Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,68% e 0,7%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a JBS informou que a Âmbar Energia, empresa de energia do grupo J&F, vai investir R$ 65 milhões para ampliar a produção de biometano nas plantas da Friboi no Campo Grande II (MS), Lins (SP) e Andradina (SP) – segundo a companhia, a expansão tem potencial de adicionar mais de 14 milhões de metros cúbicos de biometano por ano à matriz energética e aumentar a substituição de combustíveis fósseis por energia renovável; e (ii) o Ibama está elaborando critérios que podem orientar o licenciamento ambiental de projetos de captura e armazenamento de carbono em áreas marítimas – a regulamentação pretende definir quais estudos ambientais serão exigidos para empreendimentos offshore, enquanto projetos em terra deverão ficar sob responsabilidade dos órgãos ambientais estaduais.
• No internacional, o Mercosul está avançando para construir uma estratégia regional para minerais críticos, elaborando um mapeamento dos insumos considerados essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia – a iniciativa pretende orientar a cooperação entre os países na exploração, processamento e agregação de valor desses recursos.
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Brasil
Empresas
Aneel relicita 4 lotes de transmissão e prevê R$ 1,8 bi em investimentos
“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza, na sexta-feira (03), a segunda sessão pública do Leilão de Transmissão nº 1/2026. A primeira etapa foi realizada em março e contemplou cinco lotes com aportes estimados em R$ 3,3 bilhões. Agora, outros quatro serão oferecidos e o investimento esperado soma R$ 1,8 bilhão. Os trechos totalizam 61 quilômetros de linhas e 2.400 megavolt-ampère (MVA) em capacidade de transmissão nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Eles já haviam sido licitados em 2020 e 2021, sendo arrematados pela MEZ Energia na ocasião. A empresa, no entanto, não realizou as obras no cronograma previsto em edital. A Aneel chegou a recomendar a caducidade dos contratos ao Ministério de Minas e Energia (MME), contemplando ainda um quinto lote na mesma condição, mas os cinco foram objeto de um acordo entre a empresa e a pasta. O arranjo permitiu que a companhia mantivesse um dos ativos, mas os outros quatro foram devolvidos à União. São estes que, agora, serão ofertados novamente ao mercado. Enquanto aguardava a homologação do termo de distrato consensual pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a diretoria da Aneel optou por fatiar o certame e ofertar os quatro lotes restantes separadamente. O aval veio em maio e, no início de junho, a agência reguladora marcou a nova sessão. Para a advogada Laura Souza, sócia de infraestrutura e energia do TozziniFreire, a composição foi bem-vinda e reduziu o risco de eventual litígio com relação aos lotes ofertados. “Torna esses lotes, de fato, atrativos para a iniciativa privada para serem licitados em condições de segurança jurídica”, avalia. A expectativa, segundo a jurista, é que o certame será competitivo. “Espero que haja uma atratividade até maior para esses lotes, seja em razão da solução desse problema, seja em razão do atual cenário no qual o escoamento de energia é um processo crítico para endereçar questões como o ‘curtailment’”, citou, em referência aos cortes de geração renovável por razões sistêmicas como, justamente, a falta de infraestrutura de escoamento. Do ponto de vista financeiro, o interesse de investidores também é esperado. O responsável por leilões de transmissão do Santander, Marcelo Kuhnlenz Sahatdjian, lembra que, na primeira vez em foram a mercado, os lotes já foram bastante disputados, o que pode ser um indicativo da concorrência.”
