IBOVESPA -1,04% | 206.888 Pontos
CÂMBIO +0,71% | 5,02/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (13) em queda de 1,0%, aos 206.888 pontos, devolvendo parte dos ganhos da semana anterior. A alta dos juros futuros pesou sobre as ações domésticas e sensíveis a juros, com destaque para os setores de educação e varejo, enquanto os papéis exportadores evitaram uma queda mais acentuada do índice de ações brasileiro.
Na ponta positiva, as petroleiras concentraram boa parte das maiores altas do índice, com PRIO (PRIO3, +3,6%) e Petrobras (PETR4, +1,5%) avançando.
Na ponta negativa, Localiza (RENT3, -5,7%) recuou após um banco de investimentos rebaixar a recomendação das ações para neutra. Outras companhias sensíveis a variações da taxa de juros, como Lojas Renner (LREN3, -8,0%), Magazine Luiza (MGLU3, -7,0%) e Vamos (VAMO3, -11,2%), também figuraram entre as maiores queda do dia.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta terça-feira com direções mistas. No exterior, os Treasuries tiveram alívio na ponta longa da curva, favorecidos pela queda do petróleo e pela expectativa pela divulgação do CPI de setembro nos Estados Unidos (EUA). A T-note de dois anos encerrou a 4,79% (+0 bps vs. sexta-feira), a de 10 anos a 5,21% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,56% (-4 bps). No Brasil, a curva de juros apresentou forte abertura, especialmente nos vencimentos intermediários e longos, refletindo a redução do otimismo com a política fiscal e a realização de lucros após o rali da semana passada. O DI jan/29 encerrou a 12,51% (+29 bps) e o DI jan/31 a 12,52% (+26 bps). Já o DI jan/28 fechou a 12,75%. A curva NTN-B encerrou com a B29 a 7,0% (vs. 6,66%), a B35 a 6,95% (vs. 6,72%) e a B50 a 6,62% (vs. 6,62%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira (14), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: -0,1%), em compasso de espera pelo CPI de setembro, após o recuo das ações de semicondutores na véspera. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de cerca de 0,6%, impulsionado pelos setores de tecnologia e de luxo, com a ASML avançando depois da divulgação de resultados. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 0,4%, no sexto pregão consecutivo de perdas, o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,1%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,4%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,1%.
O mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 105/barril, após ataques dos houthis a instalações energéticas da Arábia Saudita e ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz. Já o CPI de setembro clareia a precificação de juros: o presidente do Federal Reserve (banco central americano) de Nova York, John Williams, afirmou que mais uma alta é apropriada neste ano, e o mercado atribui probabilidade de cerca de 78% de manutenção neste mês e de 71% de alta em dezembro, com o Treasury de 10 anos próxima de 5,2%. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Bank of America e Morgan Stanley hoje, além de TSMC e Charles Schwab na quinta-feira.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 0,94%, aos 3.951 pontos.
O viés negativo predominou entre os segmentos acompanhados ao longo da sessão. A maior queda foi registrada pelo segmento de multiestratégia (-1,73%), seguido por multiestratégia/FOF (-1,45%), lajes corporativas (-1,42%), híbridos (-1,32%) e ativos logísticos (-0,94%). Os fundos de shoppings recuaram 0,85%, enquanto os fundos de recebíveis apresentaram queda mais moderada, de 0,59%. No agregado, os FIIs de tijolo encerraram o pregão com desvalorização de 1,11%.
Entre os destaques positivos do dia, sobressaíram TOPP11 (+2,1%), KORE11 (+1,8%) e SNFF11 (+1,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TGAR11 (-5,4%), TRBL11 (-5,2%) e MCRE11 (-4,5%).
Economia
O FMI (Fundo Monetário Internacional) manteve a projeção de crescimento global em 3,1% para 2026 e elevou a de 2027 para 3,4%, destacando a resiliência da atividade, apesar dos riscos associados à guerra no Oriente Médio e às tensões comerciais.
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou alta adicional nas projeções para a inflação de curto prazo. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,01% para 5,22%, a maior elevação semanal desde abril. Enquanto isso, a mediana das expectativas para o IPCA de 2027 continuou em 4,30%; para 2028, houve leve recuo de 3,80% para 3,79%. Além disso, a mediana das estimativas de taxa Selic declinou de 13,50% para 13,25% para o fim de 2026, em linha com o nosso cenário-base. As previsões para o fim de 2027 e o fim de 2028 seguiram em 12,00% e 10,50%, respectivamente.
