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No Brasil, taxa Selic sobe mais que o esperado, enquanto nos EUA, Fed mantém os juros

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA 2,2% | 116.549 Pontos

CÂMBIO -0,7% | 5,59/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ontem (17), o Ibovespa subiu 2,2% e fechou em 116.549 pontos – maior patamar desde 19 de fevereiro – após a decisão do Fed, Banco Central dos Estados Unidos, de manter os juros entre a banda de 0% e 0,25%. Apesar do presidente da instituição, Jerome Powell, ter animado os mercados com uma postura ainda bastante “dovish” (contrária à alta de juros), hoje, mercados globais amanhecem sem direção definida. Nos EUA (-0,4%), ações de tecnologia (Nasdaq -1,0%) puxam a queda após 3º dia de ganhos. Diferentemente do Fed, por aqui o Banco Central surpreendeu o mercado ao elevar a Selic em 0,75 ponto percentual para 2,75% ao ano, enquanto a maior parte dos analistas esperavam por 0,5 p.p., e já deixando claro que manterá o ciclo de alta dos juros na próxima reunião de maio em um comunicado considerado bastante hawkish (favorável à alta de juros) pelos analistas. Analistas acreditam em uma reação forte no câmbio.

As taxas futuras de juros fecharam o dia de ontem praticamente estáveis, com viés de alta nos vencimentos mais longos, antes de resultado do Copom. Apesar do movimento mais expressivo de alta no início do dia – em função da pressão sobre os juros das Treasuries norte-americanas – a indicação, pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de manutenção da política monetária acomodatícia ainda por um longo período nos Estados Unidos foi responsável por retirar prêmios da curva. DI jan/22 fechou em 4,25%; DI jan/24 encerrou em 6,91%; DI jan/26 foi para 7,66%; e DI jan/28 fechou em 8,09%.

Em economia internacional, destaque para a decisão de ontem do Comitê de Política Monetária dos EUA, o FOMC. O comitê manteve as taxas inalteradas, assim como a atual política em relação ao seu balanço, conforme vastamente esperado pelo mercado. De acordo com o gráfico de pontos, os juros devem permanecer inalterados até pelo menos 2023. O presidente Powell reiterou o tom dovish, em linha ao que a autoridade monetária vem mostrando nos últimos meses. Acreditamos que o FED deve iniciar o processo de redução de compra de ativos (tapering) no terceiro trimestre de 2022, e que o primeiro aumento nos juros deve vir no primeiro trimestre de 2024.

A decisão pressiona o movimento dos títulos de longo prazo nos EUA, com as Treasuries abrindo em alta após fechamento de ontem.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) decidiu pela elevação de 0,75 p.p. na taxa Selic, para 2,75% ao ano, surpreendendo economistas e parte do mercado. O Copom optou pela implementação de um “ajuste mais célere do grau de estímulo”, indicando um ajuste da mesma magnitude na próxima reunião, em maio. Revisamos nossa projeção para mais uma alta de 0,75p.p. em maio, seguida de mais 3 altas de 0,50 p.p., levando a Selic a 5% antes do final do ano. Acesse nossa análise completa aqui.

Se seara político-econômica, o Congresso manteve os vetos do saneamento e aprovou projeto que permite execução de gastos antes da aprovação do orçamento de 2021, que está atrasado, evitando shutdown da máquina pública.

Na agenda do dia, destaque para a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE), e pedidos de seguro desemprego nos EUA.

Tópicos do dia

Agenda de resultados

C&A (CEAB3): após o fechamento
Cyrela (CYRE3): após o fechamento
Lavvi (LAVV3): após o fechamento
Hapvida (HAPV3): após o fechamento
Melnick Even (MELK3): após o fechamento
Grupo Soma (SOMA3): após o fechamento
Temporada de Resultados do 4° Trimestre – O que esperar?
Calendário do 4T20
Resumo dos resultados do 4º tri de 2020: Superando nossas estimativas até o momento

