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Mercados internacionais operam em queda e de olho no PIB dos Estados Unidos

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA 1,44% | 105.605 Pontos

CÂMBIO 0,28% | 5,17/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa nesta quarta-feira fechou em alta de 1,44% a 105.605 pontos acompanhando o desempenho positivo das bolsas americanas, que foram puxadas pelas ações de empresas de alta tecnologia. O dólar comercial teve leve alta de 0,28% a R$ 5,17. As taxas futuras fecharam o dia em leve alta, após operarem em baixa durante a manhã. Os principais motivadores foram: i) aumento na volatilidade do câmbio; e ii) preparação para leilão de títulos prefixados do Tesouro que ocorrerá hoje. DI jan/21 fechou em 1,93%; DI jan/23 encerrou em 3,80%; e DI jan/25 ficou em 5,40%.

Nos mercados internacionais, o senador republicano, Mitch McConnell abriu a porta para possibilidade de pacote de estímulo menor ainda nesta semana. Nas negociações pelo novo pacote de estímulo dos EUA, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin disse que as posições dos republicanos e democratas estão muito “distantes” neste momento. O maior ponto de divergência nas negociações é o futuro do benefício adicional para quem recebe seguro-desemprego que se encerra amanhã.

A China anunciou que doze candidatos pró-democracia não foram autorizados a disputar as eleições legislativas de setembro de Hong Kong.

No Brasil, o foco da quinta-feira é a retomada do funcionamento da comissão de deputados e senadores que discute a reforma tributária; o grupo estava parado desde o início da pandemia. A comissão discute duas PECs e o projeto de lei encaminhado pelo governo, que trata da unificação de tributos sobre consumo. As audiências públicas serão retomadas apenas na semana que vem, quando deve ser ouvido o ministro Paulo Guedes.

Na economia, o Banco Central anunciou ontem a decisão de lançar cédulas de R$ 200 no Brasil, com a intenção de atender uma maior demanda por papel moeda, surgida entre a população durante a pandemia. A nova cédula terá como personagem o logo-guará e a previsão é de que a nota entre em circulação a partir do fim de agosto.

O Ministro Paulo Guedes, afirmou ontem que não haverá um aumento da carga tributária com a aprovação da reforma. Prestes a enviar ao Congresso uma proposta de criação de um novo imposto com base ainda mais ampla do que a extinta CPMF, Guedes comentou que pretende fazer a compensação através do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física, hoje prevista para quem ganha até R$ 1,9 mil por mês. Diante da importância que o tema vem ganhando nas últimas semanas, nós publicamos um relatório explicando cada uma das propostas de reforma em tramitação e seus potenciais impactos para os principais setores da economia, que você pode conferir aqui.

A agenda de indicadores e eventos do dia traz como destaques a divulgação do PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre, além dos pedidos de auxílio-desemprego semanais.

Pelo lado das empresas, a Vale reportou outro conjunto de fortes resultados e esperamos uma reação positiva do mercado com a retomada dos dividendos. O EBITDA ajustado em US$ 3,6 bilhões, foi de + 18% no trimestre, -3% vs. XPe e +1% vs. consenso. O fluxo de caixa livre das operações foi de US$277 milhões, devido a um impacto negativo no capital de giro de US$922 milhões. Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Vale (preço-alvo de US$13/ADR; R$61/ação).

Ontem a CESP divulgou seus resultados do 2T20. Temos uma avaliação positiva dos resultados da CESP, que em nossa opinião, reforçam a resiliência da empresa em um ambiente incerto para o setor de elétrico. Destacamos como notável a geração de fluxo de caixa da empresa no trimestre e observamos que a empresa continua a destravar valor por meio do gerenciamento de seus passivos contingentes.

