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Atlas Lithium avança na construção de planta de lítio no Brasil; Eco Invest Brasil abre hoje 5o leilão | Café com ESG, 19/06

Fórum Econômico debate segurança na transição energética

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão encerrou quinta-feira em território levemente negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,10% e 0,15%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) a Atlas Lithium Corporation fez avanços na implantação da planta industrial de processamento de lítio no Brasil – a expectativa é que a planta comece a operar entre o terceiro e o quarto trimestres de 2027; e (ii) segundo novo relatório do Fórum Econômico Mundial publicado nesta quinta, apesar de o investimento em energias renováveis e tecnologias de baixo carbono ter alcançado recorde em 2025, a transição global está ficando cada vez mais fragmentada e orientada pela segurança – o estudo revela que tensões geopolíticas, interrupções no fornecimento e aumento da demanda estão impulsionando a fragmentação e retardando o progresso no cenário energético global.

• Na política, o governo federal deve abrir hoje as inscrições para o quinto leilão do Eco Invest Brasil, programa do Ministério da Fazenda criado para mobilizar capital privado para projetos ligados à transição sustentável – a expectativa é que a nova rodada movimente entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões em investimentos, tornando-se a maior já realizada desde a criação da iniciativa.

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Brasil

Exigência internacional de renováveis em tempo real acende alerta na Vale

“As discussões sobre a revisão das metodologias do GHG Protocol para contabilização das emissões indiretas de eletricidade (escopo 2) acenderam um alerta na Vale. A companhia vê risco de perda de reconhecimento internacional dos investimentos já realizados em energia renovável e teme impactos sobre a competitividade do seu minério de ferro diante de mecanismos de ajuste de froonteira de carbono como o CBAM da União Europeia. Durante evento do iCS e CEBDS no Rio de Janeiro, no começo da semana, a gerente de Mudanças Climáticas da Vale, Vivian MacKnight, pontuou que a preocupação vem das discussões em torno do GHG Protocol, referência mundial para contabilização corporativa de emissões e metodologia amplamente utilizada para por regulamentações internacionais, incluindo aquelas relacionadas ao CBAM europeu. O problema, segundo ela, é que a revisão em discussão no GHG Protocol passaria a exigir uma correspondência horária entre geração renovável e consumo de eletricidade, com uma contabilização em tempo real, substituindo a lógica atual baseada no balanço anual. “Eles estão pedindo uma apuração real-time, 24 por 7, o que já começa a trazer maior complexidade, e fazer com que uma empresa privada resolva um problema que não lhe cabe”, afirmou. Segundo MacKnight, a Vale estruturou sua estratégia de eletricidade renovável por meio de contratos de compra de energia de longo prazo (PPAs), garantindo que o volume anual contratado correspondesse ao consumo da companhia.”

Fonte: Eixos; 18/06/2026

Atlas Lithium avança na instalação de planta industrial no Brasil e prevê inauguração em 2027

“A Atlas Lithium Corporation fez avanços na implantação da planta industrial de processamento de lítio no Brasil. A unidade de processamento por separação por meio denso (DNS), fabricada na África do Sul, já está em território brasileiro, pronta para montagem. A companhia já selecionou quatro fornecedores para dar início às obras. A expectativa é que a planta comece a operar entre o terceiro e o quarto trimestres de 2027. A planta industrial foi trazida para o Brasil em navio fretado, que desembarcou no porto de Santos (SP). “Foram 143 contêineres, de 140 cúbicos metros cada um. Estão aqui em Minas Gerais, em um local seguro, aguardando o início da montagem”, afirma Marc Fogassa, CEO e presidente da Atlas Lithium, ao Valor. A planta usa a técnica DNS, na qual o espodumênio passa por britagem e por um processo de decantação para separação do material com maior concentração de lítio. O processo dispensa o uso de barragens porque não gera rejeito líquido. O custo da planta é estimado entre US$ 25 milhões e US$ 26 milhões, incluindo frete, impostos e taxas. A unidade terá capacidade inicial para produzir 146 mil toneladas de concentrado de lítio a partir de espodumênio por ano, com potencial para dobrar de tamanho, o que dependerá das condições do mercado, segundo Fogassa.”

