) e a B50 a 7,68% (vs. 7,63%).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,7%), à espera do índice de preços ao consumidor de julho, que deve definir a direção dos juros. Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade, em alta de 0,2%, sustentado pelos setores de bancos e industrial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) saltou 3,7%, em nova máxima, puxado por Samsung Electronics e SK Hynix após relatos de que a Temasek investirá nas fabricantes coreanas de memória, o Nikkei 225 (Japão) subiu 1,3%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,6% e o Hang Seng recuou 0,8%.

O mercado acompanha o índice de preços ao consumidor de julho, para o qual o consenso projeta alta de 0,1% na margem e desaceleração da taxa anual para 3,4%, com o núcleo em 2,5% em doze meses, leitura que deve calibrar as apostas para o Fed e mantém os rendimentos das Treasuries estáveis.

No noticiário corporativo, a CoreWeave avança quase 18,7% no pré-mercado após margem operacional ajustada de 5% no segundo trimestre, acima do esperado, enquanto a Super Micro Computer sobe 9,4% com resultados e receita superiores às projeções, reforçando a percepção de que o capex em infraestrutura de inteligência artificial segue firme. O petróleo volta a subir, com o Brent próximo de US$ 89/barril, após ataques a embarcações no Mar Vermelho e no Golfo de Omã que deixaram seis mortos, reacendendo os riscos às rotas de navegação.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,55%, aos 3.721,88 pontos.

Os fundos de recebíveis recuaram 0,66%, enquanto os fundos de tijolo registraram queda de 0,60%, pressionados principalmente por lajes corporativas (-0,91%) e ativos logísticos (-0,62%). O segmento de multiestratégia/FOFs também apresentou desempenho negativo (-0,88%), ao passo que os fundos híbridos limitaram as perdas, com recuo de 0,09%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram URPR11 (+10,8%), CPSH11 (+1,0%) e KNRI11 (+1,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-5,7%), CACR11 (-2,8%) e DEVA11 (-2,7%).

Economia

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de julho será publicado hoje. A expectativa é que a inflação recue ligeiramente para 3,4%, ante 3,5% no acumulado de doze meses. Membros do Federal Reserve (banco central dos EUA) têm sinalizado que os dados do CPI serão fundamentais para a decisão da autoridade monetária sobre um possível aumento das taxas de juros nas próximas reuniões. Especialmente com os preços o petróleo voltado para perto de US$ 90 o barril, em meio à nova escalada das tensões no Estreito de Ormuz.

No Brasil o IPCA de julho ficou levemente acima do esperado, enquanto a ata da última reunião de política monetária do banco central (Copom) deixou portas abertas para uma pausa ou um novo corte de juros na próxima reunião, em setembro. O destaque hoje será a pesquisa mensal de serviços (PMS).

