Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão encerrou terça-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,45% e 0,73%, respectivamente.
•No Brasil, (i) a Gasmig, subsidiária de gás da Cemig, lançou uma chamada pública para investir até R$ 1 bilhão no fomento a negócios com gás natural renovável, com o processo engajando players locais e internacionais, e evidenciando o forte aquecimento do setor – entre os 11 grupos que enviaram propostas estão a BP, a gigante inglesa do petróleo, e a japonesa Mitsui, por meio da GeoMit; e (ii) a Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, nesta terça-feira, um edital para o desenvolvimento nacional de um eletrolisador industrial para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono – o edital prevê um mínimo de 50% de conteúdo nacional e tem o objetivo de baixar os custos, além de desenvolver tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país.
• Ainda no país, representantes da indústria eólica cobraram ontem a publicação do decreto que completa a regulamentação da geração de energia offshore para viabilizar o primeiro leilão de áreas ainda em 2026 – prometido pelo governo para maio, o decreto está atrasado e o setor conta com as regras para planejar investimentos e dar o pontapé nessa tecnologia.
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Brasil
Empresas
Energias renováveis atraem R$ 36,3 bilhões em financiamento em 2025 e eólica ganha protagonismo
“Depois de uma década marcada pela expansão acelerada da energia solar, a transição energética brasileira começa a entrar em uma nova fase. A necessidade de equilibrar um sistema com alta participação de fontes renováveis, reduzir os impactos dos cortes de geração e garantir maior flexibilidade e estabilidade já influencia o destino dos investimentos. Em 2025, os financiamentos para projetos renováveis cresceram 10,6% e atingiram R$ 36,3 bilhões, segundo levantamento da consultoria Clean Energy Latin America (CELA). Apesar da recuperação em relação a 2024, o volume ainda está 22% abaixo do pico histórico de R$ 46,3 bilhões registrado em 2022. Para Camila Ramos, CEO da CELA, os números mostram que o setor renovável brasileiro atravessa um período de adaptação às novas necessidades do sistema elétrico. Por outro lado, os dados mostram uma mudança importante na composição dos recursos: enquanto a geração solar centralizada enfrenta dificuldades provocadas por juros elevados, modulação e cortes de geração, a energia eólica ganha protagonismo por sua capacidade de complementar a produção solar e atender às necessidades do mercado livre de energia. A energia eólica recebeu R$ 12,5 bilhões em financiamentos no ano passado, alta de 40% em relação ao ano anterior e uma recuperação após o mínimo histórico registrado em 2024. Para a consultoria, o crescimento reflete uma mudança estrutural no setor elétrico. À medida que a expansão da solar aumenta a oferta de eletricidade durante o dia e pressiona os preços nesse período, comercializadoras, geradores e grandes consumidores passaram a buscar fontes capazes de entregar energia de forma mais equilibrada ao longo das 24 horas. “
Fonte: Exame; 16/06/2026
Energias renováveis atraem R$ 36,3 bilhões em financiamento em 2025 e eólica ganha protagonismo
“A Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, nesta terça (16/6), um edital para o desenvolvimento nacional de um eletrolisador industrial para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono. De acordo com a estatal, poucas empresas no país fabricam o equipamento e nenhuma faz a parte mais importante, o Stack, onde acontece a reação de transformação. O edital prevê um mínimo de 50% de conteúdo nacional e tem o objetivo de baixar os custos, além de desenvolver tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país. “O hidrogênio de baixo carbono é uma das alavancas mais concretas para descarbonização. Precisamos aprimorar o desenvolvimento científico para viabilizá-lo e assim tornar mais sustentáveis indústrias como siderurgia, química e de refino”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota. “O custo de produzir hidrogênio por eletrólise ainda é alto e, por isso, reduzir esse custo é um dos nossos objetivos centrais. O Brasil está bem posicionado para liderar essa agenda. A Petrobras está avançando e comprometida com a transição energética justa”, completou. O edital conta com R$ 75 milhões aportados pela Finep e R$ 75 milhões pela Petrobras, via verba de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (PD&I), além de recursos de contrapartida das empresas beneficiárias. A iniciativa apoiará um projeto estruturante que deve ter parceria com pelo menos três empresas que participarão do desenvolvimento tecnológico, e pelo menos uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).”
