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Expert ESG, dia 2: quando impacto social é tema central da pauta

Alinhamento de propósito e lucro, inclusão, filantropia, liderança feminina e empresas que fazem a diferença movimentam o segundo dia

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Há pouco tempo talvez fosse impensável que “impacto social” seria o tema central de um evento sobre investimentos, ainda mais em um dos maiores da indústria.

E o fato de o “S”, que representa “Social” em ESG, ter dominado o segundo dia da Expert ESG nesta quarta-feira (3), mostra que o mercado mudou. Os tempos mudaram. E o entendimento da sociedade como um todo está indo na mesma direção.

Afinal, qual seria o ponto de equilíbrio ideal entre a busca pelo lucro e pelo propósito? Seria possível atingi-lo? Qual a importância de buscar investimentos que geram impacto? E o papel da diversidade e da representatividade de gênero na prosperidade das empresas? Quais empresas lideram a corrida pelos objetivos de desenvolvimento sustentável até 2030?

Perguntas que dificilmente estariam no radar de um encontro de especialistas em investimentos há alguns anos, mas que agora, pelo lado positivo, encontram uma avenida de discussões abertas, além de uma série de ideias, inovações e soluções sendo endereçadas.

Nesta quarta, a sequência do evento 100% online e gratuito organizado pela XP trouxe grandes mentes por trás dos pensamentos e ideais mais vanguardistas da atualidade quando se fala em buscar o equilíbrio sustentável. Não apenas dos investimentos. Mas da sociedade.

Alinhando propósito e lucro

No primeiro painel do dia, Jean Case, Presidente do Conselho da National Geographic, CEO da Case Impact Network, CEO da Case Foundation, filantropa, líder em investimentos de impacto e autora do best-seller “Não Tenha Medo: 5 Princípios Para uma Vida de Epifanias e Grandes Objetivos”, compartilhou sua visão de mundo e seus princípios.

Cada vez mais bancos e instituições financeiras serão pressionados a abrir o leque de opções de investimento de impacto.

A busca não é apenas por investimentos com um título ou “rótulo” sustentável, mas sim, pelo impacto que o investidor pode causar. Segundo ela, a grande questão está no equilíbrio entre o retorno e o impacto esperado pelo investidor. “Os investidores podem (e devem) provocar essa pressão”. Os investimentos de impacto têm a intenção clara, medição clara e transparência na divulgação.

O mesmo deverá ser verdadeiro para o ESG. Para que essa agenda seja implementada nas empresas, como Jean disse muito bem, “It´s up to us!”, ou seja, depende de nós mesmos.

“Millenials normalmente querem adequar o seu dinheiro aos seus valores. Normalmente, eles mesmos já demandam princípios ESG atrelados aos seus investimentos. Existe uma pressão que já vêm do próprio sistema.”

Jean Case

A busca atual é por investimentos que geram impacto, diz Jean Case

A força da liderança feminina

Três grandes referências de lideranças femininas da atualidade entraram em cena no segundo painel desta quarta-feira para colocar em perspectiva os papeis de protagonismo da mulher na sociedade.

Tânia Cosentino (CEO da Microsoft BR), Rachel Maia (Fundadora RM Consulting e Conselheira UNICEF), Luiza Helena Trajano (Fundadora e Presidente do Conselho da Magalu) abordaram a força das lideranças femininas, diversidade e equidade de gênero para prosperidade das empresas.

A busca por um modelo econômico inclusivo tem estado cada vez mais em evidência na agenda global. E a diversidade de gênero, orientação sexual e condição social, em toda sociedade, inclusive no espaço de negócios, também.

Para Tânia Cosentino, por exemplo, ESG é hoje tema imperativo nos negócios, e as empresas que não estão voltadas à diversidade comprometem a relevância de se perpetuarem no mercado. 

Pessoas diferentes amplificam a capacidade criativa, sendo assim, para criar novos produtos e inovar é extremamente necessário ter um ambiente diverso. E isso inclusive já tem sido percebido e valorizado pelo consumidor, como pontuou Rachel Maia, uma vez que estes estão agora valorizando esse movimento e inclusive cobrando a adesão das empresas.

“A força do feminino e masculino, a união de todos que vai mudar a sociedade”.

