IBOVESPA -1,06% | 204.324 Pontos
CÂMBIO +1,17% | 5,08/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (15) em queda de 1,1%, aos 204.324 pontos, na terceira baixa consecutiva, repercutindo um aumento na cautela dos investidores em relação à política fiscal, o que pressionou principalmente os papéis cíclicos domésticos.
Na ponta positiva, Embraer (EMBJ3, +2,7%) liderou as altas e foi a maior contribuição positiva para o índice, seguida por Yduqs (YDUQ3, +2,1%), Caixa Seguridade (CXSE3, +1,7%) e TIM (TIMS3, +1,4%).
Na ponta negativa, o setor de construção continuou pressionado pela repercussão das prévias operacionais e pela alta dos juros futuros. Direcional (DIRR3, -9,3%) liderou as quedas após divulgar, na noite anterior, menores vendas e lançamentos e distratos elevados no 3T26. MRV (MRVE3, -4,9%) e Cury (CURY3, -3,8%) também recuaram.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta quinta-feira em direções mistas. No exterior, os Treasuries registraram fechamento das taxas, apesar de dados de inflação ao produtor (PPI) dos Estados Unidos (EUA) acima do esperado, com o mercado ajustando as perspectivas para a trajetória da política monetária do Federal Reserve, o banco central americano. A T-note de dois anos fechou a 4,75% (-5 bps), enquanto a T-note de 10 anos recuou para 5,09% (-9 bps) e o T-bond de 30 anos para 5,43% (-9 bps). No Brasil, o movimento foi na direção oposta. O mercado seguiu ajustando as expectativas para o segundo turno das eleições gerais, com menor clareza sobre os rumos da política fiscal. Nesse contexto, o DI jan/27 fechou a 13,52%, o DI jan/29 a 12,73% (+25 bps) e o DI jan/31 a 12,76% (+22 bps). A curva NTN-B encerrou com a B29 a 6,77% (vs. 6,73%), a B35 a 6,85% (vs. 6,76%) e a B50 a 6,78% (vs. 6,72%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira (16), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,1%), com os investidores ainda cautelosos com as perspectivas para a inteligência artificial, depois de as bolsas americanas recuperarem perdas iniciais na véspera, quando o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou não ver necessidade de um resgate da CoreWeave. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, impulsionado principalmente pelos setores de tecnologia e industrial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 2,1%, o Nikkei 225 (Japão) recua 0,2%, enquanto na China o CSI 300 subiu 0,1% e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,5%.
O mercado segue monitorando o financiamento dos investimentos em IA, após uma semana de forte volatilidade em semicondutores, mesmo com a TSMC reportando lucro recorde no terceiro trimestre. O yield do Treasury de 10 anos opera próximo de 5,1%, com o presidente do Fed, Kevin Warsh, sem sinalizar alta iminente de juros, apesar da inflação ao consumidor de setembro acima do esperado (3,7%, contra consenso de 3,6%). O Brent recua 0,7%, para próximo de US$ 105/barril, mas caminha para ganho semanal, sustentado pelas tensões no Estreito de Ormuz após o ataque iraniano a um navio porta-contêineres. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Netflix, General Motors, Tesla, Meta, IBM e Procter & Gamble ao longo da próxima semana, além da reunião do Fed em 28 de outubro.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 0,06%, aos 3.956,29 pontos. O desempenho dos segmentos foi positivo na maior parte do mercado. Os fundos de shoppings lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,34%, seguidos pelos FIIs de tijolo (+0,21%), pela categoria multiestratégia/FOF (+0,16%) e pelos ativos logísticos (+0,15%). Na sequência, os fundos de recebíveis avançaram 0,10% e as lajes corporativas registraram alta de 0,09%, enquanto os fundos híbridos recuaram 0,11%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BRCR11 (+3,4%), VGRI11 (+2,5%) e URPR11 (+2,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZTR11 (-5,4%), GZIT11 (-2,5%) e JSRE11 (-2,1%).
Economia
Nos Estados Unidos, a inflação ao produtor disparou em setembro, com alta de 1,3% M/M e 6,3% A/A, muito acima das expectativas e no maior patamar em mais de quatro anos. A aceleração foi impulsionada principalmente pelos preços de energia, mas também atingiu o núcleo do índice, reforçando as preocupações com a persistência inflacionária. Ao mesmo tempo, as vendas no varejo cresceram 0,8% M/M, acima do consenso, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego permaneceram baixos, em 199 mil.