Clique aqui para saber mais

Internacional

  1. Política internacional: Autoridades chinesas e americanas devem se reunir hoje por primeira vez desde eleição de Biden
    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Selic a 2,75%: quais ações se beneficiam e pagam dividendos acima da taxa básica de juros?
  2. Ânima (ANIM3) – 4T20: EBITDA menor por maiores despesas de marketing e PDD
  3. Yduqs (YDUQ3) – 4T20: Pressão de margem compensando o desempenho positivo do EAD
  4. EZTec (EZTC3) – 4T20: Sólido resultado; Visão Positiva Reiterada
  5. Copel (CPLE6): Resultados do 4T20: Atenção para os dividendos, reiteramos Compra
  6. Vivara (VIVA3): Um brilho em meio a um momento difícil; Resultados sólidos do 4T20
  7. Mills (MILS3) – 4Q20: A rentabilidade está de volta; resultados robustos e bem acima das nossas expectativas
  8. Siderurgia: Atividade siderúrgica no Brasil segue forte em fevereiro
  9. Saneamento: Câmara mantém veto ao Artigo 16 do Marco do Saneamento Básico, relacionado à renovação de Contratos de Programa
  10. Magazine Luiza (MGLU3): Anúncio de aquisição “Steal the Look” e “Push”
  11. Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): Sondagens para M&A do James Delivery no Noticiário
  12. AES Tietê (TIET11): Anúncio de acordo de investimentos com Itaú


Veja todos os detalhes

Internacional

Política internacional: Autoridades chinesas e americanas devem se reunir hoje por primeira vez desde eleição de Biden

  • Autoridades chinesas e americanas devem se reunir hoje pela primeira vez desde a eleição de Joe Biden. A reunião, que será realizada no Alaska, é considerada um importante passo para definição das futuras relações entre os países. Notamos, no entanto, que devido a firme postura adotada pelos governos, é pouco provável que o encontro produza resoluções;
  • Na ocasião, Beijing procurará pressionar Washington a reverter políticas adotadas durante o governo Trump, com foco em restrições de importações tecnológicas, sanções, entre outros. Já os EUA devem contestar medidas como a nova linha dura em Hong Kong, expansão naval no Mar da China Meridional e violação de propriedade intelectual;
  • Ainda na seara diplomática, as tensões entre Washington e Moscou voltaram a se inflamar após Joe Biden chamar Vladimir Putin de “assassino” e investigação determinar que houve tentativa da Rússia de influenciar as eleições americanas. A Rússia insistiu que Biden peça desculpa e retirou embaixador nos EUA;
  • Na Europa, a campanha de vacinação permanece em foco. A agência reguladora de medicamentos deve apresentar hoje orientações atualizadas sobre a a vacina AstraZeneca nesta quinta-feira (18). A expectativa é que a agência reitere segurança do imunizante, abrindo caminho para retomada de seu uso em países que optaram pela suspensão;
  • Em meio a preocupações pela desaceleração do ritmo da campanha devido a falta de vacinas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ameaçou usar seus poderes de emergência para assumir a produção da AstraZeneca em nova escalada na disputa entre o bloco e o Reino Unido sobre o imunizante. A Organização Mundial da Saúde alertou ao risco mundial do nacionalismo na distribuição de vacinas.

Empresas

Selic a 2,75%: quais ações se beneficiam e pagam dividendos acima da taxa básica de juros?

  • Em decisão anunciada ontem à tarde, o Banco Central elevou a taxa Selic de 2,00% para 2,75% ao ano pela primeira vez desde 2015;
  • Apesar da subida de juros, continuamos construtivos em relação à Bolsa brasileira, pois juros reais continuam muito próximos de zero. Além disso, analisando ciclos de alta dos últimos 20 anos, não há uma relação direta entre o movimento do Ibovespa e taxa de juros;
  • Neste cenário, há alguns setores que são beneficiados diretamente pela elevação nos juros, e outros que tendem a ser afetados negativamente;
  • Há também boas oportunidades em ações que pagam dividendos acima da taxa Selic;
  • Veja o nosso relatório  para saber quais são esses papéis.

