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União Europeia decide ampliar imposto de carbono (CBAM) para novos tipos de produtos | Café com ESG, 15/06

Eletrificação em alta como efeito do conflito EUA-Irã

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em alta, com o Ibovespa subindo 1,2% e o ISE, 1,1%. Já o pregão sexta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,21% e 0,35%, respectivamente.

• No internacional, (i) uma pesquisa com quase 2 mil executivos em 18 países, idealizada por grupos ambientais, mostrou que a instabilidade geopolítica aumentou a urgência da eletrificação para quatro em cada cinco entrevistados – a dificuldade de absorver os custos de energia elevou o tema na agenda corporativa, à medida que as empresas buscam formas mais eficientes e economicamente viáveis de eletrificar suas operações; e (ii) os países da União Europeia concordaram em ampliar o imposto de carbono nas fronteiras do bloco (CBAM, na sigla em inglês) para quase 400 novos tipos de importações de aço e alumínio, em uma tentativa de fechar brechas e evitar a evasão da tarifa – em contexto, a medida integra o esforço da UE para preservar sua capacidade industrial e competitividade, ao mesmo tempo em que avança na agenda de descarbonização.

• No Brasil, depois de alcançar a liderança nas vendas do varejo de automóveis do país, a BYD terá o desafio de manter o posto após o retorno do imposto de importação cheio, de 35%, para os kits CKD (veículos importados totalmente desmontados) e SKD (carros importados parcialmente montados) – segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, a medida terá o potencial de encarecer os modelos que a empresa, de origem chinesa, não fabrica no país.

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Brasil

Gol é condenada por “greenwashing” e deve pagar R$ 5 milhões por danos morais

“A Gol Linhas Aéreas foi condenada pela prática de publicidade enganosa e greenwashing — quando uma iniciativa é divulgada como sustentável, mas não há respaldo técnico para embasar a alegação. O juiz Fabio Coimbra Junqueira, da 6ª Vara Cível de São Paulo, condenou a empresa ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. Cabe recurso. A ação, proposta pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), questionava os programas “Meu Voo Compensa”, “Rotas 100% Carbono Neutro” e “Avião Verde da Gol”. Segundo a entidade, por meio desses programas a Gol associava sua atividade empresarial a compromissos de sustentabilidade, neutralização de emissões de carbono e preservação ambiental (processo nº 4069013-38.2025.8.26.0100). Após uma interpelação do Idec, antes do ajuizamento da ação, a Gol respondeu aos questionamentos do órgão e deixou de divulgar as campanhas. Mas a entidade considerou os esclarecimentos prestados insuficientes, e foi adiante com o processo. O instituto alegou que os consumidores eram induzidos a acreditar nos benefícios ambientais divulgados “sem que lhes fossem disponibilizadas informações claras, adequadas e suficientes acerca da metodologia de cálculo das emissões, da destinação dos valores arrecadados, da aquisição e utilização dos créditos de carbono e dos resultados ambientais efetivamente alcançados”. A Gol se defendeu no processo. Alegou que o Idec não tinha legitimidade para propor esse tipo de ação. No mérito, sustentou que não houve violação ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) e que o Idec não conseguiu provar as falhas alegadas nos programas.”

Fonte: Valor Econômico; 12/06/2026

APM Terminals entrega em Suape o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina

“A APM Terminals, divisão de terminais portuários do grupo dinamarquês A.P. Moller-Maersk, realizou nesta sexta-feira (12) a cerimônia de entrega oficial de seu novo terminal de contêineres no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca (PE). Com mais de R$ 2 bilhões investidos, o ativo é o primeiro terminal 100% eletrificado da América Latina e foi projetado para ampliar em 55% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo pernambucano. Na fase inicial, o terminal deve movimentar até 400 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, com potencial de conectar Pernambuco a mercados da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. “Mais do que um novo ativo portuário, o terminal amplia a capacidade do Nordeste, integra o Brasil às principais rotas do comércio global e eleva o padrão operacional da região com uma estrutura totalmente eletrificada”, afirmou Daniel Rose, diretor-superintendente da APM Terminals Suape e Pecém.A cerimônia reuniu o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, o prefeito de Ipojuca, Carlos Santana, e o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, entre outras autoridades e representantes do setor produtivo. Estudo elaborado pela consultoria A&M Infra e pelo escritório Navarro Prado Advogados em conjunto com a própria APM Terminals projeta que o novo terminal pode gerar até R$ 4,8 bilhões adicionais em exportações, cerca de R$ 4,9 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 43 mil postos de trabalho potenciais ao longo das cadeias produtivas associadas ao comércio exterior.”