Luiza Trajano

Rachel Maia: ‘Temos que ter pluralidade para impulsionar a inovação’

Caminhos para um futuro inclusivo

Futuro inclusivo“, pauta mandatória quando o tema é ESG e assunto prioritário no debate de mercado atual também esteve no palco da Expert nesta quarta-feira, quando Liliane Rocha, Fundadora da Gestão Kairós, Maite Schneider, Fundadora da Transemprego, Rodrigo Mendes, Fundador do Instituto Rodrigo Mendes, e DJ Bola, Fundador da A Banca, se reuniram para discutir sobre caminhos para um futuro mais democrático em termos de inclusão

Para DJ Bola, o caminho para termos diversidade e inclusão nas empresas passa por uma mudança de mentalidade de quem está na tomada de decisão. E isso implica em um trabalho de desconstrução – segundo ele, é necessário abrir a mente e ter uma visão mais ampla no sentido de dar oportunidades, ao mesmo tempo em que reconhecer os privilégios.

Já na opinião de Rodrigo Mendes é necessária mudança na mentalidade daqueles que tomam decisão (da alta gestão) para influenciar os outros, desconstruir e começar a ter ações diferenciadas. Indo além, acredita que só haverá vitória duradoura se a superação for coletiva.

Maite, por sua vez, trouxe uma reflexão interessante: “Diversidade é pensar em empatia, é quando você conhece e se coloca de igual para igual com outra pessoa”.

“Diversidade e Inclusão são questões que devem estar presente em toda a empresa, no DNA de cada empresa”.

Maite Schneider

Uma reflexão sobre os diferentes caminhos para um futuro inclusivo

Os desafios da Agenda 2030

A Agenda 2030 é um plano de ação promovido por países membros da ONU que reconhecem a erradicação da pobreza como o maior desafio global. O plano indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas, para erradicar a pobreza e promover uma vida digna para todos.

E a urgência e ação na tomada de decisão em busca de cumprir essa agenda foram temas para Adriana Barbosa, Fundadora e CEO da PretaHub e Feira Preta, Carlo Pereira, Diretor do Pacto Global Brasil da ONU, e Marcel Fukayama, Diretor-executivo do Sistema B Internacional.

Mas essa não parece ser uma agenda tão fácil de ser alcançada. De acordo com Carlo Pereira, estima-se que serão necessários US$3 a 4 trilhões por ano para atingir todas as metas de ODS até 2030. Até por isso, ficou clara a importância de nos unirmos em busca de um mundo mais justo.

“Promover uma ação orquestrada não é simples. O problema é tão grande, que já passamos da hora de partir para a ação.”

Adriana Barbosa

Urgência e ação, os desafios da Agenda 2030

Filantropia corporativa e a crise

Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões, Jean Jereissati, CEO da AmBev, e Paula Fabiani, Diretora do IDIS, protagonizaram um importante painel com visões complementares sobre a temática da filantropia durante e após a pandemia de covid-19, trazendo dados e exemplos de como os negócios e as instituições filantrópicas têm se apoiado para atingir objetivos comuns.

Uma das mensagens que ficou muito clara nesse painel na fala dos três palestrantes foi a missão que a sociedade tem de encontrar a melhor forma de incentivar a cultura de doação no Brasil.

Em um país em que 2/3 das pessoas doam, porém de forma recorrente isso é somente cerca de 18%, a resposta parece começar com a mudança da cabeça das pessoas para o assunto. Um dos principais desafios é fazer com que indivíduos, empresários e a sociedade como um todo percebam o quão importante é a doação para suportar a sociedade civil.

Jean Jereissati reforçou no painel como foi importante para a Ambev como companhia abraçar essa agenda de forma mais sólida com a Pandemia e “ter um novo pacto como organização”, e cita que os efeitos foram muito positivos nos colaboradores da companhia. 

Para Paula, no intuito de fomentar a cultura de doação no Brasil, um bom ponto de partida é a descoberta do propósito que move cada indivíduo. Para isso, o IDIS lançou uma campanha chamada Descubra Sua Causa, com o seguinte mote: quer ajudar o mundo, mas não sabe por onde começar? Ações como essa ajudam a reduzir a disparidade entre brasileiros que querem ser mais solidários (96% da população, segundo pesquisa da Folha), versus aqueles que de fato se envolvem em ações coletivas (apenas 27% da população).