No Brasil, o varejo surpreendeu negativamente em agosto, com crescimento de apenas 0,1% M/M no índice restrito e queda de 0,2% no ampliado. A retração das atividades sensíveis ao crédito reforçou os efeitos defasados dos juros elevados sobre o consumo, levando nosso acompanhamento do PIB do terceiro trimestre de 2026 (3T26) a indicar contração de 0,2% T/T. Na seara fiscal, o Senado aprovou a ampliação do limite de faturamento e o perdão de dívidas dos MEIs, com impacto fiscal estimado em R$ 3 bilhões.
Na agenda internacional, serão divulgadas a produção industrial dos Estados Unidos e os índices de preços de importações e exportações, relevantes para avaliar o ritmo da atividade e a persistência das pressões inflacionárias. No Brasil, o destaque será o IBC-Br de agosto, para o qual esperamos alta de 0,3% M/M e 1,1% A/A, incorporando a fraqueza recente dos serviços e do comércio.
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Economia
Inflação ao produtor dispara nos EUA e amplia pressão sobre o Fed
- Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) avançou 1,3% M/M e 6,3% A/A em setembro, significativamente acima das expectativas de 0,5% e 5,3%, respectivamente, atingindo o maior nível em mais de quatro anos. A energia foi o principal fator de pressão, respondendo por aproximadamente 80% da alta de 2,9% nos preços dos bens, em meio às restrições de oferta provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, as vendas no varejo cresceram 0,8% M/M em setembro, acima do consenso de 0,3%, totalizando US$ 745 bilhões, com alta de 5,5% A/A. Excluindo automóveis, as vendas avançaram 0,9% M/M. Apesar da desaceleração frente ao crescimento de 1,3% em agosto, a surpresa positiva indica demanda nominal ainda resiliente, embora parte da expansão reflita preços mais elevados. A combinação de inflação ao produtor acima do esperado e atividade relativamente firme reforça os argumentos favoráveis à manutenção de uma postura monetária restritiva pelo Fed;
- No Brasil, as vendas no varejo surpreenderam significativamente para baixo em agosto, com o varejo restrito avançando apenas 0,1% M/M, ante nossa projeção de 1,0% e consenso de 0,8%, enquanto o varejo ampliado recuou 0,2% M/M, frente às expectativas de alta de 1,1% da XP e 1,0% do mercado. Na comparação anual, os indicadores ficaram praticamente estagnados, com altas de 0,4% e 0,1%, respectivamente. A fraqueza se concentrou nos segmentos de maior peso, especialmente móveis e eletrodomésticos (-4,2% M/M), veículos (-1,0%) e materiais de construção (-2,0%). O principal destaque analítico foi a divergência entre os grupos de consumo: atividades sensíveis à renda avançaram 0,2% M/M e 1,2% A/A, enquanto atividades sensíveis ao crédito recuaram 1,3% M/M e 1,2% A/A. Após a divulgação, revisamos nossa projeção para o IBC-Br de agosto de 0,4% para 0,3% M/M, enquanto nosso acompanhamento do PIB do 3T26 passou a indicar contração de 0,2% T/T. O resultado reforça os efeitos defasados da política monetária restritiva sobre a demanda doméstica. Mantemos crescimento do PIB de 1,7% em 2026 e 1,0% em 2027;
- O Senado aprovou o projeto de lei complementar que amplia o limite de faturamento dos MEIs e prevê o perdão de dívidas tributárias, encaminhando o texto à sanção presidencial. O teto anual passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com autorização para contratação de um segundo funcionário. O impacto fiscal estimado é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. O projeto também prevê o perdão de débitos inscritos ou não na Dívida Ativa da União, beneficiando aproximadamente 3,6 milhões de MEIs a partir de 2027. O estoque de dívidas abrangido, inicialmente estimado em R$ 12 bilhões, foi ampliado em cerca de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões durante a tramitação, embora o impacto fiscal estimado permaneça próximo de R$ 1 bilhão por ano durante três anos, considerando a baixa recuperabilidade dos créditos;
- Na agenda internacional, serão divulgadas a produção industrial dos Estados Unidos, importante para avaliar o ritmo da atividade manufatureira, e os índices de preços de importações e exportações, que ajudarão a identificar pressões inflacionárias associadas ao comércio exterior, especialmente após a forte aceleração dos preços ao produtor. No Brasil, o destaque será o IBC-Br de agosto, indicador de atividade econômica do Banco Central, para o qual esperamos alta de 0,3% M/M e 1,1% A/A. A projeção incorpora a fraqueza recente dos serviços e do comércio, reforçando a perspectiva de desaceleração da atividade econômica no terceiro trimestre.
