IBOVESPA -0,52% | 205.835 Pontos
CÂMBIO -0,51% | 4,97/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (6) em queda de 0,5%, aos 205.835 pontos, devolvendo parte da alta de 7,7% da sessão anterior. Após renovar a máxima histórica durante o dia, o índice virou com um movimento de realização de lucros.
Na ponta positiva, Minerva (BEEF3, +7,4%) liderou as altas, seguida por Cogna (COGN3, +4,8%) e Yduqs (YDUQ3, +4,4%), favorecidas pela queda dos juros futuros.
Por outro lado, Banco do Brasil (BBAS3, -6,4%) liderou as quedas após um banco de investimentos rebaixar sua recomendação para venda, citando recuperação operacional mais lenta e exposição ao agronegócio.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em queda nesta terça-feira. Nos Estados Unidos (EUA), os Treasuries encerraram com a T-note de dois anos a 4,80% (-2 bps), a T-note de 10 anos a 5,29% (-2 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,66% (0 bp), em sessão marcada pela moderação dos preços do petróleo, apesar do tom ainda cauteloso de dirigentes do Federal Reserve, o banco central norte-americano, em relação à inflação. No Brasil, a curva seguiu devolvendo prêmios de risco, ainda refletindo a reprecificação observada após o primeiro turno das eleições. O DI jan/27 encerrou a 13,43% (+2 bps), o DI jan/29 a 12,45% (-20 bps) e o DI jan/31 a 12,56% (-14 bps). A NTN-B também seguiu em fechamento, com a B29 a 6,91% (vs. 6,96%), a B35 a 6,97% (vs. 7,04%) e a B50 a 6,71% (vs. 6,76%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira (7), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade, com leve viés de baixa (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,4%), em compasso de espera pela ata da reunião de setembro do Fed, depois de os principais índices renovarem recordes na terça-feira. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,8%, pressionado pelos setores financeiro e de energia. Na Ásia, os mercados fecharam em queda: o Kospi (Coreia) recuou 2,0%, em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade do ciclo de lucros de semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,1%, e o Hang Seng (Hong Kong) perdeu 0,6%.
O mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent próximo de US$ 102/barril, diante da intensificação de ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz e de ofensivas dos houthis. Esse cenário juntamente à preocupação com a inflação sustenta o rendimento do Treasury de 10 anos em 5,32%, próximo da máxima em 24 anos, e pesa sobre ações de tecnologia. Os investidores também direcionam o foco para a ata do Fed, com o mercado precificando cerca de 20% de chance de alta de juros na reunião de outubro, e para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de PepsiCo na data de amanhã, e para Delta Air Lines na sexta-feira.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta terça-feira em 3.908,78 pontos, com alta de 2,26%, dando continuidade ao movimento visto no pregão anterior, em que o índice acompanhou o fechamento da curva de juros diante de uma percepção mais favorável do mercado em relação ao cenário político.
Mais uma vez, o movimento positivo foi disseminado entre os segmentos acompanhados. As lajes corporativas lideraram os ganhos do dia, com avanço de 3,15%, seguidas pelos fundos de fundos (+3,00%) e pelos fundos de shoppings (+2,91%). Os segmentos de multiestratégia/FOFs (+2,60%), híbridos (+2,56%) e ativos logísticos (+2,36%) também registraram fortes valorizações, enquanto os fundos de recebíveis avançaram 1,70%. No agregado, os fundos de tijolo encerraram a sessão com alta de 2,58%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TGAR11 (+10,7%), BCRI11 (+7,3%) e URPR11 (+6,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por KNUQ11 (-0,2%), LIFE11 (-0,1%) e CPSH11 (+0,2%).
Economia
No Brasil, os preços dos ativos continuaram em alta ontem, na esteira do primeiro turno das eleições presidenciais. A taxa de câmbio fechou ligeiramente abaixo de R$ 5 por dólar, patamar que projetamos para dezembro. Os mercados futuros projetam cortes na taxa de juros nas próximas cinco reuniões do Copom, também em linha com nossa previsão de uma taxa Selic terminal de 11,50%. Agora, os mercados aguardam as pesquisas para o segundo turno, que devem começar a ser divulgadas na quinta-feira. Não há indicadores econômicos relevantes programados para hoje.
Nos Estados Unidos, o foco do mercado hoje está na ata da reunião de política monetária do Fed de agosto, que será publicada à tarde.
Veja todos os detalhes
Economia
Ativos brasileiros ganham tração, riscos inflacionários persistem
- Nos Estados Unidos, a presidente do Fed (banco central) regional de São Francisco Mary Daly afirmou que a necessidade de novas altas de juros dependerá da persistência dos choques que pressionam a inflação. A dirigente apoiou o aumento de setembro diante dos riscos inflacionários, mas avalia que novos ajustes podem não ser necessários caso os efeitos das tarifas, do petróleo e dos investimentos em inteligência artificial sejam temporários. Por outro lado, uma nova rodada de tarifas, a persistência do choque de energia ou pressões adicionais provenientes da demanda por chips poderiam prolongar o período de inflação elevada. A mensagem reforça uma postura dependente dos dados, sem compromisso prévio com novos aumentos.