Ainda no cenário doméstico, o governo anunciou medidas para Microempreendedores Individuais (MEI), que incluem o perdão de dívidas tributárias, a compra de dívidas privadas e transferências diretas de até R$ 5 mil – a última iniciativa teria impacto fiscal de aproximadamente R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030. Hoje, o Senado deverá votar, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1, diminuindo gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Na agenda internacional, destaque para a inflação ao consumidor dos Estados Unidos de setembro. O Livro Bege do Fed, que traz uma avaliação qualitativa das condições econômicas baseada em relatórios de 12 distritos regionais, também será publicado hoje. No Brasil, atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de agosto, que deve mostrar recuperação disseminada entre os segmentos na comparação com julho.
Veja todos os detalhes
Economia
Inflação ao consumidor pode recalibrar apostas sobre juros nos Estados Unidos; no Brasil, votação sobre o fim da escala 6×1 no centro das atenções
- O FMI (Fundo Monetário Internacional) manteve a projeção de crescimento global em 3,1% para 2026 e elevou a estimativa para 3,4% em 2027, destacando a resiliência da economia apesar do conflito no Oriente Médio e das tensões comerciais. A atividade tem sido sustentada pela adaptação das cadeias produtivas e pelos investimentos em Inteligência Artificial (IA), embora os benefícios sejam distribuídos de forma desigual entre países. Para os Estados Unidos, o Fundo projeta crescimento de 2,3% em ambos os anos, enquanto a Zona do Euro deve avançar 1,1% e 1,2%, respectivamente. Na China, as estimativas são de 4,5% em 2026 e 4,0% em 2027. A inflação global deve atingir 4,7% neste ano e 4,1% no próximo, pressionada por energia e alimentos. Os riscos permanecem inclinados para baixo no crescimento e para cima na inflação, diante da possibilidade de prolongamento da guerra, correções nos investimentos ligados à IA e restrições fiscais em um ambiente de dívida elevada;
- Nos Estados Unidos, Susan Collins, presidente do Federal Reserve de Boston, defendeu uma alta adicional de juros até o fim de 2026, diante da persistência dos riscos inflacionários. A dirigente apoiou o aumento de 0,25 p.p. realizado em setembro e considera apropriado um novo ajuste para assegurar a convergência sustentável da inflação à meta de 2%, embora tenha ressaltado que a decisão dependerá dos próximos dados. Collins destacou que a atividade americana segue resiliente, com parte do crescimento refletindo ganhos de produtividade e maior capacidade produtiva associados à IA. Ainda assim, os riscos de superaquecimento dos mercados de trabalho e de ativos financeiros, além da persistência dos choques de energia e tarifas, justificam cautela na condução da política monetária;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou elevação adicional nas projeções para a inflação de curto prazo. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,01% para 5,22%, a maior alta semanal desde abril. A mudança refletiu o IPCA de setembro mais forte do que o esperado pelo mercado, conforme divulgado na última sexta-feira. Enquanto isso, a mediana das expectativas para o IPCA de 2027 ficou estável em 4,30%. Para 2028, houve leve recuo de 3,80% para 3,79%, mas cabe ressaltar que a mediana entre os que atualizaram as projeções na semana passada já se situa em 3,70%. Em relação à atividade econômica, as previsões de mercado para o crescimento do PIB permaneceram em 1,85% este ano e 1,40% no ano que vem. Para 2028, a expectativa avançou de 1,81% para 1,83%. Como destaque no Boletim Focus, a mediana das projeções de taxa Selic recuou de 13,50% para 13,25% para o fim de 2026, em linha com o nosso cenário base. As previsões para o fim de 2027 e o fim de 2028 seguiram em 12,00% e 10,50%, respectivamente;
- O governo federal anunciou medidas para Microempreendedores Individuais (MEI), que incluem o perdão de dívidas tributárias, a compra de dívidas privadas e transferências diretas de até R$ 5 mil. A última iniciativa teria impacto fiscal de aproximadamente R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030, com prioridade para mulheres empreendedoras e a assistência técnica de instituições como o Sebrae;
- O Senado deverá votar hoje, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1, diminuindo a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana – preferencialmente incluindo o domingo. A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados e pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, precisará de 49 votos favoráveis entre os 81 senadores para avançar. Caso seja aprovada, ainda deverá passar por três sessões adicionais de discussão e uma segunda votação, novamente com quórum mínimo de 49 votos. Se o texto for alterado, retornará à Câmara; caso contrário, poderá seguir para promulgação. A implementação prevista é gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada máxima cairia para 42 horas semanais, com dois dias de descanso; após mais 12 meses, o limite seria reduzido para 40 horas. O texto mantém o teto de oito horas diárias e prevê exceções para atividades essenciais, mediante negociação coletiva, além de regras específicas para determinados trabalhadores de alta renda e futura regulamentação para MEIs e pequenas empresas. Parlamentares também discutem a possibilidade de acelerar a tramitação, permitindo uma votação definitiva ainda em outubro;
- Na agenda internacional, destaque para o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos, particularmente relevante diante da postura cada vez mais dependente de dados adotada pelo Fed para decidir sobre os próximos passos da política monetária. A mediana das estimativas de mercado espera elevação de 0,6% em setembro na comparação com agosto, levando a inflação em 12 meses para 3,6%. Por sua vez, a medida de núcleo do CPI apresentará alta mensal de 0,2%, segundo o consenso, o equivalente a inflação anual de 2,5%. O Livro Bege do Fed, que traz uma avaliação qualitativa das condições econômicas baseada em relatórios de 12 distritos regionais, também será publicado hoje. No Brasil, atenções voltadas para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de agosto. Esperamos expansão de 0,8% em relação a julho e de 1,9% frente ao mesmo mês do ano passado. A maioria dos segmentos deve exibir recuperação na margem.