“É de conexão que precisamos, para encontrar soluções no labirinto, antes que seja tarde demais. Precisamos estar mais conectados, brigando menos e trocando mais experiências, menos eu e mais você, menos eles e mais nós, menos muros e mais pontes. Assim, podemos chegar mais rápido à algum lugar”.

Edu Lyra

Filantropia Corporativa Durante e Pós Pandemia

Prêmio Mulheres que Transformam

Com o objetivo de destacar o protagonismo das mulheres no setor privado, a XP Inc. realizou a primeira edição do prêmio Mulheres que Transformam ao longo das semanas anteriores à Expert ESG, e a grande premiação ocorreu na noite desta quarta-feira.

As indicadas ao prêmio foram escolhidas por uma banca de curadoras reconhecidas no mercado brasileiro, como Rachel Maia, executiva com mais de 28 anos de experiência e consultora especializada em liderança e diversidade; Vivianne Senna, empresária, presidente do instituto Ayrton Senna, e Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter Brasil, dentre outras.

Os critérios da banca foram as ações tomadas por mulheres que ajudaram a transformar diferentes mercados, como projetos de impacto social, publicações e criação de políticas internas para atingir a equivalência de gênero.

As vencedoras do prêmio receberam um troféu – uma réplica da escultura da “Fearless Girl”, feita pela artista Sara Rosemberg.

Confira as vencedoras de cada categoria:

Educadora do Ano: Eliane Leite, educadora, fundadora da Uzoma Diversidade
Seu foco é a inclusão da diversidade na cultura empresarial brasileira. A também diretora da ETEC Pirituba, é membro do comitê de igualdade racial do Grupo Mulheres do Brasil e atuou como voluntária no Fórum de Igualdade Racial.

Empreendedora do ano: Karine Oliveira, criadora da Wakanda Educação
Com apenas dois anos de vida, o projeto já impactou mais de 600 empreendimentos periféricos. São iniciativas direcionadas às mulheres negras e comunidade LGBTQIA+.

Empreendedora cultural do ano: Ana Hikari, atriz e criadora de conteúdo
Escolhida pela Forbes para a lista “30 under 30” de 2020, a atriz fez história ao se tornar a primeira protagonista amarela da Rede Globo, em “Malhação: Viva a Diferença”, temporada vencedora do Emmy Kids e que voltou ao ar em 2020. A série “As Five”, da Globoplay, foi inspirada na personagem que fez em Malhação.

Empreendedora social do ano: Erica Butow, CEO da Ensina Brasil
A ONG recruta jovens talentos com potencial para causar impactos positivos no país na área da educação. Erica é formada em Administração pela FEA-USP, tem MBA em Berkeley e foi visiting student na faculdade de Educação de Stanford como Lemann Fellow.

Profissional tech do ano: Iana Chan, fundadora da Programaria
Jornalista e apaixonada por tecnologia e educação, fundou a Programaria para incentivar meninas a programar, um mercado ainda muito direcionado para os homens. Iana acredita que mulheres também podem. Por isso, oferece ferramentas e oportunidade para elas aprenderem. 

Inovação em finanças: Beatriz Santos, CEO da Barkus
Desde 2016, Beatriz ensina educação financeira, mudando realidades e diminuindo desigualdades. O impacto social da Barkus tem como objetivo expandir horizontes. Todos os cursos têm metodologias de aprendizagem criadas por ela.

Economista do ano: Laura Carvalho, economista
Professora do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (FEA/USP), pesquisadora líder do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (MADE/USP) e Senior Fellow do Schwartz Center of Economic Policy Analysis (Scepa). 

Autora do ano: Djamila Ribeiro, autora de Quem Tem Medo do Feminismo Negro? (2018)
A filósofa une um ensaio autobiográfico e com uma seleção de artigos publicados por ela no blog da revista Carta Capital. São memórias da sua infância e adolescência. O livro discute o que ela chama de “silenciamento” – processo de apagamento da personalidade por quem passou discriminação, o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju Coutinho e Serena Williams.

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