Fonte: Valor Econômico; 12/06/2026

Empresa australiana concede contrato de terras raras de projeto na Bahia

“A Eminence Minerals disse nesta sexta-feira (12) que concedeu contrato de perfuração para a próxima etapa do programa de terras raras no Projeto Campo Grande, na Bahia. De acordo com comunicado da empresa, estão previstas até 72 perfurações que podem atingir 2.000 metros que serão feitas pela empresa brasileira Eco Sondagem com previsão de início ainda este mês. O objetivo é avaliar a mineralização de terras raras identificadas em programas de exploração recentes, afirmou a empresa australiana. As perfurações serão feitas em três áreas-alvo de alta prioridade ao longo das extensões dos setores de Sulista, Monte Alto e Amargosa, associados à concessão vizinha detida pela Brazilian Rare Earths.”

Fonte: Folha de São Paulo; 12/06/2026

Etanol começa a ganhar força como combustível marítimo

“Empresas como a Maersk e a mineradora Vale estão recorrendo ao etanol como combustível marítimo para reduzir as emissões. A oferta abundante e o custo mais baixo tornam o biocombustível mais atraente do que outras opções de baixo carbono; e a expectativa é de que seu uso comercial se expanda já a partir do próximo ano. O uso do etanol no transporte marítimo poderia abrir um novo canal de demanda para o combustível, que em alguns países é misturado à gasolina, ao mesmo tempo em que oferece aos armadores outra via para reduzir o uso de combustíveis convencionais e cumprir as metas de redução de emissões.O interesse renovado surge em meio à crescente pressão sobre o setor de transporte marítimo global para gerenciar a incerteza dos preços do petróleo, à medida que as hostilidades no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma via navegável vital, destacam os riscos do abastecimento de combustíveis convencionais.“A volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis reforça o argumento de longo prazo a favor da diversificação de combustíveis”, disse o consultor marítimo do Global Centre for Green Fuels (GCGF), Chris Chatterton.“O que distingue o etanol neste contexto é que ele pode ser implantado de forma gradual – como uma mistura com metanol em navios já preparados para metanol, sem grandes adaptações e sem compromisso de capital com uma estratégia de combustível único”, completa.O setor de transporte marítimo vem testando alternativas ao óleo combustível, incluindo gás natural liquefeito, amônia, biodiesel e metanol.”

Fonte: NovaCana; 12/06/2026

BYD admite que volta do imposto de importação pode ter efeito nos preços de alguns carros da marca

“Depois de alcançar a liderança nas vendas do varejo de automóveis do país, a montadora de carros elétricos e híbridos BYD terá o desafio de manter o posto após o retorno do imposto de importação cheio, de 35%, para os kits CKD (veículos importados totalmente desmontados) e SKD (carros importados parcialmente montados). A medida, que foi duramente criticada pela montadora no passado, terá o potencial de encarecer os modelos que a empresa, de origem chinesa, não fabrica no Brasil. Hoje, a BYD monta 800 veículos por dia em sua fábrica de Camaçari (BA). O retorno do imposto de importação era previsto para julho de 2028, mas o governo federal decidiu atender ao lobby das montadoras tradicionais e anunciou, em julho de 2025, a antecipação do imposto cheio para os kits de veículos eletrificados para janeiro de 2027. O argumento usado foi de proteção da indústria automotiva nacional e de perda de empregos na cadeia nacional de autopeças. Os modelos fabricados nacionalmente são o Dolphin Mini, King e Song Pro. O Song Plus terá sua fabricação feita no Brasil até o fim deste ano. “Outros vários modelos serão fabricados, mas é claro que tudo dependerá exclusivamente da decisão do poder de compra do consumidor brasileiro. Aquilo que tiver volume no Brasil, nós fabricaremos no Brasil”, disse à Folha Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil. Baldy admite que alguns modelos poderão ser impactados pelo retorno do imposto. Um deles é o Sealion 7, carro recém-lançado para concorrer na categoria de SUV, líder de vendas no país.”

Fonte: Folha S. Paulo; 13/06/2026

Pedido de destituição de presidente do conselho da Vale exigiu articulação com investidores e governo