Veja todos os detalhes

Economia

Atenções voltadas para a inflação ao consumidor dos EUA

  • O Departamento do Trabalho dos EUA divulga hoje o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de julho. A expectativa é que a inflação recue ligeiramente para 3,4%, ante 3,5% no acumulado de doze meses até julho. Excluindo os preços de energia e alimentos, projeta-se que o chamado núcleo (core CPI) desacelere de 2,6% para 2,5%. Membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (banco central dos EUA) têm sinalizado que os dados do CPI serão fundamentais para a decisão da autoridade monetária sobre um possível aumento das taxas de juros nas próximas reuniões;
  • A inflação ao consumidor na Alemanha referente a julho foi divulgado nesta manhã em linha com as expectativas. A inflação anual acelerou para 2,8%, ante 2,3% em junho;
  • O número de embarcações monitoradas no Estreito de Ormuz caiu para oito na terça-feira — o menor nível em uma semana —, segundo dados de navegação citados pela Reuters. A queda evidenciou como muitos operadores de navios, receosos com a violência em curso no Oriente Médio, estão tentando evitar a estreita via navegável ao largo da costa sul do Irã. Os preços do petróleo Brent escalaram para a casa dos 90 dólares o barril, voltando a representar uma ameaça para a inflação global e a atividade econômica;
  • O IPCA avançou 0,07% em julho, acima da nossa projeção de -0,02% e do consenso de 0,01%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,64% para 4,44%. A leitura interrompeu a sequência recente de surpresas baixistas, mas o desvio ficou concentrado em itens mais voláteis, principalmente alimentação no domicílio e higiene pessoal. As medidas de tendência continuaram mais favoráveis: o 3M SAAR – média móvel de três meses anualizada e dessazonalizada – da média dos núcleos recuou de 4,90% para 4,56% e a difusão caiu de 54% para 50%. A principal fonte de cautela permanece nos serviços intensivos em trabalho, cuja inflação segue acima de 7%, refletindo a resiliência da demanda doméstica e as condições ainda apertadas do mercado de trabalho. Por ora, mantemos nossas projeções de IPCA em 5,1% para 2026 e 4,2% para 2027. Para mais detalhes, acesse “IPCA de julho: Surpresa altista impulsionada por itens mais voláteis”;
  • O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, reforçando a necessidade de manter uma postura suficientemente cautelosa para evitar efeitos de segunda ordem dos atuais choques de oferta. Ao mesmo tempo, o documento reconheceu uma desaceleração gradual e relativamente disseminada da atividade, além da melhora recente da inflação, mantendo abertas as possibilidades para as próximas reuniões e reforçando uma condução dependente dos dados. Em nossa avaliação, os choques globais de oferta, a resiliência da demanda doméstica e as expectativas de inflação ainda desancoradas podem justificar uma pausa na calibragem dos juros. Contudo, caso os próximos dados confirmem uma desaceleração mais rápida da atividade e da inflação, o Copom poderá dar continuidade aos cortes graduais. Mantemos nossa projeção de Selic em 14,00% ao final de 2026 e 11,50% em 2027;
  • Na agenda de hoje teremos a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), para a qual esperamos retração de 0,6% na comparação mensal entre junho e maio e crescimento de 0,8% em relação a junho de 2025.

Empresas

Taesa (TAEE11) | 2T26 review: em Linha, mais uma vez

  • Resultado Sem Surpresas, com Dividend Yield de 1,6% Anunciado
  • O EBITDA divulgado pela Taesa ficou apenas 1% abaixo da estimativa da XP, explicado por receitas ligeiramente menores, parcialmente compensadas por despesas mais baixas;
  • Adicionalmente, a companhia anunciou dividendos de R$ 207 milhões, correspondentes a um dividend yield de 1,6% com base no preço de fechamento de ontem;
  • A alavancagem encerrou o trimestre em 4,2x dívida líquida/EBITDA, estável na comparação trimestral, mas ainda em um patamar elevado que deverá permanecer assim no futuro previsível. Isso ocorre porque a companhia pretende continuar distribuindo dividendos enquanto avança com seu plano de investimentos (capex);
  • Em nossa visão, o resultado deve gerar uma reação neutra do mercado na sessão de negociação de hoje;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

B3 (B3SA3): trimestre saudável apesar de um cenário mais fraco para negócios cíclicos

  • A B3 apresentou números saudáveis e em linha no 2T26, com os resultados refletindo a resiliência de seu modelo de negócios cada vez mais diversificado;
  • Embora as receitas cíclicas tenham enfrentado um ambiente sequencialmente mais desafiador, especialmente em Derivativos, os negócios recorrentes mantiveram crescimento de dois dígitos, ajudando a compensar a menor atividade de mercado;
  • A receita líquida atingiu R$2,8 bilhões (+8,8% A/A, em linha com nossa estimativa), enquanto o EBITDA recorrente totalizou R$1,9 bilhão (+13,0% A/A), com margem expandindo 47 p.b. A/A, para 70,2%;
  • O lucro líquido alcançou R$1,7 bilhão (+28,0% A/A, +1% vs. nossa estimativa), sustentado pelo forte desempenho operacional e por uma taxa efetiva de imposto significativamente menor;
  • No geral, vemos o trimestre como neutro, dado que a B3 foi impactada negativamente por um ambiente macroeconômico mais fraco, mas demonstrou novamente sua capacidade de entregar crescimento de resultados mesmo em um cenário menos favorável para negociação, reforçando os benefícios de sua estratégia de diversificação;
  • Portanto, considerando os resultados sólidos e amplamente em linha com o consenso, não esperamos uma reação relevante da ação da B3 amanhã;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Gerdau (GGBR4): revisões de lucros para cima continuam (…)

