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CEO da Ambev, Edu Lyra e diretora do IDIS convergem sobre legado social da pandemia: a cultura de doação no Brasil

Em 2020, os valores arrecadados por entidades filantrópicas bateu recorde de doações. Especialistas mostram na Expert ESG o verdadeiro legado social e colaborativo da pandemia

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Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões

Edu Lyra é fundador e CEO da ONG Gerando Falcões, onde atua desde 2013.

A Gerando Falcões é uma organização social que atua dentro de estratégia de rede, em periferias e favelas.

Seus projetos estão focados em esporte e cultura, além de qualificação profissional para jovens.

Jean Jereissati, CEO da AmBev

Jean trabalha na AmBev há 23 anos e ocupa o cargo de CEO desde o início do ano passado.

Anteriormente, foi diretor-presidente para América Central e Caribe, depois para a China e Ásia Pacífico Norte.

É administrador formado pela FGV-SP, com passagem pela Universidade de Wharton e pela Insead. 

Paula Fabiani, Diretora do IDIS

Paula é diretora do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS).

Anteriormente, foi diretora financeira da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e controller do Instituto Akatu.

É economista formada pela FEA-USP, com MBA pela Stern School of Business – New York University


Cerca de 2/3 dos brasileiros já teriam feito alguma doação, mas apenas 18% o fazem de maneira recorrente

Paula Fabiani, diretora do IDIS, abriu o painel com alguns dados interessantes da Pesquisa Doação Brasil:

  • Cerca de 2/3 dos brasileiros fariam alguma forma de doação
  • Por outro lado, apenas 18% fazem uma doação recorrente
  • Durante a pandemia, R$ 6.5bi foram doados, sendo que 85% veio de empresas,
  • Em anos anteriores, as doações das empresas eram menos da metade desse valor

Diante de tais números, Jean Jereissati comentou que o brasileiro é um povo afetivo e generoso, cuja solidariedade durante a pandemia excedeu expectativas. Para o CEO da AmBev, “Mais do que doar dinheiro, é importante doar o tempo de gente boa, estrutura e capacidade [das empresas]. (…) Se a pandemia vai deixar um legado é o fato das empresas terem acelerado essa cultura de doação.”

Edu Lyra concordou com a colocação, mas comentou que precisamos ir além das ações pontuais e buscar construir uma agenda de longo prazo para o Brasil: “Ninguém sabe quais são os dez problemas que o Brasil quer resolver até o final dessa década (…); se não tivermos clareza do que queremos resolver, não vamos ter clareza de quais soluções propor”. Na visão de Lyra, a abordagem ESG poderia ajudar a desenvolver esse novo “protocolo social” junto ao governo.

Como incentivar a cultura de doação no Brasil

Uma das mensagens que ficou muito clara nesse painel na fala dos três palestrantes foi a missão que a sociedade tem de encontrar a melhor forma de incentivar a cultura de doação no Brasil. Em um país em que, como já citamos, 2/3 das pessoas doam, porém de forma recorrente isso é somente cerca de 18%, a resposta parece começar com a mudança da cabeça das pessoas para o assunto. Um dos principais desafios é fazer com que indivíduos, empresários e a sociedade como um todo percebam o quão importante é a doação para suportar a sociedade civil.

“É de conexão que precisamos, para encontrar soluções no labirinto, antes que seja tarde demais. Precisamos estar mais conectados, brigando menos e trocando mais experiências, menos eu e mais você, menos eles e mais nós, menos muros e mais pontes. Assim, podemos chegar mais rápido à algum lugar”.

Edu Lyra

Jean Jereissati reforçou no painel como foi importante para a Ambev como companhia abraçar essa agenda de forma mais sólida com a Pandemia e “ter um novo pacto como organização”, e cita que os efeitos foram muito positivos nos colaboradores da companhia. Além disso, todos os palestrantes reforçam que o papel do setor privado é fundamental para promover essa agenda, uma vez que o brasileiro de forma geral, pelo histórico e pela falta de confiança nas instituições do país, tendem a questionar a credibilidade de ONGs e instituições que trabalham com doações. Nesse sentido, as empresas têm um papel fundamental de apoiar certas ONGs e instituições, de forma a levar seus colaboradores e clientes a confiar mais e doarem mais.

Como descobrir a sua causa e a repactuação do propósito da AmBev

Para Paula, no intuito de fomentar a cultura de doação no Brasil, um bom ponto de partida é a descoberta do propósito que move cada indivíduo. Para isso, o IDIS lançou uma campanha chamada Descubra Sua Causa, com o seguinte mote: quer ajudar o mundo, mas não sabe por onde começar? Ações como essa ajudam a reduzir a disparidade entre brasileiros que querem ser mais solidários (96% da população, segundo pesquisa da Folha), versus aqueles que de fato se envolvem em ações coletivas (apenas 27% da população).

Nesse sentido, Jeressaiti comenta que e a própria AmBev já vinha passando por um processo de transformação cultural e que tal movimento foi potencializado pela pandemia. O CEO da cervejaria falou em “repactuação do propósito da organização”, uma vez que, com bares e restaurantes fechados, a empresa teria se desdobrado para apoiar o ecossistema no qual está inserida – detalhes de todas as ações podem ser encontradas no site da AmBev, o Juntos à Distância. As próprias marcas da AmBev teriam encontrados seus respectivos propósitos:

A Stella Artois criou a plataforma #ApoieUmRestaurante, onde os consumidores puderam comprar um voucher de R$100 com 50% de desconto para usar no futuro, quando seus restaurantes favoritos voltassem a funcionar.​ ​

A Budweiser, por sua vez, uniu músicos e fãs através do #OneTeamLiveFestival, um movimento para arrecadar fundos revertidos em kits de proteção para profissionais da saúde via o Fundo de Crise Coronavírus dos Médicos Sem Fronteiras

A marca de água Ama doou 700 mil garrafas de dois litros para 140 comunidades e 18 hospitais em SP e no RJ que estiveram sem acesso à água no ápice da pandemia da COVID-19 em 2020, em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa).

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