Fonte: Eixos; 16/06/2026
Indústria pressiona por leilão de eólicas offshore ainda em 2026
“Representantes da indústria eólica cobraram nesta terça (16/6) a publicação do decreto que completa a regulamentação da geração de energia offshore para viabilizar o primeiro leilão de áreas ainda em 2026. Prometido pelo governo para maio, o decreto está atrasado e o setor conta com as regras — e a definição da concorrência na costa brasileira — para planejar investimentos e dar o pontapé nessa tecnologia que já soma 92,5 GW instalados em 19 países. “Esse leilão vai permitir que os investidores estudem as áreas para daqui a três anos terem uma licença ambiental, para depois terem um contrato e começarem a construir um parque eólico offshore”, explica Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado nesta tarde, a executiva defendeu o desenvolvimento do setor como um vetor para industrializar o país, aproveitando sua vocação para energias renováveis. Citando o Sistema Interligado Nacional (SIN) majoritariamente abastecido por renováveis, Gannoum afirma que as eólicas offshore irão contribuir para manter a renovabilidade da matriz elétrica, ao mesmo tempo em que garantem flexibilidade — já que as turbinas tendem a gerar mais energia à noite, quando há baixa na fotovoltaica. “Nós estamos no momento certo, talvez até um pouquinho atrasados, para começar essa indústria que leva mais ou menos dez anos para amadurecer. E lá, nós teremos um outro Brasil”, diz. “O Brasil precisa se industrializar e há muitos anos ele não encontra uma possibilidade tão grande de fazê-lo como agora”, completa.”
Fonte: Eixos; 16/06/2026
Custo de armazenar energia em baterias fica menor do que termelétricas a gás pela 1ª vez
“Os custos totais de estações de armazenamento de energia em baterias caíram abaixo dos custos de usinas termelétricas a gás pela primeira vez. Isso por conta da superprodução na China e da mudança para veículos elétricos, que reduziram os preços das baterias em 40% em 2025. Ao mesmo tempo, a escassez de turbinas eólicas torna as novas usinas a gás mais caras. A diferença de custo entre as duas fontes provavelmente aumentará ainda mais a partir deste ano, com a alta dos preços do gás devido à crise no Oriente Médio. De acordo com dados compilados pela BloombergNEF, o custo de armazenamento em baterias em estações de armazenamento de energia é de US$ 78 por megawatt-hora gerado em 2025, uma queda de 27% em relação a 2024, abaixo dos custos de usinas termelétricas a gás — que estão em US$ 102 — pela primeira vez. O valor agora está praticamente no mesmo nível das usinas termelétricas a carvão (US$ 77). Esses valores referem-se ao custo nivelado de energia (LCOE), que divide os custos totais de uma usina — incluindo construção, financiamento, combustível e manutenção — pela quantidade total de eletricidade gerada até sua desativação. O custo da eletricidade para carregar baterias foi calculado com base nos preços do mercado atacadista de eletricidade em cada país. A tecnologia de armazenamento de baterias é crucial para a disseminação de energia renovável, cuja produção flutua de acordo com as condições climáticas e outros fatores. O LCOE para estações de armazenamento de baterias caiu mais da metade desde 2020, quando o valor era de US$ 185. O preço das próprias baterias de armazenamento atingiu uma média de US$ 70 por quilowatt-hora em 2025, um recuo de 45%. Essa queda foi muito mais acentuada do que a redução de 1% para baterias de veículos de passeio e a de 7% para baterias de veículos comerciais.
Fonte: Valor Econômico; 17/06/2026
Política
Financiamento da transição energética depende cada vez mais de capital privado
“A mobilização de recursos para financiar a transição energética e a adaptação às mudanças climáticas esteve no centro da COP30 e continua entre os principais desafios da agenda climática global. O Mapa do Caminho de Baku a Belém estabeleceu a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para apoiar países em desenvolvimento. O tema foi discutido na live “O Financiamento da Economia Limpa”, promovida pelo projeto Transição Energética, iniciativa do Valor e de “O Globo”, com patrocínio da Vale. O encontro teve a participação de Luciana Costa, diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática do BNDES; Fabiana Costa, head de sustentabilidade do Bradesco; e Luiz Paulo Pereira Assis, sócio-líder de estratégia de sustentabilidade da Deloitte. O encontro foi mediado por Rafael Vazquez, repórter do Valor. Para os participantes, o volume de recursos necessário para financiar a transição energética não virá apenas de bancos públicos ou organismos multilaterais. Esses agentes continuarão desempenhando papel importante na redução de riscos e no financiamento das primeiras etapas de novas tecnologias, mas a escala necessária dependerá da entrada crescente do mercado privado, avaliaram. “Para financiar tecnologias maduras e que já são economicamente viáveis, quem entra financiando geralmente é o mercado. O papel dos bancos de fomento é induzir tecnologias mais incipientes”, afirmou Costa. Segundo ela, foi esse o caminho percorrido por tecnologias como energia solar e eólica. O desafio agora é repetir o processo em áreas que ainda apresentam custos elevados ou modelos de negócio em consolidação, como combustível sustentável de aviação (SAF), restauração florestal, armazenamento de energia e mercado de carbono.”
