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Uma das maiores referências em ESG, Fiona Reynolds fala sobre o futuro dos investimentos responsáveis

Na primeira sessão do último dia da Expert ESG, conhecemos mais sobre a origem do termo “ESG”, a evolução dos últimos anos e as perspectivas para o futuro

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Fiona Reynolds é CEO do Princípios para o Investimento Responsável (PRI, em inglês), uma organização apoiada pela ONU que, no início em 2006, tinha 84 signatários pelo mundo e, hoje, possui mais de 2.000 signatários que representam mais de US$ 100 trilhões em ativos sob gestão.

O PRI é a maior organização global para práticas de investimento responsável e lidera a integração de questões ambientais, sociais e de governança em toda a cadeia de investimento. A missão do PRI é criar um sistema financeiro global sustentável visando reunir investidores responsáveis para trabalhar na criação de mercados financeiros sustentáveis que contribuam para um mundo mais próspero.

O termo ESG

O termo ESG surgiu na década de 70 nos EUA, ou seja, não se trata de um fenômeno novo. Porém, sua visibilidade ganhou espaço recentemente. O movimento está crescimento rapidamente e, finalmente, entrando para o mainstream dos investimentos.

Esse assunto foi acelerado pela pandemia da COVID-19, que, segundo Fiona, foi como um gatilho para se falar mais sobre investimentos responsáveis. A demanda por ativos ESG tem crescido tanto por parte de clientes institucionais, quanto no varejo, onde tem sido especialmente importante para as gerações mais novas – 85% dos millenials acreditam que investimentos sustentáveis são essenciais hoje. E segundo Fiona, US$ 53 trilhões devem ser transferidas de pais baby boomers para a geração millennials até 2030 – será a maior transferência de riqueza da história.

“Investimento responsável já está no caminho certo para se tornar investimento padrão”

Fiona Reynolds

Investimentos responsáveis não tem a ver com sacrificar o retorno dos seus investimentos. O retorno médio de fundos sustentáveis dos últimos 5 anos foi de 7,3% a.a. Em comparação, fundos tradicionais retornaram 6,1% a.a.

Além disso, existe uma forte relação entre a adoção de práticas ESG e performance financeira por parte das empresas. Isso porque pensar em fatores ESG significa pensar holisticamente, ou seja, fazer decisões melhores. Por mitigar riscos ESG, as empresas capitalizam oportunidades e, no fim das contas, são levadas à uma performance maior.

A mentalidade do mundo está mudando

Fiona disse não existir uma abordagem única no tratamento de investimentos responsáveis, mas diversas abordagens. Uma delas, por exemplo, parte dos investidores e é chamada de “abordagem ativa”. Investidores têm uma abordagem ativa quando já investem em uma empresa e eles mesmos passam a demandar práticas ESG nessas companhias.

Como resultado, vemos ações como as maiores companhias do mundo, inclusive a de óleo e gás (considerados grandes emissores de carbono), se comprometendo com a meta de zerar emissões até 2050. Outro exemplo, são de investidores que trabalham juntos para resolver problemas: o Climate Action 100+, uma iniciativa liderada por mais de 545 investidores que têm sob gestão US$ 52 trilhões. Todas essas são ações do que os investidores podem fazer juntos, como acionistas, para trazer mudanças de longo prazo.

“Os investidores não são apenas observadores, eles fazem parte do mundo real”

Fiona Reynolds

Fiona ressaltou que a importância de termos o setor privado e o público trabalhando juntos. Nós, como cidadãos, precisamos impulsionar esse movimento. O setor privado entra impulsionando as práticas de ESG em suas empresas e o setor público entra para regular, impulsionando aqueles que ainda não aderiram às boas práticas a aderir.

No Brasil, ainda há um longo caminho a percorrer. Em conselho para empresas brasileiras que buscam ser mais sustentáveis, Fiona diz:

“O tempo para adotar práticas é agora, aqueles que não adotarem ficarão para trás.”

Fiona Reynolds

Por enquanto, ainda estamos muito longe das nossas metas, como zerar emissões de GEE até 2050, mas ela espera que, em 10 anos, possamos estar mais otimistas em relação às mudanças climáticas. Ela espera também ver mais progresso na resolução de problemas sociais, pois assuntos relacionados aos direitos humanos ficaram um pouco para trás.

Apesar do tom um pouco pessimista, ela terminou dizendo que, na verdade, está muito otimista com o futuro, mas ressalta que as ações tomadas na próxima década serão cruciais para o futuro do planeta.

“Precisamos encontrar um equilíbrio entre pessoas, investimento e planeta, sendo que um não pode acontecer em detrimento de outro.”

Fiona Reynolds
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