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Presidente Lula reforça agenda do clima em discurso na ONU | Café com ESG, 20/09

Número de fundos com sufixo "IS" cresce este ano; Presidente Lula cita crise climática em discurso na 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

•  O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território levemente negativo, com o IBOV e o ISE em queda de -0,37% e -0,58%, respectivamente.

• Do lado das empresas, o número de fundos sustentáveis com sufixo “IS” cresceu neste ano, saltando de 18 em dezembro/22 para 49 até agosto/23, conforme têm saído as aprovações para a nova classificação da Anbima – contudo, gestoras com fundos sustentáveis ainda observam espaço para mais conversas e aderência por parte dos investidores, embora já estejam otimistas com a disseminação do tema no setor.

• Na política, (i) em discurso ontem na 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente Lula citou a crise climática, bem como a pandemia, crises políticas, racismo e desigualdade como os principais desafios globais atuais – além disso, cobrou a promessa dos países ricos de destinarem US$ 100 bilhões anuais a países em desenvolvimento para o combate aos efeitos da mudança no clima, e alertou para os riscos de fracasso dos objetivos previstos na Agenda 2030; e (ii) o BNDES está trabalhando na estruturação de um projeto nacional para atrair empresas interessadas em atuar no reflorestamento de áreas degradadas – a ideia é financiar e alavancar recursos para que elas possam agir na proteção e regeneração de regiões mais atingidas pelo desmatamento e que formam o “arco do desmatamento”, área da fronteira agrícola entre o Centro-Oeste e Estados da região Norte.

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Brasil

Empresas

Números de fundos sustentáveis avançam, mas falta adesão do investidor

“O número de fundos sustentáveis cresceu neste ano, conforme têm saído as aprovações para a nova classificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No entanto, gestoras com fundos sustentáveis ainda observam espaço para mais conversas e aderência por parte dos investidores, embora já estejam otimistas com a disseminação do tema no setor. Os fundos com sufixo “IS” (Investimento Sustentável) no nome saltaram de 18 em dezembro de 2022 para 49 no fechamento de agosto de 2023. Além disso, ano passado, eram cinco veículos com a integração ESG (sigla em inglês para as práticas ambiental, social e de governança) reconhecida em seus processos de gestão, enquanto que agora são 21. Na época da divulgação das regras da Anbima e conforme os primeiros fundos foram recebendo o sufixo “IS”, houve críticas no mercado em relação à intenção das gestoras em desenvolver produtos verdadeiramente sustentáveis, além de possuir esse objetivo em todos os processos da própria empresa. O temor a respeito do chamado “greenwashing” – ou seja, uma divulgação apenas publicitária sobre sustentabilidade – foi levantado. Por outro lado, gestoras que já tinham uma agenda ESG antes das regras da Anbima afirmam reforçar o compromisso “dentro de casa”, assim como apresentá-lo ao investidor. É o caso da BB Asset, que já registrou os fundos sustentáveis de seu portfólio e deve lançar novas estratégias de fundos IS, segundo o responsável por ESG na BB Asset, Daphne Breyer. “Acreditamos que a integração vai além dos produtos de fato. Tentamos trazer a integração para todos os processos da casa com metodologias para títulos soberanos, ações, crédito privado e produtos estruturados, e due diligence (investigação aprofundada) nas gestoras parceiras em que os fundos de fundos investem”, diz Breyer.”

Fonte: Estadão E-investidor, 19/09/2023

Banco do Brasil e Banco Mundial prontos para cooperação de US$ 400 milhões para recuperação da Amazônia

“O Banco do Brasil e o Banco Mundial assinaram um memorando de entendimento na terça-feira para uma linha de crédito de US$ 400 milhões para agricultura sustentável e restauração de áreas degradadas na região amazônica. O acordo segue um anúncio conjunto do ano passado de um projeto de US$ 500 milhões para expandir a finança sustentável e aumentar a capacidade do setor privado de acessar mercados de crédito de carbono. “Eles também examinariam a agricultura sustentável e de baixo carbono, especialmente nos biomas da Amazônia e do Cerrado”, disse o Banco Mundial. Os esforços visam apoiar, entre outros, o plano nacional do Brasil de combater o desmatamento na Amazônia. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil pretende se posicionar como líder em desenvolvimento verde, atraindo investimentos com um amplo plano de transformação ecológica, incluindo um mercado regulado de crédito de carbono e a emissão de seus primeiros títulos soberanos sustentáveis. O Brasil também deve anunciar metas climáticas revisadas nesta semana, baseando-se nos esforços de Lula para restaurar a responsabilidade ambiental do país após o aumento do desmatamento na Amazônia durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.”