Fonte: Valor Econômico; 18/06/2026

Excluir gás do Redata é criar reserva de mercado para renováveis, avalia CEO da Eneva

“O presidente da Eneva, Lino Cançado, defendeu que a exclusão do gás natural das fontes elegíveis para atender aos critérios de descarbonização previstos na política para atração de investimentos em data centers, o Redata, representa uma tentativa de criar uma “reserva de mercado” para fontes renováveis. Durante conversa com jornalistas na quarta (17/6), em evento do setor elétrico no Rio de Janeiro, o executivo argumentou que empreendimentos como data centers necessitam de suprimento contínuo de eletricidade, o que torna inevitável o uso de fontes despacháveis, como térmicas a gás. “Se você não colocar [o gás], esses datacenters com energia renovável em algum momento vão necessitar de energia da rede”, afirmou. Segundo Cançado, “o datacenter tem que funcionar 24 horas, quando você não tiver o recurso renovável, o datacenter vai ter que retirar da rede, vai ter que acabar vindo o gás natural”. Na avaliação do executivo, a discussão sobre excluir o gás natural do Redata reproduz tentativas anteriores de privilegiar determinadas tecnologias. Cançado comparou o debate ao texto que chegou a constar da Medida Provisória das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), que caducou no ano passado. O texto previa que empreendimentos instalados nessas áreas — como data centers — fossem abastecidos exclusivamente por energia renovável proveniente de novos projetos.”

Fonte: Eixos; 18/06/2026

CerradinhoBio ampliou lucro em 90% em 2025/26 e aposta em etanol de milho

“Nascida como uma destilaria de etanol de cana-de-açúcar em Chapadão do Céu (GO) em 2007, a CerradinhoBio transformou-se nos últimos anos, investiu em energia, açúcar e milho, e já tem hoje a maior parte de seus resultados decorrentes da produção de etanol feito a partir do grão. Na safra passada (2025/26), a companhia registrou uma expansão de 90% em seu lucro líquido, para R$ R$ 372,7 milhões. O negócio de etanol de milho já contribui com 70% do resultado, e a companhia agora planeja ampliar sua capacidade na área. O crescimento do resultado líquido teve contribuição tanto do negócio do etanol de milho quanto de cana, já que a CerradinhoBio aumentou sua produção de açúcar após investimentos em capacidade. No negócio de etanol de milho, o destaque foram os ganhos de eficiência operacional, afirmou Renato Pretti, CEO da companhia, ao Valor. Da receita líquida da companhia na safra passada de R$ 4,3 bilhões (alta de 16%), metade resultou apenas das vendas de etanol de milho, que cresceram 19% — o negócio de milho também considera as vendas de DDG e óleo de milho. Houve também um forte incremento da receita com açúcar VHP, de 176%, para R$ 898 milhões, resultado direto do investimento na expansão da fábrica realizado na safra anterior. E, mesmo com preços baixos no mercado internacional, a companhia conseguiu obter ao fim valores acima dos de mercado por ter feito o hedge de suas exportações antes da ampliação de capacidade ficar pronta. “Era uma condicionante para seguir no investimento”, contou Pretti. O resultado financeiro do hedge permitiu que a companhia vendesse o açúcar a um preço médio de R$ 2.209 a tonelada na safra passada. A companhia também entrou na safra 2026/27 e tem previsto para a próxima temporada níveis de preços travados para a exportação de açúcar acima dos patamares atuais de mercado, segundo o executivo. “Temos uma competitividade adicional no mercado”, afirmou o CEO.”