Ânima (ANIM3) – 4T20: EBITDA menor por maiores despesas de marketing e PDD

  • A Ânima registrou crescimento na receita líquida devido ao ticket médio mais alto e um forte desempenho da margem bruta devido a menores despesas com pessoal. Porém, para fazer frente a um cenário mais desafiador para a captação e rematrículas por conta da Covid, a empresa gastou mais em marketing e teve maiores provisões para devedores duvidosos pressionando a margem EBITDA;
  • A base de alunos da Ânima cresceu 7% incluindo aquisições em comparação ao 4T19 (ou -1.8% organicamente);
  • O ticket médio cresceu 17% em relação ao 4T19 (4% acima das nossas estimativas);
  • A receita líquida total atingiu R$376M, com uma melhora de 26% A/A e 6% acima de nossas estimativas;
  • Com um desempenho robusto em termos de margens – liderado por uma redução principalmente nos custos de pessoal e de terceiros – o lucro bruto atingiu R$217M vs nossa estimativa de R$191M e R$158M no 4T19, com uma margem bruta de 57,6% – 3,6pp acima de nossas estimativas e 4,5pp acima do 4T19;
  • Com um aumento de 3,2pp na provisão para devedores duvidosos (devido aos impactos da Covid), um aumento de 2,5pp no G&A (devido a aquisições recentes ainda não totalmente integradas) e um aumento de 2,3pp nas despesas de marketing, o EBITDA Ajustado atingiu R$66M (8% abaixo das nossas estimativas), com Margem EBITDA Ajustada de 17,4% – 2,7pp abaixo de nossas estimativas e 2,9pp abaixo do 4T19;
  • No entanto, todos os olhos estão no ciclo de captação de 2021, que provavelmente será impactado negativamente pela segunda onda da Covid no Brasil, que em nossa opinião é a causa da pressão de curto prazo sobre as ações, que deve permanecer até que tenhamos uma visão mais clara sobre o impacto da Covid na captação. Mesmo assim, continuamos otimistas com as perspectivas de longo prazo para a empresa e reiteramos nossa recomendação de Compra e o preço-alvo de R$15,0/ação. Clique aqui para ver o relatório.

Yduqs (YDUQ3) – 4T20: Pressão de margem compensando o desempenho positivo do EAD

  • Em um trimestre sazonalmente fraco, a Yduqs apresentou um resultado misto com um desempenho positivo no ensino à distância com a base de alunos crescendo 64% A/A (7% acima de nossas estimativas) e com uma melhora em termos de evasão em relação ao 4T19. No entanto, as margens foram impactadas negativamente por maiores provisões para devedores duvidosos;
  • A base de alunos presencial atingiu 335,2mil alunos, 8% acima do ano anterior (ou -9% organicamente, ainda pressionada pela redução da base de alunos do FIES) e 1% acima de nossas estimativas;
  • No que diz respeito ao ensino à distância, houve um crescimento de 64% A/A no número de alunos que atingiu 427,5mil, 7% acima das nossas estimativas;
  • A receita líquida atingiu R$963M, uma melhora de 14% em relação ao 4T19 ou apenas 2% acima de nossas estimativas;
  • O lucro bruto atingiu R$601M vs nossa estimativa de R$593M e R$540M no 4T19, com margem bruta de 62,4% – 0,4pp abaixo de nossas estimativas e 1,7pp abaixo do 4T19, em função de maiores custos com serviços de terceiros;
  • O EBITDA ajustado de R$274M (5% menor A/A e 4% abaixo de nossas estimativas) foi pressionado por maiores provisões para devedores duvidosos, impactadas pela Covid. A margem EBITDA ajustada atingiu 28,5%, 5,9pp abaixo do 4T19 e 1,7pp abaixo de nossas estimativas;
  • A geração de caixa operacional que atingiu R$107M no trimestre e R$1,14B em 2020, o que representa uma taxa de conversão de EBITDA-em-caixa de 84%;
  • Contudo foco de curto prazo deve ser o ciclo de captação de 2021, que provavelmente será impactado negativamente pela segunda onda da Covid no Brasil, que em nossa opinião é a causa da pressão de curto prazo sobre ações, que deve permanecer até que tenhamos uma visão mais clara sobre o impacto da Covid na captação. Mesmo assim, continuamos otimistas com as perspectivas de longo prazo para a empresa e reiteramos nosso rating de Compra e preço alvo de R$50,7/ação. Clique aqui para ver o relatório.