Empresas
TOTVS (TOTS3): Investor Day 2026
- A TOTVS utilizou seu Investor Day 2026 para mostrar que sua estratégia de IA está avançando da visão para a monetização, e a principal mensagem para nós é que a IA está sendo desenvolvida como uma camada adicional de receita, e não como uma substituta do negócio principal;
- A companhia lançou o TaaS, um modelo que cobra por tarefas concluídas por agentes, em vez de tokens, juntamente com IaaS e AIaaS na T-Cloud, novos pacotes do Intera com preços de até 2x o pacote padrão e o CORTEN, um “sistema operacional de gestão” voltado a capturar uma parcela maior dos orçamentos de tecnologia dos clientes;
- Na sessão de perguntas e respostas, a administração abordou nossas principais preocupações: a TOTVS continuará cobrando por usuário, com expectativa de aumento no número de usuários à medida que os pacotes incorporem novos perfis em cada cliente, e sua plataforma de IA independente de modelos permite direcionar tarefas a modelos mais baratos e trocar de fornecedores, protegendo as margens do TaaS;
- CEO deixou claro que esses lançamentos não devem ter impacto relevante no 4T26, mas devem ganhar relevância a partir de 2027;
- De modo geral, o evento reforça nossa visão de que a TOTVS está bem protegida contra a disrupção causada pela IA e tem um caminho crível para monetizá-la;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
B3 (B3SA3): tendências operacionais seguem sólidas
- Em 13 de outubro, a B3 divulgou seus dados operacionais de set/26 e do 3T26;
- De modo geral, avaliamos os resultados como neutros, com a atividade sólida de ações na comparação anual, já esperada, e os indicadores resilientes de balcão parcialmente compensados por volumes mais fracos em FICC listado;
- No segmento de ações, o volume financeiro médio diário (ADTV) permaneceu robusto, aumentando +26% A/A no 3T26 (-13% T/T);
- As condições de mercado continuaram a melhorar em relação ao ano anterior, com a capitalização média de mercado crescendo +16,6% A/A e o giro de mercado atingindo 150% em set/26 (ante 123% em set/25);
- A atividade dos investidores também permaneceu saudável, com o número de investidores estrangeiros e institucionais aumentando +21,8% e +11,0% A/A, respectivamente;
- Por outro lado, FICC listado permaneceu como o principal ponto fraco do trimestre;
- O volume médio diário (ADV) total aumentou +3% A/A (-14% T/T), refletindo uma atividade mais fraca na comparação anual em câmbio e futuros de criptoativos, que mais do que compensou o desempenho resiliente dos contratos de juros em reais e em dólares (com o ADV aumentando +14% e +15% A/A, respectivamente);
- O impacto sobre a receita foi agravado por uma dinâmica de preços mais fraca, com a receita média por contrato recuando -11% A/A;
- Os indicadores de balcão permaneceram resilientes, com os saldos em aberto de renda fixa crescendo +16% A/A (+4% T/T) e os volumes em aberto de derivativos aumentando +12% A/A (+8% T/T) no trimestre;
- Com base nos dados operacionais divulgados, esperamos que a B3 apresente uma receita aproximadamente 4% abaixo das nossas estimativas no 3T26;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Telecom: saldo de portabilidade de setembro
- Neste relatório, continuamos a analisar os dados de portabilidade numérica móvel da Anatel para compreender melhor a dinâmica competitiva recente;
- A portabilidade numérica permite que os clientes troquem de operadora mantendo seus números de telefone;
- Chamamos de “doação” quando uma operadora perde clientes para outra, enquanto a outra operadora “recebe” clientes da primeira;
- A diferença líquida entre o número de acessos recebidos de outras operadoras e doados a elas é chamada de saldo de portabilidade (positivo ou negativo);
- As operadoras podem ser “doadoras líquidas” ou “receptoras líquidas”;
- A Claro segue como a maior receptora líquida, enquanto a TIM permanece como a maior doadora líquida. Os ganhos líquidos da Claro aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, voltando a se aproximar dos níveis observados antes da desaceleração de junho. Em termos líquidos (brutos), a Claro adicionou 77 mil (223 mil) clientes via portabilidade em setembro de 2026, ante 75 mil (221 mil) em agosto. O nível elevado de portabilidade já persiste por doze meses consecutivos (out/25-set/26), coincidindo com a intensificação dos esforços de marketing da NuCel e sugerindo um novo patamar, em vez de um pico temporário;
