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Tesouro Nacional prepara segunda emissão de títulos soberanos sustentáveis | Café com ESG, 21/05

2ª emissão de títulos soberanos sustentáveis está no forno; Fundo soberano da Noruega cobra metas climáticas da Shell

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,31% e 0,11%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o Tesouro Nacional está se preparando para fazer a segunda emissão de títulos soberanos sustentáveis (a primeira foi feita em novembro do ano passado), após autorização dada pelo Senado para a emissão de mais US$25bi em dívida externa nos próximos anos, tanto de títulos verdes quanto dos tradicionais – a data para a nova emissão, contudo, dependerá do melhor momento do mercado; e (ii) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o aço verde deve ser o carro chefe do país para ganhar mercado internacional, reforçando que a competitividade está atrelada ao potencial sustentável do produto – a afirmação foi feita em reunião aberta no Palácio do Planalto com representantes da indústria siderúrgica.

• No internacional, o fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, com US$1,6 trilhão sob gestão, fez um pedido à petroleira Shell para que a companhia apresente mais informações sobre suas metas climáticas, que foram revistas recentemente – a Shell fará sua reunião anual de acionistas hoje, sendo este o primeiro grande encontro após a gigante de petróleo e gás ter anunciado mudanças em suas metas climáticas, impondo um ritmo mais lento aos compromissos que havia traçado em 2021.

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Brasil

Empresas

Com startups de impacto brasileiras na mira, fundo dos EUA capta US$ 150 mi

“O EcoEnterprises, fundo de impacto que investe na América Latina, está estruturando seu quarto veículo de venture capital. A meta é levantar US$ 150 milhões (cerca de R$ 750 milhões) e fechar a primeira rodada de captação até a COP16 da Biodiversidade, que ocorre na Colômbia em outubro. O fundo nasceu como um spin-off da ONG The Nature Conservancy e, ao longo dos últimos 25 anos, investiu pouco mais de US$ 160 milhões em quase 50 companhias – com 20% dos aportes feitos no Brasil. O investimento mais recente no país foi na Smartbreeder, empresa que faz software preditivo de controle de pragas. “Estamos vendo mais startups de clima e agro no Brasil, o que nos traz oportunidades animadoras”, diz Tammy Newmark, CEO e sócia do EcoEnterprises, “Sinto que agora há uma porta se abrindo e, com o lançamento do nosso quarto fundo, veremos muito mais negócios brasileiros em nosso portfólio”. O foco do fundo é claro: apoiar startups em estágio de crescimento que tenham como parte de seu modelo de negócio o impacto positivo sobre a natureza e a biodiversidade. O menu é amplo: além da Smartbreeder, primeira agtech a receber investimentos do fundo, inclui produtores orgânicos de cacau e camarão a empresas envolvidas em sistemas agroflorestais e de gestão de resíduos. A simples prática de agricultura orgânica, por exemplo, não faz brilhar os olhos de Newmark e de Michele Pena, sua sócia. “Mas o uso de agricultura regenerativa ou a recuperação da produtividade de uma área degradada é um critério que vamos avaliar. Se a empresa está comprando produtos das comunidades locais e fornecendo assistência técnica a elas, também”, diz a CEO.”

Fonte: Capital Reset, 21/05/2024

Natura ativou protocolo de desastres por eventos climáticos mais de 20 vezes em quatro anos

“Um protocolo de apoio para casos de calamidades estruturado pela fabricante de cosméticos Natura no início da pandemia da covid-19, em 2020, foi utilizado mais de 20 vezes apenas para crises causadas pelas mudanças climáticas, sendo a no Rio Grande do Sul, a mais abrangente. Na prática, o protocolo é um guia para a rápida ação de diferentes áreas da empresa. “Em momentos de crise não há tempo a perder. O protocolo auxilia nas orientações de negócios, saúde, entre outros”, diz Ângela Pinhati, diretora de sustentabilidade da Natura, em entrevista à Exame. Com mais de 80 mil pessoas no estado do Rio Grande do Sul, entre consultoras, líderes e funcionários diretos e indiretos, a Natura está oferecendo suporte social, médico e psicológico por meio de telemedicina e de sua Central Social para consultoras de beleza, parceiros e funcionários. A empresa também tem prorrogado pagamentos de consultoras ou perdoado dívidas em casos críticos, além de antecipar recebíveis de fornecedores locais. Além disto, haverá ainda a necessidade de reformar o Centro de Distribuição no município de Canoas. Ainda foram doadas cinco toneladas de agasalhos e 10 milhões em produtos de higiene pessoal à Defesa Civil e ao Unicef, além de água e apoio logístico. “Temos 2 milhões de consultoras no Brasil, que se solidarizam com as que foram impactadas. Então, além de todo o apoio da Natura, temos visto a força do voluntariado delas junto à Defesa Civil em 489 cidades do Rio Grande do Sul”, diz Pinhati.”

