Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quinta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 1,06% e 1,40% respectivamente.
• No Brasil, (i) a aprovação da B3 como a terceira (além de ACX Brasil e Instituto Totum) entidade registradora de Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) foi oficializada ontem com a publicação de um despacho da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Diário Oficial da União – em nota, a agência afirma que o novo credenciamento fortalece a infraestrutura necessária para a futura emissão, registro, negociação, baixa e aposentadoria dos títulos; e (ii) a mineradora australiana BCM (Brazilian Critical Minerals) anunciou, nesta quinta-feira, que recebeu o aval do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no Amazonas para avançar com o projeto de terras raras Ema, localizado no município de Apuí, no sul do estado – a autorização envolve um acordo de acesso a áreas que estão sob administração do Incra.
• No internacional, em resposta ao teto de importações de veículos híbridos imposto pela UE, a fornecedora alemã de peças automotivas Aumovio concordou em fechar uma parceria com a Chery Automobile para lançar a produção da fabricante chinesa de veículos na Europa – a Aumovio, uma spinoff da fabricante de pneus Continental, informou que contribuirá com todo o seu portfólio, capacidade de pesquisa e desenvolvimento e rede de produção europeia para apoiar a Chery.
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Brasil
Empresas
Leilões de infraestrutura após eleições podem gerar investimentos de R$ 54 bi
“O calendário de leilões de infraestrutura para o período pós-eleitoral já soma ao menos oito licitações de grande porte, incluindo concessões de energia elétrica, logística e saneamento básico. Somados, os projetos poderão gerar R$ 54 bilhões de investimentos. Na maioria, a perspectiva é que haverá interesse do setor privado e que o resultado eleitoral não trará impacto significativo. A agenda de licitações deverá ser reaberta em 30 de outubro com o leilão de linhas de transmissão, que tem a expectativa de contratação de até R$ 8,9 bilhões em investimentos. Serão oferecidos oito lotes, com a construção de 1.866 km de novas linhas e a operação de 483 km de linhas existentes, em Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. Fernando Camargo, sócio da LCA Consultores, destaca que, na infraestrutura, o setor de transmissão se consolidou como aquele com menos riscos, com base de financiadores consolidada, regulação fácil e madura e menor complexidade na execução das obras. Além de energia, o setor de rodovias, que no atual governo viveu seu maior ciclo de leilões, encerrará o ano com mais quatro concorrências – que, na visão de analistas, tampouco deverão sofrer impacto significativo da eleição. Em 12 de novembro, será realizado o processo competitivo da BR-163, entre Mato Grosso e Pará. Trata-se de contrato da Conasa que passa por renegociação com o governo e o Tribunal de Contas da União. A última etapa do processo é ofertar o ativo ao mercado, abrindo a possibilidade de outros o disputarem. Estão previstos R$ 10,4 bilhões em obras, nos 20 anos restantes da concessão. Em 11 de dezembro será feita a concorrência da Concebra (BR-060 e BR-153 entre Distrito Federal e Goiás), hoje operada pela Triunfo.”
Fonte: Valor Econômico; 16/10/2026
Sob alta demanda, Nordeste avança como polo de data centers
“Com alta demanda do setor e oferta abundante de energia renovável, o Nordeste segue avançando como um forte polo de data centers no país, ampliando a presença do setor para além do eixo Rio-São Paulo. A região deve liderar o crescimento da economia brasileira na próxima década, com o PIB avançando 3,3% ao ano entre 2028 e 2035, bem acima dos 2,4% projetados para o país, segundo uma projeção da Tendências Consultoria divulgada em junho. Como mostrou a CNN, o Brasil deve dobrar a capacidade de seu mercado de data centers até 2030, com boa parte da nova capacidade já contratada antes mesmo de ficar pronta. Ao todo, dos 660 MW (megawatts) que estão em construção no país, 56% estão pré-locados.”