EZTec (EZTC3) – 4T20: Sólido resultado; Visão Positiva Reiterada

  • EZTec (EZTC3) reportou um lucro líquido ligeiramente acima do esperado de R$140 milhões, principalmente em razão dos resultados financeiros mais fortes (dado que parte de seus recebíveis são compostos de financiamento direito ao cliente, que são atrelados ao IGP-DI e se beneficiaram da alta recente da inflação) e melhor desempenho de vendas (R$283 milhões). No balanço patrimonial, a companhia registrou uma queima de caixa de R$219 milhões devido à aquisição de terrenos para suportar seu robusto plano de lançamentos (entre R$2,8 bilhões e R$3,3 bilhões em 2021) e o pagamento de R$67 milhões em dividendos no último trimestre de 2020. Dito isso, não esperamos que o resultado seja um catalisador para a ação e reiteramos nossa recomendação de compra (preço-alvo de R$48,00/ação) e nossa preferida no segmento de média e alta renda;
  • A receita líquida foi de R$262 milhões no quarto trimestre do ano (-15,0% contra o mesmo período do ano passado e 2,2% abaixo do nosso número), enquanto a margem bruta foi de 40,0% (3,9 p.p abaixo da nossa estimativa) devido à recente inflação de materiais de construção. Em contrapartida, a recente alta da inflação IGP-DI beneficiou seus resultados financeiros, compensando a redução da margem bruta, uma vez que parte de seus recebíveis são compostos por financiamento direto ao cliente (e são indexados por IGP-DI). Portanto, levando o lucro líquido para R$140 milhões (+29,1% contra o ano passado), ligeiramente acima das nossas estimativas;
  • No balanço patrimonial, a companhia reportou uma queima de caixa de R$219 milhões devido aos desembolsos relacionados a aquisições de terrenos, a fim de suportar seu robusto plano de lançamentos para os próximos anos (EZTec reportou um banco de terrenos de R$12,6 bilhões e outros R$0,7 bilhões opcionados). Apesar disso, a EZTec encerrou o ano com robusta posição de caixa líquido de R$1.072 milhões (dívida líquida/PL de -26%);
  • Na EZ Inc (sua incorporadora de imóveis comerciais), a companhia recebeu um aporte de capital de R$200 milhões da holding, o que deve proporcionar liquidez suficiente para manter o desenvolvimento dos seus empreendimentos atuais, com destaque para o projeto Esther Towers. A EZ Inc tem agora 7 terrenos em desenvolvimento (aproximadamente R$3,3 bilhões em VGV) e 3 projetos menores concluídos e disponíveis para venda. Além disso, a administração reiterou a intenção de realizar o IPO de sua subsidiária assim que o mercado de capitais apresentar uma janela mais favorável. Vemos o possível futuro IPO como positivo e com potencial de desbloquear valor adicional para a EZTec (atualmente não incorporado em nosso preço-alvo). Para mais detalhes, acesse o relatório.

Copel (CPLE6): Resultados do 4T20: Atenção para os dividendos, reiteramos Compra

  • Em 17 de março, a Copel reportou EBITDA Ajustado do 4T20 de R$ 982,0 milhões, ligeiramente abaixo de nossa estimativa de R$ 1.011,8 milhões (-2,9%), refletindo uma combinação de (1) margem de contribuição bruta (receitas menos custos não gerenciáveis, como os de compra de energia) em linha com nossa estimativas (+ 0,6%) e (2) custos gerenciáveis (pessoal, materiais, serviços e outros) + 12,4% acima de nossas estimativas, o que por sua vez reflete maiores custos de pessoal devido a despesas de participação nos lucros e bônus de R$ 291,9 milhões;
  • Além disso, destacamos que a Copel anunciou uma distribuição de proventos de R$ 1,51 bilhão aos acionistas (R$ 1,37 bilhão em dividendos regulares e R$ 134 milhões em JCP), com base nos lucros acumulados em seu balanço. Olhando em termos de proventos por ação (para acionistas de CPLE6), a distribuição total é de R$ 0,5787 / ação, implicando em um dividend yield de 8,2%, o que consideramos positivo;
  • Embora os números do EBITDA ajustado da Copel tenham ficado relativamente em linha com nossas estimativas, acreditamos que o mercado reagirá positivamente aos resultados do 4T20 devido ao anúncio da distribuição de dividendos de acordo com a Nova Política de Dividendos da empresa;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo. Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações da Copel (CPLE6) e nosso preço-alvo em 12 meses é de R$7,5/ação.