  • A Gerdau acumula alta de ~20% no ano (vs. +56/67% para Steel Dynamics/Nucor e +4% para o IBOV), com seu desempenho relativamente robusto vs. as ações brasileiras sustentado por uma trajetória de lucros sólida e em melhora na América do Norte;
  • Embora os investidores continuem debatendo a sustentabilidade do momentum atual, as indicações mais recentes apontam para um fortalecimento adicional no mercado siderúrgico dos EUA;
  • Com backlogs saudáveis e sem sinais concretos de um acordo iminente entre os Estados Unidos e o México/Canadá (o principal risco citado pelos investidores, uma vez que as importações poderiam retornar ao mercado dos EUA e pressionar os preços);
  • No Brasil, a demanda permanece fraca e as condições de preços desafiadoras, embora as iniciativas de investimento em andamento devam sustentar gradualmente melhorias de lucratividade;
  • No geral, estamos aumentando nosso EBITDA ajustado de 2026-27E em +8-9%, para ~R$13,6-13,8 bilhões (+9-6% vs. consenso), implicando múltiplos P/L de 8,2-7,6x e FCF yields de 9,4-11,0%, ainda atrativos, em nossa visão;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Brisanet (BRST3): trimestre decente, com mobile impulsionando o crescimento

  • Vemos o 2T26 da Brisanet como um trimestre razoável, em linha ou ligeiramente acima das nossas expectativas;
  • A receita líquida atingiu R$476 milhões (+16% A/A; +1,4% vs. nossa estimativa), enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$200 milhões (+12% A/A; +1,1% vs. nossa estimativa), com margem de 42,0%, praticamente em linha com nossa projeção;
  • Mobile permaneceu como o principal motor de crescimento, com a base de clientes quase dobrando A/A e a receita avançando 75%, enquanto o crescimento da banda larga fixa passou a depender cada vez mais do ARPU, à medida que as adições líquidas se moderaram;
  • As margens permaneceram praticamente estáveis na comparação sequencial, apesar dos custos iniciais relacionados à expansão do Mobile no Centro-Oeste;
  • O lucro líquido de R$26 milhões ficou acima da nossa estimativa, impulsionado por créditos não recorrentes e D&A abaixo do esperado;
  • A alavancagem apresentou apenas uma melhora modesta, com a dívida líquida/EBITDA recuando para 2,17x, ante 2,24x no 1T26, enquanto a dívida líquida permaneceu praticamente estável;
  • No geral, a execução segue amplamente em linha com nossas expectativas;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

PagBank (PAGS): trimestre misto, com recuperação ainda gradual 

  • Vemos os resultados do PagBank no 2T26 como mistos a levemente negativos, com lucro abaixo das nossas expectativas e ainda poucas evidências de uma inflexão relevante nos resultados;
  • A Receita Total e as Receitas Financeiras atingiram R$5,1 bilhões, 2% abaixo da nossa estimativa, enquanto o lucro bruto de R$2,0 bilhões ficou ligeiramente acima da nossa projeção, sustentado por custos de funding controlados;
  • No entanto, essa melhora não se refletiu no resultado final, com o EBT e o lucro líquido 4% e 3% abaixo das nossas estimativas, respectivamente;
  • O crescimento do TPV melhorou para 3% A/A, mas a receita de pagamentos ainda recuou 5%, sugerindo alguma pressão sobre os take rates;
  • O crescimento do crédito permaneceu sólido na comparação anual, embora o mix continue migrando para produtos sem garantia;
  • Além disso, a administração agora espera um crescimento do lucro bruto mais próximo do limite inferior do guidance para 2026, reforçando que a recuperação dos resultados deve ser mais gradual do que se esperava anteriormente;
  • Parte da rentabilidade do trimestre também foi beneficiada pela dinâmica favorável dos write-offs de maquininhas, que favoreceu o EBT e compensou parcialmente as maiores despesas operacionais;
  • Em suma, a tendência de funding continua positiva, mas maior alavancagem operacional e uma conversão mais consistente dos ganhos de lucro bruto em crescimento do lucro líquido continuam sendo fatores importantes que gostaríamos de observar antes de adotarmos uma visão mais construtiva sobre as perspectivas de resultados e a visibilidade para 2027.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Marcopolo (POMO4): dados de produção de Jul’26 consistentes com as sinalizações da Marcopolo para o 3T26E