Fonte: Reuters, 19/09/2023

BNDES vai financiar reflorestamento, diz Mercadante

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) trabalha na estruturação de um projeto nacional para atrair empresas interessadas em atuar no reflorestamento de áreas degradadas. A ideia é financiar e alavancar recursos para que empresas possam agir na proteção e regeneração de regiões mais atingidas pelo desmatamento e que formam o que passou a ser conhecido como “arco do desmatamento”, área da fronteira agrícola entre o Centro-Oeste e Estados da região Norte. As parcerias devem incluir projetos que busquem regeneração, fiscalização e exploração sustentável de recursos. Em entrevista ao Reset, o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, diz que o plano está em fase avançada dentro do banco de fomento e deve ser anunciado em breve pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estamos entrando na era da efervescência climática. Não basta mais, simplesmente, não desmatar. Temos que reflorestar a Amazônia. Vamos apresentar um projeto de grande escala para fazer isso”, afirma Mercadante. “Vamos financiar, alavancar recursos e pensar numa forma criativa de financiamento. Você precisa reconstruir um arco verde florestal, uma parte com florestas produtivas, outra parte com florestas nativas. É preciso desenhar uma sustentabilidade desse investimento, para que o resto da floresta, rapidamente, se regenere e isso bloqueie o processo de destruição.” Mercadante afirma que o governo trabalha na reformulação de concessões de parques, como Jalapão e Jericoacoara, depois de os projetos terem fracassado durante a gestão Bolsonaro, e detalha novas parcerias público-privadas na área social, destinadas à construção de escolas e hospitais.”

Fonte: Capital Reset, 20/09/2023

Petrobras irá compensar todas as emissões de carbono da gasolina Podium

“A Petrobras anunciou nesta terça-feira (19) que irá compensar totalmente as emissões relacionadas a todo o ciclo de vida da gasolina Podium. A compensação das emissões da chamada nova Gasolina Petrobras Podium carbono neutro será feita por créditos de carbono gerados por ações de preservação ou de recuperação florestal de biomas nacionais. Segundo a estatal, esse será o primeiro combustível neutro do país e será vendido exclusivamente nos Postos Petrobras selecionados. A gasolina é produzida na refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP). Vanessa Gordilho, vice-presidente de negócios, produtos e marketing da Vibra, antiga BR Distribuidora, diz que a empresa tem o compromisso de apoiar a transição energética. “Ter a Gasolina Petrobras Podium carbono neutro em nossos postos é um passo importante nesta missão”, afirma em nota. “Nosso time trabalha visando a evolução, buscando sempre embarcar tecnologia e inovação em nossos produtos. Vamos continuar expandindo a nossa presença e oferta da nova Podium em novas regiões e praças para que os clientes de todo o país tenham acesso a produtos com mais benefícios e atributos.” A nova gasolina que chega ao usuário final terá as emissões previamente compensadas antes da venda do produto ao consumidor. O combustível teve as emissões determinadas desde a extração e produção das matérias-primas, transportes, processamentos, distribuição e uso final. A determinação dos gases de efeito estufa considerou todas essas etapas dos produtos que compõem o combustível, da gasolina efetivamente produzida pela Petrobras e também do etanol anidro adicionado à gasolina.”

Fonte: Valor Econômico, 19/09/2023

Biometano pode gerar ao Brasil R$200 bilhões por ano em 2050

“A produção de biometano pode render ao Brasil quase R$ 200 bilhões por ano em 2050, movida pela crescente penetração no mercado em substituição do gás natural. A constatação faz parte de um estudo da consultoria alemã Roland Berger, que estima que o energético poderá atingir 39 bilhões de metros cúbicos (m3) de volume de vendas ao ano. Já o potencial de produção estimado é ainda maior e pode ir a 59 bilhões de m3 por ano, impulsionado pela grande quantidade de resíduos agroindustriais disponíveis nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Em termos comparativos, o número supera a extração de gás natural realizada em 2020, que foi de 45,9 bilhões de m3, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O biometano, ou gás natural renovável, é obtido a partir da purificação do biogás, uma mistura de gases que têm como origem o processo natural de decomposição de resíduos orgânicos em ambientes onde não há troca de ar – a digestão anaeróbica. O insumo energético é apontado como alternativa para a substituição sustentável aos combustíveis fósseis, em especial ao gás natural, e tem alto potencial para descarbonizar diferentes setores como o de bens de produção, eletricidade e transportes. O gerente de projetos sênior da Roland Berger, João Martins, explica que o insumo é algo atrativo no Brasil, que depende muito do gás natural para fins industriais e residenciais.”