Fonte: CNN; 16/10/2026
Embalagem sustentável ganha espaço, mas preço é obstáculo
“A busca por embalagens mais sustentáveis começa a ganhar espaço nas decisões de empresas e consumidores, mas a substituição de materiais convencionais ainda enfrenta obstáculos. Além do custo e da disponibilidade de alternativas, a mudança depende de fatores como praticidade, segurança dos produtos e destinação adequada dos resíduos. No setor de alimentação, por exemplo, o plástico continua entre os materiais mais descartados, segundo dados do “Diagnóstico de economia circular”, realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e pelo Sebrae, em 2023. O levantamento mostrou também que 49% dos gestores de estabelecimentos de alimentação fora do lar recebiam frequentemente ou sempre estímulos internos para adotar práticas sustentáveis. Já a demanda dos clientes era apontada com essa frequência por apenas 20%. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), os consumidores esperam que as marcas ofereçam produtos ambientalmente responsáveis, mas conveniência e preço continuam sendo fatores determinantes. Na alimentação fora do lar, a mudança envolve desafios específicos. Luíza Campos, líder de ESG da Abrasel, afirma que as alternativas precisam preservar a segurança dos alimentos, a temperatura, o sabor e a textura. Ela diz que a oferta de produtos que atendam a esses requisitos ainda é limitada. “Esses itens geralmente são mais caros, se concentram mais nos grandes centros e não conseguem atender um setor extremamente capilarizado”, diz.”
Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026
Dexxos diz que ANP manteve autorização da GPC Química para distribuição de metanol
“A Dexxos informou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu pela manutenção da autorização da controlada GPC Química no exercício da atividade de distribuição de metanol. Segundo a companhia, a decisão reforça o posicionamento da GPC Química, reconhecendo a sua capacidade de adotar mecanismos eficazes de controle e diligência, em linha com as melhores práticas de conformidade e governança. Em agosto do ano passado, a GPC Química foi objeto do cumprimento de mandados de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto. Já em novembro, um comitê independente formado pela Dexxos não encontrou irregularidades na comercialização do metanol da GPC.”
Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026
B3 é a terceira entidade credenciada para registro de CGOB
“A aprovação da B3 como entidade registradora de Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) foi oficializada nesta quinta-feira (15/10), com a publicação de um despacho da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Diário Oficial da União. A decisão foi tomada pela diretoria da agência reguladora na sexta (9/10). O CGOB é um instrumento de rastreabilidade relacionado ao volume de biometano produzido e comercializado. Ele foi regulamentado pela ANP em fevereiro de 2026. Agora, o mercado tem três entidades registradoras habilitadas: B3, ACX Brasil e Instituto Totum, além de sete Agentes Certificadores de Origem (ACOs) e três escrituradores. Em nota, a agência afirma que o novo credenciamento “fortalece a infraestrutura necessária para a futura emissão, registro, negociação, baixa e aposentadoria” dos títulos. A expectativa é ampliar a concorrência e a capacidade operacional do mercado. “A ampliação do número de agentes habilitados demonstra o crescente interesse do mercado no desenvolvimento do setor de biometano e reforça os preparativos para o início das operações do mercado de CGOBs no Brasil”, diz a ANP.”
Fonte: Eixos; 15/10/2026
Australiana avança em projeto de terras raras na Amazônia com aval do Incra
“A mineradora australiana BCM (Brazilian Critical Minerals) anunciou, nesta quinta-feira (15), que recebeu o aval do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no Amazonas para avançar com o projeto de terras raras Ema, localizado no município de Apuí, no sul do estado. A autorização envolve um acordo de acesso a áreas que estão sob administração do Incra e que se sobrepõem parcialmente ao assentamento Juma. A decisão, no entanto, ainda depende de ratificação da direção nacional do instituto, em Brasília. O aval é considerado importante para o avanço do empreendimento porque a anuência do Incra é uma das condições exigidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas para a concessão da licença ambiental. Segundo a companhia, a superintendência regional do Incra também emitiu uma certidão atestando que não há impedimentos à continuidade do processo de licenciamento ambiental. A necessidade de autorização do instituto ocorre porque parte das áreas abrangidas pelo projeto ainda está em processo de regularização fundiária, aguardando a transferência definitiva dos títulos de propriedade aos agricultores e demais proprietários locais.”