“O pedido de destituição de Daniel Stieler, presidente do conselho de administração da Vale, formalizado na noite de quinta-feira (11) pela Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, foi alinhado com outros investidores da mineradora, sobretudo os estrangeiros, ao longo dos últimos dois meses, apurou o Valor. Os passos também foram sendo comunicados ao Palácio do Planalto. O alinhamento com os acionistas de referência da empresa, incluindo Black Rock e Capital Group, e com o governo foi uma maneira de tentar conduzir a transição no alto comando do colegiado da mineradora sem maiores sobressaltos. A Previ tem cerca de 10% do capital da Vale. A mineradora é o maior ativo do plano de previdência mais antigo da fundação, o Plano 1. Os sócios estrangeiros respondem por cerca de metade do capital da Vale e, na relação com o governo, a empresa depende de licenças e concessões para operar minas, ferrovias e portos. Nas discussões, se acordou um movimento em duas etapas. A Previ indicou o ex-presidente do fundo de pensão José Maurício Pereira Coelho para conselheiro da Vale no lugar de Stieler. E, em contrapartida, a fundação aceitou a sugestão dos estrangeiros de que o atual líder dos conselheiros independentes no conselho da companhia, o português Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como “Ollie”, seja escolhido como novo “chairman” do colegiado. Stieler, que foi presidente da Previ no governo Bolsonaro, está no conselho da Vale desde 2021. Ele se manteve como conselheiro da mineradora, um dos conselhos mais cobiçados nas grandes empresas abertas brasileiras, na transição para o governo Lula.”

Fonte: Valor Econômico; 12/06/2026

Eletrificação ganha espaço na agenda corporativa após crise energética, mostra pesquisa

“A instabilidade geopolítica tornou a eletrificação mais urgente para quatro em cada cinco executivos ouvidos em uma das maiores pesquisas corporativas desde a crise energética no Oriente Médio. A dificuldade de absorver os custos de energia elevou o tema na agenda das empresas que buscam formas de eletrificar suas operações de maneira economicamente eficiente. A pesquisa, realizada com quase 2 mil executivos em 18 países — idealizada por grupos de campanha ambiental, mas conduzida de forma independente e fora de suas bases de associados — também mostrou que 91% acreditam que a substituição de equipamentos movidos a combustíveis fósseis por alternativas elétricas, como fornos elétricos, bombas de calor ou veículos elétricos, melhoraria sua segurança energética. O diretor-presidente da multinacional química suíço-holandesa DSM-Firmenich, Dimitri de Vreeze, afirmou que a migração para energia renovável e a ampliação da eletrificação das operações já estão melhorando a segurança energética e a previsibilidade de custos do grupo. “Hoje, as empresas operam em um ambiente energético estruturalmente mais volátil, no qual a dependência contínua de combustíveis fósseis expõe companhias e economias a choques recorrentes”, afirmou.”

Fonte: Financial Times; 14/06/2026

115 países contribuíram com mapa do caminho

“O Brasil apresentou nesta sexta-feira (12), durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas de Bonn, evento anual que funciona como uma pré-COP, o primeiro balanço do mapa do caminho para a transição para longe dos combustíveis fósseis, proposta lançada pelo presidente Lula em Belém como uma das principais iniciativas da presidência brasileira da COP30. Ao todo, 115 países e 247 atores não estatais enviaram contribuições ao documento, número que o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, descreveu como “acima do esperado para uma iniciativa de apenas seis meses”. “A recente crise geopolítica mostrou com muita clareza como os combustíveis fósseis estão ligados a vulnerabilidades. Precisamos lidar com isso no mapa do caminho”, disse. Ele explicou que o mapa do caminho não será um mecanismo de cobrança com metas uniformes, mas sim uma ferramenta adaptável às circunstâncias de cada país, com foco nos obstáculos concretos à transição: dependência fiscal do petróleo, acesso a financiamento, desenvolvimento industrial e proteção de trabalhadores e comunidades. A expectativa da presidência da COP é que o resultado saia antes da COP31, em novembro, na Turquia. Em paralelo, Brasil e Turquia apresentaram a proposta de governança do Acelerador Global de Implementação, mecanismo de cooperação voluntária criado na COP30. A ideia é selecionar, entre os 120 planos de aceleração climática já existentes na agenda global (discutidos na Agenda de Ação, na COP30), soluções com maior potencial de gerar efeitos em cascata e mudanças sistêmicas.”

Fonte: Capital Reset; 12/06/2026

ANP aprova plano para combate à abusividade de preços de combustíveis

“A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta sexta-feira, 12, um plano que reestrutura sua estratégia de fiscalização com foco no combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis, a ser adotado a partir de julho de 2026. Em nota, a agência afirma que já vem realizando ações de fiscalização com este objetivo desde março deste ano, quando foi publicada a Medida Provisória nº 1.340/2026. “Entre 9 de março e 3 de junho, a ANP fez 2.111 ações presenciais e remotas em todos os estados, tendo como principal objetivo identificar a comercialização de combustíveis com preços abusivos”, afirma e segue: “Com base na experiência dessa primeira etapa de fiscalização e diante da continuidade do conflito no Oriente Médio, a agência elaborou um plano de trabalho mais estruturado para os próximos meses”. A ANP relata que, na etapa inicial do trabalho, focou na estruturação prática para começar as ações o mais rápido possível. “Já o plano aprovado hoje prevê ações ostensivas, educativas e coercitivas destinadas a coibir práticas oportunistas no mercado”, relata. Segundo o comunicado, a iniciativa terá duração inicial de três meses a partir de julho, com reavaliação ao fim do período para adequação das ações às eventuais mudanças no cenário internacional e no arcabouço normativo.”