Fonte: Valor Econômico; 30/06/2026
Petrobras anuncia mecanismo para mitigar impactos de preços externos sobre clientes de gás natural
“A Petrobras anunciou um mecanismo para mitigar potenciais efeitos de preços internacionais sobre os clientes de gás natural da estatal, como forma de proteção à volatilidade externa. Segundo a companhia, o mecanismo é baseado na introdução de bandas de valores do petróleo tipo Brent no cálculo dos preços de venda do gás. O Brent é um dos principais componentes de cálculo do preço do gás natural pela Petrobras para distribuidoras e grandes clientes. Nesse mecanismo, segundo a empresa, as bandas serão estruturadas por meio de piso e teto para o Brent. Clientes que desejarem aderir ao mecanismo poderão fazê-lo por meio de aditivos aos contratos de fornecimento. A Petrobras afirmou que a iniciativa tem como principal objetivo reduzir de forma temporária os impactos da volatilidade dos preços internacionais, que, no caso dos contratos de gás, são reajustados trimestralmente, trazendo mais previsibilidade e evitando aumentos bruscos. “O mecanismo tem como principal objetivo reduzir, de forma temporária, os impactos da volatilidade dos preços internacionais, em especial em cenários de elevação expressiva das cotações do Brent, promovendo maior estabilidade e previsibilidade para os clientes, ao mesmo tempo em que preserva demanda de médio e longo prazo e mantém a competitividade da Petrobras como supridora”, disse a empresa, em comunicado. Segundo a petroleira, com a adoção do mecanismo nos contratos, o aumento potencial médio para distribuidoras será da ordem de 6%, contra os 22% inicialmente projetados pela empresa. A companhia afirmou ainda que o preço final do gás não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela estatal, mas também considera custos de transporte, o portfólio de suprimento de cada distribuidora, as margens dessas empresas e tributos federais e estaduais. “Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, acrescentou a Petrobras.”
Fonte: Valor Econômico; 30/06/2026
JBS e Âmbar Energia investem para ampliar produção de biometano na Friboi
“A JBS informou que a Âmbar Energia, empresa de energia do grupo J&F, vai investir R$ 65 milhões para ampliar a produção de biometano nas plantas da Friboi de Campo Grande II (MS), Lins (SP) e Andradina (SP). Segundo a companhia, a expansão tem potencial de adicionar mais de 14 milhões de metros cúbicos de biometano por ano à matriz energética e aumentar a substituição de combustíveis fósseis por energia renovável. De acordo com o comunicado, o projeto começou em 2021, quando a Friboi instalou biodigestores para tratamento de efluentes em nove plantas frigoríficas, capturando o metano gerado e convertendo-o em biogás. Desde 2023, essa frente evitou a emissão de mais de 263 mil toneladas de CO2 equivalente, segundo a empresa. Em 2023, quatro unidades da Friboi — Ituiutaba (MG), Mozarlândia (GO), Barra do Garças (MT) e Andradina (SP) — passaram a gerar energia elétrica a partir do metano captado nos biodigestores, substituindo diesel por biogás. O programa acumulou mais de 13 mil MWh de energia renovável gerada, volume que, segundo a JBS, seria suficiente para abastecer cerca de 7 mil residências por um ano, e evitou a emissão de mais de 3 mil toneladas de gases de efeito estufa (GEE), em CO2. Sérgio Sampaio, diretor de Operações da Friboi, afirma que a empresa está ampliando soluções que combinam eficiência operacional e redução de emissões, ao transformar resíduos em fonte de energia. “Além de substituir combustíveis fósseis, o biogás nos permite avançar em uma lógica de economia circular, em que resíduos industriais passam a gerar valor dentro da própria cadeia produtiva”, diz, em nota. A JBS destaca que a expansão com a Âmbar reforça a estratégia de descarbonização ao avançar do uso de biogás para o biometano, descrito como combustível renovável de maior valor agregado e com maior versatilidade. A empresa também afirmou que a iniciativa abre caminho para que o biometano seja aproveitado por outras companhias do grupo J&F.”