- O foco do mercado hoje está na ata da reunião de política monetária do Fed de agosto, que será publicada à tarde;
- Os preços do petróleo estão em alta, impulsionados por relatos que destacam o custo elevado do transporte de petróleo pelo Golfo e a persistente escassez global de produtos refinados. O petróleo do tipo Brent operava em alta de cerca de 0,9%, cotado a US$ 101,5 o barril;
- O governo americano avalia suspender temporariamente o imposto federal sobre a gasolina, atualmente em 18,4 centavos de dólar por galão, como forma de aliviar os preços elevados dos combustíveis. A medida dependeria de aprovação do Congresso e ainda não teve formato ou duração detalhados. A discussão ocorre após o governo ampliar o acesso ao diesel isento de impostos e em um ambiente no qual os choques no Oriente Médio e os ataques à infraestrutura energética russa continuam pressionando os preços. Uma eventual suspensão reduziria diretamente o preço pago pelos consumidores, embora não alterasse as restrições de oferta que originaram o choque;
- No Brasil, os preços dos ativos continuaram em alta ontem, na esteira do primeiro turno das eleições presidenciais. A taxa de câmbio fechou ligeiramente abaixo de R$ 5 por dólar, patamar que projetamos para dezembro. Os mercados futuros projetam cortes na taxa de juros nas próximas cinco reuniões do Copom, também em linha com nossa previsão de uma taxa Selic terminal de 11,50%. Agora, os mercados aguardam as pesquisas para o segundo turno, que devem começar a ser divulgadas na quinta-feira.
- A balança comercial registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, acima da nossa projeção de US$ 7,3 bilhões e do consenso de US$ 7,4 bilhões, ante US$ 3,1 bilhões um ano antes. As exportações cresceram 12,9% a/a, para US$ 34,4 bilhões, combinando volumes (+2,3%) e preços (+9,9%) mais elevados, com destaque para petróleo bruto em meio à produção doméstica recorde. As importações recuaram 2,4% a/a, para US$ 26,7 bilhões, mas o resultado foi distorcido pela compra de uma plataforma de petróleo em setembro de 2025; excluindo esse efeito, teriam avançado 6,6%, com volumes caindo 2,7%. Em 12 meses, o superávit alcançou US$ 84,2 bilhões, maior nível desde setembro de 2024. Mantemos nossa projeção de superávit de US$ 84,5 bilhões em 2026, com viés de alta, apoiada pelos preços e pela produção de petróleo;
- No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.
Empresas
Bens de capital: exportações brasileiras de GTD aceleram em setembro
- Os dados de exportação de Set’26 permaneceram construtivos para a WEG, com uma forte aceleração das exportações brasileiras de GTD, particularmente para os EUA;
- Destacamos: (i) as exportações consolidadas do Brasil de EEI aumentaram +37% A/A, enquanto as exportações de EEI do WEG-Proxy subiram +12% A/A, sustentadas por uma atividade mais forte de Motion;
- (ii) as exportações de GTD dispararam +232% A/A no Brasil, impulsionadas por envios mais fortes para os EUA e preços mais altos dos transformadores (+28% A/A e M/M);
- Reforçando o cenário favorável para investimentos relacionados à rede (e potencialmente impactadas por uma concentração de entregas de produtos de alto valor agregado);
- E (iii) as exportações Aeroespaciais aceleraram no fim do trimestre, conforme esperado, com 22 aeronaves comerciais entregues pela Embraer no 3T26;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Mineração e siderurgia | Papel e celulose: importações de aço plano sobem novamente, enquanto envios de minério de ferro recuam A/A em setembro
- A SECEX divulgou seus dados de Set’26, com destaque para: (i) as importações de aço plano aumentaram +47% M/M e +18% A/A, dando continuidade à alta de Ago’26, impulsionadas por produtos revestidos e bobinas laminadas a frio, o que vemos como uma tendência negativa para Usiminas e CSN;
- (ii) as exportações de aço plano recuaram -31% M/M, revertendo a recuperação de Ago’26, enquanto as importações de aço longo recuaram M/M e as exportações aumentaram M/M;
- E (iii) as importações de HRC aumentaram¹ M/M, com a decisão antidumping ainda pendente;
- (iv) As exportações de celulose de fibra curta aumentaram M/M (+28% M/M, +5% A/A), refletindo maiores envios de Guaíba, Belo Oriente e Imperatriz, e os volumes de exportação de kraftliner também aumentaram M/M, com um aumento sequencial de preços M/M;
- Por fim, (v) as exportações de minério de ferro recuaram (-8% M/M, -6% A/A), com menores envios M/M de Tubarão e Ponta da Madeira;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
JBS (JBSS32) | Hora de comprar
- Estamos atualizando nosso modelo, introduzindo um novo preço-alvo de USD 20,3/ação, e agora vemos a JBS como nossa principal recomendação, com 69% de potencial de valorização, impulsionado pela recuperação do ciclo de bovinos nos EUA;
- Os principais vetores são: (i) uma inflexão no ciclo pecuário americano, com fechamento de capacidade e reabertura da fronteira com o México melhorando os spreads, mesmo diante de uma sazonalidade menos favorável, levando o EBITDA da operação de bovinos nos EUA de USD -226 mi em 2026E para USD +385 mi em 2027E; e (ii) revisões para cima em JBS Brasil (EBITDA +6% em 2026E e +19% em 2027E), refletindo exportações mais fortes e melhores preços no mercado doméstico. Vemos a JBS como um case resiliente;
- A companhia negocia a 5,5x EV/EBITDA 2027E sobre lucros de vale de ciclo, com um gatilho claro na recuperação de US Beef e um FCFY de 8% (além de Dividend Yield de 8%), permitindo que o investidor aguarde a materialização desse gatilho. Continuamos acreditando que a JBS está melhor posicionada que seus pares em termos de footprint e excelência operacional;
- Clique aqui para acessar o relatório.