Fonte: Valor Econômico; 16/06/2026
Juiz nega liminar, mas manda CVM explicar mudança em reportes ESG
“O juiz federal Marcelo da Fonseca Guerreiro, da 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro, negou a liminar que pedia a suspensão imediata da Resolução 244 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que derrubou a obrigatoriedade de reportes financeiros de sustentabilidade no padrão IFRS S1 e S2. A liminar foi solicitada pelo Instituto de Direito Coletivo (IDC) e pela associação Soluções Inclusivas Sustentáveis (SIS), que entraram com processo contra a CVM na semana passada. Segundo o juiz, a liminar foi negada pela “ausência de demonstração concreta do perigo de dano apto a justificar a medida excepcional pretendida”. Uma liminar é uma decisão provisória tomada por um juiz no início ou durante um processo, antes do julgamento definitivo da causa. Ela existe para situações de urgência: quando há risco de que, se o tribunal esperar o trâmite normal, o dano já terá ocorrido e será tarde demais para remediá-lo. No caso da CVM, a liminar serviria para obrigar a autarquia a restabelecer a obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade enquanto o mérito da ação era discutido. Como a liminar foi negada, a Resolução 244 segue em vigor. Na decisão sobre a liminar, o juiz ordenou que a CVM apresente a cópia integral do processo administrativo que embasou a edição da Resolução 244. Será a primeira vez que a CVM apresentará para um órgão externo, por meio dos autos do processo, o trâmite interno que justificou a mudança. Ao Reset, a CVM disse que a decisão foi baseada em “estudos e consultas públicas”, mas citou consultas de outro objeto e momento, em uma explicação imprecisa e que tira informações de contexto.”
Fonte: Capital Reset; 16/06/2026
“Iniciativas de energia renovável em comunidades isoladas da Pan-Amazônia alcançaram 70 mil pessoas, na última década, ajudando a deslocar o consumo de mais de um milhão de litros de combustíveis fósseis, mostra plataforma lançada nesta terça (16/6) pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Os dados revelam ainda que, deste total, 200 mil litros de derivados de petróleo foram deslocados por por iniciativas de transporte eletrificado abastecido por energia solar. A ferramenta mapeou 313 projetos pilotos implementados em 223 comunidades e 90 residências coletivas no Brasil, Colômbia, Peru, Equador, Suriname e Bolívia. A energia solar fotovoltaica esteve presente em todas as iniciativas, e 86% delas contavam com sistemas de armazenamento por baterias. Como resultado, quase todas as comunidades reduziram a dependência do diesel, enquanto cerca de um terço eliminou seu uso por completo, diz o Iema. “A energia elétrica é mais do que um serviço essencial. Quando implementada de acordo com as necessidades das comunidades, ela impulsiona melhorias na saúde, fortalece a comunicação, amplia oportunidades de geração de renda e contribui para a qualidade de vida”, explica Fabio Galdino dos Santos, pesquisador do Iema e um dos autores do site.”
Fonte: Eixos; 16/06/2026
Brasil e Países Baixos definem agenda de cooperação em SAF e hidrogênio até 2028
“O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério de Assuntos Econômicos e Política Climática dos Países Baixos assinaram, na segunda-feira (15/6), o Plano de Trabalho Brasil-Países Baixos 2026-2028, definindo as ações prioritárias para a cooperação bilateral em transição energética. Um desdobramento do Memorando de Entendimento firmado entre os dois países durante a COP30, em 2025, a agenda de cooperação mira o desenvolvimento de setores como combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês), hidrogênio, bioenergia, biorrefinarias, captura e armazenamento de carbono (CCS), biocombustíveis e bio recursos sustentáveis. Estão previstos encontros técnicos e o intercâmbio de conhecimentos entre governo, academia e setor produtivo ao longo do período, por meio de iniciativas conjuntas entre instituições brasileiras e holandesas. As ações para o período de 2026 a 2028 incluem participação conjunta em missões internacionais voltadas ao desenvolvimento de biorrefinarias integradas, além de estímulo a projetos de pesquisa e inovação em parceria com instituições dos dois países. De acodo com o MME, a iniciativa também amplia as oportunidades de intercâmbio tecnológico e de atração de investimentos para o desenvolvimento de cadeias produtivas associadas aos combustíveis renováveis e à economia de baixo carbono.”