Tópicos do dia

Expert 2020

Acesse aqui nossa cobertura da Expert 2020
Confira os destaques do primeiro dia de evento
Confira os destaques do segundo dia de evento
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Agenda de resultados

Bradesco (BBDC4): Antes da abertura
Copasa (CSMG3): Após o fechamento
Engie (EGIE3): Após o fechamento
ISA Cteep (TRPL4): Após o fechamento
Usiminas (USIM5): Após o fechamento

Calendário da temporada de resultados 2° tri 2020

Coronavírus

O caso para se comprar Brasil: Rumo aos 110 mil
Medidas econômicas para combater o coronavirus no Brasil

Para ler mais conteúdos, clique aqui.

Brasil

  1. Reforma tributária: Um grande passo para destravar a Economia

Internacional

  1. Petróleo: Redução nos estoques dos EUA acima do esperado pelo mercado 

    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Localiza (RENT3) 2T20: Resultados positivos, apesar do cenário desafiador; Reiteramos Compra  
  2. Vale (VALE3): Mais um trimestre forte; Retomada dos dividendos. Reiteramos Compra 
  3. Ambev (ABEV3): trimestre dá sinais de recuperação; Volume de cerveja no Brasil cai apenas -1,6% A/A
  4. CESP (CESP6): Excelente resultado no 2T20; Reiteramos Compra
  5. Santander (SANB11): Melhora na qualidade dos ativos | Revisão 2T20
  6. Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): Sólidos resultados no 2T20; Mantemos Neutro
  7. Ecorodovias (ECOR3) 2T20: Resultados acima do esperado; Tráfego comparável -23,5% a/a
  8. JBS (JBSS3): Pilgrim’s Pride publica resultados neutros
  9. AES Tietê (TIET11): AES Corporation assina compra de parte da participação do BNDESPar e passa a deter 42,9% da AES Tietê 
  10. Frigoríficos (BRFS3): China suspende exportações de carne de frango de unidade em Dourados


Veja todos os detalhes

Brasil

Reforma tributária: Um grande passo para destravar a Economia

  • A discussão sobre a reforma tributária no Brasil não é nova e, mais uma vez, ela está de volta aos holofotes e ao debate político-econômico. A diferença é que agora as expectativas sobre uma profunda mudança na carga de impostos do Brasil são maiores devido à pressão do empresariado em relação a uma possível melhora no ambiente de negócios nacional e, também, pelo fato de a reforma seguir o embalo de uma intensa agenda econômica, puxada com maior força pela reforma da Previdência no ano passado;
  • No último dia 21 de julho, o governo federal, na imagem do ministro da Economia, Paulo Guedes, entregou a proposta do Executivo para a primeira parte da reforma sobre o sistema tributário brasileiro, agora sendo discutida em Comitê Misto no Congresso;
  • Será que agora estamos diante de uma proposta que, efetivamente, tem chances de ser aprovada para se tornar mais um grande passo rumo ao destravamento da economia brasileira? Confira a análise detalhada que produzimos sobre o tema, onde explicamos cada uma das propostas em tramitação e seus potenciais impactos para os principais setores da economia.

Internacional

Petróleo: Redução nos estoques dos EUA acima do esperado pelo mercado 

  • Ontem a Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) divulgou, em seu relatório oficial de fornecimento, uma redução nos estoques de -10,616 milhões de barris contra expectativa de +0,357 milhões de barris; 
  • A queda nos estoques é vista como positiva por indicar uma menor oferta em relação à demanda, o que corroborou com a alta de +1,23% nos preços da commodity ontem; 
  • Nessa manhã de quinta-feira, o petróleo tipo Brent opera em território negativo, em queda de -1,65% em US$43,03/barril. 