- Para a Vivo, o desempenho na portabilidade piorou em setembro. Após registrar ganhos líquidos de mais de 20 mil clientes em junho e julho, as adições líquidas da companhia recuaram para 14 mil em agosto e apenas 5 mil em setembro. Os recebimentos caíram de 164 mil para 160 mil, enquanto as doações aumentaram de 151 mil para 154 mil;
- Para a TIM, o desempenho na portabilidade permaneceu fraco em setembro, com a companhia mantendo a posição de maior doadora líquida. As perdas líquidas somaram 132 mil clientes, uma leve melhora em relação aos 137 mil de agosto e aos 139 mil de julho, sustentada pelo aumento dos recebimentos de 73 mil para 80 mil, apesar de as doações terem permanecido praticamente estáveis em 211 mil;. A média mensal de doações líquidas foi de aproximadamente 135 mil clientes entre out/25 e set/26, ante aproximadamente 106 mil entre out/24 e set/25, indicando uma deterioração de cerca de 29 mil clientes por mês;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Marcopolo (POMO4): dados de produção de ônibus em setembro reforçam expectativas mais fracas para o 3T26
- A FABUS divulgou seus dados de Sep’26, com a produção total de carrocerias de ônibus atingindo 1.885 unidades, queda de -25% A/A (-21% M/M);
- A atividade enfraqueceu tanto na produção doméstica (-26% A/A) quanto nas exportações (-16% A/A), com todos os segmentos da indústria apresentando queda A/A;
- Em termos trimestrais, a produção da indústria recuou -7% A/A no 3T26, com o crescimento no segmento de Micros (+12% A/A) insuficiente para compensar os menores volumes nos segmentos Urbano (-17% A/A) e Rodoviário (-10% A/A);
- Nossa visão. Como esperado, a Marcopolo encerrou o 3T26 abaixo das tendências da indústria, com a produção recuando -21% A/A, ante uma queda de -7% A/A da indústria;
- Destacamos a desaceleração dos microônibus (-68% A/A no trimestre) devido a um intervalo entre as entregas do programa Caminho da Escola, enquanto a produção de Rodoviários permaneceu abaixo dos níveis do 3T25 (-11% A/A), mas melhorou +33% T/T, em linha com a sazonalidade;
- Acreditamos que os dados reforçam nossa expectativa de um trimestre mais fraco, com a aceleração dos volumes esperada para o 2S26 (devido à sazonalidade e ao programa Move Brasil 2) ainda não tendo se materializado;
- Do ponto de vista da rentabilidade, esperamos que o mix mais forte de Rodoviários T/T ofereça algum suporte, mas provavelmente insuficiente para compensar as pressões dos maiores custos de matérias-primas e, principalmente, da menor alavancagem operacional;
- Reiteramos nossa visão Neutra para POMO4;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
XP Saúde | Monitor de negociações de insiders da CVM 44: setembro de 2026
- As negociações de insiders permaneceram limitadas em setembro, com movimentações concentradas em poucas companhias;
- A Rede D’Or não registrou transações no mês, enquanto o acionista controlador acumulou compras líquidas de aproximadamente R$ 1,378 bilhão no ano;
- A Mater Dei recomprou cerca de R$ 0,6 milhão em setembro, elevando o volume adquirido desde o início do programa para 1,25 milhão de ações;
- A Hypera registrou vendas líquidas de aproximadamente R$ 1,5 milhão por diretores, enquanto o controlador acumula compras líquidas de R$ 552 milhões no ano;
- O Fleury registrou vendas líquidas de R$ 2,5 milhões por diretores, enquanto Dasa, Blau, Qualicorp e Bradesco Saúde não apresentaram movimentações relevantes no mês;
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
XP Educação | Monitor de negociações de insiders da CVM 44: setembro de 2026
- As negociações de insiders permaneceram concentradas em poucas companhias em setembro;
- A Ânima foi o principal destaque, com compras líquidas de aproximadamente R$ 16 milhões pelo acionista controlador no mês e R$ 192 milhões no acumulado do ano;
- Os órgãos estatutários da Cogna compraram cerca de R$ 0,7 milhão em setembro, elevando as compras no ano para R$ 3,3 milhões;