Fonte: Exame, 20/05/2024

Política

Tesouro prepara segunda emissão de título soberano sustentável, diz Ceron

“O Tesouro Nacional está se preparando para fazer a segunda emissão de títulos soberanos sustentáveis, papéis de dívida externa que são atrelados a despesas com impacto social ou ambiental positivo. A primeira foi feita em novembro do ano passado. A data para a nova emissão, contudo, dependerá do melhor momento do mercado. “Nós estamos preparando a segunda emissão, preparando todo o ritmo”, afirmou ao Valor o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. “Nós vamos deixar pronta a segunda emissão e observar o mercado para o melhor momento, mas é nosso intuito, sim, fazer uma emissão neste ano. Pelo menos mais uma emissão sustentável”, completou. Ele disse que a autorização dada pelo Senado para que o Tesouro possa emitir mais US$ 25 bilhões em dívida externa nos próximos anos vai “garantir um bom volume” de emissões, tanto de títulos verdes quanto dos tradicionais. Na semana passada, o Senado ampliou de US$ 75 bilhões para US$ 100 bilhões o limite para emissões externas, atendendo parcialmente pedido feito pelo governo. O limite anterior estava praticamente todo utilizado. Cabe ao Senado dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo da União. O Valor apurou que o Tesouro deve divulgar em breve uma atualização do “Relatório Pré-Emissão com a Alocação Indicativa de Recursos” dos títulos sustentáveis, um documento que antecede a emissão e mostra em quais áreas o dinheiro levantado será aplicado. A alocação é definida pelo Comitê de Finanças Sustentáveis Soberanas (CFSS).”

Fonte: Valor Econômico, 20/05/2024

Aço verde é carro chefe para ganhar mercado internacional, diz Haddad

“O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “o aço verde deve ser o nosso carro chefe para ganhar mercado internacional”. A afirmação foi feita em reunião aberta no Palácio do Planalto com representantes da indústria siderúrgica. “Vamos ser mais competitivos se mirarmos na questão verde”, disse. Haddad afirmou que tem “certeza que o consumo de aço” no Brasil “vai aumentar muito”. “Temos todas as condições de elevar isso junto com a produção de carros e [as medidas apresentadas para] recebíveis imobiliários”, disse, afirmando que “todos os setores estão animados com o incremento da produção”. Ele elogiou a implantação no mês passado pelo governo federal de cotas de importação para 11 produtos de aço, afirmando que a medida “faz muito bem ao impedir a concorrência desleal”. De acordo com Haddad, “os países centrais são os mais protecionistas do mundo” e “liquidaram com” a Organização Mundial do Comércio (OMC). “Não podemos sofrer ameaça de uma concorrência externa que não se justifica”, disse, afirmando que “muitas vezes o preço vendido aqui não paga a matéria prima”. “Como alguém pode vender aço mais barato que ferro?”, disse. Sobre medidas como a implantação de cotas, o ministro da Fazenda disse que “não se trata de adotar dogmas, sem olhar para o comportamento dos nossos parceiros”. Ele também defendeu que “tem que se combinar [taxação de importação] com outras ferramentas para a gente ganhar mercado”.”

Fonte: Valor Econômico, 20/05/2024

Lula sugere criar fundo internacional para quem polui o planeta ajudar o Rio Grande do Sul