  • A FABUS divulgou seus dados de produção de carrocerias de ônibus para Jul’26, com produção total de 2.485 unidades, alta de +3% A/A (-6% M/M);
  • Destacamos (i) produção doméstica com alta de +11% A/A, enquanto (ii) as exportações permaneceram como o ponto fraco (-33% A/A, embora +14% M/M);
  • Por segmento, os micro-ônibus permaneceram como o destaque positivo (+50% A/A), apesar da normalização sequencial (-37% M/M) após a concentração das entregas de programas governamentais no 2T26;
  • Enquanto isso, os ônibus rodoviários apresentaram sinais de melhora (+24% M/M, embora ainda -16% A/A), enquanto os urbanos permaneceram pressionados (-14% A/A);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Bemobi (BMOB3): forte resultado, com pagamentos e SaaS impulsionando o crescimento

  • A Bemobi reportou outro trimestre sólido no 2T26, ligeiramente acima das nossas estimativas, com crescimento orgânico saudável, melhor alavancagem operacional e contínua diversificação dos negócios;
  • A receita líquida atingiu R$227 milhões (+29,8% A/A; +1,8% vs. nossa estimativa), enquanto a receita orgânica ex-Paytime cresceu 15% A/A, para R$201 milhões;
  • Pagamentos permaneceu como o principal motor de crescimento, avançando 75% A/A e 34% organicamente, enquanto SaaS cresceu 21%, levando Pagamentos + SaaS a cerca de 70% da receita. O EBITDA ajustado atingiu R$79 milhões (+32,6% A/A; +3,1% vs. nossa estimativa), com crescimento orgânico do EBITDA de 24% e expansão de margem de 270 p.p., para 36,8%;
  • A conversão de caixa permaneceu forte, em 82%;
  • De forma importante, a Bemobi também anunciou novos clientes em verticais importantes, incluindo Aegea, Vitru, FMU e Qualicorp, além de entrar no segmento de condomínios por meio da Apsa;
  • No geral, vemos mais um trimestre sólido, reforçando a combinação da Bemobi de crescimento orgânico de dois dígitos, alavancagem operacional e expansão dos mercados endereçáveis;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Frasle Mobility (FRAS3): lucratividade acima do esperado impulsionando a surpresa positiva nos lucros; revisão do 2T26

  • A Frasle Mobility apresentou resultados robustos no 2T26, com margem EBITDA de 20,4%, alta de +2,9p.p. A/A e +1,5p.p. acima da XPe, o que acreditamos reforçar tanto o perfil defensivo de seu negócio quanto sua capacidade de capturar sinergias;
  • Embora o crescimento reportado das receitas tenha permanecido pressionado em +2% A/A, refletindo parcialmente os ventos contrários de FX, o management indicou que as receitas teriam aumentado +6,5% A/A em moeda constante, sugerindo tendências mais saudáveis para a demanda subjacente;
  • Vemos a surpresa positiva de margem como o destaque de hoje, sustentada por sinergias de sourcing, impactos favoráveis de FX sobre componentes importados e iniciativas operacionais, enquanto vemos de forma positiva a continuidade de sua tendência de desalavancagem;
  • Com as ações negociando a ~18-14x P/L 2026-27E, acreditamos que os níveis atuais de lucratividade são consistentes com as elevadas expectativas incorporadas às ações;
  • Olhando à frente, contudo, o ritmo de crescimento dos lucros deve depender cada vez mais da capacidade da Frasle de expandir ainda mais as margens, particularmente se o FX continuar sendo um vento contrário ao crescimento das receitas;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Blau (BLAU3): trimestre fraco mantém o foco na execução