Fonte: Globo Rural; 18/06/2026

Eco Invest abre até amanhã 5º leilão voltado à inovação e pode mobilizar até R$ 55 bilhões

“O governo federal deve abrir até sexta-feira (19) as inscrições para o quinto leilão do Eco Invest Brasil, programa do Ministério da Fazenda criado para mobilizar capital privado para projetos ligados à transição sustentável. A expectativa é que a nova rodada movimente entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões em investimentos, tornando-se a maior já realizada desde a criação da iniciativa. A informação foi confirmada por Mario Gouvêa de Almeida, coordenador e membro do Comitê Executivo do Eco Invest Brasil na Secretaria do Tesouro Nacional, durante evento promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo, nesta quinta-feira (18). O encontro reuniu representantes de bancos, gestoras e outras instituições financeiras interessadas em participar da nova etapa do programa. O novo leilão marca uma mudança na trajetória do Eco Invest. Criado inicialmente para reduzir o custo do financiamento e atrair recursos internacionais para projetos sustentáveis, o programa passa agora, nesta rodada, a atuar de forma mais explícita no financiamento à inovação e no fortalecimento de setores considerados estratégicos para a competitividade brasileira.”

Fonte: Valor Econômico; 18/06/2026

Silveira conversa sobre política brasileira de governança nuclear com Agência Internacional de Energia Atômica

“O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), apresentou na quarta-feira (18/6) a política de governança nuclear brasileira ao oficial sênior de segurança nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Jean-René Jubin. O encontro, que ocorreu em Brasília e reuniu também representantes do setor nuclear brasileiro. Segundo o MME, a iniciativa faz parte da reestruturação do setor no país e ocorre em meio aos preparativos para a realização da Integrated Regulatory Review Service (IRRS), revisão internacional por pares prevista para 2027. O evento, coordenado pela AIEA, será referência para o aprimoramento da infraestrutura regulatória nacional e da governança do setor. O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), apresentou na quarta-feira (18/6) a política de governança nuclear brasileira ao oficial sênior de segurança nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Jean-René Jubin. O encontro, que ocorreu em Brasília e reuniu também representantes do setor nuclear brasileiro. Segundo o MME, a iniciativa faz parte da reestruturação do setor no país e ocorre em meio aos preparativos para a realização da Integrated Regulatory Review Service (IRRS), revisão internacional por pares prevista para 2027. O evento, coordenado pela AIEA, será referência para o aprimoramento da infraestrutura regulatória nacional e da governança do setor. Durante a reunião, Silveira demonstrou interesse em aprofundar a cooperação técnica e institucional com a agência. De acordo com a pasta, o Brasil busca ampliar o papel da energia nuclear na segurança energética e na descarbonização da economia.”

Fonte: Eixos; 18/06/2026

Com R$ 140 mi do BNDES, corredor verde vai ligar litoral e interior de SP com biometano

“A TransJordano, transportadora especializada em cargas sensíveis, acaba de receber um financiamento de R$ 140 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para construir um corredor verde de biometano no estado de São Paulo. A iniciativa cria pontos de abastecimento com o combustível limpo em três cidades onde a companhia já opera: Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, conectando o interior do estado com a região litorânea. Além disso, com os recursos, a companhia vai adicionar 100 caminhões movidos a biometano a sua frota. Esse é o primeiro financiamento do Fundo Clima destinado a transporte rodoviário de cargas. A operação reúne três companhias: a TransJordano, responsável pela frota e pela operação logística; a Scania, fornecedora dos caminhões; e a Ultragaz, que assume o fornecimento e a distribuição do biometano. Do total captado, R$ 105 milhões serão destinados à compra dos caminhões, e o restante à implantação da infraestrutura de abastecimento. Segundo Jordano Bessa, diretor comercial da TransJordano que conversou com exclusividade com a EXAME, a ideia nasceu de uma visita técnica à Scania para entender quais equipamentos estavam disponíveis no mercado, quando a empresa foi direcionada para veículos movidos a biometano — combustível alternativo ao gás natural. O obstáculo foi a rede de abastecimento. O país ainda engatinha na infraestrutura necessária para aproveitar o biometano em setores estratégicos, como indústrias e transporte. O líder nacional é São Paulo, com a capacidade próxima a um milhão de metros cúbicos por dia. A solução veio de outra empresa do grupo, a GaragemLog, que opera um modelo de garagem compartilhada com infraestrutura de abastecimento e bem-estar para motoristas. “Decidimos usar essa estrutura para instalar pontos de biometano em três cidades onde já temos operações relevantes, criando um corredor verde ao redor da Anhanguera”, explica, em referência à rodovia que conecta a capital com o norte do estado.”