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que seria interessante que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou outro banco criasse um fundo internacional para que as pessoas que poluem o planeta dessem dinheiro para ajudar também na reconstrução do Rio Grande do Sul, Estado afetado por fortes chuvas e enchentes. “Quem sabe o Aloísio Mercadante (presidente do BNDES), ou um outro banco qualquer, propõe a criação de um fundo internacional para que as pessoas que poluem o planeta deem dinheiro para a gente ajudar a recuperar o Rio Grande do Sul, sabe?”, afirmou Lula durante reunião aberta com representantes da indústria siderúrgica no Palácio do Planalto. Segundo Lula, “em vez de a gente ficar lamentando”, “a gente tem que ir para cima e tentar dizer que nós vamos recuperar o Rio Grande do Sul, que não vai faltar recursos para a gente ajudar o Rio Grande do Sul”. A frase do presidente tem relação com a percepção do governo federal de que o custo para reconstrução do Estado ainda vai aumentar. O Valor mostrou hoje, por exemplo, que apesar de todos os anúncios já feitos pelo Executivo para socorrer os gaúcho, a gestão petista já admite, nos bastidores, que deverá ter de transferir ainda mais verbas para o governo do Rio Grande do Sul nas próximas semanas ou meses. Uma das áreas que mais absorverá recursos financeiros é a saúde. Segundo interlocutores do governo, somente o Ministério da Saúde deverá, no mínimo, dobrar o aporte feito junto ao Estado para auxiliar na reconstrução de equipamentos voltados à atenção primária e especialidades.”

Fonte: Valor Econômico, 20/05/2024

Há consenso entre países do G20 para acesso mais ágil aos fundos climáticos globais, diz Rosito

“A coordenadora da Trilha de Finanças do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, e secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito, afirmou que há consenso entre as nações que integram o fórum para que o acesso aos fundos climáticos internacionais seja ampliado e facilitado. Uma maior agilidade para obter recursos dessas iniciativas globais de financiamento verde é uma das prioridades da presidência brasileira no G20. “Quando nós anunciamos que essa seria uma prioridade, houve um apoio dos próprios fundos. Esse é um tema que goza de grande consenso entre os membros do G20. Tanto os membros doadores quanto os beneficiários acreditam que é muito importante que esses fundos sejam acessados de forma mais ágil e possam também ser operacionais para vários tipos de operações, muitas das quais envolvem bancos públicos de desenvolvimento”, disse Rosito. Segundo a diplomata, o investimento via esses fundos internacionais pode ajudar a destravar créditos para investimento em adaptações climáticas – isto é, mudanças estruturais em cidades e estados para enfrentar eventos extremos, como enchentes, deslizamentos causados por fortes chuvas e secas severas. Rosito afirma que a maior parte dos investimentos feitos hoje para a transição climática focam em mitigação, como mapeamento de riscos e sistemas de alerta. De acordo com a secretária do Ministério da Fazenda, apesar de essas serem medidas importantes, é igualmente essencial destinar recursos para adaptação.”

Fonte: Valor Econômico, 20/05/2024

Internacional

Empresas

Fundo soberano da Noruega cobra detalhes de metas climáticas da Shell

“O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, com US$ 1,6 trilhão sob gestão, fez um pedido à petroleira Shell para que a companhia apresente mais informações sobre suas metas climáticas, que foram revistas recentemente. “Encorajamos a Shell a fazer divulgações estratégicas adicionais que possam reduzir a incerteza sobre a direção da empresa em meados da década de 2030”, afirmou o Norges Bank Investment Management, que opera o fundo, em seu site. A Shell fará sua reunião anual de acionistas nesta terça-feira, dia 21 de maio. Será o primeiro grande encontro após a gigante de petróleo e gás ter anunciado mudanças em suas metas climáticas, em março, impondo um ritmo mais lento aos compromissos que havia traçado em 2021. O corte de 20% na intensidade de carbono decorrente da produção de óleo, gás e derivados previsto para 2030 foi reduzido para uma faixa entre 15% e 20%. E o compromisso de reduzir 45% da intensidade de emissões até 2035 foi abandonado pela incerteza da companhia em relação ao ritmo que a transição energética vai tomar nos próximos anos. Apesar de pedir mais informações, o fundo norueguês – segundo maior acionista da Shell, com uma participação de 3,03%, de acordo com a agência Reuters – se recusou a endossar uma resolução apresentada por um grupo de 27 acionistas que detém cerca de 5% das ações da companhia e são liderados pelo grupo ativista Follow This.”