  • A Blau reportou um 2T26 fraco, com crescimento modesto de receita de 5% na comparação anual (YoY) e contração de 50 pontos-base na margem EBITDA, refletindo um desempenho operacional mais fraco;
  • O principal destaque positivo foi a melhora do capital de giro, impulsionada principalmente pela redução dos estoques (-7 dias YoY);
  • A receita líquida ficou em R$ 71 milhões, em linha com nossa estimativa. Importante destacar que a companhia postergou o início das operações de duas novas linhas de produção, que originalmente deveriam entrar em funcionamento em 2026;
  • Por fim, embora acreditemos que os investidores já antecipassem um trimestre mais fraco, como refletido na queda de 21% das ações no último mês, os resultados decepcionantes ainda devem gerar uma reação levemente negativa do mercado.
  • Clique aqui para acessar o relatório

Direcional (DIRR3): margens brutas elevadas reforçam um trimestre sólido

  • A Direcional apresentou resultados sólidos no 2T26, com receita líquida amplamente em linha com as expectativas e EBITDA acima das nossas estimativas;
  • A receita líquida atingiu R$1,28 bilhão (+20% A/A; +10% T/T), em linha com nossas estimativas e com o consenso;
  • A margem bruta ajustada permaneceu elevada em 42,8% (+1,1 p.p. A/A; estável T/T), 0,8 p.p. acima da nossa projeção;
  • O EBITDA atingiu R$311 milhões (+27% A/A; -1% T/T), 4% acima da nossa estimativa, mas 11% abaixo do consenso;
  • O lucro líquido alcançou R$202 milhões (+10% A/A; +1% T/T), em linha com nossa projeção e abaixo do consenso, principalmente devido a um resultado financeiro mais fraco do que o esperado;
  • A companhia também apresentou sólida geração de caixa e continuidade da desalavancagem no trimestre;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a ação, que negocia a 4,9x P/L 2027;
  • clique aqui para acessar o relatório;

Cury (CURY3): resultados sólidos e dividendos atrativos

  • A Cury apresentou resultados positivos no 2T26, amplamente em linha com nossas expectativas, com receita e margem bruta ligeiramente acima das nossas projeções;
  • A receita líquida consolidada atingiu R$1,69 bilhão (+26% A/A; +5% T/T), 2% acima da nossa estimativa e 1% acima do consenso;
  • A margem bruta ajustada avançou para 39,8% (estável A/A; +0,5 p.p. T/T), 0,4 p.p. acima da nossa estimativa, levando o EBITDA ajustado a R$392 milhões (+20% A/A; -6% T/T), 3% acima da nossa projeção;
  • O lucro líquido atingiu R$271 milhões (+14% A/A; -11% T/T), amplamente em linha com nossa estimativa, uma vez que o desempenho operacional acima do esperado foi compensado por despesas financeiras e tributárias maiores do que o previsto;
  • Foram anunciados dividendos adicionais de R$190 milhões, levando os dividendos totais no 1S26 a um dividend yield anualizado de 10,3%;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a ação, que negocia a 7,0x P/L 2027;
  • clique aqui para acessar o relatório;

Market Dispatch – Julho de 2026: volatilidade limitada ao longo da curva, enquanto o El Niño ganha força

  • Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, apresentamos atualizações sobre os mapas climáticos para os próximos meses e recapitulamos o que foi um mês estável para os preços de energia de curto prazo, com queda mensal de 2% para jul/26 e de 1% para ago/26. Julho foi marcado por preços de energia relativamente estáveis tanto no curto quanto no longo prazo;
  • Em linha com as tendências observadas em junho, o mês apresentou volatilidade limitada no curto prazo e poucas alterações no longo prazo, uma vez que a liquidez continua sendo uma restrição nos trechos mais longos da curva. Esse comportamento reflete as incertezas associadas à perspectiva de consolidação de um Super El Niño;
  • Até o momento, as duas consequências mais claras são: i) maior volume de chuvas no Sul, exercendo pressão baixista sobre os preços de curto prazo; e ii) potenciais ondas de calor e volatilidade na geração eólica, exercendo pressão altista sobre os preços para o 4T26;
  • No entanto, os mapas agora indicam anomalias hidrológicas relevantes para os próximos três a quatro meses, com condições secas nas regiões Norte e Nordeste e úmidas no Sul e em partes do Sudeste;
  • Nesse contexto, realizamos novamente nossa análise de mark-to-model, que continua indicando algum risco de queda para nossas estimativas de EBITDA da AXIA no período de 2026 a 2030;
  • Do ponto de vista de valuation, porém, esse efeito está sendo compensado pelos preços de energia de longo prazo cada vez mais elevados, conforme medidos pela Dcide;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Mineração e Siderurgia: preços do minério de ferro se recuperam, com a influência crescente da CMRG em foco

  • Os preços do minério de ferro avançaram +2% S/S, com as dinâmicas comerciais permanecendo no centro das atenções, após a CMRG ter supostamente solicitado a algumas siderúrgicas chinesas que interrompessem negociações com a Rio Tinto, reforçando sua influência crescente nas negociações anuais de contratos de minério de ferro;
  • Enquanto isso, a greve de 8-9 de agosto nas operações da BHP em Port Hedland teve impacto limitado, com os embarques seguindo conforme planejado, sugerindo riscos reduzidos de oferta no curto prazo, apesar das negociações em andamento entre compradores chineses e grandes produtoras;
  • Além disso, os preços do ouro avançaram +8% S/S, com entradas de +8 toneladas em ETFs, principalmente puxadas por Europa e América do Norte;
  • Por fim, destacamos também que os preços de HRC e vergalhão permaneceram estáveis S/S no Brasil, com paridade de importação de aço plano em +25% (estável S/S) e paridade de aço longo em -3% (estável S/S), enquanto importações de aço do Egito (isentas de tarifas) seguem sugerindo paridade em +8%;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Tenda (TEND3): conversão consistente de resultados em caixa sustenta perspectivas positivas

  • Realizamos um NDR com o CFO da Tenda, Luiz Garcia, e com a equipe de RI para discutir as tendências operacionais recentes e suas perspectivas estratégicas;
  • Os principais destaques foram: (i) em nossa visão, as vendas de julho devem ficar acima da média do 2T26;
  • (ii) uma redução gradual do pró-soluto para 7%-8%, segundo nossa estimativa, no médio prazo deve melhorar os níveis gerais de inadimplência e reduzir os riscos sistêmicos no país;
  • (iii) a produtividade da construção deve sustentar o desempenho operacional saudável da Tenda, enquanto a margem bruta da Alea deve se aproximar de 20%, nível de equilíbrio, entre o final de 2027 e o início de 2028;
  • (iv) a desalavancagem continua sendo prioridade, sugerindo distribuições mais elevadas aos acionistas apenas no início de 2028;
  • Assim, reiteramos nossa recomendação de Compra para a ação;
  • clique aqui para acessar o relatório;

Caixa Seguridade (CXSE3): trimestre sólido, com moderação no ritmo de crescimento dos lucros