Fonte: Exame; 19/06/2026

Internacional

Os aliados de Trump, conhecidos por sua ligação com a energia nuclear, correm para promover o renascimento atômico dos EUA.

“Em uma fábrica no Texas, Matt Loszak está construindo um novo tipo de reator nuclear que, segundo ele, permitirá aos EUA retomar a liderança em um setor dominado pela Rússia e pela China. “Nosso objetivo é enviar centenas, possivelmente milhares, de reatores todos os anos”, disse o fundador de 35 anos da Aalo Atomics enquanto inspecionava componentes do Aalo-X, projetado para alimentar data centers de inteligência artificial. A Aalo é uma das várias startups americanas que planejam ligar novos reatores este mês, antes do prazo de 4 de julho estabelecido pelo presidente Donald Trump para marcar o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos. A Antares Nuclear e a Valar Atomics já anunciaram que atingiram a “criticidade” — o momento em que uma reação nuclear em cadeia se torna autossustentável. A Radiant Nuclear e a Oklo disseram ao Financial Times que estão nos estágios finais para obter as autorizações de segurança no âmbito do programa piloto de Trump, que visa ter pelo menos três reatores de teste atingindo a criticidade até a data prevista. Muitos dos fundadores que lideram essa iniciativa têm menos de 40 anos e vêm de fora da indústria nuclear, enquanto alguns possuem ligações com o governo Trump. Apoiados pelo Vale do Silício, eles afirmam que pequenos reatores podem ajudar a suprir a crescente demanda por eletricidade proveniente de centros de dados de inteligência artificial.”

Fonte: Financial Times; 18/06/2026

O risco de transição climática do boom de IA americano

“Crises financeiras frequentemente surgem não porque os riscos sejam invisíveis, mas porque os mercados os subestimam. O boom da inteligência artificial nos Estados Unidos pode estar criando esse tipo de situação. Não, como se tem advertido, em razão das avaliações anormalmente altas das empresas líderes do setor, mas porque uma parcela crescente dos investimentos associados à IA parece ignorar o chamado risco de transição climática. Popularizado por Mark Carney quando presidia o Banco da Inglaterra, o conceito de risco de transição climática descreve o impacto que mudanças não antecipadas em políticas públicas, regulação, tecnologia ou preferências de mercado associadas à descarbonização podem ter sobre o valor dos ativos afetados por essas mudanças. No início do século, os casos emblemáticos foram minerações de carvão e geradoras com usinas termelétricas a carvão afetadas pelo início das políticas climáticas ativas e precificação de carbono na Europa. Hoje, risco semelhante começa a emergir na infraestrutura que sustenta o crescimento do uso da inteligência artificial. Os investidores tendem a analisar os riscos da nascente indústria americana de IA como associados a liderança tecnológica, ganhos de produtividade e competição geopolítica. No entanto, um dos principais desafios é associado à infraestrutura energética necessária para fazê-la funcionar.”