Vivara (VIVA3): Um brilho em meio a um momento difícil; Resultados sólidos do 4T20

  • A Vivara reportou sólidos resultados referentes ao quarto trimestre de 2020 (4T20), com crescimento de vendas mesmas lojas de 11,3% A/A levando a um nível recorde de vendas, mesmo em meio à pandemia. Além disso, a companhia entregou uma expansão de margem EBITDA de 0,6 p.p. A/A devido à alavancagem operacional e renegociações de aluguel, mesmo com uma base difícil de margem bruta devido à uma Black Friday mais limitada em 2019. Dessa forma, o EBITDA veio 18% acima das nossas estimativas;
  • Esperamos uma reação positiva do mercado uma vez que a companhia entregou resultados acima das nossas estimativas, que já víamos como fortes (link), e com uma qualidade muito boa, principalmente em meio à pandemia. Destacamos o forte crescimento das vendas digitais (e do Projeto Jóias em Ação) levando a um crescimento de vendas mesmas lojas de 11% vs. -0,8% de Lojas Renner aliado à manutenção de rentabilidade em níveis bastante sólido mesmo em meio à pressão de custo das principais matérias primas da companhia como os principais pontos para sustentar nossa visão positiva do resultado;
  • Ainda vemos um momento de curto prazo difícil para o varejo físico, devido ao aumento recente de casos e restrições relacionadas à Covid-19, com 175 lojas da companhia fechadas atualmente (65,5% da base total). Porém, o setor e a companhia tem se provado muito resilientes mesmo em tempos de incerteza, enquanto vemos a verticalização e o sucesso da oferta de multicanalidade como alavancas importantes para o crescimento e rentabilidade da operação. Finalmente, vemos o setor como um dos principais beneficiários da recuperação econômica e da retomada da normalidade, uma vez que tivermos uma aceleração da campanha de vacinação. Mantemos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$33,0 por ação para o fim de 2021. Clique aqui para ver o relatório.

Mills (MILS3) – 4Q20: A rentabilidade está de volta; resultados robustos e bem acima das nossas expectativas

  • A Mills divulgou um forte resultado no 4º trimestre (4T20), bem acima das nossas expectativas, seguindo a trajetória positiva observada no 3T20 – quando a companhia divulgou um lucro de R$1 milhão e reverteu um cenário de prejuízos trimestrais consecutivos – e entregando um lucro líquido de R$7,6 milhões;
  • A companhia teve uma receita líquida de R$148,2 milhões, que veio 14,3% acima das nossas estimativas e 7% acima do 4T19, período pré pandemia. R$130 milhões vieram da unidade rental, enquanto R$18,2 milhões da unidade de construção;
  • As linhas de custos e despesas avançaram menos do que o crescimento de receita, consequentemente, a Mills conseguiu entregar um EBITDA de R$56,2 milhões, 35% acima das nossas estimativas, com forte incremento de margem (38,0% no 4T20 vs 28,2% no 4T19);
  • Com a profunda reestruturação da unidade de construção e bom desempenho da unidade rental, a companhia conseguiu entregar um lucro líquido de R$7,6 milhões pelo 2° trimestre consecutivo;
  • Na unidade de Rental, os principais destaques do trimestre foram a taxa de utilização, que subiu de 41,9% no 3T20 para 52,4% no 4T20 (vs 52,8% estimativa XP). Além disso, a companhia continuou ajustando os preços de aluguel para cima: +11,2% na comparação com o 4T19. Com isso, o EBITDA gerado por essa unidade atingiu R$56,3 milhões, 20% acima do 4T19, nível pré pandemia;
  • Na unidade de construção, após os sucessivos prejuízos trimestrais e uma profunda reestruturação, a unidade contribuiu positivamente para o resultado com um EBITDA de R$4,1 milhões – o último ano de resultados positivos de construção havia sido em 2015;
  • Apesar dos desafios advindos da pandemia e de uma possível segunda onda, a companhia fechou o trimestre com mais de R$170 milhões em caixa líquido;
  • O resultado corrobora nossa visão otimista para a empresa e acreditamos que o ciclo de lucratividade chegou. Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$8,2 por ação. Clique aqui para ver o relatório.