Fonte: CNN; 15/10/2026
Australiana BRE paga 1 dólar por terras raras de R$ 61,6 milhões, e brasileiros vão à Justiça
“A exploração de terras raras na Bahia, em uma das áreas mais promissoras do país, é alvo de uma disputa judicial milionária entre brasileiros e a mineradora australiana Brazilian Rare Earths (BRE), que adquiriu direitos minerários na região. Antigos donos desses direitos acusam a BRE de usar uma cláusula contratual para recomprar, pelo valor simbólico de 1 dólar australiano, 4 milhões de ações que tinham sido entregues aos brasileiros como parte do pagamento. Na data da transação, esses papéis valiam R$ 61,6 milhões. A Folha teve acesso a detalhes do processo, que corre na Justiça Federal e foi movido pela parte brasileira, que se diz enganada e prejudicada na transação.”
Fonte: Folha de São Paulo; 15/10/2026
Veolia transforma lixo da Oktoberfest em combustível para indústria de cimento
“Uma parceria entre a Veolia e a Oktoberfest Blumenau está transformando os resíduos de 19 dias de festa na Vila Germânica (SC) em combustível para substituir o uso de coque de petróleo na indústria cimenteira da região. Ao invés de ser enviado para aterros sanitários, o material descartado com potencial de valorização passa por um processo chamado blendagem e é transformado em Combustível Derivado de Resíduos (CDR). Produzido a partir de lixo não reciclável, como borracha e tecidos, o CDR de alto poder calorífico é destinado à produção de cimento — único setor autorizado pela regulação atual a fazer essa utilização. De acordo com a Veolia, 123 toneladas de resíduos foram coletadas na edição do evento em 2025 e reaproveitadas como combustível ou destinadas à reciclagem. A multinacional francesa opera em Blumenau uma unidade de valorização energética que transforma em energia cerca de 3 mil toneladas anuais de materiais descartados por diferentes indústrias.”
Fonte: Eixos; 15/10/2026
Precificação de carbono: o risco de agir só quando a pressão chegar
“No último mês, em conversa com o líder de uma indústria intensiva em energia, ele se mostrou surpreso porque vinha conversando com outros líderes de setores relevantes da economia real e encontrava, na maioria deles, pouco conhecimento e nenhuma ação sobre a precificação de carbono em andamento no Brasil. O assunto já tem lei, tem cronograma e terá consequência direta no caixa de quem estiver no rol de regulados. Mesmo assim, ainda está longe da pauta de nossas lideranças. Pouco depois, a cena foi diferente, mas dizia o mesmo. Em uma conversa sobre carbono e questões de competitividade, uma liderança de inovação de um grupo multinacional pontuou: “o Brasil tem que fazer isso direito”, ao que eu respondi: “Quem é o Brasil?” Pergunto a você que lê esta coluna e atua em um setor da economia real: quem é o Brasil que deve agir proativamente para que nosso framework regulatório de precificação de carbono seja redigido com adequação técnica, visão prática para assegurar que seja exequível, cronograma compatível e incentivos econômico-financeiros apropriados? Quem é o Brasil que deve agir proativamente para materializar nossa vantagem comparativa (em termos de disponibilidade de capital natural e de matriz elétrica) em competitiva para prosperarmos econômica e socialmente neste novo cenário de mundo em 2026?”
