XP Expert

Imposto sobre elétricos no Brasil e o impacto na BYD; Custo de armazenamento em bateria cai abaixo do gás em 2025 | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
MY Banner Intratexto2semestreMid Year 2026 Hellobar mobile

Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Último aumento da alíquota de importação de veículos elétricos no Brasil para 35% pode afetar os preços dos veículos importados da BYD

Na mídia. BYD admite que volta do imposto de importação pode ter efeito nos preços de alguns carros da marca – Folha de S. Paulo, 13 de junho (link)

Nossa visão. Nesta semana, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, reconheceu que a retomada da alíquota de importação pode elevar os preços de alguns modelos que ainda não são produzidos na fábrica da empresa em Camaçari (BA). Como contexto, até 2024, os veículos elétricos — incluindo modelos totalmente elétricos, híbridos e híbridos plug-in — se beneficiavam de um regime de imposto de importação zero, introduzido em 2015 para estimular o desenvolvimento do mercado. Isso mudou em janeiro de 2024, quando o governo restabeleceu uma tarifa de 12% no âmbito do programa Mover e definiu uma trajetória de aumento gradual até atingir 35% em julho de 2026. A medida deve potencialmente desafiar as montadoras chinesas, cuja competitividade de preços foi um dos principais vetores que levaram ao rápido ganho de participação de mercado no Brasil. Como destacamos em nossa nota sobre o mercado de veículos elétricos da BloombergNEF (acesse aqui), as marcas chinesas responderam por 96% das vendas de veículos elétricos no Brasil em 2025. Nesse contexto, o aumento da alíquota pode pressionar a resiliência da proposta de valor dos veículos elétricos chineses, especialmente os modelos importados. Na nossa visão, embora vejamos potencial impacto sobre os preços dos veículos importados da BYD, a empresa parece melhor posicionada do que seus pares para mitigar esse efeito, dadas suas iniciativas de nacionalização da produção e o início das operações em sua unidade de Camaçari. Olhando adiante, as principais questões para monitorar são: (i) se a BYD irá repassar esse aumento de alíquota aos consumidores, com possível impacto sobre a acessibilidade e o ritmo da demanda, ou se absorverá parte desse custo por meio de margens menores, ao mesmo tempo em que acelera a produção local; e (ii) quão sensível será a demanda brasileira por veículos elétricos a preços mais elevados.

#2. Armazenamento em baterias se torna mais barato que geração a gás pela primeira vez em 2025

Na mídia. Custo de armazenar energia em baterias fica menor do que termelétricas a gás pela 1ª vez – Valor Econômico, 17 de junho (link)

Nossa visão. Segundo dados da BloombergNEF divulgados nesta semana, as estações de armazenamento de energia por baterias se tornaram, pela primeira vez em 2025, mais competitivas em termos de custo do que novas usinas termelétricas a gás, com custos nivelados de energia (LCOE) de US$ 78/MWh e US$ 102/MWh, respectivamente. De forma geral, a contínua queda nos custos das baterias — impulsionada pelo excesso de capacidade de produção na China e pelas economias de escala da indústria de veículos elétricos — coincidiu com o aumento dos custos de novas usinas a gás. Na nossa visão, a redução dos custos das baterias é um dos principais impulsionadores da próxima fase de expansão das energias renováveis, ao viabilizar uma adoção mais ampla de sistemas de armazenamento e melhorar a economia de sistemas elétricos com maior participação de geração eólica e solar, como discutido em nosso relatório de como investir na agenda ESG no segundo semestre (acesse aqui). À medida que o armazenamento se torna mais competitivo, a alocação de capital tende a favorecer cada vez mais a integração de baterias, o que pode acelerar a descarbonização da rede ao mesmo tempo em que reduz a exposição à volatilidade dos preços dos combustíveis. Nesse sentido, vemos as baterias evoluindo de uma alavanca para as energias renováveis para uma potencial alternativa à flexibilidade baseada em combustíveis fósseis, o que pode remodelar os investimentos no setor elétrico ao longo da próxima década.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.