Fonte: Eixos; 30/06/2026
“A Agenersa, a agência reguladora do Rio de Janeiro, aprovou nesta terça-feira (30/6) a aplicação de novas multas à Naturgy por descumprir a regulação estadual e impor barreiras ao mercado livre de gás natural. A agência julgou dois casos concretos de conduta protelatória e negativa das distribuidoras CEG e CEG Rio a migrações de cliente industriais: um da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Porto Real, e outro da Braskem, em Duque de Caxias. A Agenersa determinou que a Naturgy avance com a migração das unidades da CSN e Braskem – materializada com a assinatura do contrato de uso do sistema de distribuição (Cusd) – no prazo de dez dias úteis. CEG e CEG Rio foram multadas, cada uma, no valor de 0,001% do faturamento anual pelos casos. Ambas já haviam sido penalizadas em 2025, em 0,002% do faturamento, pelo descumprimento da regulação estadual. “Ao retardar ou inviabilizar a migração de agentes elegíveis para o ambiente livre, a concessionária impede que esses usuários usufruam dos benefícios econômicos decorrentes da livre negociação do suprimento, restringe a competitividade do mercado, reduz incentivos à entrada de novos agentes e compromete os objetivos que orientaram a modernização do setor de gás”. “Em última análise, trata-se de conduta que prejudica não apenas consumidores livres diretamente interessados na migração, mas o próprio desenvolvimento socioeconômico do Estado do Rio de Janeiro”, citou o conselheiro-relator, Vladimir Paschoal, em seu voto. Ele sinalizou que, se a Naturgy persistir com as negativas, a agência poderá aumentar em 50% a multa imposta e aplicar penalidades mais graves – como a suspensão temporária de participação em licitações e o impedimento de contratar com a administração pública; a declaração de inidoneidade; e, no limite, a caducidade das concessões, cujos contratos vencem em 2027.”
Fonte: Eixos; 30/06/2026
“Os projetos relacionados à transição energética no Rio Grande do Sul monitorados pela Invest RS, agência de desenvolvimento do Estado, já somam R$ 14 bilhões, segundo a instituição. Ao todo, são 26 iniciativas ligadas ao tema e desenvolvidas por 25 empresas com potencial para gerar 23 mil empregos diretos e indiretos, estima a instituição. De acordo com o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o assunto é um dos que compõem o plano estratégico do Estado e, portanto, é priorizado pela agência de atração de investimentos que opera há 18 meses. Considerando todas as áreas de atuação, são 71 propostas que totalizam quase R$ 30 bilhões. As iniciativas ligadas à transição abrangem os segmentos de geração de energia eólica, hidrelétricas e biocombustíveis, como combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla e inglês), biodiesel, além de hidrogênio verde e seus derivados. “Existem quatro projetos de produção de plantas-piloto para a produção de hidrogênio verde em desenvolvimento do Estado. Para além deles, nós temos buscado conversar com outras empresas que submeteram propostas para esse edital de hidrogênio”, afirmou Prikladnicki a jornalistas durante o evento Novas Energias, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela agência em Porto Alegre (RS) para discutir o potencial do Estado nesta frente. A secretária Marjorie Kauffmann, da Sema, lembrou que as quatro iniciativas se dão no âmbito de chamada pública realizada pelo governo estadual no ano passado, com recursos que totalizam R$ 100 milhões em subvenção econômica via a agência de fomento gaúcha, o Badesul. Ela pontuou ainda que no mundo todo a tecnologia tem usado subsídios para se viabilizar. Citou ainda que outras tecnologias passaram pelo mesmo trajeto até tornarem-se economicamente viáveis. Ainda no evento, Prikladnicki destacou haver um forte alinhamento entre o agronegócio, por ser um dos setores mais relevantes do Rio Grande do Sul, com a pauta da transição energética. “Existe uma oportunidade de conversão de negócios, inclusive, dos nossos produtores ao transformar a atividade deles em projetos e contribuir com a agenda de transição energética”, completou. Nesse contexto, a agência preparou, na mesma ocasião, três salas temáticas para discussão com agentes do Estado com foco no desenvolvimento de cadeias de etanol, biometano e hidrogênio de baixo carbono avaliando potencialidades e prioridades para efetivação dos investimentos. Em relação à carteira, porém, o presidente da instituição disse ser dinâmica e não significar, necessariamente, que serão efetivados. “São projetos em diferentes fases que estamos acompanhando”, ponderou.”