Siderurgia: Atividade siderúrgica no Brasil segue forte em fevereiro

  • De acordo com dados publicados pelo Instituto Aço Brasil (IABr) referentes a fevereiro de 2021, a produção mensal de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, 3,8% acima do apurado no mesmo mês de 2020. Destacamos também o aumento de 123% nas importações, para 334 mil toneladas, impulsionado pelo aumento significativo da importação de produtos semiacabados. As exportações de fevereiro foram de 766 mil toneladas, ou US$ 522 milhões, o que resultou em aumento de 2,1% e 35,5%, respectivamente. Seguindo a tendência, as vendas internas e o consumo nacional de produtos siderúrgicos avançaram 21% e 24%, respectivamente, na comparação anual;
  • Em relação aos aços planos, utilizados principalmente na indústria automotiva, a produção avançou 10,8%, comparada ao mesmo mês de 2020, enquanto as vendas no mercado interno cresceram 22%. Por outro lado, os aços longos, matéria-prima importante na construção civil, tiveram alta produção de 4,9%, além de um aumento 21% nas vendas ao mercado doméstico;
  • Segundo a entidade, as expectativas seguem positivas para 2021, na expectativa de um maior consumo de aço na construção civil, nas obras de infraestrutura, e uma maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e energia renovável;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Saneamento: Câmara mantém veto ao Artigo 16 do Marco do Saneamento Básico, relacionado à renovação de Contratos de Programa

  • Ontem (17/03) a Câmara dos Deputados decidiu por manter os vetos presidenciais ao novo marco do saneamento básico. Destacamos a manutenção o veto do Artigo 16, dispositivo que permitia a prorrogação por 30 anos de contratos de programa até 31 de março de 2022. Situações de prestação de serviço sem contrato poderiam ser oficializadas como contrato de programa, também com vigência máxima de 30 anos;
  • Como mencionamos em nossa análise dos vetos realizados, por um lado, a manutenção do veto ao Artigo 16 tem uma implicação inicial negativa para empresas estatais de saneamento que possuem contratos com municípios relevantes com prazo relativamente curtos, como no caso da Copasa com o município de Belo Horizonte (expira em 2034). Não enxergamos impactos negativos significativos no caso de Sabesp e Sanepar, que possuem contratos de programa com prazos relativamente longos;
  • Por outro lado, o veto ao Artigo 16 pode desencadear um movimento de verdadeira transformação do setor de saneamento ao acelerar a competição com o setor privado na prestação de serviços e incentivar diversos governos estaduais a contemplar a possibilidade de privatização de suas companhias estatais. Assim sendo, deveremos monitorar se o veto não pode reacender temas como potenciais privatizações de empresas de saneamento, destacando-se nesse caso a Sabesp;
  • A sessão do Congresso Nacional contou com 292 votos pela manutenção, 169 contrários e uma abstenção. A matéria não precisará ir ao Senado.

Magazine Luiza (MGLU3): Anúncio de aquisição “Steal the Look” e “Push”

  • O Magazine Luiza comunicou nesta quarta (17) a aquisição das companhias “Steal the Look” (STL) e “Push”. Com isso, o Magalu passará a oferecer conteúdo especializado sobre as categorias de moda, beleza e decoração. Com o STL, o Magalu amplia ainda mais o engajamento e a relevância destas categorias em sua plataforma, incluindo o próprio Magalu, a Zattini e a Época Cosméticos, seja através do e-commerce com estoque próprio ou do marketplace. As transações estão em linha com o segmento de publicidade online (“ads”) e as operações serão integradas na frente “MagaluAds”;
  • O valor das transações não foi divulgado, portanto entendemos que não é material. Vemos as aquisições em linha com um dos principais pilares estratégicos do Magazine Luiza – o “Magalu ao seu Serviço” (Magalu-as-a-Service) – uma vez que as empresas devem fortalecer a oferta de publicidade digital através do “MagaluAds”, ao mesmo que reforça o posicionamento da companhia na categoria de moda;
  • Um comentário breve sobre as duas adquiridas: O Steal the Look produz conteúdo sobre moda, beleza e decoração, bem como sobre outros temas como cultura, comportamento e empreendedorismo. De acordo com o comunicado, O STL possui mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais e 6 milhões de visitantes únicos por ano. Já a Push é uma empresa de eventos e workshops;
  • Esperamos uma reação positiva do mercado ao anúncio. Entretanto, mantemos nossa recomendação de Neutro e preço-alvo de R$27,0 por ação ao final de 2021. Conforme mencionado recentemente em nosso relatório “Difícil achar qualidade em promoção – Neutro”, acreditamos que parte das opcionalidades de crescimento de curto prazo da empresa já nos parecem precificadas no nível de preço em que as ações negociam atualmente assim como expectativa de crescimento da companhia vs. as outras empresas da nossas cobertura.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): Sondagens para M&A do James Delivery no Noticiário