  • A Caixa Seguridade apresentou um trimestre sólido, com lucro líquido recorrente de R$ 1,14 bilhão (+9,5% A/A; praticamente estável T/T; em linha com nossa estimativa), sustentado por tendências operacionais saudáveis;
  • O segmento Habitacional permaneceu como o principal motor de crescimento dos seguros, enquanto Previdência apresentou forte crescimento A/A nas captações líquidas e Capitalização manteve um forte ritmo;
  • A operação de seguros também permaneceu saudável, com o índice de sinistralidade melhorando A/A, apesar de alguma normalização ante o nível excepcionalmente benigno do 1T26;
  • Por outro lado, Seguro Prestamista continuou pressionado, enquanto a rentabilidade de Consórcio foi mais fraca, apesar da contínua expansão da carteira;
  • As receitas de comissionamento cresceram 5,2% A/A e ficaram ligeiramente acima da nossa estimativa, enquanto as receitas financeiras permaneceram como uma importante contribuição para os resultados;
  • No geral, vemos mais um trimestre consistente, reforçando a combinação da CXSE de crescimento operacional resiliente, alta rentabilidade e forte geração de caixa, mas com sinais de moderação dos resultados após o ambiente de juros elevados e a normalização da sinistralidade;
  • A companhia também aprovou R$ 1,05 bilhão em dividendos, equivalente a um payout de 92% (~8% de DY 26E);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

BTG Pactual (BPAC11): trimestre positivo além do mercado de capitais

  • O BTG Pactual apresentou um trimestre positivo, acima das nossas expectativas, apesar da forte queda das receitas de Investment Banking;
  • As receitas totais alcançaram R$ 10,4 bilhões, 4,6% acima da XP, enquanto o lucro líquido recorrente ficou em R$ 5,1 bilhões, quase 8% acima da nossa projeção, apoiado pela consolidação da participação do BTG no MeuTudo e por uma menor alíquota efetiva de imposto;
  • O desempenho da receita refletiu receitas recordes de Corporate Lending e forte crescimento em Consumer Finance, mais do que compensando o desempenho mais fraco de Investment Banking e a menor receita de Wealth na comparação trimestral;
  • Importante destacar que o ROAE ainda avançou sequencialmente para 26,7%, apesar de o crescimento estar sendo cada vez mais impulsionado por negócios mais intensivos em capital;
  • Asset e Wealth também continuaram apresentando fortes captações;
  • No geral, o trimestre reforça a crescente diversificação da base de resultados do BTG e sua capacidade de sustentar um forte crescimento de lucros e ROAE acima de 25%, mesmo em um cenário desafiador para o mercado de capitais. Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Desembolsos do BNDES em 1,4% do PIB não representam impulso significativo de demanda, defende diretor do banco (O Globo);
  • Otimismo com infraestrutura é o menor desde 2022. Culpa da guerra e da eleição (Brazil Journal);
  • Aneel rejeita recurso da Enel SP e mantém processo que pode levar à caducidade (Megawhat);
  • Com apoio para troca de dívida, CSN ganha fôlego financeiro (InvestNews).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

XP Short Scout: monitor de short selling no Brasil – 11/08/2026

  • O short interest mediano no Ibovespa aumentou 44 bps, para 7,0%. As posições em aberto subiram para R$ 131,8 bilhões (+7,8%).
  • Brava Energia (BRAV3) viu sua taxa de aluguel subir para 27,8%, um aumento de 20,5 p.p. em relação a 24 de julho. O short interest também avançou 1,6 p.p., para 17,9% do free float, enquanto o days to cover ficou em 9,8 dias de ADTV, uma queda de 22,4% frente a duas semanas atrás.
  • Já a MBRF (MBRF3) apresentou taxa de aluguel de 10,9%, alta de 4,5 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 1,1 p.p., para 15,9% do free float, e o days to cover recuou 9,7%, para 16,9 dias de ADTV.
  • Também destacamos a alta da taxa de aluguel da CSN Mineração (CMIN3) para 57,0%, um avanço de 3,4 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 13,7 dias de ADTV (-2,2%), enquanto o short interest atualmente representa 7,7% do free float (-1,1 p.p.).
  • Outros nomes para acompanhar: BBSE3, CURY3, CYRE3, FLRY3, LREN3, PETR4, SMFT3, TTEN3
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