Fonte: Valor Econômico, 20/09/2023

Política

Lula alerta para crise climática e possível fracasso da Agenda 2030 em discurso na ONU

“Em discurso na 78ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a crise climática, bem como a pandemia, crises políticas, racismo e desigualdade como os principais desafios globais atuais. Ele cobrou ainda a promessa dos países ricos de destinarem US$ 100 bilhões anuais a países em desenvolvimento para o combate aos efeitos da mudança no clima. O presidente disse que mantém “inabalável” sua confiança na humanidade, mas alertou para os riscos de os objetivos das Nações Unidas nessa área fracassarem. “A mais ampla e mais ambiciosa ação coletiva da ONU voltada para o desenvolvimento – a Agenda 2030 – pode se transformar no seu maior fracasso. Estamos na metade do período de implementação e ainda distantes das metas definidas. A maior parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável caminha em ritmo lento”, disse Lula. “O imperativo moral e político de erradicar a pobreza e acabar com a fome parece estar anestesiado. Nesses sete anos que nos restam, a redução das desigualdades dentro dos países e entre eles deveria se tornar o objetivo-síntese da Agenda 2030.” Lula afirmou que “os países ricos cresceram com base em modelo baseado em emissão de gases danosos ao clima” e que os 10% mais ricos do mundo são responsáveis por quase metade do carbono que é lançado na atmosfera. Lula citou a redução do desmatamento da Amazônia, de 48% nos últimos oito meses. E chamou atenção para a necessidade de mobilização de recursos financeiros e tecnológicos, sem os quais “não há como implementar” o que foi decidido no Acordo de Paris.”

Fonte: Valor Econômico, 19/09/2023

Ambientalistas elogiam discurso de Lula, mas apontam contradição com agenda do petróleo no governo

“O movimento ambientalista brasileiro elogiou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York, mas aponta a contradição do país que quer liderar a agenda verde ao mesmo tempo em que pretende abrir novas frentes de extração de petróleo. Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede com 95 organizações, o roteiro de Lula na plenária da ONU foi o esperado. “Foi na batida do que vem repetindo, falando de desmatamento, Cúpula da Amazônia, desigualdade, e está ótimo. O governo está entregando”. A novidade ficou fora do púlpito, lembra Astrini, mencionando o pacote de transição ecológica e os encontros em Nova York do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, e de Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança Climática. Ontem eles foram à Bolsa de Nova York e lançaram títulos verdes da dívida pública brasileira para promover ações socioambientais e climáticas. “O governo está entregando, mas tem contradições como a agenda do petróleo. Não dá para ter as duas coisas, ter uma agenda de petróleo tão incisiva com membros do governo dizendo que a última gota de petróleo será extraída pelo Brasil e ser líder da agenda verde”, diz Astrini. “Vai ter que resolver essa contradição”. “O discurso do presidente Lula na ONU abordou temas importantes da agenda climática, como o entrelaçamento entre a desigualdade e a crise climática, reforçando a necessidade de uma economia descarbonizada e pautada na redução de desigualdades sociais”, disse, ao Valor, Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.”

Fonte: Valor Econômico, 19/09/2023

Haddad: Estrangeiros têm dúvida sobre novo arcabouço fiscal e plano de transição ecológica