Empresas
XP Saúde | PEC da jornada 6×1: potenciais impactos para o setor de saúde
- A PEC 221/2019, que substitui a tradicional jornada 6×1 pelo regime 5×2, foi aprovada pelo Congresso e aguarda promulgação;
- Embora uma regulamentação futura possa mitigar parte dos potenciais efeitos, avaliamos os principais riscos com base no texto atual;
- As principais exposições do setor de saúde incluem: (i) profissionais de Enfermagem contratados sob uma jornada semanal de 44 horas; (ii) profissionais que trabalham em regime 12×36; (iii) funcionários de call center que atualmente operam em escala 6×1; e (iv) profissionais administrativos com contratos de 44 horas semanais;
- Entre as companhias de saúde sob nossa cobertura, acreditamos que os prestadores de serviços de diagnóstico e hospitalares sejam os mais expostos, enquanto as farmacêuticas enfrentam riscos diretos mais limitados;
- As operadoras de planos de saúde podem sofrer impactos indiretos por meio de preços mais elevados cobrados pelos prestadores de serviços;
- A seguir, apresentamos os principais impactos para cada segmento do setor de saúde;
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
XP Saúde | Prévia do 3T26: parte II
- Após a Parte I da nossa prévia do 3T26 para o setor de saúde, esperamos resultados mistos entre as demais companhias sob nossa cobertura;
- No setor, as operadoras hospitalares devem continuar apresentando um sólido crescimento de receita, sustentado por tickets médios mais elevados, com a Mater Dei registrando uma melhora mais expressiva da margem EBITDA (A/A);
- No segmento farmacêutico, esperamos resultados mistos, com a melhora do desempenho operacional da Blau contrastando com a pressão sobre o desempenho do portfólio atual da Hypera;
- Em diagnósticos, a Dasa deve apresentar expansão da margem EBITDA e forte geração de caixa. Por fim, a Qualicorp deve registrar níveis controlados de churn;
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
XP Educação | PEC da jornada 6×1: potenciais impactos para o setor de educação
- A aprovação da PEC 221/2019, que substitui a tradicional jornada de trabalho 6×1 pelo regime 5×2, levanta questões importantes para o setor de educação, especialmente em relação aos professores horistas;
- A principal preocupação está relacionada ao tratamento do descanso semanal remunerado (DSR), uma vez que esses professores recebem atualmente um adicional de 1/6 sobre sua remuneração pelas aulas a título de DSR, mesmo quando as aulas normalmente estão concentradas em cinco dias da semana;
- Ainda não está claro se a estrutura atual de remuneração será preservada ou se o DSR será tratado como um dia adicional remunerado, o que poderia elevar em aproximadamente 20% os custos de folha relacionados ao DSR;
- Embora possa haver algum impacto sobre as instituições públicas, a exposição parece ser maior no setor privado: apenas 13% dos professores do ensino superior público trabalham em regimes horistas ou de tempo parcial, ante 69% nas instituições privadas;
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
Bens de capital: expectativas macroeconômicas encontram uma recuperação desigual
- Vemos a temporada de resultados do 3T26 se aproximando após uma forte valorização das ações domésticas desde o início de outubro, com as expectativas de juros mais baixos renovando a atenção para as empresas domésticas;
- Ainda assim, esperamos que os resultados reforcem que o ambiente operacional no Brasil continua desafiador, com uma recuperação desigual entre as empresas;
- Para a WEG, esperamos resultados marginalmente positivos, com a rentabilidade permanecendo em níveis fortes e bases de comparação mais fáceis sustentando alguma reaceleração do crescimento, enquanto os investimentos recentes em capacidade permanecem em estágio inicial de ramp-up (considerando o posicionamento relativamente leve dos investidores, vemos o 3T sugerindo uma assimetria positiva);
- Esperamos que a Embraer apresente um bom trimestre, sustentado pelas entregas divulgadas anteriormente, permanecendo no caminho para entregar seu guidance (limite superior para receita/rentabilidade, em nosso cenário-base);