Fonte: Capital Reset; 18/06/2026

Baterias de estado sólido só serão produzidas em massa em 2030, afirma CATL; Dongfeng discorda

“Tem gente, como a startup finlandesa Donut Lab, que promete a grande revolução dos carros elétricos para já. Pois é. Produção em massa e aposentadoria dos carros a combustão. É fundamental, contudo, evitar cair no canto da sereia. A Donut Lab até apresentou ao mundo resultados otimistas de sua bateria de estado sólido. No entanto, além de muitas perguntas sem resposta, a startup (como outras empresas que vendem piritas) divulga dados que suscitam o ceticismo na comunidade. Não à toa, o Dr. Robin Zeng, CEO da CATL, maior produtora de baterias do mundo, afirmou em entrevista à revista chinesa Caijing, que sua empresa só deve lançar baterias de estado sólido em larga escala a partir de 2030. Além disso, frisou que a tecnologia ainda não avançou o suficiente para atender à indústria em massa. No caso das baterias de estado sólido, segundo Zeng, as restrições de engenharia limitam sua aplicação a carros do segmento premium chinês, ou seja, modelos acima de 250.000 yuans (cerca de R$ 187.700 em conversão direta). Para iniciar a comercialização em larga escala, a CATL estabeleceu como meta o patamar de 1 milhão de veículos, algo que só está previsto para acontecer em 2030. Segundo a empresa, isso significa que a tecnologia de estado sólido está no nível 4 de 9 da escala de Nível de Prontidão Tecnológica.”

Fonte: Estadão; 18/06/2026

Conferência de Bonn termina com ataques à ciência, adaptação sem acordo e vazio da COP31

“Ataques à ciência, impasse em adaptação climática e uma presidência da COP31 que parecia sem rumo: foi assim que a Conferência de Bonn terminou, deixando o caminho até a Turquia mais nebuloso e difícil do que o esperado. A plenária final da 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários da UNFCCC (SB64), conferência preparatória para a 31º Conferência do Clima da ONU em novembro, não tinha hora para acabar nesta quinta-feira, 18, e mostrou, mais uma vez, o custo do consenso num processo com mais de 180 países à mesa. “Se ouvia que todos estavam desapontados e insatisfeitos que não chegamos a um acordo. O trabalho acumula para a COP31”, destacou Claudio Angelo, coordenador de políticas internacionais do Observatório do Clima, que acompanhava o desfecho em Bonn. O elemento mais inesperado não foi a falta de consenso na agenda espinhosa de adaptação climática, mas sim a batalha geopolítica que se travou contra a ciência. “Ninguém esperava que a relação a narrativa climática virasse um objeto contencioso e de disputa”, disse Ângelo. Um item de agenda sobre o papel do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) expôs a resistência de alguns países ao limite de 1,5°C do Acordo de Paris, justamente o limiar que os relatórios do principal órgão científico da ONU sustentam ao documentar os impactos irreversíveis do aquecimento global.”

Fonte: Exame; 18/06/2026

Riscos geopolíticos retardam transição para renováveis

“Emergentes respondem por cerca de 80% do crescimento da demanda por eletricidade, mas esbarram em custos de financiamento mais altos e lacunas de infraestrutura. Enquanto isso, em Bonn, Turquia e Austrália dão sinais fracos sobre prioridades para COP31. Apesar de o investimento em energias renováveis e tecnologias de baixo carbono ter alcançado recorde em 2025, a transição global está ficando cada vez mais fragmentada e orientada pela segurança, aponta novo relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF, em inglês). Publicado nesta quinta (18/6), o Índice de Transição Energética 2026 revela que tensões geopolíticas, interrupções no fornecimento e aumento da demanda estão impulsionando a fragmentação e retardando o progresso no cenário energético global. O levantamento chega um dia após o anúncio do armistício entre EUA e Irã, que levou o preço do Brent a fechar abaixo dos US$ 80 esta semana pela primeira vez em mais de três meses. O acordo de paz será formalizado na sexta-feira (19/6). A semana também foi marcada pela declaração do G7 em defesa da diversificação da cadeia de suprimentos de minerais críticos, com críticas veladas ao domínio chinês.”

Fonte: Eixos; 18/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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