Fonte: Valor Econômico; 30/06/2026
Política
Ibama prepara regras para captura e armazenamento de carbono no mar
“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está elaborando critérios que podem orientar o licenciamento ambiental de projetos de captura e armazenamento de carbono em áreas marítimas. A regulamentação pretende definir quais estudos ambientais serão exigidos para empreendimentos offshore, enquanto projetos em terra deverão ficar sob responsabilidade dos órgãos ambientais estaduais. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o coordenador-geral de Licenciamento Ambiental Marinho e Costeiro do Ibama, Itagyba Alvarenga Neto, afirmou que o órgão trabalha na elaboração de um termo de referência que servirá de base para os futuros processos de licenciamento. A captura e armazenamento de carbono, conhecida internacionalmente como CCS (Carbon Capture and Storage, captura e armazenamento de carbono), consiste na remoção do dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera ou de processos industriais para posterior injeção em reservatórios geológicos. Entre as possibilidades estão campos de petróleo e gás já esgotados ou aquíferos salinos — formações rochosas porosas preenchidas por água salgada no subsolo marinho. Segundo Alvarenga, o Ibama ainda não recebeu pedidos de licenciamento para projetos de armazenamento offshore. O único caso atualmente em análise envolve a TotalEnergies, que pretende perfurar um poço na Bacia de Campos para avaliar o potencial de armazenamento de carbono na região. A regulamentação do setor ainda depende de definições do governo federal. O Ministério de Minas e Energia (MME) previa publicar, em março, um decreto estabelecendo regras para a atividade, incluindo diretrizes de segurança elaboradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O texto, porém, ainda não foi publicado. Segundo o ministério, a expectativa é concluir o processo ainda no primeiro semestre. A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, estabeleceu que a captura e o armazenamento de carbono dependerão de autorização da ANP, mas não definiu como será conduzido o licenciamento ambiental dos empreendimentos.”
Fonte: Exame; 30/06/2026
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal com redução da emissão de metano
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 43,8 milhões para a Cia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) instalar uma nova planta de produção de carvão vegetal em Maracás (BA). Com capacidade produtiva de 20 mil toneladas por ano, a nova unidade terá tecnologia para reduzir emissões de metano e produzirá insumo (biorredutor) para a planta metalúrgica da própria empresa, localizada em Pojuca (BA). O apoio do banco de fomento corresponde a 98% do investimento total previsto no projeto, que é de R$ 44,4 milhões. Do montante, cerca de R$ 35 milhões vêm do Fundo Clima, já que o projeto contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa. A planta incorpora otimização tecnológica que permite redução das emissões equivalentes de carbono em comparação a uma unidade tradicional, de acordo com a instituição. “Ao apoiar a produção de carvão vegetal com menor emissão de metano, o Banco contribui para a descarbonização de uma cadeia estratégica para a siderurgia nacional, incentivando inovação, sustentabilidade e geração de emprego e renda na Bahia”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A conclusão do empreendimento está prevista para dezembro deste ano, segundo o banco. Com a operação da planta, a estimativa é de criação de 97 postos de trabalho, entre diretos e indiretos. Maracás foi escolhida porque a Ferbasa possui um extenso maciço florestal na região (5.378 hectares de área plantada), o que viabiliza o fornecimento de madeira para a produção do carvão vegetal, informou a empresa. A disponibilidade da matéria-prima permite o início da produção imediatamente após a conclusão do projeto.”
Fonte: Eixos; 30/06/2026
Nova regra para lâmpadas LED promete economizar mais de 400 TWh até 2040
“O Brasil publicou a primeira regulamentação nacional que estabelece índices mínimos de eficiência energética para lâmpadas e luminárias LED — medida que pode gerar economia acumulada entre 283 e 432 TWh até 2040, volume equivalente ao consumo de cerca de 14 milhões de residências no período, segundo estimativas técnicas. A primeira regulamentação nacional, publicada pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), dá prazo de até cinco anos para que produtos fora dos novos padrões sejam retirados do mercado, informa a pasta em nota. “Ao estabelecer padrões mínimos de desempenho para produtos LED, a regulamentação da eficiência energética fortalece a transição energética brasileira ao promover um mercado mais moderno, competitivo e alinhado às melhores práticas internacionais, estimulando a inovação, reduzindo os custos de energia para as famílias, aumentando a eficiência no uso dos recursos energéticos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país”, afirma o ministro Alexandre Silveira (PSD). Os produtos que não atenderem aos índices mínimos poderão permanecer no mercado durante um período de transição. Comerciantes terão três anos para a Etapa 1 e cinco anos para a Etapa 2, contados a partir da publicação da resolução, para realizar o giro dos estoques, de acordo com o MME. As tecnologias LED são reconhecidas pela maior eficiência energética e vida útil superior em comparação às lâmpadas convencionais, o que reduz despesas de manutenção, reposição e descarte. Segundo a pasta, a regulamentação reforça os compromissos da Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia e busca assegurar padrões mínimos de desempenho e qualidade para produtos comercializados no país. Atualmente, a ausência de critérios mais rigorosos favorece a entrada de produtos menos eficientes, já ultrapassados em mercados internacionais, inclusive. A norma também tem como objetivo estimular a oferta de produtos mais eficientes e sustentáveis, de acordo com a pasta. A transição para equipamentos mais eficientes gera benefícios diretos aos consumidores, reduzindo despesas com energia elétrica e minimizando impactos da expansão da demanda sobre os custos do sistema elétrico.”