“O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (19) que os investidores estrangeiros têm duas principais dúvidas sobre o Brasil: os gatilhos do novo arcabouço fiscal e o plano de transição ecológica que está sendo desenvolvido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O titular da Fazenda acompanha Lula em Nova York desde sábado (16). Em conversa com jornalistas, Haddad disse que está sendo questionado sobre a nova regra fiscal brasileira, recém-sancionada com vetos por Lula, em um momento em que a Fazenda estabeleceu a ambiciosa meta de zerar o déficit das contas públicas em 2024. “Como [a nova regra fiscal] é relativamente complexa em relação a outras leis do mundo, é mais sofisticada, há dúvidas sobre como funcionam os gatilhos para a sustentabilidade [fiscal] ser atingida”, esclareceu o ministro. O ministro da Fazenda também disse que o plano de transição ecológica brasileiro, que começa com a emissão dos títulos verdes, é o segundo item que tem chamado atenção dos investidores. “Há oportunidades de investimentos no Brasil, sobretudo à luz das vantagens que o Brasil tem na transição ecológica”, comentou o ministro aos jornalistas. O roadshow voltado às emissões, considerou o ministro, atingiu os objetivos. “Não acredito que o Brasil terá dificuldade para a colocação desses títulos, que vai abastecer o fundo clima, e isso vai alavancar investimentos verdes no Brasil”, complementou. O restante da pauta de transição ecológica, ele falou, está dividida entre o Ministério da Fazenda e outras pastas da Esplanada. Haddad citou o projeto que regulamenta o mercado de carbono, já no Senado, a própria Reforma Tributária e o projeto do combustível do futuro, enviado ao Congresso na última quinta-feira pelo presidente Lula.”

Fonte: Valor Econômico, 19/09/2023

Fernando Haddad: Brasil é uma plataforma para viabilizar o NetZero

“Os discursos dos ministros do governo Lula estão alinhados na Semana do Clima de Nova York e na Assembleia Geral da ONU. Poucas horas depois da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, em entrevista à EXAME, citar a diminuição do desmatamento na Amazônia em 48% nos nove primeiros meses do ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu o dado no evento Bloomberg Transition Finance Action Forum, em conversa com Mark Carney, ex-presidente do Banco da Inglaterra. “Muito se fala da Amazônia no mundo e nós devemos ser os guardiões da floresta. Reduzimos o desmatamento na região em 48% nos primeiros meses de governo. Isto é um dos indicadores de que somos um país pronto para a corrida de descarbonização do planeta”, diz. Em seguida, o ministro citou outras práticas: “O Brasil tem a oportunidade de produzir uma série de bens socioambientais, com foco na geração de desenvolvimento também da população, algo essencial para garantir a sustentabilidade no longo prazo”. Haddad citou o Brasil como “uma plataforma de produtos para o atingimento do NetZero”. Entre eles, a matriz energética 90% limpa, o manejo de florestas e projetos para a produção do hidrogênio verde a partir do etanol. “Temos a força da produção do etanol e podemos investir na produção de hidrogênio verde a partir disto, assim como num SAF (combustível sustentável de aviação) que siga as normas e as demandas do setor. Para soluções de navegação, também estamos sendo procurados. Além disto, estamos explorando possibilidades de termos mais carros híbridos e investimentos de montadoras de carros elétricos no Brasil.”

Fonte: Exame, 19/09/2023

Internacional

Empresas

Maersk e CMA CGM se juntam no desenvolvimento de combustíveis verdes para embarcações

“A Maersk e a CMA CGM, duas das maiores transportadoras de contêineres do mundo, se juntaram em uma iniciativa para acelerar transição energética no setor e avançar no uso de combustíveis verdes. As empresas vão colaborar no desenvolvimento de novos combustíveis para embarcações, incluindo metano e metanol verdes, com criação de protocolos de uso dos produtos e iniciativas de produção em massa. Nos últimos anos, a Maersk vem avançando na compra de embarcações que são impulsionadas por biometanol, enquanto a CMA CGM aposta em navios movidos a gás natural liquefeito para reduzir emissões. “Apesar de biometanol e gás natural se posicionarem como as melhores alternativas existentes, as companhias querem melhorar o mix de combustíveis disponível no mercado nos próximos anos”, comentam.”