Empresas

Localiza (RENT3) 2T20: Resultados positivos, apesar do cenário desafiador; Reiteramos Compra  

  • A Localiza reportou bons resultados referentes ao 2T20, acima tanto de nossas expectativas quanto do consenso. Excluindo os R$ 126,3 milhões referentes à reversão da provisão para créditos de PIS e COFINS, o prejuízo líquido foi de R$ 36 mn (ante expectativa de R$ 32 milhões). Os resultados foram positivamente impactados por (i) dados melhores que o esperado tanto no segmento de RAC (aluguel de carros) quanto Fleet (gestão de frotas), em termos de volume e também de margens ajustadas, (ii) vendas de Seminovos superior ao esperado (19,7 mil vs. uma expectativa de 17,2 mil), mas que foram parcialmente compensadas por (i) uma margem em Seminovos ligeiramente abaixo da nossa estimativa (-4% vs. expectativa de -3,2%) e (ii) resultados financeiros mais pressionados que o projetado (~9% acima da nossa expectativa de R$ 117 milhões);
  • Apesar de reconhecermos que a visibilidade sobre a trajetória da retomada permanece limitada, os dados apontam para uma melhora sequencial na maioria dos indicadores operacionais (como taxa de utilização, volumes e tarifas), o que nos leva a acreditar que o pior já tenha, de fato, ficado para trás. Também destacamos que a Localiza conta com uma sólida liquidez, o que, em nossa visão, a torna bem posicionada para navegar o cenário atual e ampliar suas vantagens competitivas em relação a empresas menores. Nossa principal preocupação para a frente será a dinâmica do mercado de Seminovos, onde ainda não há grande visibilidade. Nós reiteramos nossa recomendação de Compra para as ações da Localiza, com um preço-alvo de R$ 50,0/ação. Para acessar nosso comentário completo sobre os resultados, basta acessar clicar aqui

Vale (VALE3): Mais um trimestre forte; Retomada dos dividendos. Reiteramos Compra 

  • A Vale reportou os resultados em linha no 2T20, com EBITDA ajustado de US$3,6 bilhões (excluindo os impactos de Brumadinho e Covid de ~US$215 milhões), aumento de +18% T/T, -3% vs. XPe e +1% vs. consenso. A geração de caixa operacional foi de US$277 milhões, devido ao impacto negativo de US$ 922 milhões no capital de giro. A dívida líquida/EBITDA permaneceu estável em 0,3x e acreditamos que a companhia se tornará caixa positivo até o final de 2020. Vemos as ações da Vale sendo negociadas a 4,0x EV/EBITDA 2020, versus pares globais em 5,0-5,5x. Em nossa opinião, a Vale deve negociar com um prêmio vs. seus pares com (1) mudanças estruturais no setor siderúrgico na China (taxas de utilização mais altas), que favorecem os prêmios de qualidade e, portanto, os produtos da Vale, (2) tendência de queda para os custos no longo prazo com a retomada das operações e (3) retomada da política de dividendo: mínimo de 30% da diferença entre EBITDA e investimento em manutenção (retorno anualizado de 4,5%, em nossa visão, considerando o preço médio do minério de ferro em US$80/t em 2020);
  • Minério de ferro: volumes e preços mais altos mais do que compensam custos .O EBITDA do segmento de minério de ferro em US$3,5 bilhões veio 23% acima na comparação trimestral e 1% abaixo do consenso. O custo caixa C1 em US$17,1/t (+6% T/T) foi resultado do consumo de estoques com média mais alta de custos de produção, entre outros fatores. No segundo semestre, a empresa espera o C1 em torno de US$14,5/t devido ao aumento da produção e considerando câmbio favorável. Os custos de frete diminuíram 21% no trimestre com preço do frete spot mais baixo e os custos mais baixos de combustível. Os preços realizados de finos de minério em US$88,9/t vieram + 6% T/T com preços spot e prêmios mais altos;
  • Retomada de dividendos. Positivo. O Conselho de Administração da Vale aprovou o pagamento em 7 de agosto dos juros sobre capital próprio (JCP) anunciados em dezembro/2019 (R$1,41/ação). Os juros sobre capital próprio serão pagos aos detentores de ações no dia 26 de dezembro de 2019. Além disso, o Conselho decidiu retomar sua política de dividendos, suspensa em janeiro de 2019, que estabelece os dividendos mínimos a serem pagos em setembro com base nos resultados do primeiro semestre – datas a serem definidas pelo Conselho. Apenas para recapitular a política original de dividendos: 30% da diferença entre EBITDA e Capex de manutenção (estimamos um retorno anualizado com dividendos de ~4,5%).