Fonte: Capital Reset, 20/05/2024

ArcelorMittal e MHI lançam unidade piloto de captura de CO2 no alto-forno de Gent

“ArcelorMittal (MT.LU), abre nova aba, Mitsubishi Heavy Industries (MHI) (7011.T), abre nova aba, e os parceiros disseram na terça-feira que começaram a operar uma unidade piloto de captura de dióxido de carbono no alto-forno da ArcelorMittal em Gent siderúrgica na Bélgica. A medida surge como um esforço para reduzir as emissões de CO2 na produção de aço, que é responsável por cerca de 7% a 9% das emissões globais de CO2. Os esforços para reduzir estas emissões são um dos principais objectivos na luta global contra as alterações climáticas. ArcelorMittal e MHI trabalham no projeto desde 2022 com parceiros, BHP (BHP.AX), abre nova aba e Mitsubishi Development, unidade da Mitsubishi Corp (8058.T), abre nova aba. As empresas, porém, não deram detalhes financeiros do projeto. A unidade piloto irá operar durante 1 a 2 anos em Gent para testar a viabilidade do progresso para a implantação em grande escala da tecnologia, que seria capaz de capturar uma parte considerável das emissões locais de Gent, se for bem sucedida, disseram num comunicado. A ArcelorMittal está facilitando o teste em Gent com a MHI fornecendo sua tecnologia proprietária de captura de carbono e apoiando os estudos de engenharia. A BHP e a Mitsubishi Development, como principais fornecedores de matérias-primas siderúrgicas para as operações europeias da ArcelorMittal, estão a apoiar o financiamento experimental. “A principal ambição é alcançar processos completamente livres de carbono”, disse o CEO da ArcelorMittal Bélgica, Manfred Van Vlierberghe.”

Fonte: Reuters, 21/05/2024

Impostos sobre emissões de carbono de exportações pode afetar PIB da África do Sul

“A imposição de impostos de acordo com a emissão de carbono na produção de itens exportados pode afetar em até 9% do produto interno bruto (PIB) da África do Sul até 2050, segundo relatório elaborado pelo Banco Central do país. O estudo foi feito devido às novas regras da União Europeia (UE) em taxar exportações de acordo com as emissões liberadas durante a produção. A estimativa do Banco Central do país é que caso todos os parceiros comerciais sulafricanos adotem medida semelhante, cerca de 10% de todas as exportações do país serão taxadas. A nova taxa da UE sobre a emissão de carbono começará a ser cobrada a partir de 2026. O relatório diz que apesar da África do Sul ser responsável por 1% de toda a emissão de carbono do planeta, é a nação do G20 com a economia mais intensiva na emissão de gases de efeito estufa. Cerca de 80% da energia usada no país vem da queima de carvão. A pesquisa sugere que a África do Sul aumente impostos locais sobre a emissão de carbono durante a produção e reduza a intensidade da emissão de gases de efeito estufa no setor produtivo local como maneira de mitigar o impacto dessas taxas nas exportações. Segundo o Banco Central da África do Sul, caso as medidas da UE permanecerem como estão, as exportações para o bloco podem cair 4% em 2030, reduzindo o PIB local em 0,02%.
Caso o mecanismo da UE fosse adotado em outros países, Estados Unidos, Canadá e Japão, o impacto pode ser ainda maior.”

Fonte: Valor Econômico, 20/05/2024

Regulador dos EUA aborda negligência nos mercados voluntários de carbono

“A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) está investigando o greenwashing como parte de sua repressão à fraude e má conduta nos mercados voluntários de carbono, disse um comissário do regulador dos EUA na segunda-feira. A investigação sobre alegações falsas sobre os benefícios ambientais dos créditos de carbono, bem como sobre as credenciais verdes dos produtos financeiros, surge no momento em que a CFTC introduz o seu primeiro conjunto de directrizes federais para derivados voluntários de créditos de carbono. Os reguladores procuram introduzir normas e coibir a manipulação num mercado que tem funcionado sem supervisão federal. A CFTC está a investigar as atividades do seu Grupo de Trabalho contra a Fraude Ambiental e abre um novo separador que introduziu em junho de 2023 para combater a fraude e a manipulação nos mercados de créditos de carbono e outras formas de lavagem verde, tais como deturpações sobre governação ambiental, social e empresarial (ESG). estratégias de investimento. “A ideia é eliminar os maus atores que poderiam impactar o mercado de derivativos, faríamos isso com qualquer commodity”, disse a comissária da CFTC, Christy Goldsmith Romero, à Reuters à margem de uma conferência em Londres. Goldsmith Romero disse que o órgão de fiscalização ainda não abriu o caso, mas disse que várias atividades estavam sob “investigação ativa”. Em Junho, a CFTC afirmou que procurava dicas de denunciantes sobre potenciais violações da Lei da Bolsa de Mercadorias (CEA) ligadas à fraude nos mercados de carbono.”