Fonte: Eixos; 30/06/2026
Internacional
Empresas
Shell venderá ativos no Golfo do México para a Talos Energy e a Ridgewood por US$ 1,7 bilhão
“A Shell informou na terça-feira que concordou em vender sua participação na plataforma Na Kika e nos campos associados no Golfo do México, juntamente com a conexão submarina (tieback) de Coulomb, para subsidiárias da Talos Energy e da Ridgewood Energy por US$ 1,7 bilhão. Os ativos produziram cerca de 37.000 barris de óleo equivalente por dia (líquidos para a Shell) em 2025. A empresa afirmou que não se espera que os campos contribuam de forma significativa para sua produção até 2030. A transação tem data de referência de 1º de julho de 2025 e previsão de conclusão até o final de 2026. A Talos informou que sua parcela do valor da transação é de US$ 850 milhões, com um pagamento líquido final em dinheiro estimado entre US$ 450 milhões e US$ 500 milhões, após ajustes pelo fluxo de caixa intermediário a partir da data de referência. A empresa acrescentou que adquirirá uma participação operacional de 50% e a operação do campo Coulomb, além de uma participação não operacional de 25% na plataforma Na Kika — operada pela BP — e em quatro campos associados: Kepler, Ariel, Fourier e Herschel. Os ativos produziram cerca de 16.000 barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre de 2026 (composto por cerca de 77% de petróleo) e acrescentam aproximadamente 23 milhões de barris de óleo equivalente em reservas provadas. A Na Kika, única plataforma não operada pela Shell no Golfo do México, iniciou a produção em 2003, enquanto Coulomb começou a produzir em 2005. A Shell manterá certos pagamentos vinculados a ganhos futuros (upside), direitos a royalties sobre novas conexões (tiebacks) em Na Kika e direitos de compra da produção (offtake rights). A BP, operadora da Na Kika, mantém a outra participação de 50% e possui um direito de preferência de compra válido por 30 dias. As reservas provadas da Shell ao final de 2025 eram de 4,3 milhões de barris de óleo equivalente (boe) para Na Kika e 7,2 milhões de boe para Coulomb.”