Ambev (ABEV3): trimestre dá sinais de recuperação; Volume de cerveja no Brasil cai apenas -1,6% A/A

  • A Ambev apresentou uma recuperação gradual dos resultados ao longo do trimestre, com um EBITDA Ajustado de R$ 3,3 bilhões 4,6% abaixo do nosso (-28,6% A/A) mas em linha com o consenso, chegando em uma margem EBITDA de 28,8%, abaixo da nossa expectativa de 32,4% e 980 pontos base abaixo da margem do 2T19 de 38,6%. A principal surpresa positiva veio do volume de cerveja no Brasil, que caiu apenas -1,6% A/A, significativamente abaixo da nossa estimativa de -14,4% e das expectativas do mercado, que variaram entre -15% e -25% A/A. Os maiores impactos sobre os volumes vieram de América Central (-39,4% A/A) e LAS (-16,5% A/A), enquanto o Canadá surpreendeu com +2,9% A/A.
  • Olhando para a frente, parece haver uma tendência de melhoria. Conforme relatado anteriormente pela empresa, os volumes em abril caíram 27%, mas houve uma recuperação gradual desde então: em maio, os volumes caíram apenas -7% e, em junho, inclusive, eles cresceram 5%. Segundo a Ambev, o maior desafio do 2T20 foi se adaptar à nova dinâmica de canais e ao “novo normal” no comportamento do consumidor, o que acabou afetando os resultados de diferentes maneiras em cada país. Os países em que o canal off-trade prevalece tenderam a apresentar melhor desempenho, com o Canadá liderando enquanto a Bolívia fica para trás;
  • A receita líquida consolidada ficou 7,1% acima de nossas estimativas, uma vez que todas as regiões superaram nossas estimativas, exceto o segmento de bebidas não alcóolicas no Brasil (NAB). O lucro líquido ajustado de R$ 1.373 milhões também veio acima do esperado, mas ainda 49,4% menor na comparação com o mesmo trimestre no ano passado. Mantemos nosso recomendação de Neutro, pois esperamos que as margens permaneçam pressionadas, juntamente com um ambiente econômico e competitivo ainda desafiador. De acordo com nossas estimativas, as ações da Ambev atualmente são negociadas em 20x P/L 2021, o que nos parece justo.

CESP (CESP6): Excelente resultado no 2T20; Reiteramos Compra 

  • Em 29 de julho, a CESP divulgou seus resultados do 2T20. O lucro líquido foi de R$ 137,8 milhões, acima da nossa estimativa de R$ 82,5 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 100,0 milhões. O EBITDA ajustado ficou em R$ 287,3 milhões, exatamente em linha com nossa estimativa de R$ 282,6 milhões (+1,7%), mas -7,0% abaixo do consenso da Bloomberg de R$ 309,0 milhões; 
  • Temos uma avaliação positiva dos resultados do 2T20 da CESP, que em nossa opinião, reforçam a resiliência da empresa em um ambiente incerto para o setor de elétrico. Destacamos como notável a geração de fluxo de caixa R$ 263 milhões no trimestre. Também observamos, que a empresa continua a destravar valor por meio do gerenciamento de seus passivos contingentes, com a redução anunciada de -8% implicando uma adição de R$ 0,75/ação ao nosso preço-alvo; 
  • Do lado de ESG, o destaque do trimestre foi a obtenção de certificação para emissão de International Renewable Energy Certificates (I-RECs), atestando a origem de energia renovável e garantindo a rastreabilidade do atributo ambiental da energia; 
  • Em nossa opinião, a CESP continua sendo uma das melhores histórias do setor elétrico, pois (i) esperamos uma alta probabilidade de expansão da margem bruta até 2021, devido ao ambiente atual de preços mais baixos da energia, (ii) ao alto potencial de geração de caixa, que acreditamos, em última análise, se traduzirão em maiores dividendos ou crescimento e (iii) no risco-retorno positivo implícito no gerenciamento de passivos contingentes e nas possibilidades relacionadas à indenização da UHE Três Irmãos. Reiteramos nossa recomendação de Compra na CESP, com um preço-alvo de R$ 36/ação. Clique aqui para acessar o relatório completo