Fonte: Eixos; 16/06/2026
Política goiana para minerais críticos facilita investimentos, mas pode gerar disputas com a União
“Enquanto o Senado posterga a definição de uma data para votar a Política Nacional de Minerais Críticos, Goiás avançou na construção de uma estratégia própria para o setor, com a publicação do decreto que regulamentou a Lei Estadual 23.597/2025 na semana passada. O texto criou instrumentos para estimular a industrialização local, direcionar investimentos em infraestrutura e acompanhar a concentração dos compradores internacionais de minerais estratégicos produzidos no estado. Na avaliação de especialistas ouvidos pela agência eixos, o desenho da política representa um esforço relevante para aumentar a competitividade de Goiás e acelerar projetos minerários, mas pode levantar dúvidas sobre a extensão da atuação do estado em matérias tradicionalmente reservadas à União. A advogada especialista em mineração e sócia do FPA Advocacia, Fernanda De Paula, considera que a iniciativa foi recebida positivamente pelo mercado. “O setor está vendo com muito bons olhos a iniciativa do governo de Goiás, do ponto de vista normativo”, afirma. Para a especialista, Goiás se antecipa à demora do governo federal em consolidar uma política nacional para minerais críticos. “Estamos atrasados”, avalia. Em sua visão, a regulamentação estadual “facilita a chegada de investimentos”. Segundo ela, não há excepcionalidade na criação de políticas estaduais para mineração, citando como exemplo iniciativas semelhantes em outras unidades da federação, como o Piauí.
Fonte: Eixos; 16/06/2026
Internacional
Empresas
Quem vai pagar pelo gasoduto proposto pelo Canadá para a costa oeste?
“As ações estão em alta e os preços do petróleo em queda após um acordo entre o Irã e os EUA para reabrir o Estreito de Ormuz. Os investidores apostam que o acordo reverterá a súbita alta nos preços da energia que atingiu uma ampla gama de setores desde o início da guerra no final de fevereiro. O preço do petróleo Brent caiu cerca de 30% desde que atingiu o pico de US$ 119,50 em 9 de março, no auge do conflito. O otimismo em torno das perspectivas de um acordo e da reabertura do estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito, começou a pressionar os preços da gasolina e do diesel para baixo na última semana. O preço médio da gasolina nos EUA caiu mais de 9 centavos na última semana e está em US$ 3,99 por galão, de acordo com a GasBuddy, que monitora dados de preços de postos de gasolina. O preço médio do diesel caiu quase 12 centavos, para US$ 5,18 por galão, na última semana. Esta é uma boa notícia para os consumidores, a indústria e Donald Trump, cujos índices de aprovação atingiram mínimas históricas em meio a uma crise do custo de vida que afetou os consumidores americanos. Mas permanecem dúvidas sobre a durabilidade do acordo, que meus colegas do Financial Times classificaram como uma “trégua de conveniência” para o presidente americano, que em certo momento prometeu que não haveria acordo com o Irã, exceto a “rendição incondicional”. Teerã provou sua capacidade de fechar o estreito e sua habilidade de atacar com precisão os estados do Golfo e as bases americanas na região. O país entrará em negociações com Washington sobre seu programa nuclear com uma vantagem que, no passado, era mais uma teoria de jogos de guerra do que um fato comprovado. Para a indústria de petróleo e gás, o fim do conflito é bem-vindo, apesar da queda dos preços e das preocupações com a possibilidade de um excesso de petróleo bruto nos mercados nos próximos meses. Quanto mais tempo a crise no Oriente Médio se prolongar e o estreito permanecer fechado, maior a probabilidade de os consumidores optarem por alternativas aos combustíveis fósseis, como veículos elétricos.”
Fonte: Financial Times; 16/06/2026
No biometano, plano bilionário da Gasmig atrai BP, Mitsui, gestoras e a J&F
“O potencial do Brasil para produção de biometano gerou um projeto bilionário em Minas Gerais que está despertando interesse desde a Faria Lima até Londres e Tóquio. A Gasmig, a subsidiária de gás da Cemig, lançou uma chamada pública para investir até R$ 1 bilhão no fomento a negócios com o gás natural renovável, e o processo engajou players locais e internacionais, evidenciando o forte aquecimento do setor. Entre os 11 grupos que enviaram propostas a Belo Horizonte estão a BP, a gigante inglesa do petróleo, e a japonesa Mitsui, por meio da GeoMit, sua joint venture com a paranaense Geo bio gas&carbon. Também participaram a Solví, a empresa de gestão de resíduos candidata a um IPO; a Bioo, uma investida da BNDESPar e da Flying Rivers, gestora que tem como sócia a eB Capital, de Duda Melzer; e a Regera, que recebeu aportes da Riza Asset Management e da Shift Capital. Além desses grupos, também participam da chamada pública a Logás, recentemente adquirida pela J&F Investimentos, dos irmãos Batista; e a Gás Verde, uma das líderes do mercado nacional de biometano, em joint venture com a Orizon. A Gasmig agora vai iniciar negociações diretas com as proponentes para a compra do biometano produzido por elas, além de fazer investimentos para conectar as plantas produtoras à rede de distribuição de gás. O objetivo da companhia é comprar até 250 mil metros cúbicos/dia do combustível, com entrega na região do Triângulo Mineiro – o transporte poderá ser feito por caminhões enquanto a Gasmig constrói as redes. Para dar uma dimensão das proporções da chamada pública que está na praça: o Brasil tem hoje 1,2 milhão de m³/dia em capacidade de produção desse gás renovável em operação.