Fonte: Capital Reset; 15/10/2026
Política
ANP anuncia que fará auditoria em unidade da BP Bioenergy em Tocantins
“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que a biomassa proveniente de uma área alvo de denúncias ambientais envolvendo a Pedro Afonso Bioenergia, controlada pela BP Bioenergy, não foi considerada elegível no âmbito do programa RenovaBio. A agência também informou que programou uma auditoria presencial na unidade, localizada em Tocantins, mas não estabeleceu uma data para a fiscalização. As informações constam de um ofício emitido na terça-feira, 13, e assinado eletronicamente na quarta-feira, 14, em resposta a um pedido de esclarecimentos apresentado pela Frente Estudantil em Defesa do Rio Tocantins e do Meio Ambiente. Apesar da exclusão da biomassa, a ANP decidiu manter os efeitos da certificação da empresa. Segundo o órgão regulador, a análise da documentação apresentada pela unidade produtora não identificou alterações significativas na Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) ou no volume elegível que justificassem a adoção de uma medida cautelar naquele momento. “A biomassa fornecida pela área denunciada não foi considerada elegível”, informou a agência no documento. A resposta, entretanto, não identifica a propriedade rural à qual se refere a exclusão, tampouco apresenta o volume de matéria-prima desconsiderado ou os possíveis reflexos sobre a emissão de Créditos de Descarbonização (CBios).”
Fonte: Eixos; 15/10/2026
Monitoramento do Plano Clima reforça expectativa de alta nas emissões de energia
“A minuta do primeiro relatório de monitoramento do Plano Clima aponta que o setor de energia permanece dentro da trajetória de aumento de emissões projetada pelo governo, pelo menos até 2030. As emissões cresceram 2% entre 2022 e 2024, e a própria minuta admite uma possível tendência de alta. É mais um desafio para o mapa do caminho da transição brasileira — ainda sem diretrizes — e para os próximos anos, inclusive a depender do resultado da eleição presidencial deste ano. Elaborado pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) e Casa Civil, o relatório de monitoramento ainda precisa passar pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) para ser publicado. No rascunho visto pela eixos, o governo avalia que as emissões do setor de energia ficaram estáveis entre 2023 e 2024, com “possível tendência de aumento gradual, considerando o histórico de emissões do setor no Brasil e as projeções do Plano Clima Mitigação para 2030”.”
Fonte: Eixos; 15/10/2026
Internacional
Empresas
“Fornecedores de baterias de Taiwan e da Coreia do Sul buscam ganhar espaço no mercado japonês de armazenamento de energia em escala de rede, aproveitando a ausência de certificação local por parte de seus concorrentes chineses. A Cold Electric, fabricante taiwanesa de sistemas de armazenamento por bateria, planeja ampliar a capacidade de produção em suas fábricas em Taiwan em nove vezes, atingindo 3 gigawatts-hora até 2028. A empresa pretende expandir suas vendas no Japão, entre outros mercados. Segundo o executivo-chefe (CEO), Phil Chen, a Cold Electric não conseguia competir com as empresas chinesas em termos de preço. Por isso, o fato de os fabricantes chineses não terem obtido a certificação no Japão tornou-se um dos motivos pelos quais a companhia está focando nesse mercado. A partir de abril do próximo ano, o governo japonês exigirá que os equipamentos conectados à rede elétrica obtenham a certificação de cibersegurança JC-Star. No caso de instalações de armazenamento de energia, essa exigência se aplicará a equipamentos com funções de comunicação, como sistemas de controle de baterias e condicionadores de potência.”
Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026
Aumovio ajudará Chery a fabricar carros na Europa diante de teto da UE
“A fornecedora alemã de peças automotivas Aumovio concordou em fechar uma parceria com a Chery Automobile para lançar a produção da fabricante chinesa de veículos na Europa. A Aumovio, uma spinoff da fabricante de pneus Continental, informou nesta quinta-feira que contribuirá com todo o seu portfólio, capacidade de pesquisa e desenvolvimento e rede de produção europeia para apoiar a Chery. As duas empresas trabalham juntas no mercado chinês há mais de 25 anos, disse a Aumovio. A companhia alemã fornece tecnologia que inclui sistemas de freios para uma série de modelos de veículos da Chery. Como primeiro passo na colaboração europeia, a Aumovio fornecerá unidades de controle de airbag para os modelos produzidos pela empresa chinesa na Europa. A Aumovio não divulgou os detalhes financeiros da parceria. No início desta semana, uma alta autoridade da União Europeia disse que o bloco limitará as importações de carros híbridos chineses em 350 mil unidades por ano.”
Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026
Por que a Shell enfrenta ações judiciais por desastres climáticos no Brasil e nas Filipinas?
“Um tufão nas Filipinas e enchentes no Brasil. Em menos de um ano, a gigante britânica de energia Shell foi alvo duas vezes de um novo tipo de ação judicial que busca obrigar empresas poluidoras a arcar com parte dos custos de eventos climáticos extremos específicos. “Escolhemos a Shell porque é uma empresa emblemática. Ela atende a todos os critérios”, disse à AFP Thales Miola, advogado da ONG brasileira Instituto Preservar. Na sexta-feira (9), a organização e o Ministério Público Federal entraram juntos com uma ação contra a subsidiária da Shell no maior país da América do Sul.”
Fonte: Folha de São Paulo; 15/10/2026
Política
“França e Alemanha estão próximas de um acordo sobre o setor automotivo que flexibilizaria as metas de emissão de CO2 da União Europeia para 2035 e abriria caminho para que o Reino Unido seja tratado como um parceiro de confiança, nos termos das regras da UE sobre produtos fabricados no bloco (“Made in EU”), informaram diplomatas. No ano passado, a Comissão Europeia propôs que as emissões de CO2 dos automóveis fossem reduzidas em 90% até 2035, em relação aos níveis de 2021, estabelecendo que as montadoras deveriam cobrir a diferença restante — até atingir 100% — por meio do uso de aço de baixo carbono e combustíveis alternativos. Segundo o plano franco-alemão, que ainda precisa ser confirmado, a meta seria fixada em 90%, sem a exigência de medidas compensatórias adicionais. Essa meta mais flexível está, em grande medida, alinhada aos interesses das montadoras alemãs. A proposta conjunta também aborda uma iniciativa da UE que estabelece requisitos de conteúdo local e de baixo carbono para produtos adquiridos por meio de compras públicas, leilões ou programas de subsídios. A França tem defendido que esses produtos sejam restritos àqueles fabricados na União Europeia; por outro lado, outros Estados-membros — incluindo a Alemanha — defendem a inclusão de outros países, notadamente aqueles que possuem laços estreitos nas cadeias de suprimentos automotivos ou que mantêm acordos de livre comércio com o bloco.”
Fonte: Reuters; 15/10/2026
Fundo soberano da Noruega revê veto a armas nucleares
“Uma comissão nomeada pelo governo da Noruega recomendou nesta quinta-feira (15) que o fundo soberano do país, o maior do mundo, mude suas regras para permitir investimentos em empresas fabricantes de armas nucleares. A proposta também prevê a redução do papel do conselho independente de ética que analisa os aportes. O Government Pension Fund Global tem US$ 2,3 trilhões em recursos e tem investimentos em 68 países, com participação em cerca de sete mil empresas, além de imóveis e títulos de dívida. Ele é abastecido com as receitas da exploração de petróleo e gás do país e investe exclusivamente fora da Noruega. Por deter cerca de 1,5% das ações listadas no mundo, seus movimentos são acompanhados de perto por investidores no mundo inteiro, assim como suas listas de exclusão. O Norges Bank Investment Management (NBIM), braço do banco central norueguês e gestor do fundo, tem uma atuação forte em clima e engajamento com empresas.”