Santander (SANB11): Melhora na qualidade dos ativos | Revisão 2T20

  • O Santander reportou resultados fracos, em linha com as nossas expectativas, mas com melhora na qualidade dos ativos. O lucro foi de R$ 2,1 bilhões, em linha com nossas expectativas, mas abaixo do consenso de mercado (R$ 2.455 coletado pelo Santander; R$ 2.252 pela Bloomberg; R$ 2.255 pela Broadcast), implicando em um Retorno sob Patrimônio Líquido (ROE) de 12%;
  • As maiores diferenças em relação às nossas estimativas foram no custo do crédito, 27% acima da expectativa, mas parcialmente compensadas por impostos mais baixos e maior margem financeira;
  • Mantemos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 32,00, pois acreditamos que os múltiplos do banco estão comparativamente caros. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): Sólidos resultados no 2T20; Mantemos Neutro

  • O Grupo Pão de Açúcar (GPA) reportou resultados referentes ao segundo trimestre de 2020 (2T20) acima de nossas estimativas. No Brasil, a receita bruta atingiu R$ 17,1 bilhões, tendo crescido 20% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (2T19), em linha com a nossa estimativa, com destaque para a operação de atacarejo (Assaí). Na operação internacional (Grupo Éxito), a receita bruta atingiu R$ 5,8 bilhões, um crescimento de 17,0% A/A considerando taxas de câmbio constantes;
  • Entretanto, a melhora da rentabilidade em todas as operações foi a surpresa positiva do trimestre. Dessa forma, o EBITDA ajustado consolidado de R$ 1,5 bilhões veio 18% acima das nossas expectativas, com expansão de margem de 0,8 p.p em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, o lucro líquido do GPA atingiu R$ 322 milhões no 2T20, contra a nossa estimativa de R$ 87 milhões, e apresentando uma melhora significativa em relação ao resultado de R$ 65 milhões do 2T19;
  • Nossa visão: Esperamos uma reação positiva do mercado. Os resultados da companhia foram suportados pelo aumento do consumo básico em meio à pandemia e também observamos o progresso importante de algumas das iniciativas estruturais da empresa. Entretanto, com as ações tendo apresentado alta de +11% no último mês, acreditamos que a melhora em relação à tendência de curto prazo e à visibilidade dos resultados já tenha sido precificada pelo mercado;
  • Dessa forma, mantemos a nossa recomendação de Neutro para as ações do GPA (PCAR3) e preço-alvo de R$ 70,00 ao final de 2020. Atualmente, vemos as ações do GPA negociando a um múltiplo P/L de 21,5x em 2021, que avaliamos como justo. Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Ecorodovias (ECOR3) 2T20: Resultados acima do esperado; Tráfego comparável -23,5% a/a

  • A Ecorodovias reportou números acima do esperado de forma geral, apesar do cenário desafiador. O EBITDA Proforma, excluindo a contabilização do acordo de não persecução civil (ANPC) no valor de R$ 46,8 milhões, foi de ~R$ 430 milhões, ~12% acima da nossa projeção (mas com queda de 10% a/a), enquanto o lucro líquido ajustado foi de R$ 84 milhões, acima da nossa expectativa de R$ 20 milhões;
  • Em geral não houve grandes surpresas, dado que a companhia vem divulgando seus dados semanais de tráfego desde março. Apesar dos impactos negativos da política de distanciamento social no tráfego, os dados ​​vem apresentando melhora sequencial desde o vale observado em abril. Mantemos nossa recomendação de Compra para as ações, com preço-alvo de R$ 14,8/ação. Acesse aqui nosso relatório completo sobre os resultados.