- A Ser Educacional registrou vendas líquidas de aproximadamente R$ 1,0 milhão por diretores, enquanto a Yduqs não realizou novas recompras;
- Vitru e Cruzeiro do Sul permaneceram sem negociações de insiders durante o período analisado;
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Venda bilionária de siderúrgica alemã da CSN ajuda, mas pressão da dívida continua (InvestNews);
- FII pede despejo da Casas Bahia após calote de R$ 4,3 mi em aluguel (InvestNews);
- Emissão de CRI e CRA cai pela metade em dois anos (Valor Econômico);
- Petrobras vai receber US$ 859 milhões de sócias por unitização de jazidas (Agência Infra).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Relatório temático | Medindo o potencial de alta da Bolsa brasileira
- Neste relatório, analisamos o cenário otimista para a Bolsa brasileira, após o rali histórico da semana passada, já que podemos estar entrando em um ciclo macroeconômico mais favorável. Com reformas estruturais e mais disciplina fiscal, os juros têm espaço para cair mais, sendo um vento bastante favorável para as ações brasileiras;
- Avaliamos onde estão as melhores assimetrias na Bolsa e vemos os setores Cíclicos domésticos com o maior potencial de alta, e o Financeiro com o menor;
- Em termos de fluxos, ainda vemos bastante espaço de investidores estrangeiros e locais de aumentar exposição;
- Em sentimento, porém, nosso Índice de Sentimento XP voltou a níveis de “otimismo extremo”, historicamente um ótimo indicador contrário de curto prazo – com defasagem de cerca de duas semanas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 0,94% e fecha pregão da terça-feira aos 3.951 pontos (Suno Notícias);
- Mercado de escritórios em SP bate recordes e aluguel dispara 18% (FIIs);
- Fundo pede despejo da Casas Bahia de dois galpões logísticos após atraso de R$ 4,3 milhões (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Câmara dos Deputados aprova requerimento que altera o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento | Café com ESG, 14/10
- O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE caindo 1,04% e 2,36% respectivamente;
- No Brasil, (i) o Ministério de Minas e Energia (MME) realizou um primeiro encontro entre produtores e representantes do governo para regulamentar o uso de biocombustíveis na navegação, com foco na mistura de etanol ao óleo bunker – segundo os produtores, a adição de apenas 10% de etanol ao bunker representaria um mercado potencial de cerca de 50 bilhões de litros; e (ii) a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, o requerimento de urgência para o projeto de lei 3716/2026, que altera o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento (BESS) – o PL, de autoria de Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), altera a Lei nº15.269/2025, que estabelece que o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia, estabelecendo uma nova divisão dos valores com os consumidores;
- No internacional, as autoridades chinesas buscam endurecer as normas para o desenvolvimento e testes de veículos elétricos, após um incidente de grande repercussão desencadear um debate nacional sobre se o rápido lançamento de novos modelos pela indústria estaria comprometendo a segurança – segundo as novas regras, as montadoras serão obrigadas a realizar testes mais rigorosos em recursos “inovadores”, abrangendo pelo menos 30 mil quilômetros ao longo de um período mínimo de um ano;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Governança no Brasil: os principais temas no radar das companhias
- Na semana passada, participamos do 27º Congresso IBGC, um evento de dois dias que reuniu membros de conselhos e executivos para discutir as principais tendências que moldam a governança corporativa;
- Tecnologia e IA dominaram a agenda, com discussões focadas no papel crescente dessas ferramentas na tomada de decisões e nos riscos de governança associados à sua adoção;
- As normas IFRS S1 e S2 também ganharam destaque, com as empresas ressaltando seu papel na integração da sustentabilidade à estratégia e ao desempenho financeiro;
- Além desses debates temáticos, acompanhamos painéis com a participação de empresas sob nossa cobertura;
- Abaixo, reunimos as principais mensagens do evento;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!