Fonte: Capital Reset; 15/10/2026
“Temos de conviver com isso”: piores incêndios na Indonésia em anos causam estragos
“Incêndios catastróficos que assolam Bornéu tornaram a vida de Alda Swarni Dewi um verdadeiro pesadelo; uma densa névoa amarelada cobre os campos ao redor de sua casa, sufocando-a e a sua filha pequena. Máscaras e purificadores de ar oferecem pouca proteção contra a fumaça acre. “Estou desesperada e me sinto impotente”, disse Alda, na província de Kalimantan Ocidental — a área mais atingida pela pior temporada de incêndios na Indonésia na última década. Alda e sua filha de dois anos passaram a sofrer com dores de garganta persistentes, e, há semanas, ela não permite que a criança brinque ao ar livre. “Não fomos nós que causamos os incêndios; por que temos de carregar esse fardo?” O fenômeno climático El Niño deste ano — um evento natural que eleva as temperaturas no Oceano Pacífico e intensifica condições meteorológicas extremas — resultou em uma estação seca mais severa, períodos de estiagem e um atraso na chegada das chuvas. Isso agravou os incêndios sazonais provocados pelo homem, decorrentes de práticas agrícolas de corte e queima. As chamas se espalharam de forma incontrolável por florestas ricas em biodiversidade e turfeiras — áreas que armazenam grandes quantidades de carbono —, enquanto uma névoa tóxica se espalhou pelo Sudeste Asiático. Militares, policiais e outras equipes foram mobilizados para combater o fogo, mas a densa névoa tem dificultado os esforços de combate às chamas.”
Fonte: Financial Times; 15/10/2026
“Quando a Rússia lançou sua invasão em larga escala da Ucrânia em 2022, a União Europeia mergulhou em uma crise energética. A miopia estratégica de depender excessivamente do gás russo deixou o bloco com uma escassez crítica de combustível — um problema que levou dois anos para ser resolvido. A Europa não foi a única região afetada; os reflexos atingiram a África e a Ásia, à medida que esforços desesperados para garantir energia reduziram a oferta no mercado à vista e elevaram os preços. Em fevereiro de 2026, o mercado de energia já havia, em grande parte, retornado a um estado de calmaria. Algumas nações asiáticas haviam se afastado dos mercados à vista e negociado contratos de longo prazo de GNL (gás natural liquefeito) com preços fixos, buscando maior segurança. Países africanos passaram a comprar mais dos Estados Unidos e da Argentina. Contudo, o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, no final de fevereiro, desestabilizou o sistema energético mais uma vez. O Estreito de Ormuz — um ponto de passagem estreito que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — era responsável por um quinto do gás e um quarto do petróleo transportados por via marítima antes de ser fechado em decorrência do conflito. Em junho, a Agência Internacional de Energia estimou uma perda acumulada de 1,3 bilhão de barris de petróleo devido a essa interrupção. Ataques à infraestrutura energética no Catar — um fornecedor vital de gás natural liquefeito para a Europa e a Ásia — fizeram com que os preços do gás disparassem pela segunda vez em quatro anos.”
Fonte: Financial Times; 15/10/2026
Por que a energia limpa ainda não reduziu sua conta de luz
“Os elevados custos de energia impulsionaram a inflação nos EUA, registrando sua primeira alta anual desde maio, o que aumenta a pressão sobre os americanos de baixa e média renda às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro. A inflação saltou para 3,7% em setembro, acima dos 3,4% registrados no mês anterior e superando a previsão de 3,6% feita por economistas consultados pela Bloomberg. O núcleo da inflação — que exclui os preços de alimentos e energia — ficou em 2,6%. O setor de energia, isoladamente, registrou uma alta de 20,4%. Os dados “evidenciam como o choque energético desencadeado pela guerra no Oriente Médio continua a repercutir na maior economia do mundo”, segundo meus colegas Myles McCormick, Kate Duguid e Harriet Clarfelt. Fora dos EUA, o preço do diesel deve voltar a subir em breve, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE). No mês passado, o combustível atingiu US$ 220 por barril nos mercados atacadistas da Europa e dos EUA — mas isso teve pouco impacto na redução da demanda, uma vez que o diesel está “profundamente entrelaçado à atividade econômica”, afirma a AIE.”
Fonte: Financial Times; 15/10/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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