JBS (JBSS3): Pilgrim’s Pride publica resultados neutros

  • A Pilgrim’s Pride, subsidiária americana de carne frango da JBS, publicou resultados neutros ontem. A receita de US$ 2,8 bilhões ficou em linha com nossas estimativas (flat A/A, -8,2% T/T), mas o EBITDA ajustado de US$ 112 milhões ficou 12% abaixo das nossas expectativas (-32% T/T), principalmente devido a custos mais altos do que o previsto;
  • Com relação ao cenário de pandemia, a empresa afirmou que, após um impacto significativo no início do trimestre, o desempenho melhorou e, durante junho de 2020, os resultados foram “bastante encorajadores”, com os EUA e o México operando em linha com junho de 2019, enquanto a Europa estava inclusive um pouco à frente na comparação anual;
  • Em termos macro, as condições continuaram desafiadoras para a indústria de frango nos EUA, particularmente no segmento de grandes aves. Adicionalmente, as incertezas nos gastos dos consumidores, além do enfraquecimento do Peso, também reforçaram as difíceis condições no México, apenas parcialmente compensadas pelo aumento da participação da Pilgrim’s em produtos não commoditizados, como alimentos processados;
  • Entendemos que os resultados da PPC foram severamente afetados pelos efeitos da pandemia, sobretudo aqueles no canal de foodservice (principalmente restaurantes), portanto esperamos que as margens aumentem no futuro. Continuamos otimistas em relação aos resultados da JBS do 2T20, que serão divulgados em 13 de agosto.

AES Tietê (TIET11): AES Corporation assina compra de parte da participação do BNDESPar e passa a deter 42,9% da AES Tietê 

  • A AES Corporation informou que assinou ontem (29), o contrato de aquisição de uma fatia do BNDESPar na Tietê, passando a deter, por meio de suas controladas, 42,9% do capital social da AES Tietê. Após a operação, BNDES ainda ficou com cerca de 9% da companhia em mãos; 
  • O BNDESPar, braço de participações do banco, chegou a informar que a operação com os norte-americanos envolveria todas essas ações, mas a informação foi corrigida no comunicado posterior. A venda do BNDES foi de 73,8 milhões de Units (TIET11), equivalentes a 18,5% do capital social total da AES Tietê. Além disso, o atual acordo de acionistas entre AES Corp. e BNDESPar deixou de vigorar em decorrência da transação;
  • Além disso, a AES Tietê informou que submeterá a seu conselho de administração em até seis meses depois do fechamento da operação uma proposta para migrar a companhia para o segmento especial de listagem Novo Mercado da B3. Mantemos nossa recomendação de Compra, com um preço-alvo de 12 meses de R$17/unit, recomendação exclusivamente baseada nos fundamentos da companhia. 

Frigoríficos (BRFS3): China suspende exportações de carne de frango de unidade em Dourados

  • A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), conforme mencionado pelo Valor, suspendeu as exportações de carne de frango da unidade da BRF em Dourados/MS. De acordo com a notícia, esta é a segunda unidade suspensa pelos chineses.
  • Em nota, a empresa respondeu que o motivo da suspensão não foi informado e que não houve notificação oficial, mas que busca reverter essa decisão junto ao GACC e ao governo brasileiro.
  • Frente à suspensão, a empresa informou que é possível redirecionar a produção para outras fábricas e que não haverá efeito nos volumes exportados.
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