XP Expert

China acelera expansão de energias renováveis; Brasil destrava projetos de crédito de carbono em terras públicas | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
MY Banner Intratexto2semestreMid Year 2026 Hellobar mobile

Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. China está a caminho de atingir a meta de energia renovável para 2030 com quatro anos de antecedência

Na mídia. China pode cumprir meta de renováveis cinco anos antes, mas carvão resiste – Eixos, 21 de julho (link)

Nossa visão. Nesta semana, o Global Energy Monitor (GEM) divulgou seu principal relatório, o “Global Wind and Solar Power Tracker”, mostrando que a China está a caminho de atingir sua meta de capacidade de energia renovável para 2030 até o final deste ano – quatro anos antes do previsto -, o que reforça o ritmo (acelerado) da expansão de energia limpa no país. Entre as conclusões de destaque, notamos: (i) cerca de 500 GW de capacidade solar e eólica em escala estão atualmente em construção, superando o total combinado em desenvolvimento no restante do mundo; (ii) o pipeline de projetos eólicos da China cresceu 37% em junho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a atividade no restante do mundo permaneceu praticamente inalterada; (iii) apesar das adições recordes de fontes renováveis, as limitações da rede estão se tornando cada vez mais evidentes, com taxas de curtailment de energia solar atingindo de 10% a 17% nas províncias do noroeste, refletindo uma expansão da transmissão que continua defasada em relação ao crescimento da geração; e (iv) a geração a carvão permanece um componente crítico do sistema elétrico do país, fornecendo a flexibilidade e a confiabilidade necessárias para equilibrar a produção intermitente de fontes renováveis. Em nossa visão, o relatório reforça que a transição energética da China tende a ser uma expansão em larga escala de todo o sistema elétrico, na qual as fontes renováveis e o carvão continuam a se desenvolver em paralelo. De modo geral, como a segurança energética permanece uma prioridade estratégica, a transição chinesa também passa a depender cada vez mais de infraestrutura, como a expansão da rede, as redes de transmissão e a flexibilidade do sistema. Essa dinâmica tem implicações que vão além da China, dada a posição do país como o maior emissor mundial de gases de efeito estufa e a maior fonte de investimentos incrementais em energia limpa em nível global. Conforme destacado pelas nossas equipes de Metais e Mineração, Celulose e Papel e Bens de Capital em sua recente viagem à China (acesse aqui), o foco dos investimentos está mudando dos ativos de geração para a infraestrutura necessária para integrá-los de forma eficiente ao sistema elétrico.

#2. Governo do Brasil avança com marco para créditos de carbono em terras federais

Na mídia. Governo prepara diretrizes para créditos de carbono em terras públicas – Capital Reset, 20 de julho (link)

Nossa visão.Nesta semana, os Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente lançaram um grupo de trabalho interministerial para definir as diretrizes e os critérios de elegibilidade para o desenvolvimento de projetos de crédito de carbono em terras públicas federais, incluindo unidades de conservação, territórios indígenas, assentamentos de reforma agrária e florestas públicas não destinadas. Em nossa visão, essa iniciativa representa um passo importante para ampliar a oferta de créditos de carbono de alta integridade no país, ao mesmo tempo em que proporciona maior clareza regulatória para desenvolvedores de projetos e investidores. Se estruturada com salvaguardas ambientais robustas, mecanismos claros de repartição de benefícios e segurança jurídica, a medida pode aumentar a confiança nos créditos de carbono brasileiros, fortalecendo a competitividade do país no mercado voluntário de carbono e, potencialmente, atendendo à demanda futura de mercados regulados à medida que amadurecem globalmente.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.