Fonte: Reuters; 30/06/2026
Vedanta retira listagem de unidade de cobre um dia antes do IPO
“O conglomerado de mineração indiano Vedanta Resources suspendeu a listagem nos EUA de sua unidade de cobre um dia antes do início das negociações, citando condições voláteis de mercado. A CopperTech Metals, subsidiária sediada nos EUA da Vedanta — empresa pertencente ao bilionário indiano Anil Agarwal —, anunciou na terça-feira que adiaria sua oferta pública inicial (IPO). A CopperTech, apresentada pela Vedanta no ano passado, detém e opera a Konkola Copper Mines, na Zâmbia. A nova unidade iniciou uma série de apresentações a investidores (roadshow) para o IPO neste mês e pretendia captar mais de US$ 400 milhões, com uma avaliação de mercado de cerca de US$ 3,5 bilhões. O início das negociações estava previsto para quarta-feira. No entanto, a CopperTech declarou: “Após cuidadosa análise das condições atuais do mercado e da recente volatilidade no setor global de ações de empresas de cobre, a Vedanta e a CopperTech decidiram adiar o IPO proposto”. O adiamento ocorreu apesar de a CopperTech ter informado que investidores institucionais haviam demonstrado “forte interesse”. O índice ASX 300 de metais e mineração — que acompanha mineradoras globais como BHP e Rio Tinto — acumula queda de cerca de 8% neste mês, embora o cobre esteja sendo negociado perto de máximas históricas, impulsionado pela alta demanda decorrente de seu papel na transição energética. A decisão ocorre em um momento em que o mercado aguarda possíveis novas tarifas dos EUA sobre importações de cobre refinado. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, tem até esta terça-feira para atualizar o presidente Donald Trump sobre o funcionamento do mercado e sobre a eventual imposição dessas taxas. No ano passado, o governo impôs uma tarifa de 50% sobre produtos semimanufaturados, como tubos de cobre, e sobre os chamados produtos derivados, incluindo conexões para tubos. A listagem da CopperTech era vista como uma iniciativa para aproveitar o entusiasmo dos mercados americanos por empresas de minerais críticos, impulsionado pelos esforços do governo para fortalecer o setor de mineração doméstico. A empresa informou ao FT, no ano passado, que planejava captar US$ 1,5 bilhão; esse montante cobriria o compromisso da Vedanta de investir US$ 1 bilhão na revitalização da Konkola, conforme um acordo firmado em 2023 para retomar o controle do ativo após sua tomada pelo governo da Zâmbia em 2019. Os recursos seriam investidos no desenvolvimento do complexo de Konkola, com o objetivo de mais do que dobrar a produção de cobre — passando de uma estimativa de 140 mil toneladas em 2026 para 300 mil toneladas até 2031. No último ano, os preços do cobre atingiram sucessivos recordes de alta, impulsionados também por interrupções nas operações de grandes minas.”
Fonte: Financial Times; 30/06/2026
Política
A capital mais poluída do mundo paga até mil dólares para quem trocar veículos por elétricos
“No inverno, quem mora em Nova Delhi convive com um ar tão denso e cinza que muitas vezes não dá para ver os prédios do outro lado da rua. A poluição que se acumula nessa época do ano, presa por um fenômeno de estagnação atmosférica, é uma mistura de gases de escapamento de veículos, poeira de obras e fumaça da queima de resíduos agrícolas nos estados vizinhos. Moradores relatam sentir um “gosto cinza” no ar e dificuldade para respirar após poucos minutos do lado de fora, uma situação que já levou escolas a suspenderem aulas e o governo a paralisar atividades e serviços em prol da saúde pública. Com um índice de qualidade do ar considerado perigoso e caracterizado como “infernal e mortal”, a capital da índia é considerada a mais poluída do mundo. É nesse contexto que o governo anunciou a aposta mais recente para tentar mudar esse cenário dramático: trocar carros, motos e caminhões movidos a combustão por veículos elétricos e anunciou um incentivo financeiro. Pelo novo programa, donos de veículos comprados antes de abril de 2020 poderão receber até US$ 1.000 para se desfazerem deles em troca de um elétrico. A política conta com um investimento do governo indiano de US$ 1,59 bilhão, distribuídos ao longo de quatro anos. Compradores de scooters e motocicletas elétricas vão receber US$ 317 no primeiro ano de vigência do programa, valor que cai para US$ 105 até o terceiro ano. A medida também inclui recursos para quem instalar pontos de recarga, com a meta de chegar a 32.000 carregadores espalhados pela cidade para melhorar a infraestrutura da mobilidade elétrica. A partir de 1º de abril de 2028, Nova Delhi só vai registrar veículos novos de duas rodas que forem elétricos. Na prática, representa o fim da venda de motos e scooters movidos à combustão. Para veículos de três rodas e caminhões leves da categoria N1, o prazo é mais curto: a obrigatoriedade da eletricidade entra em vigor já em 1º de janeiro de 2027. A decisão não é casual e impacta diretamente nas emissões. Segundo dados da Reuters, 46% da poluição de Nova Delhi é atribuída a veículos de duas e três rodas e 33% a veículos comerciais de transporte de carga.”