Fonte: Valor Econômico, 19/09/2023

Organizações querem triplicar a capacidade de energia renovável até 2030

“Uma coligação de mais de 250 organizações – que representa mais de 12 bilhões de dólares, equivalente ao PIB do Japão, Índia e Alemanha combinados – publicou nesta última segunda-feira, 18, uma carta aberta com a ambição de triplicar a capacidade de energia renovável para 11 mil GW (Gigawatt) até 2030. A expectativa é que os detalhes sejam acordados durante a COP28, em Dubai. A aliança é formada por compradores, produtores, organizações governamentais e membros da sociedade civil, sendo que metade dos signatários estão nas regiões da Ásia, África e América Latina. “Uma mudança radical no crescimento das energias renováveis, combinada com um aumento na eficiência energética nesta década, será a forma mais rápida e mais económica de descarbonizar a economia global. Este é um dos compromissos mais importantes que a comunidade global pode assumir para garantir um futuro habitável a todos”, diz o documento. O acordo vem em momento ímpar, quando as preocupações mundiais estão voltadas para manter o aumento da temperatura terrestre em até 1,5ºC. Segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável da WETO (do inglês, World Energy Transitions Outlook), é preciso uma “correção imediata” ainda nesta década para limitar o aquecimento global. Para a organização, pensar em saídas sustentáveis para o setor de energia renovável é essencial para o contexto. “No contexto da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e da Ambição Climática, o enorme apoio a um ambicioso objetivo de energia renovável é motivo de optimismo. Faltando menos de três meses para o início das negociações climáticas da COP28, vemos que o mundo está pronto para o que o secretário-geral da ONU chamou de ‘salto na ação climática’”, afirmou Bruce Douglas, CEO da Global Renewables Alliance, uma das empresas participantes da coalizão.”

Fonte: Exame, 19/09/2023

Nasdaq lança plataformas abrangentes de dados e relatórios ESG

“Nasdaq, uma empresa de tecnologia de mercados de capitais, apresentou duas ofertas de dados ESG inovadoras, adaptadas para empresas e investidores. Os produtos, Nasdaq Metrio e eVestment ESG Analytics, visam fortalecer a coleta, medição e relato de dados de sustentabilidade. O lançamento dessas novas ofertas ESG segue a demanda crescente por práticas de sustentabilidade mais transparentes e responsáveis. À medida que a responsabilidade social corporativa e o investimento ético se tornam imperativos, a Nasdaq visa atender a essa necessidade crescente por meio de seus produtos mais recentes. A Nasdaq é conhecida por sua negociação impulsionada pela tecnologia, compensação, tecnologia de bolsa e serviços de empresas públicas. Eles são uma parte integral dos mercados de capitais, fornecendo serviços que facilitam as operações para entidades corporativas, reguladores e investidores. Nasdaq Metrio é a fusão da solução de gerenciamento de dados ESG da Nasdaq, OneReport, com tecnologias da fornecedora de software de relatórios ESG baseada em Montreal, Metrio, que foi adquirida pela Nasdaq no ano passado. A plataforma visa facilitar a coleta, medição e divulgação de dados ESG auditados e de qualidade de investidores pelas empresas. Também ajuda as empresas a navegar em estruturas ESG e compartilhar informações relevantes com agências de classificação, auditores, investidores e outras partes interessadas. A plataforma também apresenta um produto inovador de contabilidade e gerenciamento de carbono. Isso permite que as empresas gerenciem efetivamente os dados de emissões de escopo 1, 2 e 3.”

Fonte: Fintech Global, 20/09/2023

Política

Tesouro americano anuncia novos princípios net zero

“O Tesouro dos Estados Unidos publicou, nesta terça-feira, novos princípios voltados para investimento e financiamento por instituições financeiras comprometidas em serem net zero em emissões de carbono até 2050. Os nove princípios não são obrigatórios nem funcionam como um padrão. A ideia é que eles sirvam de orientação para que os compromissos climáticos bancos, seguradoras e outros participantes do sistema financeiro estejam alinhados à meta global de limitar a 1,5°C o aquecimento global. Uma das recomendações é que as instituições tenham planos críveis para a transição, o que inclui metas intermediárias de descarbonização de seus portfólios até que se atinjam emissões líquidas zero em 2050. O documento também recomenda o “financiamento da transição”, destinando recursos para ajudar o corte de emissões de setores altamente poluentes. “O capital direcionado para uma empresa de energia que está substituindo o carvão por geração solar ou eólica por ser tanto financiamento da transição como investimento na adoção de soluções climáticas em escala”, afirma o texto. Um dos princípios destaca a importância de uma governança robusta para que os resultados possam ser verificados pela alta liderança e pelo conselho de administração. Outro ponto de destaque é a menção ao impacto dos planos net zero em populações indígenas ou comunidades locais. “Além disso, as instituições devem demonstrar entendimento do impacto da transição no meio ambiente, incluindo a natureza e a biodiversidade.”

Fonte: Capital Reset, 19/09/2023

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)

Brasil e UE avançam em agenda verde; RAIZ3 certifica etanol para produção de SAF (link)


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