Sustentabilidade integrada à governança: estratégia e transparência são as chaves do sucesso, dizem empresários

Confira os detaques do painel que contou com a presença de Selma Moreira, Paula Kovarsky e Marcelo Furtado


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O painel mediado pela analista ESG da XP, Marcella Ungaretti, de tema ‘Sustentabilidade Integrada à Governança: Estratégia e Transparência’ contou com a presença dos palestrantes:

Paula Kovarsky – Diretora de ESG e Relações com Investidores da Cosan
Selma Moreira – Diretora do Fundo Baobá para Equidade Social
Marcelo Furtado – Fundador da BLOCKc, Comitê de Sustentabilidade da Duratex e da Marfrig

A principal mensagem dos palestrantes foi que é importante que a abordagem do tema ESG e sua implementação prática se deem além das práticas mínimas, se integrando na governança das instituições de forma estratégica e transparente. Conforme bem colocado durante o painel, a adoção de práticas ESG não pode ser um processo de “checking the boxes”, mas sim de medir e demonstrar o real impacto das ações evoluindo para o mais alto patamar de transparência frente à sociedade.

ESG na prática: integração com estratégia e gestão

O papel da governança (“G”) está justamente em conectar os pilares social (“S”) e Ambiental (“E”). Apesar de ainda haver amplo espaço para melhoria na capacitação de executivos e conselheiros de empresa sobre como canalizar informações pré-financeiras para a tomada de decisão estratégica. Marcelo Furtado destacou uma estimativa interessante e animadora de que ~80% da abordagem ESG se dá de maneira séria.

Diversidade vai muito além de um tema especifico (gênero, cor, raça, etc.) e deve ser pensada em um contexto muito mais amplo, incluindo forma de pensamento, competência, background e experiencias. Parte da agenda das empresas nessa frente tem sido em função de buscar ações que tornem a diversidade algo natural, e que ela traga reais benefícios como um melhor entendimento das necessidades dos clientes e até mesmo dos colaboradores. Apesar do momento atual ser de maior espaço para diálogo, o que é muito importante, o tema de diversidade ainda enfrenta muita resistência. Selma Moreira lembra que diversidade é lucrativo e cita inclusive um estudo que mostra aumento significativo de produtividade fruto de diversidade étnica e de gênero.

Ainda no tema de diversidade, é importante que ela seja trabalhada de fora pra dentro na forma de contratar e buscar novos talentos, mas é igualmente importante que se aborde o tema internamente, pra que se crie o ambiente correto para receber a diversidade. Trazendo diversidade para a lente da governança, o Marcelo Furtado prevê que quem não souber lidar com diversidade terá dificuldade de lidar com o mundo atual que está em rápida transformação. Para ele, a pergunta chave que as empresas devem se fazer é: “o que eu não sei e deveria saber?”; e a diversidade vem como uma chave para essa pergunta. Por fim, na dinâmica de inovação, os dois principais pilares são (1) diversidade; e (2) não ter medo de errar.

Questão de sobrevivência

A origem do ganho de importância da pauta ESG nos últimos anos se deu em um contexto de pressão da sociedade, em três fases: (1) pressão sobre os governos; (2) pressão sobre as empresas; e a mais recente (3) pressão sobre os investidores para que cobrem ações das empresas.

Uma licença social para operar; é o que as crescentes temáticas de ESG e sustentabilidade tem se tornado para a iniciativa privada. Paula Kovarsky menciona que o tema ESG precisa estar imbuído em todo processo de tomada de decisão, por que o  mundo esta caminhando nessa direção e isso cria um círculo virtuoso. Consequentemente, os investidores devem buscar alocar seu capital em empresas que deem a devida atenção ao tema, não só pelo impacto positivo, mas de forma a buscar os melhores retornos. A Paula cita alguns exemplos práticos: (1) diversidade é preciso para se atrair os talentos necessários para o futuro; (2) mudanças climáticas vão definir o sucesso de portfolios de produtos da próxima década.

ESG é questão de sobrevivência. Cria-se um consenso de que empresas que não adotarem práticas ESG de forma holística em toda a cadeia não terá condições de sobreviver no longo prazo. O tema passou de um “nice to have” para uma licença social de operação, e acredita-se que, à frente, será o determinante do sucesso.

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