Fonte: Exame; 30/06/2026
Mercosul terá mapa do caminho para minerais críticos
“O Mercosul ensaia o primeiro passo para construir uma uma estratégia regional para os minerais críticos, com um mapa do caminho para insumos considerados essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia. Durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do bloco, em Assunção, o Paraguai apresentou um “Mapa do Caminho para o Plano de Minerais Críticos do Mercosul“, iniciativa que pretende orientar a cooperação entre os países na exploração, processamento e agregação de valor desses recursos. Embora os detalhes do documento ainda não tenham sido divulgados, o presidente Lula (PT) indicou em seu discurso aos líderes do bloco que a proposta paraguaia busca suprir uma lacuna estratégica da região: a ausência de um diagnóstico conjunto sobre o potencial mineral do bloco e de um levantamento dos projetos considerados prioritários para desenvolvimento compartilhado. “Possuímos reservas abundantes de minerais críticos, ativos indispensáveis para a descarbonização e a revolução digital. Desenvolver cadeias regionais que incluam etapas de maior valor agregado é uma questão de segurança nacional e soberania”, afirmou Lula durante a reunião de líderes. Segundo o presidente, “ainda não dispomos de um mapeamento comum do nosso potencial nem de um diagnóstico sobre projetos estratégicos que podem ser desenvolvidos conjuntamente”. Para ele, o plano apresentado pelo Paraguai representa “um ponto de partida para reforçar a autonomia estratégica de nossos países”. A iniciativa chega em um momento de crescente disputa internacional pelos minerais críticos, como lítio, cobre, níquel, grafite e terras raras, matérias-primas essenciais para baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, data centers e equipamentos de defesa. Há duas semanas, o G7 divulgou uma declaração concordando em reduzir a dependência de fornecedores de minerais críticos e terras raras, em um movimento que busca alternativas à cadeia de suprimentos da China.”
Fonte: Eixos; 30/06/2026
“Os investimentos em geração de energia a partir de combustíveis fósseis nos EUA devem superar os da China pela primeira vez em décadas, impulsionados por um aumento nos pedidos de turbinas a gás, à medida que empresas correm para construir centros de dados. Segundo dados obtidos pelo Financial Times, a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que os gastos dos EUA com usinas movidas a carvão e gás atingirão US$ 50 bilhões este ano — cerca de US$ 3 bilhões a mais do que a China. O aumento no valor do investimento dos EUA reflete tanto a quantidade de pedidos de turbinas quanto a elevação de seus preços, que dispararam à medida que a demanda superou a capacidade de fabricação. Clientes nos EUA encomendaram cerca de 20 GW em turbinas a gás no primeiro trimestre de 2026, segundo a AIE. Instalações modernas de IA exigem entre 1 GW e vários gigawatts de potência — o equivalente ao consumo de eletricidade de uma grande cidade ocidental. A maior parte das turbinas parece destinada à geração de eletricidade “atrás do medidor” (behind the meter), modalidade na qual as empresas produzem sua própria energia, contornando a rede elétrica convencional. Fabricantes como Siemens e GE Vernova estão sobrecarregados de pedidos, enquanto gigantes da tecnologia (hyperscalers) como Alphabet, Amazon e Meta Platforms disputam a supremacia no setor de centros de dados. Em seu relatório de resultados do primeiro trimestre, a GE Vernova informou uma carteira de pedidos de US$ 18 bilhões. Essa rápida expansão da infraestrutura de IA ocorre em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, desmonta regulamentações climáticas e incentivos a energias limpas para promover a indústria de combustíveis fósseis. Especialistas alertam que as políticas da administração Trump desaceleraram significativamente o ritmo da descarbonização. Reid Ramdathsingh, analista do setor de energia da consultoria Rystad Energy, afirmou que a abundante oferta de gás dos EUA representa uma vantagem para o país em seus esforços para ampliar a capacidade de geração de energia. “As turbinas a gás sofreram um aumento expressivo de preço”, disse ele, observando que o custo subiu de cerca de US$ 800 por kW para mais de US$ 2.500. A geração a gás também tem desempenhado um papel crescente na estabilização da rede elétrica, à medida que fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, são incorporadas ao sistema.”
Fonte: Financial Times; 01/07/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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