  • Segundo notícias, o GPA tem checado potenciais interessados em sua empresa de última milha, o James Delivery. Desde o fim de 2020, duas empresas de varejo digital foram sondadas, mas sem nada concreto até o momento uma vez que a operação do James está muito integrada ao GPA;
  • Conforme destacado em nosso feedback da teleconferência de resultados da companhia (link), o GPA mudou sua estratégia em relação ao James Delivery, tornando a plataforma aberta e também expandindo sua atuação com outras empresas do setor, como o Rappi;
  • Caso isso seja concretizado, veríamos a transação como positiva, uma vez que deveria destravar valor para os acionistas de PCAR3. No entanto, caso a plataforma seja 100% vendida, isso pode se tornar um risco de curto prazo dado que a companhia poderia enfrentar algum tipo de disrupção em suas entregas, mas o fato dela ter aberto a plataforma para outros varejistas e também expandir sua atuação com outras empresas de última milha mitiga esse risco, na nossa opinião. Mantemos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$28,0 por ação para o fim de 2021.

AES Tietê (TIET11): Anúncio de acordo de investimentos com Itaú

  • Ontem a AES Tietê informou, via fato relevante, que firmou um acordo com o Itaú no qual o banco se tornará acionista na holding de renováveis da AES Tietê, Guaimbê Holding. A aquisição de participação acionária pelo Itaú ocorrerá através de subscrição de novas ações preferenciais, no valor de R$ 855 milhões. Com isso, o Itaú se tornará acionista da Guaimbê Holding e passará a deter participação equivalente a 19,9% de seu capital social;
  • Segundo o comunicado, para a AES Tietê trata-se de uma oportunidade de fomentar seu projeto de crescimento, direcionando os recursos aportados pelo Itaú para ampliar seu portfólio de projetos de geração de energia renovável. Segundo o fato relevante, os ativos que fazem parte da “Guaimbê Holding” compreendem o complexo solar Guaimbê e as subsidiárias de geração eólica do Complexo Alto Sertão II;
  • A princípio, acreditamos que o anúncio apresenta valor estratégico para a AES Tietê, pois provê a companhia de espaço adicional em seu balanço para fazer frente aos investimentos em ativos de geração eólica para os contratos de energia no mercado livre que a companhia anunciou recentemente, como a JV com a Unipar e os contratos com Anglo American, MinasLigas e Ferbasa;
  • Também consideramos o anúncio positivo para a AES Tietê por reduzir preocupações a respeito de uma eventual necessidade de aumento de capital na companhia para financiar suas iniciativas de crescimento, ou de uma redução pela companhia patamar histórico de distribuição de 100% dos lucros a acionistas. Por outro lado, notamos que ainda são necessários esclarecimentos a respeito de determinadas condições do acordo de investimento, como eventuais distinções de distribuição de dividendos entre os acionistas AES Tietê e Itaú, e eventuais cláusulas de resgate (recompra) da participação do banco;
  •  A companhia divulgou um índice Dívida Líquida /EBITDA de 1,5x no 4T20, que passou a 2,1x após o pagamento de saldo referente à liminar do risco hidrológico (GSF) de R$1,31 bilhão em janeiro de 2021. Após a entrada de recursos referente ao acordo de investimentos com o Itaú, a alavancagem da companhia deve retornar ao patamar saudável de 1,7x Dívida Líquida / EBITDA. Lembramos que a cláusula mais restritiva de financiamentos (covenant) da AES Tietê é de 3,85x Dívida Líquida / EBITDA;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra na AES Tietê, com preço-alvo de R$18/unit.

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Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da XP Investimentos estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da XP Investimentos. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da XP Investimentos ou por agentes autônomos de investimento que desempenham suas atividades por meio da XP, em conformidade com a ICVM nº 497/2011, os quais encontram-se registrados na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – ANCORD. O agente autônomo de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. SAC. 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br. A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

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