- Entre as empresas de Autopeças, vemos a Marcopolo como o destaque negativo, uma vez que um intervalo entre os programas Caminho da Escola levou a volumes de produção abaixo do esperado, conforme reportado pela Fabus;
- Por fim, Tupy e Randoncorp devem reportar resultados em recuperação, embora ainda abaixo do que consideramos níveis normalizados de rentabilidade;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Garantia da União para empréstimo de R$ 7 bi dos Correios pode ficar para depois da eleição (Valor Econômico);
- Magazine Luiza faz parceria para vender seus produtos na plataforma do Mercado Livre (Valor Econômico);
- Casas Bahia propõe acordo de mais de R$ 100 milhões por demissões (Valor Econômico);
- Acionistas da Oncoclínicas travam guerra de liminares (Valor Econômico).
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Estratégia
Entradas de estrangeiros aceleram fortemente. Vão continuar? – Fluxo em foco
- Em setembro, os investidores estrangeiros voltaram à bolsa brasileira, com entradas líquidas totais de R$ 8,1 bi (+R$ 9,1 bi no mercado à vista e -R$ 1,0 bi em futuros), a maior entrada mensal no mercado à vista desde março. Como discutimos em nosso último Raio-XP, o movimento ocorreu apesar da disparada dos juros das Treasuries americanas, à medida que os investidores começaram a se posicionar para as eleições locais;
- Dito isso, as entradas aceleraram fortemente em outubro: no acumulado do mês, os estrangeiros registraram entradas líquidas totais de R$ 19,1 bi, já o mês mais forte desde janeiro, incluindo R$ 10,1 bi no mercado à vista no primeiro pregão após o primeiro turno da eleição, a maior entrada diária da história;
- Como argumentamos em nosso recente relatório Medindo o Potencial de Alta da Bolsa Brasileira, vemos espaço para entradas adicionais significativas na bolsa nos próximos meses em um cenário otimista, lideradas inicialmente pelos estrangeiros e seguidas pelos investidores domésticos;
- Na indústria de fundos, os resgates líquidos somaram R$ 29,8 bi em setembro, o pior mês desde dezembro, puxados pelos fundos de renda fixa;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha pregão em alta de 0,06%, em 3.956,29 pontos (Suno Notícias);
- Casas Bahia paga R$ 2,9 milhões, mas FII mantém ações de despejo (FIIs);
- CVM acompanha compras de imóveis com cotas de FIIs (ClubeFII);
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ESG
B3 se torna registradora de Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) | Café com ESG, 16/10
- O pregão de quinta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 1,06% e 1,40% respectivamente.
- No Brasil, (i) a aprovação da B3 como a terceira (além de ACX Brasil e Instituto Totum) entidade registradora de Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) foi oficializada ontem com a publicação de um despacho da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Diário Oficial da União – em nota, a agência afirma que o novo credenciamento fortalece a infraestrutura necessária para a futura emissão, registro, negociação, baixa e aposentadoria dos títulos; e (ii) a mineradora australiana BCM (Brazilian Critical Minerals) anunciou, nesta quinta-feira, que recebeu o aval do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no Amazonas para avançar com o projeto de terras raras Ema, localizado no município de Apuí, no sul do estado – a autorização envolve um acordo de acesso a áreas que estão sob administração do Incra.
- No internacional, em resposta ao teto de importações de veículos híbridos imposto pela UE, a fornecedora alemã de peças automotivas Aumovio concordou em fechar uma parceria com a Chery Automobile para lançar a produção da fabricante chinesa de veículos na Europa – a Aumovio, uma spinoff da fabricante de pneus Continental, informou que contribuirá com todo o seu portfólio, capacidade de pesquisa e desenvolvimento e rede de produção europeia para apoiar a Chery.
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