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O mercado de trabalho brasileiro em julho de 2019

O mercado formal de trabalho brasileiro ainda não recuperou seu patamar pré-crise, mesmo que os números recentes apresentem recuperação de boa parte das perdas que caracterizaram os últimos anos. Em julho de 2019, o número de admissões ultrapassou o de demissões pela quarta vez consecutiva, mantendo o saldo de empregos positivo e corroborando o argumento de que a economia segue em ritmo gradual de recuperação.

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Uma análise do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

  • O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é um dispositivo legal utilizado pelo Programa de Seguro-Desemprego para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas. De forma simplificada, ele mostra a evolução das admissões e demissões no mercado de trabalho formal brasileiro, ou seja, sob o regime CLT.
  • O resultado de julho de 2019 mostrou que, pela quarta vez consecutiva, o número de admissões ultrapassou o de demissões, mantendo o saldo de empregos positivo. O total de postos de trabalho gerados em julho foi de 43.820 e ficou acima do que era esperado pelo mercado (43.335 vagas).
  • Analisando o gráfico abaixo, podemos ver que o saldo total de empregos gerados tem recuperado boa parte da perda vista nos anos de crise, mas ainda indica uma economia que cresce gradualmente. Mesmo quando desconsideramos as oscilações que naturalmente acontecem em determinadas épocas do ano (ou seja, mesmo na série dessazonalizada), o saldo de empregos gerados em julho (41.882) já chegou a ultrapassar a média vista nos anos de crise (representada pela linha tracejada vermelha), mas ainda está distante do patamar pré-crise (linha tracejada azul).
  • Entre agosto de 2018 e julho de 2019, 458.956 novos postos formais de trabalho foram gerados, o que representa um crescimento de 2.94% em relação ao valor acumulado em 12 meses em junho de 2019.
  • Em julho de 2019, 6 dos 8 setores analisados pelo Caged mostraram saldo positivo de geração de empregos, sendo eles:  Extrativa Mineral, Serviços Industriais de Utilidade Pública, Construção Civil, Comércio, Serviços e Administração Pública. Os únicos 2 setores analisados em que o número de demissões superou o número de admissões foram a Indústria de Transformação e a Agropecuária.
  • O setor de Construção Civil foi o principal destaque positivo de julho de 2019, registrando 12.464 novos postos formais de trabalho (na série dessazonalizada). Dentro do setor, as atividades que melhor performaram foram Construção de Rodovias e Ferrovias, Construção de Edifícios e Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações.
  • Os salários médios de admissão e de desligamento também melhoraram na passagem de junho para julho. Em termos reais (ou seja, desconsiderando os efeitos da inflação que acabam “corroendo” o dinheiro ao longo do tempo), o salário de admissões passou para R$1.588,00 (um aumento de 1,38% em relação a julho de 2018) enquanto o salário de demissões passou para R$1.741,00 (um aumento de 0,81% em relação ao mesmo mês do ano passado).

Resumo

Em síntese, o mercado formal de trabalho brasileiro ainda não recuperou seu patamar pré-crise, mesmo que os números recentes apresentem recuperação de boa parte das perdas que caracterizaram os últimos anos. Em julho de 2019, o número de admissões ultrapassou o de demissões pela quarta vez consecutiva, mantendo o saldo de empregos positivo e corroborando o argumento de que a economia segue em ritmo gradual de recuperação.

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