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ESG em evolução: De agenda regulatória aos temas de investimento

Onde investir na agenda ESG na segunda metade do ano?

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O que esperar na agenda ESG para a segunda metade do ano

#1. Segurança energética: Redefinindo a transição. Em 2026, a segurança energética voltou ao centro da agenda global, impulsionada por tensões geopolíticas que expuseram vulnerabilidades nas cadeias de suprimento e elevaram a volatilidade dos mercados. Esse cenário vem reformulando a transição energética, que deixa de ser um debate binário entre fontes limpas e fósseis e passa a adotar uma lógica de “mais de tudo”, combinando expansão das renováveis com investimentos em combustíveis fósseis. Para o 2º semestre, esperamos que a segurança energética siga como um dos principais vetores de política, da alocação de capital e das oportunidades de investimento nas duas frentes.

#2. Minerais críticos: A corrida se intensifica. Os minerais críticos seguem nos holofotes, à medida em que governos buscam garantir o abastecimento e reduzir a dependência de cadeias produtivas concentradas, especialmente na China. Esse movimento deve ganhar força na segunda metade do ano, reforçando a importância desses insumos para a política industrial e transição energética. No Brasil, o reconhecimento do potencial do país como fornecedor alternativo, somado ao avanço de um arcabouço regulatório para o setor, pode destravar investimentos e fortalecer seu papel nas cadeias globais.

#3. Baterias: Escala de adoção e integração ao sistema. O armazenamento em baterias vem se consolidando como um pilar do sistema energético, impulsionado pela aceleração da demanda global. A expansão segue apoiada pela queda dos custos das baterias de íons de lítio, pelo avanço das renováveis, pelo excesso de capacidade produtiva na China e pela valorização de soluções mais flexíveis e resilientes. Ainda assim, a cadeia de suprimentos permanece concentrada na China. Para o 2º semestre, esperamos maior apoio político ao tema, com destaque para o leilão de baterias no Brasil como catalisador para destravar investimentos e acelerar sua integração ao sistema elétrico.

#4. IA e data centers: Energia em destaque. O avanço dos data centers está se consolidando como uma fonte relevante de demanda global por energia, deslocando o debate de como descarbonizar a eletricidade para se haverá oferta suficiente. Nesse sentido, a escolha das fontes tornou-se mais pragmática: renováveis e nuclear seguem centrais, mas a expansão ainda não acompanha a demanda, elevando a dependência de curto prazo de combustíveis fósseis e reforçando a narrativa de “expansão energética”. Na segunda metade do ano, os desafios serão equilibrar oferta de baixo carbono e resiliência em um contexto de restrições de rede, avaliar se os ganhos de eficiência acompanharão o aumento da demanda e lidar com o maior estresse hídrico associado ao resfriamento.

#5. Reporte ESG: Crescentes nuances regionais. A divergência regional na divulgação ESG está se ampliando: enquanto mercados desenvolvidos recalibram seus arcabouços, os emergentes aceleram a adoção do reporte. Ao mesmo tempo em que as normas IFRS ganham tração global, a CVM no Brasil recuou a obrigatoriedade, mantendo  como voluntário o reporte alinhado ao IFRS. No 2º semestre, a atenção deve se voltar para como os investidores incorporarão dados ESG em um ambiente de “estica e puxa” entre expansão e simplificação das exigências.

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