MSCI Brazil: rebalanceamento de agosto de 2026

  • Em 12 de agosto, a MSCI divulgará sua próxima revisão de índices, com as alterações na composição dos índices globais passando a valer em 1º de setembro.
  • Esperamos a exclusão da StoneCo (STNE) do índice MSCI Brazil, sem expectativa de entrada de novas empresas nesta revisão.
  • A StoneCo possui um valor de mercado total significativamente abaixo do nível mínimo exigido para que empresas já incluídas permaneçam no segmento Standard do índice. Além disso, a companhia tem sido a menor empresa da carteira ao longo dos últimos ciclos de revisão.
  • As demais empresas que atualmente compõem o índice atendem aos critérios de permanência pelas regras de continuidade.
  • Ainda assim, Aura Minerals (AUGO), Porto Seguro (PSSA3), Engie Brasil (EGIE3), MBRF Global Foods (MBRF3) e CPFL Energia (CPFE3) estão próximas do limite mínimo de valor de mercado ajustado pelo free float.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Nossa recomendação de COMPRA para o KNCA11 está fundamentada nos seguintes pilares:
      • Gestão experiente e qualificada;
      • Carteira de crédito diversificada e de risco moderado, com exposição a empresas sólidas e amplo acesso ao mercado de capitais;
      • Preço de negociação atrativo, refletido em um múltiplo VM/VP de 0,88x e em uma rentabilidade implícita líquida de taxas de IPCA + 13,0% a.a. na parcela indexada à inflação e de CDI + 7,4% a.a. na parcela pós-fixada;
      • Dividend yield estimado em 14,2% em nosso cenário-base para os próximos 12 meses;
      • Clique aqui para mais informações.
    • IFIX acompanha queda do Ibovespa e fecha terça-feira em baixa de 0,55% (Suno Notícias);
    • O que muda para os fundos de papel com Selic a 14%? (Suno Notícias);
    • Due diligence imobiliária: o que investidores precisam avaliar antes de comprar escritórios e galpões (Buildings);
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  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais

ESG

ABiogás defende elevação da meta de biometano no gás natural para 1,5% em 2027 | Café com ESG, 12/08

  • O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território negativo, com IBOV e ISE recuando 2,5% e 2,36% respectivamente.
  • Durante o 13º Fórum do Biogás, (i) os produtores de biometano, representados pela Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), defenderam um calendário plurianual para aumento do mandato do biocombustível – o setor vê espaço para que a meta de descarbonização do mercado de gás natural, por meio do biometano, seja elevada dos atuais 0,5% para 1,5% já em 2027 e que possa atingir os 5% a 7% em cinco anos; e (ii) a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que prevê o início das emissões de CGOBs no próximo mês – além disso, a ANP também confirmou que deve entrar a partir de agora numa extensa agenda de regulamentações dos novos decretos do combustível sustentável de aviação (SAF), captura e estocagem geológica de carbono (CCS) e do hidrogênio de baixo carbono.
  • No internacional, o calor extremo por um período prolongado durante o verão europeu deve provocar efeitos adversos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de -1% na União Europeia (equivalente a cerca de € 180 bilhões), na avaliação do Triodos Bank, uma instituição com sede nos Países Baixos – ainda que isso possa parecer modesto, o valor é exatamente o crescimento econômico esperado para a UE este ano.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Governança no Brasil: entre os avanços conquistados e os desafios adiante

  • Hoje, os times de Research da XP se reuniram com Mauro Cunha, ex-presidente da AMEC e do IBGC e membro do conselho de administração de diversas empresas da nossa cobertura para discutir a evolução do papel dos conselhos de administração e questões mais amplas de governança corporativa;
  • Os principais pontos levantados incluem: (i) a governança no Brasil avançou, mas o ritmo dessa evolução parece ter perdido tração; (ii) três fatores são fundamentais para a eficácia dos Conselhos; (iii) a estrutura acionária, por si só, não determina a qualidade da governança; e (iv) maior transparência pode ajudar a reduzir as assimetrias de informações relacionadas aos Conselhos.
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo. 

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