Fonte: NovaCana; 12/06/2026

Internacional

A BlackRock recebe uma nova oportunidade para manter os ativos de pensão de Nova York, apesar das preocupações climáticas

“A BlackRock terá a chance de continuar administrando o dinheiro das pensões de Nova York, já que o Controlador da Cidade, Mark Levine, abriu um novo processo de licitação na sexta-feira, apesar do apelo de seu antecessor para que a cidade dispensasse a gestora devido ao seu histórico climático. Em um de seus últimos atos no cargo, o antecessor de Levine, Brad Lander, recomendou em novembro que os principais fundos de pensão da cidade dispensassem a BlackRock e realizassem uma nova licitação para seus mandatos de índices de ações públicas. Lander tomou essa medida em resposta ao que considerou um recuo da BlackRock em relação às preocupações climáticas, com a gestora de ativos exercendo menos pressão sobre as empresas de seu portfólio à medida que os indicados do presidente dos EUA, Donald Trump, assumiram a supervisão do setor financeiro. Mas Levine não tem pressa em executar os desejos de Lander em sua supervisão dos ativos do fundo de pensão, que incluem cerca de US$ 127 bilhões em investimentos em ações públicas, dos quais US$ 80 bilhões estão em produtos de índice passivo. A BlackRock e a State Street (STT.N) são grandes gestoras desses fundos, com a BlackRock administrando US$ 62 bilhões em todas as ações públicas da cidade.”

Fonte: Reuters; 12/06/2026

UE alarga taxa de carbono nas fronteiras para produtos metálicos a fim de evitar evasão fiscal

“Os países da UE concordaram em estender o imposto de carbono nas fronteiras do bloco a quase 400 novos tipos de importações de aço e alumínio, em um esforço para impedir a evasão da taxa. A medida faz parte da tentativa da UE de manter a capacidade industrial e a competitividade, ao mesmo tempo em que busca a descarbonização para lidar com os gases de efeito estufa, o que acarreta custos mais elevados para a indústria europeia. O mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras da UE, que entrou em vigor no início do ano, obriga os importadores de aço, alumínio, ferro, cimento e fertilizantes, bem como de eletricidade e hidrogênio, a pagar pelo seu conteúdo de CO₂. Ele foi concebido para proteger os produtores europeus das importações baratas que não precisam pagar pelas suas emissões, enquanto os países do bloco devem adquirir licenças para emitir carbono no âmbito do seu sistema de comércio de emissões. No ano passado, a Comissão Europeia propôs estender a taxa a 180 produtos derivados que contenham quantidades significativas de aço ou alumínio, como empilhadeiras, máquinas de lavar roupa e ferramentas de jardinagem, para impedir que as empresas contornem a taxa simplesmente transformando o aço ou o alumínio em um produto mais acabado antes de importá-lo para a UE. “

Fonte: Financial Times; 12/06/2026

Alemanha cortou 48% das emissões em 36 anos — sem mexer no PIB

Os números mais recentes mostram que a Alemanha está, pelo menos em parte, conseguindo os dois ao mesmo tempo. Em 2024, o país emitiu 649 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, queda de 3,4% em relação ao ano anterior e abaixo do teto previsto pela lei climática alemã. O dado representa uma redução de cerca de 48% em relação ao nível de 1990 — praticamente metade das emissões em três décadas e meia. Em 2023, as emissões já tinham chegado a 673 milhões de toneladas, o menor nível em 70 anos. O recuo de 2024 aprofundou essa marca. O contexto econômico complica a leitura, mas não invalida a tendência. A Alemanha fechou 2024 com o segundo ano consecutivo de contração do PIB — queda de 0,2%, depois de recuo de 0,3% em 2023. Em 2025, a economia voltou a crescer 0,2%, encerrando o ciclo recessivo. Com PIB nominal de aproximadamente 4,47 trilhões de euros, o país segue como a maior economia da Europa em tamanho absoluto, à frente de França e Itália, e responde por cerca de 24,4% do PIB total da União Europeia. A questão que os dados levantam é direta: a queda nas emissões reflete uma transição estrutural genuína, ou é efeito colateral de uma economia que patinou? A resposta honesta é: os dois fatores estão presentes, mas o mais importante é a transformação do sistema elétrico.”

Fonte: Exame; 14/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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