Fonte: Reuters, 20/05/2024

Bancos de desenvolvimento devem assegurar a governos que transição é possível e financiável, diz FiCS

“O presidente da rede global de bancos de desenvolvimento Finance in Common (FiCS), Rémy Rioux, disse que as instituições precisam mostrar aos governos dos países que uma transição para um futuro sustentável é possível e financiável. Para o francês, que também é diretor-executivo da Agência Francesa de Desenvolvimento, os órgãos de fomento têm um papel vital no combate às mudanças climáticas. O evento “Construindo soluções financeiras sustentáveis: bancos públicos de desenvolvimento e o G20″ aconteceu nesta manhã no teatro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. Na fala inicial, Rioux pregou a necessidade de se criar um arcabouço regulatório mais firme para o enfrentamento das mudanças climáticas para tornar o trabalho dos bancos de desenvolvimento mais eficiente. Na avaliação do executivo francês, diante da urgência de eventos extremos – como o visto no Rio Grande do Sul, onde fortes chuvas já causaram 157 mortes -, as questões ambientais devem ter prioridade nas discussões financeiras. “Temos que articular prioridades internacionais com as capacidades locais de transformação. E temos que ter uma base de capital forte e um arcabouço regulatório melhor para lidar com as questões climáticas”, afirmou.”

Fonte: Valor Econômico, 20/05/2024

Ford apoia novas regras dos EUA para reduzir emissões de veículos

“A Ford Motor Co (F.N), abre nova aba, disse na segunda-feira que apóia as medidas do governo Biden para reduzir drasticamente as emissões dos veículos até 2032, rejeitando os argumentos republicanos de que as novas regras climáticas são ruins para os negócios. A segunda maior montadora dos EUA (F.N), abre uma nova guia, disse que apoia os regulamentos da Agência de Proteção Ambiental anunciados em março para reduzir as emissões do escapamento de toda a frota de veículos de passageiros em quase 50% até 2032 em relação aos níveis de 2027. “Cumprir as regulamentações de emissões requer um planejamento antecipado e demorado, e a Ford tomou medidas para transformar seu negócio para garantir a conformidade com padrões de emissões mais rígidos”, disse a montadora com sede em Dearborn. Afirmou que saudou a estabilidade regulatória que a Regra Multipoluente proporcionará, evitando a “possibilidade de inversão de marcha ou mudança de padrões”. O ex-presidente Donald Trump, que busca retornar à Casa Branca, prometeu reverter as regras de Biden que impulsionariam os veículos elétricos.”

Fonte: Reuters, 20/05/2024

Setor financeiro precisa de ‘alfabetização climática’, diz Spencer Glendon

“O americano Spencer Glendon vem defendendo, nos últimos dez anos, a incorporação de informações sobre o clima produzidas por cientistas nos métodos de análise e tomada de decisão de todos os setores, inclusive do financeiro. “Há quase meio século, os cientistas destacam o perigo de inundações severas no planeta decorrentes dos efeitos do aquecimento da atmosfera. Mas percebi que ninguém no mercado financeiro estava usando esse conjunto de dados”, conta. Com 18 anos de experiência no mercado financeiro, foi analista macro, sócio e diretor de pesquisa de investimentos na Wellington Management, gestora de investimento com mais de US$ 1 trilhão em ativos sob gestão. Ali, começou a desenvolver modelos em ciência e finanças climáticas, e a compreender as lacunas entre as duas disciplinas e seus praticantes. Vendo a dificuldade do setor financeiro em incorporar os temas nas análises, teve a ideia de criar, em 2020, uma plataforma que facilitasse o acesso aos dados climáticos. A proposta da Probable Futures, segundo o especialista, é conectar informações geradas por diversos centros de pesquisa no mundo sobre as mudanças do clima e entregar esses dados de maneira mais acessível à sociedade, promovendo uma conscientização climática – ou “alfabetização climática”, como ele chama.”

Fonte: Valor Econômico, 21/05/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

O que escutamos do Diretor da Toyota em reunião sobre eletrificação com investidores? Veja os destaques (link)

ESG no 1T24: Três frentes que sinalizam um aumento do protagonismo (link)

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Brunch com ESG

SUZB3 e VBBR3 se unem em prol do SAF; SBTi e o imbróglio envolvendo carbono (link)

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

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