Fonte: Brazil Journal; 16/06/2026
Política
“O ministro da Energia do Reino Unido afirmou que os custos serão o “fator central absoluto” na atribuição da próxima rodada de contratos de subsídios para energia eólica offshore, enquanto o governo busca se defender dos desafios políticos à sua estratégia de energia limpa. Michael Shanks declarou na terça-feira que o preço será “muito mais [central] do que tem sido” na próxima rodada de leilões, que deve começar neste verão, em um contexto de contas de luz mais altas e pedidos para que as metas de “emissões líquidas zero” sejam flexibilizadas. “Ao aguardarmos a abertura da AR8 [a rodada de leilões], precisamos reconhecer que, embora garantir a energia eólica offshore seja fundamental para nossas metas energéticas futuras, isso não pode e não será a qualquer preço”, disse Shanks na Cúpula Global de Energia Eólica Offshore da RenewableUK, em Manchester. Ele acrescentou: “Quero deixar claro hoje: o preço será o fator central absoluto na AR8, muito mais do que em qualquer outra rodada.” Os comentários de Shanks serão acompanhados atentamente pelos investidores que se preparam para participar do leilão e apontam para a pressão que o governo está sofrendo em relação à sua atual estratégia energética, tanto por parte dos Conservadores quanto do Reform UK. O secretário de Energia, Ed Miliband, busca descarbonizar o sistema elétrico até 2030, argumentando que a mudança ajudará a reduzir o impacto da volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis sobre os preços da energia no Reino Unido, além de contribuir para a redução das emissões. No entanto, os críticos argumentam que a meta corre o risco de aumentar as contas de luz devido ao ritmo acelerado de construção de novos parques eólicos, painéis solares e cabos de energia, e que os impostos sobre carbono e os subsídios para energias renováveis são muito altos. A energia eólica offshore é a espinha dorsal da reforma do setor elétrico britânico, devido à geologia do país, e o Reino Unido é o segundo maior mercado de energia eólica offshore, depois da China. Mas os custos aumentaram acentuadamente nos últimos anos.”
Fonte: Financial Times; 16/06/2026
“Da janela da frente de sua casa, Breanne Kidd costumava observar o nascer do sol sobre as terras agrícolas enquanto tomava café antes que as crianças chegassem à sua creche domiciliar. Ao longo do último ano, essa vista foi substituída por guindastes, aço e poeira, enquanto equipes de trabalho constroem o centro de dados de 800 acres da Meta em Bowling Green. Mais alarmante foi o aparecimento de algo sobre o qual Kidd não havia sido informada: a construção de uma grande usina de energia a gás natural destinada a atender ao projeto. “Não é como se estivéssemos a duas ruas de distância. Estamos literalmente do outro lado da rua”, disse Kidd, apontando para o local da Estação Geradora Apollo, localizada no Condado de Wood, a cerca de 40,2 km ao sul de Toledo. “Estou morando ao lado de uma ameaça.” A usina é um dos muitos grandes projetos de energia fora da rede que estão sendo aprovados rapidamente e, muitas vezes, sob sigilo nos Estados Unidos, para suprir a crescente demanda da indústria de tecnologia por energia para data centers, de acordo com uma análise da Reuters de documentos regulatórios e entrevistas com autoridades públicas, moradores, pesquisadores e executivos de empresas. Essas usinas, construídas para atender a um único data center, estão avançando a passos largos – às vezes em apenas semanas ou meses – sem os anos de licenciamento, estudos ambientais e audiências públicas normalmente exigidos para tais usinas. Os desenvolvedores argumentam que essas usinas fora da rede para clientes privados estão isentas de muitas dessas regras.”
Fonte: Reuters; 16/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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