B3 (B3SA3): nova gestão, prioridades mais claras
- Saímos da nossa reunião com o novo CEO da B3, Chris Egan, e o CFO, André Milanez, com uma impressão positiva das prioridades iniciais definidas pela nova equipe de gestão;
- A principal mensagem foi menos sobre uma redefinição estratégica e mais sobre um diagnóstico mais claro de onde a execução ficou aquém do esperado: complexidade interna, jornadas de clientes fragmentadas, dependência excessiva de tecnologia de terceiros e um time-to-market mais lento;
- A resposta da administração parece sensata, com um foco maior em simplificação, controle das plataformas principais e experiência do cliente;
- Em relação à concorrência, o tom foi equilibrado;
- A B3 claramente está levando os novos entrantes a sério, mas continua enxergando a liquidez, o netting, a eficiência de colateral e a profundidade dos produtos como vantagens estruturais relevantes, sem qualquer indicação de uma resposta defensiva ampla via preços;
- Além do negócio principal, renda fixa se destaca como a oportunidade de crescimento de médio prazo mais evidente, enquanto dados e analytics podem representar uma avenida adicional de monetização ao longo do tempo;
- No geral, a nova agenda parece positiva na direção proposta, com a execução passando a ser o principal ponto de monitoramento;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Carteira Recomendada XP FIIs: Ganho de Capital (Research XP);
- TGAR11 salta 10,68%; IFIX sobe 2,26% após 1º turno da eleição (FIIs);
- Risco climático entra no radar dos seguros para galpões logísticos, mas demanda segue em ritmo lento (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Vinci Shopping Centers (VISC11) | Histórico sólido de retorno em aquisições minoritárias de shoppings
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o VISC11, pautada nos seguintes pilares:
- Histórico consistente de geração de retorno;
- Portfólio de shoppings maduros e, em geral, consolidados em suas regiões;
- Aquisições de ativos de alta qualidade e desempenho operacional superior à média do portfólio;
- Reciclagem de ativos, com foco em ganhos de capital, reforço de caixa e melhora da estrutura de capital;
- Preço convidativo, com VM/VP de 0,92x e potencial de valorização de 9,3% até o nosso preço-alvo;
- Dividend yield de 9,5%, com possibilidade de extensão do guidance de distribuição. Como ponto de atenção, destacamos as obrigações a prazo e a concentração das necessidades de caixa entre 2027 e 2028;
- Clique aqui para mais informações.
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o VISC11, pautada nos seguintes pilares:
- ETF Brief: ETF de Brasil em NY registra captação recorde.
- ETF de Brasil em NY capta US$ 700 milhões em um dia, maior valor da história (InfoMoney)
- ETFs do Brasil atraem US$ 3,8 bi em 2026 e lideram fluxo para América Latina, diz Bank of America (Money Times)
- US-Listed ETFs on Course for Record Annual Inflows, State Street Says (Reuters)
- Carteira Brasil ETFs da XP (XP Research)
- Carteira Global ETFs da XP (XP Research)
- Clique aqui para acessar a página
ESG
MME propõe elevar meta de descarbonização para o gás natural para 1% em 2027 (vs. 0.5% hoje) | Café com ESG, 07/10
- O pregão de terça-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,52% e o ISE avançando 0,34%.
- No Brasil, (i) a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem novas regras para orientar a divisão dos prejuízos provocados pelos cortes de geração de energia elétrica (curtailment) – pela decisão, usinas eólicas, solares e hidrelétricas estarão sujeitas ao rateio dos custos nos casos de cortes por razão energética; e (ii) o Ministério de Minas e Energia (MME) propôs elevar dos atuais 0,5% para 1% em 2027 a meta de descarbonização do mercado de gás natural, a ser cumprida pelos agentes obrigados por meio da participação do biometano no consumo do gás – a meta para 2027 equivale a um volume de 995,2 mil m³/dia de biometano e 3,632 milhões em Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs).
- No internacional, o Google e a Constellation Energy fecharam uma parceria para adicionar 890 megawatts (MW) de capacidade nuclear à rede elétrica dos Estados Unidos, visando atender à crescente demanda por energia – o contrato de compra e venda de energia de 20 anos viabilizará aportes em equipamentos e tecnologia em 11 reatores nucleares da Constellation em Illinois, Pennsylvania e New Jersey.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!